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terça-feira, 15 de novembro de 2022

As  COSTUMEIRAS …..  

Parvoíce, tontice, demagogia, lideradas por manhosa actriz, andaram há dias a fazer as idiotices do costume.
Protestos, protestaram porque o clima esta como está, protestaram contra por exemplo o ministro Costa e Silva. 
Posso ter estado distraído, mas não me pareceu que a indignação que quiseram descarregar sobre este ministro não teve paralelo contra António Costa. Porque será?

A democracia isto permite, e numa democracia real, madura, nunca deve deixar de haver manifestações, sejam quais forem. NUNCA.

Mas, convenhamos, em democracia também temos o direito de concordar ou discordar, devendo dizer porquê.

Neste caso, dos patetas e das patetas instrumentalizados e instrumentalizadas pela actrizes e actores de meia tigela, discordo das parvoíces todas que resolveram concretizar. 
É permitido, e nunca deve ser proibido, mas discordo liminarmente.

Todas as pessoas têm direito constitucional às suas indignações.
A uns incomoda-os, por exemplo:
> haver Forças Armadas em Portugal,
> estarmos integrados na UE e no Euro,
> estamos integrados em determinadas alianças,
> os eucaliptos, etc.

Eu sei que ás vezes ando distraído e será certamente por essa minha distração que não dei conta de certas manifestações e, designadamente, destas juventudes tão emocionadas neste últimos dias, contra:
> a desertificação e despovoamento de grande parte do território Continental português,
> a crescente corrupção envolvendo inúmeros titulares de órgãos de soberania em Portugal, 
> Portugal estar a ser quase o último em quase tudo comparativamente com os parceiros da UE,
> os morticínios no Irão,
> a pouca vergonha relativa aos escassos caudais dos rios que chegam de Espanha, 
> o nível de salários em Portugal, 
> os problemas de habitação, 
> os continuados abusos de toda a ordem sobre as mulheres na Índia,
> os abusos e morticínios sobre as minorias na China, 
> os horrores perpetrados no Afeganistão, 
> o desaparecimento ou estarem quase a desaparecer várias espécies em África, 
> os horrores terroristas no Norte de Moçambique, 
> os horrores terroristas em vários países Africanos e designadamente aqueles onde Portugal e outros países lutam contra isso, 
> a guerra na Ucrânia iniciada em 24 de Fevereiro passado com a invasão da Rússia,
> etc.

Claro que boa parte daqueles juvenis e os seus actores e actrizes protectores/influenciadores regressaram a casa a pé ou de bicicleta, nunca mais ligarão os computadores de suas casas, passarão a usar o telefone fixo e não os telemóveis, não mais ligarão os televisores passando a ouvir notícias e música por rádio, terão muito mais cuidado com o consumo de água em casa, estando em casa estarão sempre preocupados com os sem-abrigo em Lisboa, passarão a comprar (como eu) grão e feijão secos em vez de enlatados, etc.

Só desavergonhados dirão que os manifestantes de há dias, tinham ar de porcos, mostraram-se mal educados, agressivos, manifestaram vontade de destruir património, não estão perfeitamente esclarecidos sobre as questões climáticas e tudo o mais neste mundo doido.

Dado o que se observou depois ficou-me a dúvida se os manifestantes, ou pelo menos parte deles, se foi reunir e beber uns copos com os seus entusiásticos apoiantes desde um certo partido político a certos ministros do actual governo (??) PS.
Enfim, há quem aprecie isto tudo, e designadamente aquilo a que chamam militância da juventude. Se calhar não apreciarão manifestações nos seus bairros chiques.
AC

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

CADA  VEZ  TENHO  MAIS  DÚVIDAS

Eu estou certo de que compreendo que estamos numa fase muito complicada da nossa vida em sociedade. Eu percebo que se têm de tomar medidas que possam contribuir para que se tente controlar a situação no que à COVID respeita. Isto dito, face ao comportamento errático, muitas vezes parvo, das autoridades relevantes nesta matéria, do actual PM à DGS, à Ordem dos Médicos, aos enfermeiros que se preparam para fazer greves, etc., interrogo-me todos os dias face ao que observo e tenho cada vez mais dúvidas.

O meu País é, de facto, realmente, um Estado de direito democrático? (Artº 1º CRP)

É um Estado baseado designadamente, na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais? (Artº 1º CRP)

Garantir os direitos e liberdades fundamentais, continua a ser tarefa fundamental do Estado? (Artº 9º, alínea b) CRP)

Liberdade de circulação pelo País, e até para o estrangeiro, a pé ou de automóvel ou por outro meio de transporte, continua a ser um direito de cada cidadão?

É que a suspensão de direitos requer aprovação prévia de acordo com os preceitos constitucionais, designadamente mas não só olhando ao definido no Artº 19º da CRP. Ou estou completamente equivocado?

Não devo revoltar-me, ao abrigo do Artº 21º da CRP (Direito de resistência) contra o facto de não poder ir à aldeia, na Beira-Baixa, no dia 1 e 2 de Novembro próximos, ao cemitério, como faço há décadas e por óbvias razões?

Ou nada disto interessa, como dizia o insolente Sócrates, e por exemplo multidões irem eventualmente ao Algarve ver a Fórmula 1 não tem problema nenhum? Só nos finados é que tem?

Pois é, cada vez tenho mais dúvidas sobre quase tudo.

Só não tenho duvidas sobre o seguinte: sobre a canalha que nos pastoreia.

António Cabral (AC)