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terça-feira, 15 de novembro de 2022

As  COSTUMEIRAS …..  

Parvoíce, tontice, demagogia, lideradas por manhosa actriz, andaram há dias a fazer as idiotices do costume.
Protestos, protestaram porque o clima esta como está, protestaram contra por exemplo o ministro Costa e Silva. 
Posso ter estado distraído, mas não me pareceu que a indignação que quiseram descarregar sobre este ministro não teve paralelo contra António Costa. Porque será?

A democracia isto permite, e numa democracia real, madura, nunca deve deixar de haver manifestações, sejam quais forem. NUNCA.

Mas, convenhamos, em democracia também temos o direito de concordar ou discordar, devendo dizer porquê.

Neste caso, dos patetas e das patetas instrumentalizados e instrumentalizadas pela actrizes e actores de meia tigela, discordo das parvoíces todas que resolveram concretizar. 
É permitido, e nunca deve ser proibido, mas discordo liminarmente.

Todas as pessoas têm direito constitucional às suas indignações.
A uns incomoda-os, por exemplo:
> haver Forças Armadas em Portugal,
> estarmos integrados na UE e no Euro,
> estamos integrados em determinadas alianças,
> os eucaliptos, etc.

Eu sei que ás vezes ando distraído e será certamente por essa minha distração que não dei conta de certas manifestações e, designadamente, destas juventudes tão emocionadas neste últimos dias, contra:
> a desertificação e despovoamento de grande parte do território Continental português,
> a crescente corrupção envolvendo inúmeros titulares de órgãos de soberania em Portugal, 
> Portugal estar a ser quase o último em quase tudo comparativamente com os parceiros da UE,
> os morticínios no Irão,
> a pouca vergonha relativa aos escassos caudais dos rios que chegam de Espanha, 
> o nível de salários em Portugal, 
> os problemas de habitação, 
> os continuados abusos de toda a ordem sobre as mulheres na Índia,
> os abusos e morticínios sobre as minorias na China, 
> os horrores perpetrados no Afeganistão, 
> o desaparecimento ou estarem quase a desaparecer várias espécies em África, 
> os horrores terroristas no Norte de Moçambique, 
> os horrores terroristas em vários países Africanos e designadamente aqueles onde Portugal e outros países lutam contra isso, 
> a guerra na Ucrânia iniciada em 24 de Fevereiro passado com a invasão da Rússia,
> etc.

Claro que boa parte daqueles juvenis e os seus actores e actrizes protectores/influenciadores regressaram a casa a pé ou de bicicleta, nunca mais ligarão os computadores de suas casas, passarão a usar o telefone fixo e não os telemóveis, não mais ligarão os televisores passando a ouvir notícias e música por rádio, terão muito mais cuidado com o consumo de água em casa, estando em casa estarão sempre preocupados com os sem-abrigo em Lisboa, passarão a comprar (como eu) grão e feijão secos em vez de enlatados, etc.

Só desavergonhados dirão que os manifestantes de há dias, tinham ar de porcos, mostraram-se mal educados, agressivos, manifestaram vontade de destruir património, não estão perfeitamente esclarecidos sobre as questões climáticas e tudo o mais neste mundo doido.

Dado o que se observou depois ficou-me a dúvida se os manifestantes, ou pelo menos parte deles, se foi reunir e beber uns copos com os seus entusiásticos apoiantes desde um certo partido político a certos ministros do actual governo (??) PS.
Enfim, há quem aprecie isto tudo, e designadamente aquilo a que chamam militância da juventude. Se calhar não apreciarão manifestações nos seus bairros chiques.
AC

terça-feira, 5 de julho de 2022

ORGÃOS de COMUNICAÇÃO SOCIAL (OCS)

Repito, MAIS UMA VEZ, o que ao longo dos anos aqui fui periodicamente escrevendo, umas vezes de forma mais prolixa outras mais resumida, REPITO, portanto, e agora muito sinteticamente: NÃO HÁ DEMOCRACIA madura e real designadamente sem OCS livres, independentes, assertivos, que informem com rigor, que empunhem o contraditório, e que as opiniões das direcções e dos jornalistas estejam  em colunas e páginas bem definidas, mas não infectem as notícias seja sobre o que forem. Relatem os factos, os eventos, as festas, os congressos, etc.

Vem isto a propósito dos OCS nacionais e dos internacionais. Vem isto a propósito das agências de informação, dos "spin doctors", da crescente promiscuidade políticos-jornalistas, da manipulação crescente.

Vem isto a propósito de que é muito interessante para mim ler o mais possível o que nos mostram os OCS e ponderar os acontecimentos "de per si" e cotejar com o noticiado.

Vem isto a propósito do copianço crescente que se observa entre certos OCS, ou como bebem de um trago o que nasce em agências de informação sem um mínimo de ponderação, como transmitem o que lhes sussurram ao ouvido, venha de governos, presidentes da República, deputados, banqueiros, chefes das grandes empresas, poder judicial nas suas diferentes componentes, médicos, enfermeiros, sindicalistas, jornalistas familiares de políticos, etc.

Vem isto a propósito, por exemplo, do que se noticia sobre os berbicachos em França, ou em certas zonas de Espanha, ou no Reino Unido, ou no Canadá, ou nos EUA, ou na Austrália.

Ou ainda sobre a Rússia/ CEI, sobre a China, sobre Ásia em geral, sobre África, bem....., por estes sítios a coisa fica mais ……como dizer……..

Vem isto a propósito, por exemplo, do que germina nos EUA à conta do temor crescente face ao execrável Trump. Neste caso, dos EUA, e ciente de que nada percebo de praticamente nada, apenas procuro diminuir as minhas fragilidades, não estou a ver como é que, FACILMENTE, resolvem o que há dias aqui referi do que me foi transmitido, e que é quase certo que infelizmente grassa por todo o país.

Recordando isso dos EUA, aqui coloquei há dias a miséria inacreditável que família e amigos observaram mal saíam dos centos e depois dos subúrbios, de grandes cidades, de pequenas cidades, de localidades, avançando de automóvel centenas de Km para outras paragens. Tendas, tendas, caravanas, tendas, caravanas, miséria, miséria. São milhares de miseráveis, sem condições, de todos os tons de pele. 

E agora lembrei-me de outro "paraíso" efervescente de "igualdades" (!!), o Brasil, o tal onde Marcelo diz que não há problemas só parece, e lembrei-me do final de 2011, do regresso de autocarro de Santos para S.Paulo. A guia, ao começarmos a ver barracas - estamos a chegar a S.Paulo isto é, às zonas antes da cidade grande que terá cerca de 18 milhões de pessoas; em todas as zonas limítrofes como esta a que estamos a chegar, calcula-se que aqui vivam cerca de 10 a 11 milhões de pessoas (18+11=29)! 

Andámos imenso até chegarmos a uma zona central de S.Paulo, onde almoçámos. As barracas que existiram nos arredores de Lisboa décadas atrás e se observavam bem quando se chegava de avião a Lx eram quase luxuosas comparadas com o que vi por ali.

Isto tudo, portanto, para lembrar o fosso enorme entre estratos sociais, entre miseráveis, remediados e ricos. Para lembrar como estes assuntos são tratados nos OCS nacionais e internacionais, ou como tratam a guerra na Ucrânia, ou os coletes amarelos em França, ou o aeroporto em Portugal, ou o preço dos combustíveis por cá, ou os assuntos dos militares das Forças Armadas, ou os preços nos supermercados, ou os preços das cerejas na Beira-Baixa e comparar depois com os praticados em vários locais de Lisboa, ou as questões laborais, ou o problema da assistência na saúde, ou…ou…ou..…etc.

SEM NUNCA IR A SÉRIO AO CERNE DOS PROBLEMAS NAS SOCIEDADES E ASSIM CONTRIBUEM PAULATINAMENTE PARA OS (para mim naturalmente) EXECRÁVEIS VENTURAs, TRUMPs, LE PENs, MELECHON, etc.

Como está a minha democracia, como anda a ser tratada a minha Constituição da República?

Boa semana. Saúde.

António Cabral (AC)

quinta-feira, 16 de junho de 2022

MANIPULAÇÃO. LAVAGENS ao CÉREBRO.
São constantes. CONSTANTES.
Então com a brutal guerra que eclodiu em 24 de Fevereiro passado com a inaceitável agressão militar Russa, estão em crescendo.

Começo por um caso corriqueiro. 
Dizem-me, não vi, não vejo quase nada na TV (uso muitas vezes a tecnologia para rever coisas para que me alertam), que um tal de Luís Filipe Vieira teve palco nas TV, e desancou antigos comparsas na agremiação Benfiquista e terá manipulado quanto baste. É um exemplo menor.

Todos os dias, agora em crescendo, mas já muito antes do malfadado 24 de Fevereiro passado, e bem desde o século passado de entre guerras mundiais, que a população mundial é manipulada, e a lavagem ao cérebro é uma constante e, o resultado, é o embrutecimento, a mansidão, a letargia, a acomodação, o adormecimento, o não raciocinar. 

Todos o dias despacham lavagens ao cérebro sobretudo pelas TV. 
A propósito de tudo. Futebol, Rui Moreira, Rui Pinto, Pinto da Costa, a hipotética doença de Costa, birras de Marcelo, da culpabilidade de Passos Coelho (que de facto borradas fez), combustíveis,  cereais, defesa nacional do país mais seguro do mundo, social, forças de segurança, clima, seca/ falta de água, os incêndios, banca, Zelensky e o entra não entra na UE, o brilhantismo dos Marcelo, Costa, Jerónimo, Rio, Catarina e tantos mais. Etc.

Temos o maravilhoso "Green" que Portugal vai ser, da maravilha da economia azul que agora é que vai ser, do hidrogénio às cores que agora iremos exportar em barda, desta maravilha toda onde não faltam professores, médicos, agentes policiais, fiscais, portos profundos, militares, enfermeiros, transportes públicos de qualidade e em quantidade, aeroportos, marinha mercante nacional, marinha de guerra,  guardas prisionais, marinha de pesca, etc.

Temos, também, o maravilhoso Portugal completamente cadastrado, em que a administração central e as autarquias sabem finalmente quem é dono de um determinado terreno, ou o Portugal completamente agora descentralizado com todas as devidas verbas atribuídas e transferidas para as autarquias, ou o Portugal com a estrutura de combate a incêndios perfeitamente oleada e apetrechada, ou o Portugal em que se sabe e está divulgado e acessível a todos, os quadros reais de cada hospital do SNS e de todas as outras unidades de saúde do sistema público de saúde e, subsequentemente, as inexistências de pessoal em cada quadro, ou ainda o Portugal dos quadros reais de todo o sistema de justiça.

Temos muita coisa, está tudo finalmente direitinho, está tudo resolvido e o que eventualmente ainda não esteja , está quase, como sempre lembra o reizinho em Belém. 

E, se sempre foi mais ou menos assim, com todos, repito, com todos os Presidentes da República, todos os Primeiros-Ministros, todos os ministros e outros governantes, todos os deputados, todos os dirigentes partidários, e muita da comunicação social, desde 2016 as coisas têm piorado no que respeita a, propaganda descarada, manipulação, doses maciças de lavagem aos cérebros das criaturas comuns.

Dirão, e é verdade, lá fora é parecido. Certo. 
Mas interessa-me é o meu país, a sociedade portuguesa, e preocupa-me como as coisas estão no nosso regime, no regime formal em que quero continuar a viver, democracia, estado de direito, como estabelecido na CRP.

Mentem e aldrabam, Merkel, Putin, Biden, Trump, Obama (o tal que fechou Guantanamo), Suarez, Guterres, Cavaco, Boris, Barroso, Costa, e dezenas mais incluindo pais de pátria falecidos.

Dizem que é habilidade política! E que há um ou outro que nisso são geniais. Mas, como referido na AR, mais uma vez, não governa, disfarça, remedeia, ou mente até.

Por exemplo, a questão da inflação crescente por cá não resulta apenas e só da guerra criminosa na Ucrânia. Os preços dos bens essenciais, os combustíveis, a especulação imobiliária já aí estavam antes da guerra, e não foi bem a Covid a culpada.

Com a guerra na Ucrânia querem fazer-me crer que a Rússia quer destruir a Ucrânia e destruir a seguir outros países. Penso que não, mas posso naturalmente estar completamente enganado.
O que esse alarve creio quererá é ficar com uma grande extensão da Ucrânia, grande parte da que é muito produtiva em agricultura e em matérias primas, e ficar como os portos e vedar o mar Negro à Ucrânia. Ficar com riquezas. Deplorável, inaceitável, para mim naturalmente.

A Ucrânia vai entrar na UE. Não, afinal não vai entrar. Ah, a Ucrânia vai ficar com estatuto de candidato a aderir. Veremos. Ah, a Ucrânia está quase a ganhar a guerra, bastam mais uns canhões.

Nada disto me parece possível. Nem no plano militar, quer do lado Russo quer do lado do manipulador Zelensky (que está no seu papel de moralizador de tropas) nem no plano político.

Só falta um destes dias virem dizer-me que o Macron e o Olaf são Putinistas. Ah e, claro, eu também.

Como vejo as coisas, a Rússia deve estar com problemas internos, mas posso estar enganado. Verifico o que me parecem ser mais uns cautelosos passos de solidariedade Rússia - China.
Penso que a Rússia não terá relevantes problemas em bens alimentares, não tem certamente na energia, ou em certas áreas industriais e tecnológicas como a espacial. Mas, creio eu, quer bons e ricos terrenos e portos Ucranianos. Inaceitável, para mim naturalmente. 

Também me parece evidente e espero não estar equivocado, EUA, Rússia e China não usarão as armas balísticas do terror. Mas neste plano, presumo que Putin se ri quando olha para a Europa, mesmo que Macron tenha a "Force de Frape" e o Boris e a sua Rainha alguma coisa do género.  

E se tudo isto refiro é à conta da manipulação, das lavagens ao cérebro, das guerras de comunicação, da perigosa ou estranha ou o que lhe  quiserem chamar da nossa sociedade da informação. 
Neste plano, estamos desde o início do ano com guerras violentíssimas. Informação, desinformação. Quando olho (o pouco que olho) para as nossas TV e jornais e revistas mas sobretudo TV, que confrangedor.

Temos a realidade anunciada pelo, Putin, Zelensky, Biden, Marcelo, Macron, Boris, Xi, Ursula, inarrável Michel, Costa, etc., e a realidade, bem REAL. 
Realidade e fabricações. 
Temos maus, bons, anjos, diabos (não estou a falar do Passos). Temos muito truque, muitas ilusões, muito ilusionismo. E a mole ignara é que se trama. 
Desde os desgraçados Ucranianos que UE e Americanos atiçam, às populações dos diferentes países na Europa a sofrer gradual e crescentemente as consequências da guerra brutal e inaceitável promovida por Putin mas, também, com o gozo interior de muitos nas suas poltronas em várias chancelarias.

Sempre em cima da mesa os conhecidos princípios de adormecimento, para atrair o apoio inconsciente dos OCS. 
E, portanto, distrair a populaça, com tudo o possível e imaginário, para desviar as atenções do essencial, longe dos reais problemas afectando a vida das pessoas, e quase nunca enfrentados e menos ainda resolvidos. Se preciso for, criar até algum problema pequeno, de preferência que suscite emoções e comoções.

Se as questões económica apertarem, ainda melhor, deixar andar que as pessoas ficam aflitas e não olham a coisas outras. 
E, claro, falar no que vai ter que ser mas não vai ser aplicado já. Bonzinhos que são!
Ah, e tratar a população com o carinho próprio do tratamento dedicado para com crianças pois assim as reações, se as houver, serão provavelmente infantis. 
Assim, muito provável a ausência de sentido crítico. 
Usar de muita emoção.

Conveniente usar a táctica de manter (disfarçadamente) a matriz da ignorância, apelar à compreensão, apelar à complacência.

Estou a ver mal as coisas? Oxalá esteja.
António Cabral (AC)

quarta-feira, 8 de abril de 2020

COVID-19 e PORTUGAL
Vá lá, deixem-me escrever umas palavras quase à senhor de "la palisse"
Que o safado do bicho causou e vai causar enormes sarilhos não é preciso diploma para disto ter a certeza.
Que as nossas vidas levaram já um trambolhão é óbvio.
Que para o futuro próximo e de médio prazo presumimos muitas coisas é evidente e natural, mas o que vai acontecer por cá, de facto, social e economicamente, é uma incógnita e esta é, naturalmente, a postura séria.
Estou convencido que os estudiosos e investigadores das doenças/  epidemias/ pandemias nas mais diferentes vertentes da ciência chegarão dentro de meses a conclusões ainda que não 100% seguras e, desejavelmente, à definição de uma vacina para o bicho.
Do que vou lendo por cá e do que se escreve em OCS estrangeiros nada me descansa.
E não percebendo eu nada disto, estou em crer que o supra escrito é inatacável.

A defesa da ministra e da senhora da DGS por parte dos turbo administradores de cabelos brancos é bem indicadora de que devemos estar muito receosos.
A sucessiva e descarada postura sobre as máscaras é eloquente de como nos bastidores as coisas foram descuradas há pelo menos dois meses e, depois, como têm sido urdidas.
A acreditar nos OCS nacionais, coisa sempre perigosa, certas regiões do Continente estão na penúria quanto a material protector.
Além de que, entre encomendas do governo, doações de futebolistas e empresários da bola, outras doações, ajudas de Macau, e no meio de vergonhosa manipulação e propaganda, ainda não estou certo de quantas paletes e paletes de material chagaram de facto à tugolândia.
A acreditar ainda nos ditos orgãos de informação, as posturas do senhor G continuam na senda do que sempre foi durante anos, à sombra do seu padrinho cenoura, preparando-se para desvirtuar se não mesmo estragar a instituição/ sinecura que lhe arranjaram.
E tanto que ele gosta de ir comer bacalhau.
Os chavões constantemente atirados ás pessoas são, por exemplo, taxa de letalidade, peritos, curvas, pico da curva, planalto,  imunidade de grupo, isolamento social, democracia não foi suspensa, evolução do surto, expansão exponencial, vírus, Covid-19, coronavirus, abstrações matemáticas, cuidados intensivos, SNS,  ganhar Maio em Abril.

Parece-me evidente a postura de manipulação dos principais titulares de orgãos de soberania.

Parece-me evidente que o barbudo da educação mais a rapaziada da CGTP não têm ainda bem definida uma posição sobre abertura ou não das escolas.
O comentador real tratou ontem de retirar ao PM o anúncio sobre  quando abrirão as escolas. Lamentável, é o mínimo que se pode dizer.
Parece-me evidente que esta questão do encerramento das escolas colocou a nu o que muitos sabem há muito tempo, e que políticos de todas as cores mas particularmente vermelhos de tonalidades várias e os rosas sempre procuram disfarçar. Escolas fechadas e ensino à distância é coisa fácil não é, como se todos os lares tivessem computadores para todos os filhos, como se todos os professores estivessem à vontade com a tecnologia necessária, como se não houvesse um grande problema com as famílias em que muitos pais estão a trabalhar e eles em casa na "escola". Pois!

Outra coisa é esta delícia em que entra também o manipulador -mor, a questão do PICO. O pico da curva, que não o Pico ilha magnífica dos Açores, de que tenho saudades imensas.
Ai o pico vai ser provavelmente a meio de Abril próximo.
Ai o pico vai ser a meio de Maio próximo, que isto não é coisa de poucas semanas, e ai as minhas orquídeas coitadinhas.
Ai o pico já deve ter sido em Março.
E não lhes cai dente nenhum nem cresce o nariz.
Mas que têm uma descarada ausência de vergonha na cara parece-me evidente, desde o topo da pirâmide da máquina do estado até à DGS.

Depois, correndo riscos, se ligarmos de vez em quando o televisor levamos com, anunciadores dramáticos de gráficos e curvas, de comentadores encartados como o de cabelos brancos encaracolados, todos com uma dose brutal de manipulação que, estou em crer, é capaz de convencer muito tuga.
Depois, há uns quantos que, justamente, falam na questão económica mas, alguns, não conseguem disfarçar que a sua irritação é estarem a perder dinheiro e não, como devia ser, a preocupação pela manutenção da empresa, das empresas, a manutenção da produção e do trabalho e do emprego.
E, depois, e uma das coisas para mim mais evidentes e que é conhecido de há décadas, a questão do ministério que devia fiscalizar as empresas.
É por demais evidente, desde sempre, a escassez pornográfica de inspectores por exemplo do trabalho, mas não só. Porque os sucessivos governos sempre preferiram ter a CGTP a denunciar as pouca vergonhas, como o faz agora e muito bem, do que ter quadros de inspectores, alargados, para sempre que necessário e constantemente meter na ordem patronato mas, também, para descobrir e punir alguma malandragem que possa existir em trabalhadores.

O que comanda a evolução de um surto?

Não sei. E arrisco dizer que, se calhar, nenhum cientista sabe com segurança absoluta.
As questões da, velocidade de contágio, probabilidades,  hospedeiros, meios hostis, quanto tempo as partículas e os vírus ficam em suspensão no ar, se os espirros podem ultrapassar certas máscaras, curvas epidérmicas, níveis geríreis da pandemia, modelos complexos de avaliação, temperatura, humidade, quantidade de partículas no ar, exposição aos raios ultravioletas, claro que tudo isto me parecem questões pertinentes.  
Certezas absolutas não existem.

As sensações e interrogações que tenho neste momento são as seguintes:

> que o governo andou mal há pelo menos dois meses atrás, tal como andou muito mal quem o aconselhou e particularmente o MSaúde e a DGS,
> que a DGS ainda anda um bocado aos bonés, 
> que continua a faltar imenso material de proteção mesmo para quem está na linha da frente nos hospitais, 
> o impacto da pandemia na nossa sociedade parece estar a ser muito diferente do que se passa em Espanha, mesmo sendo a sociedade portuguesa também envelhecida, e alguma coisa deve poder justificar isso, para lá das medidas tomadas,
> ao olhar para os gráficos e para as projeções de Jorge Buescu vejo neles seriedade e apreensão, embora pessoalmente considere que devia ter evitado escrever palavras de alarme social a roçar o descabido, 
> que alguns que hostilizam certas projeções e o encerramento de muita actividade económica parecem estar é mais preocupados com o facto de não poderem dar a sua consultoria para o controlo das florestas ou a consultoria para a grande canalha da alta finança, 
> que continuamos a não realizar testes em massa como estou convencido devíamos fazer mas, claro, isso tem a ver com a impreparação e negligência de há pelo menos dois meses, o que pode provavelmente falsear o que se passa realmente quanto à propagação da doença no nosso País,
> que a ajuda da banca nacional está a começar a desenhar-se como é hábito naquela gente, apesar da "manteiga" inapropriada  que logo Marcelo pressuroso veio vender à populaça que provavelmente acreditou, 
> até que ponto os programas de vacinação em massa no nosso país como por exemplo contra BCG, dos anos 50 a 70 do século passado, poderão ter influência negativa para o vírus?
Aguardemos
AC

sexta-feira, 23 de junho de 2017

OS POLÍTICOS (CÁ E LÁ FORA) E OS JORNALISTAS
Como em tudo na vida existem excepções.
Cingindo-me à prata da casa portuguesa, cada vez mais estou convicto que uma grande parte dos jornalistas não tem preparação, não faz por isso (talvez também em muitos casos não tenha oportunidade ou possibilidade), e a realidade a que se assiste é  um sem número de coisas despropositadas, histéricas, desajustadas, desequilibradas.
Tenho escassa experiência de contactos com os media, mas quanto à que tive estou crente que nunca me saí mal pois, caso contrário, bem teria sido zurzido pela hierarquia da instituição que representava.
Lembro-me até de um período em que senti claramente quão sedentos de fazer sangue estavam umas certas criaturas. Adiante.
O que aqui me importa é os jornalistas e, da minha experiência, quando para uma entrevista o entrevistado está bem preparado e não se excita com entrevistas nem microfones ou câmaras de TV, conhece bem as suas responsabilidades, e faz diariamente o seu trabalho, mas conhece igualmente muito bem as responsabilidades dos outros, por exemplo, as de um governo regional, claro que o entrevistador fica boquiaberto com certas respostas frontais e fundamentadas e, mais claro ainda, à noite no noticiário, os temas quentes que não eram da responsabilidade do entrevistado nem da instituição que representava, obviamente não foram passados. Sintomático.
Aprendi muito nessa altura. Nada me espanta no presente.
AC

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Os alvoroçados, os excitados, os justos!
Hoje, como de vez em quando me atrevo a fazer, ouvi um bom bocado a telenovela parlamentar, formalmente designada por debate quinzenal.
Nada aprendi.
O actual primeiro-ministro creio que disse umas verdades bem atiradas ao PS, mas fingiu que não disse certas coisas no passado recente. Entre o PM e as restantes posições não vale a pena perder muito tempo. 

Quanto ao que se referiu acerca dos hospitais, é engraçadíssimo que para um debate político não se possa trazer à colação noticias passadas nas TV. Só um desvario completo da parte do PM pode justificar, essa sim, uma insanidade mental. Aliás, o secretário de estado da saúde que veio a público falar sobre o assunto, não deve exercer medicina há muitos anos, ou então......pois!!!

Mas antes de voltar à telenovela, os hospitais e o SNS.
Por força do envelhecimento dos meus pais, pai já falecido em 2011, tenho uma perspectiva, diria razoável, acerca de como são atendidos os seres humanos como foi o caso do meu pai, no IPO de Lisboa, no hospital de Cascais (antigo e actual de Alcabideche), e posteriormente no Egas Moniz. Saliento que o meu pai, dada a exorbitância da sua reforma nunca pagou taxas moderadoras. Por maioria de razão, a viúva minha mãe. Portanto, dois anónimos cidadãos, que entram na categoria de "tralha" para as macas das urgências. 
Mas a realidade que vivi alguns anos, não é exactamente o que se diz. Mas valha a verdade, por exemplo Sta Maria e o de Setúbal, porque já por lá passei por outras razões, mostrou-me ao longo dos anos casos parecidos com a reportagem televisiva.
Mas o meu ponto é este: por causa das doenças do meu pai, o INEM nunca demorou mais do que (salvo erro) 12 minutos a chegar à residência na Parede, e os funcionários das ambulâncias foram sempre extraordinários. No IPO o meu pai foi sempre tratado com grande carinho e dignidade. Nos outros hospitais nunca esperou demasiado tempo, uma vez apenas, no de Alcabideche, estive seis horas sem ser informado da situação dele. No Egas Moniz foi operado, muito bem tratado, mas já pouco havia a fazer.
E de tudo isto, sem pagar um tostão. Pergunto-me e pergunto a todos: isto tudo custa ou não muito dinheiro? E cada vez mais! E quando existem concursos que ficam por preencher, a culpa é deste ministro e do anterior, APENAS? Milagres?

Bom, voltando à telenovela desta manhã.
TAP, segurança social, etc, e acrescento, as cronicamente deficitárias empresas públicas, tudo isto deu, dá, e vai continuar a dar prejuízos. Mas quando se diz que há ali em cada um dos sectores um problema, aparecem logo os exaltados do costume. Mas há ou não há um problema? De dinheirinho? Além, naturalmente, das más gestões, do amiguismo, do nepotismo, da roubalheira. E do financiamento aos partidos. E da colocação dos boys de todos os partidos. E dos SWAPS, e das engenharias financeiras. E das regras que eram e agora são outras. E da manipulação.
Mas é evidente que existem estes problemas que se arrastam, penosamente, à custa de todos os contribuintes que pagam os impostos..
Como se resolvem? Quando se resolvem?

Naturalmente, creio, que não é com as cassetes folclóricas do costume, nem com a pouca vergonha em que este governo se está a esmerar.
Mas quando se pergunta aos sábios que estão a trabalhar ou que trabalharam 4 meses e em vez de denunciar logo as pouca vergonhas que estavam em preparação sábios continuam, como fazer para repor salários, pensões, etc e que reflexos na manutenção ou não da carga fiscal, uma das respostas sábias é.......as opções têm de ser avaliadas “em conjunto” e que um “um orçamento tem milhares de opções, pequenas e grandes”.
E o mais sábio de todos, deixa ouvir sempre - não contem comigo.
POIS! estivemos pior, estamos mal, e futuramente vejo nuvens muito escuras.
A minha desgraça, de cidadão, de reformado, é que continuo a não encontrar a cegonha para lhe pedir contas por me ter estatelado aqui. Porque aqui, não conto com este governo, os anteriores foi o que se viu, e o futuro não augura nada de bom. Conto que tenha ainda mais algum tempo com saúde adequada à idade. Será o meu euromilhões.
AC