Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
domingo, 15 de fevereiro de 2026
quarta-feira, 19 de novembro de 2025
ESTUDANTES FECHAM ESCOLA ARTÍSTICA
Só imbecis por esse mundo fora como Trump e outros tal como por cá existem também, é que persistem em negar que o nosso planeta vive tempos complicados e complexos, que aumentam os casos de fenómenos extremos como por cá se verificou há dias no Algarve e não só, ou o que aconteceu há um anos em Valência.
Só mesmo imbecis é que negam que o clima está diferente.
E não é de agora. Vou repetir o que aqui em tempos escrevi.
Duas coisas:
1ª - em 2001 fiz um cruzeiro, de Vancouver ao Alaska, parando em vários locais e entrando em duas baías, no Sun Princess. Na véspera de cada visita cada passageiro recebeu indicações várias sobre as pequenas localidades e cidades que íamos visitar na manhã seguinte. Como um mapa daqueles da National Geographic relativamente às baías. Lembro-me que o mapa tinha uns pequenos traços curvos numa baía onde entrámos, indicando a localização do glaciar. Recordo que perto da entrada da baía havia um primeiro, 1700 e tal indicando a chegada lá do famoso Cook. Tinha mais três ou quatro para dentro com datas mostrando o recuo do glaciar. O último era salvo erro de 1964. Pois o navio entrou bastante para lá desse último traço, consegui saber que teria sido pelo menos mais meia milha náutica (1 mi =1852 mts)
2ª - A minha filha mais velha, actualmente com 54 anos, ao tempo em que teve 7 anos e estava à beira de deixar de ser filha única, e andava na escola primária em que as aulas começavam sempre depois de 5 de Outubro, passava férias connosco nas últimas duas semanas de Setembro na aldeia de Monsanto. Particularmente na última semana de Setembro e nos primeiros dias de Outubro à noite tínhamos que vestir uma malha pois as noites eram frescas. Há vários anos que Setembro e grande parte de Outubro são sempre quentes.
O clima está diferente, muito diferente, PONTO.
Voltando aos meninos e às meninas que lutam pelo fim da utilização dos combustíveis fósseis, naturalmente que têm todo o direito a manifestar-se e, pessoalmente, não tenho duvidas que há lugar a justa revolta.
O que NÃO TOLERO é que os meninos e as meninas façam o que hoje é noticiado estão a fazer, na maior das impunidades. Como de costume.
Respeito pelas minorias, SEM QUALQUER DUVIDA.
MAS RESPEITO PELOS QUE QUISEREM IR ÀS AULAS. E violar as instituições é inaceitável.
Porque é que o padreca e familiares que estão por trás disto não mandam os meninos e as meninas irem manifestar-se em frente das embaixadas em Lisboa da Rússia, China, EUA e Índia? Porquê?
E já agora, os meninos e as meninas que estão a fazer isto,
- já não vão para as aulas nos popós dos papás ?
- já não passeiam senão de bicicleta e comboio ?
- já não atravessam o Tejo a não ser em barcos à vela, chatas a remo, ou na Transtejo mas só nos barcos eléctricos ?
- já só utilizam autocarros elétricos ou os caros carros eléctricos da família, ou o Metro ?
- já não usam os telemóveis, nem os computadores ?
- já . . . . . . . . ?
Enfim, mais uma demonstração do estado a que isto está a chegar.
Depois admiram-se e revoltam-se que o insuportável (opinião pessoal naturalmente) Ventura e associados cada vez engordem mais.
E o insuportável comentador de tudo e mais alguma coisa não comenta isto? Ah, é para não incomodar os meninos e as meninas e os ideólogos que estão por trás disto.
Oh professor Marcelo, já não há outro mandato, podia começar a ser um poucachinho (Costa dixit) menos . . . .como dizer . . . .
António Cabral (AC)
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025
terça-feira, 29 de outubro de 2024
DEIXAR AOS VINDOUROS UM PLANETA MELHOR
Sem dúvida alguma.
Mas, se calhar, era melhor e já vão muito atrasados, começar a inverter certas coisas, pois para que isso possa de facto acontecer, um planeta melhor, convinha preparar diferentemente os filhos, as novas gerações.
Ou estou a ver mal as coisas?
segunda-feira, 30 de setembro de 2024
PINTEM ANTES A VOSSA CASA,
segunda-feira, 24 de junho de 2024
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024
terça-feira, 7 de novembro de 2023
sexta-feira, 29 de setembro de 2023
COMO QUALIFICAR ?
Umas criaturas brindaram o titular da pasta do ambiente com ovos e umas coisas cheias de tinta verde. Creio ter sido isto. Quem os instiga ficou na sombra. Os iluminados do costume.
Há vários aspectos que se podem ponderar nesta cena montada para terem microfones e câmaras de Tv e tempo de antena.
Modas - há muito que andam na moda estas agressões, contra pessoas, contra quadros de pintores famosos, contra monumentos, etc. Modas, designadamente mas não só, de "índole Gretiana".
Eficácia - estas acções têm, penso eu, eficácia zero ou próximo disso. Basta ver por exemplo a história da marcação de datas para eliminar o diesel e a gasolina e o sucessivo adiar das datas. A decisão no Reino Unido há dias é apenas um exemplo. Mas estas criaturas ficam muito contentes por poderem aparecer em público. Elas e quem as patrocina, "Pro Bono" ou não.
Propaganda - mesmo neste âmbito parece-me que o efeito é coxo.
Manifestou o seu desagrado, educadamente, comentou e a meu ver bem, o que sucedeu.
O Estado não deve ser policial, mas há que ter conta peso e medida. Que eu saiba houve um crime. Isto não deve ser tolerado. A indignação, é uma coisa, isto e outras do género são outra coisa.
A revolta das pessoas é legítima, e as questões climáticas devem ser olhadas muito seriamente e não me parece que isso esteja a acontecer, mas por culpa de todos os lados.
AC
quinta-feira, 7 de setembro de 2023
Protesto pela Floresta do Futuro
O que era esperado continua a acontecer. A destruição de áreas rurais, comunidades e territórios continua após décadas de avisos, de pareceres, de discussões, de traições e desprezo. O estado de degradação da floresta portuguesa continua a ser condição fundamental para a catástrofe: abandono, monoculturas industriais, espécies invasoras, degradação dos serviços de protecção e vigilância, desinvestimento no interior. Em cima disto, a seca engole o país devido à crise climática e o calor torna tudo mais frágil. Os incêndios que ocorreram este ano em Odemira, Proença-a-Nova, Monchique, Cadaval, entre outros, são a manifestação disto. Em ciclos cada vez mais curtos o nosso país está exposto a incêndios catastróficos que têm responsáveis.
Olhamos para o futuro e não podemos ignorar que o que está a acontecer é exactamente o que governos e celuloses impuseram: mais monoculturas, mais eucaliptos, mais incêndios, mais abandono, despovoamento, alterações climáticas, desertificação e perda de biodiversidade. Mais monoculturas de eucaliptos, invasoras e espécies de crescimento rápido com apetência pelo fogo substituem a floresta autóctone, acelerando este ciclo. E o clima muda, fica mais quente, mais seco, com secas, verões mais longos e menos dias de chuva. O deserto está a ganhar. Esse também é o plano dos governos e das celuloses. Não têm outro plano e rejeitam qualquer alternativa.
As medidas que não revertem este ciclo, aceleram-no. Precisamos de floresta como a primeira barreira contra a seca e desertificação. Para isso temos de mudar a paisagem. Não daqui a décadas, agora. Temos de responsabilizar as celuloses que nos trouxeram até aqui, a The Navigator Company e a Altri Florestal, e os governantes que lhes estenderam a passadeira - de todos os partidos. Não as travaram e entregaram-lhes o futuro do nosso país. Não podemos aceitar mais isto. As celuloses têm de pagar a destruição do passado e a atual.
Responsabilizamos também as empresas portuguesas que continuam a agravar a crise climática, como a Galp e a EDP, que planeiam continuar as suas atividades destruidoras e extrativistas durante décadas, lucrando como nunca e rejeitando os cortes de emissões necessários para travar o caos no clima. É urgente assegurar as necessidades das pessoas, o equilíbrio ambiental e a saúde pública e não os negócios de sempre.
Precisamos menos ignições e menor área ardida. Isso significa ter um cadastro florestal total do território nacional, e o que está abandonado tem de ser assumido pelo Estado. A áreas abandonadas têm de ser geridas, não pelas estruturas caquéticas atuais, mas por uma instituição criada para o efeito. O rumo seguido durante décadas no mundo rural em Portugal foi feito em oposição aos pequenos proprietários e à diversificação rural, agrícola e florestal, mantendo propositadamente preços baixos e pobreza permanente. Uma floresta de futuro tem de ser construída com intervenção direta do estado, mas de um estado que rejeite ficar nas mãos de uma indústria devastadora para o país, como é a das celuloses.
Temos de deseucaliptizar Portugal. Precisamos de tirar 700 mil hectares de área de eucaliptal no país esta década - que corresponde fundamentalmente ao que tem sido abandonado - e transformar essas áreas em floresta e bosque resiliente que aguente o futuro mais quente e mais seco que a crise climática produziu. Temos fazer isto acontecer para travar o deserto.
No dia 3 de Setembro saímos à rua, em Lisboa, no Porto, em Coimbra, em Odemira, na Figueira da Foz, em Viseu, em Oliveira do Hospital, em Arganil, na Sertã, no Cartaxo, em Proença-a-Nova, em Vila Nova de Poiares, ... e em outros territórios porque as promessas e os remendos dos últimos anos nunca cortaram a lógica que nos trouxe até aqui e que nos levará, se não nos rebelarmos, a abdicar do território em que vivemos para que se torne uma zona incapaz de sustentar populações, incapaz de defender vidas. Saímos à rua por um futuro muito além da lógica redutora dos ciclos económicos e políticos. Basta.
A desertificação, a fuga das pessoas para a orla costeira, o abandono do trabalho agrícola porque nomeadamente não pago como devia ser, são tudo aspectos que têm origens.
terça-feira, 1 de agosto de 2023
ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS
Há? Não há, é tudo invenção?segunda-feira, 26 de junho de 2023
segunda-feira, 5 de junho de 2023
Refiro-me a chuva contínua, calma, que gradualmente ensope o solo e deixe estas marcas nas flores e plantas. Chuva abundante, grossa, duradoura, fresca e boa para o ambiente e humanos.
AC
sexta-feira, 26 de maio de 2023
A-23, Zona Perto de Vila Velha de Ródão
Isto foi antes de ter que parar um pouco antes das 1800 h, pois foi aumentando, e começou granizo, a visibilidade caiu para pouco mais que 2 metros à frente da dianteira do carro, eu e vários carros fomos encostando na auto-estrada, a coisa durou seguramente uns 10 minutos, depois continuou a chuva torrencial sem granizo, a visibilidade aumentou para talvez 20 a 30 metros, começámos a circular, andei uns bons 20/25 km a 75/ 80 Km de velocidade.
Uff!
AC
domingo, 9 de abril de 2023
A progressiva alteração climática é uma evidência.








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