Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
quarta-feira, 18 de março de 2026
sexta-feira, 23 de outubro de 2020
CADA VEZ TENHO MAIS DÚVIDAS
Eu estou certo de que compreendo que estamos numa fase muito complicada da nossa vida em sociedade. Eu percebo que se têm de tomar medidas que possam contribuir para que se tente controlar a situação no que à COVID respeita. Isto dito, face ao comportamento errático, muitas vezes parvo, das autoridades relevantes nesta matéria, do actual PM à DGS, à Ordem dos Médicos, aos enfermeiros que se preparam para fazer greves, etc., interrogo-me todos os dias face ao que observo e tenho cada vez mais dúvidas.
O meu País é, de facto, realmente, um Estado de direito democrático? (Artº 1º CRP)
É um Estado baseado designadamente, na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais? (Artº 1º CRP)
Garantir os direitos e liberdades fundamentais, continua a ser tarefa fundamental do Estado? (Artº 9º, alínea b) CRP)
Liberdade de circulação pelo País, e até para o estrangeiro, a pé ou de automóvel ou por outro meio de transporte, continua a ser um direito de cada cidadão?
É que a suspensão de direitos requer aprovação prévia de acordo com os preceitos constitucionais, designadamente mas não só olhando ao definido no Artº 19º da CRP. Ou estou completamente equivocado?
Não devo revoltar-me, ao abrigo do Artº 21º da CRP (Direito de resistência) contra o facto de não poder ir à aldeia, na Beira-Baixa, no dia 1 e 2 de Novembro próximos, ao cemitério, como faço há décadas e por óbvias razões?
Ou nada disto interessa, como dizia o insolente Sócrates, e por exemplo multidões irem eventualmente ao Algarve ver a Fórmula 1 não tem problema nenhum? Só nos finados é que tem?
Pois é, cada vez tenho mais dúvidas sobre quase tudo.
Só não tenho duvidas sobre o seguinte: sobre a canalha que nos pastoreia.
António Cabral (AC)
quarta-feira, 12 de junho de 2019
Nem sequer sabem o que se deve fazer ao bico da cegonha, mas eu explico, sacudir e meter para dentro do pijama!!
Com conversas directas sem testemunhas, seja a tratar de certas negociações de Estado ou mesmo indo directo ao assunto, tipo - quanto me cabe a mim - que ganho com isso - ou mesmo - o meu primo contacta-o.
Ou até, como recurso em desespero, mandar ir buscar um determinado documento comprometedor para o destruir.
Claro que há sempre algum atrevido, como eu, que lixa o esquema.
Claro que mesmo a lápis é perigoso dar despacho, pois há sempre um Cabral que vai logo à fotocopiadora e o lápis passa a tinta.
Ou que tira mesmo cópias do documento, não vá o original ser desencaminhado por chefe subserviente e pressuroso a pensar na promoção futura.
E estamos nisto.
Uns patetas que, tendo servido como escravos embora tenham também engordado, chegam mais tarde a dizer coisas que, evidentemente, devem ter acontecido como explicam mas esquecem que mais valia estarem calados por falta de provas a apresentar.
São apelidados de canalhas maledicentes.
Não, não são, mas são sobretudo uns patetas que se esquecem agora quão instrumentais se calhar foram no passado.
Parecem esquecer as teias jurídicas que envolvem escritórios e a maltosa que há décadas, roda entre, cargos públicos e privados, entre banca e orgãos de soberania, entre fornecer pareceres jurídicos e construir legislação que levam a assinar pelos eleitos, e havendo sempre ao longo dos anos a cuidada nomeação da pessoa certa para as diversas estruturas, no sistema de justiça, nas forças armadas, nos serviços de informação, nos media, nos reguladores, para os orgãos de soberania.
Desgraçado País.
AC
sábado, 22 de dezembro de 2018
Pantomineiro - o que representa pantominas.
Pantomina - conto ou história para enganar, embuste, intrujice.
O cidadão simples, olhando à sua volta, facilmente exclama - é o que há mais por aí. E não se engana.
O cidadão comum, que não tem carro, que sofre nos transportes públicos, que fica seis horas na urgência de um hospital público com pulseira amarela e que se vai embora por exaustão/ fome e por não ter sido atendido e já passa da meia noite, ou aquele que, mais afortunado, juntamente com o emprego da mulher consegue comprar por exemplo um Renault Clio a longas prestações (por isso é que é uma viatura inapropriada para deputados ou ministros ou outros titulares de orgãos de soberania), encontra-os no dia a dia, e vê também nas notícias a cambada de pantomineiros que nos entram em casa pela TV.
Ele é o que se não lembra.
Ele é o que não se recorda se tinha pago a segurança social.
Ele é o que culpa o governo pelos contratos com as eléctricas.
Ele é o que não fez nada de errado, os outros é que não lhe trataram das papeladas.
Ele é o que tem o endereço de casa para todas as várias empresas que constituiu, a par do rendoso negócio de base com outros.
Ele é o que deseja perder dinheiro (centenas de milhares de euros) para vir servir a causa pública.
ADORÁVEIS e QUERIDOS CONCIDADÃOS QUE VELAM POR NÓS, TÃO DESINTERESSADAMENTE.
O cidadão comum, mas sobretudo o do interior despovoado, que só tem médico quando o rei faz anos, ou que é beijado pelo PR durante uma catástrofe mas esquecido daí em diante, o cidadão comum dizia eu, em vez de pantomineiros chama-lhes - uma cambada de filhos da P***.
E eu concordo.
AC