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domingo, 6 de setembro de 2026

REPETINDO-ME

Repito-me, porque continua actual, mas muito também porque me recordei de um dos meus melhores amigos; fez há pouco 2 anos que faleceu. 

E foi sempre um SENHOR!

AC


sii  sempre  gentile  e  umile. . .

ricorda,  signori  si nasce, 

non  si  diventa !

(Totó)

A tradução é um pouco difícil de pôr em português escorreito, sobretudo na parte final, mas o sentido é este: 

"sê sempre gentil e humilde. . . . . . recorda, nasce-se senhor, ninguém se torna (um senhor)". 

Lembrei-me disto depois de continuar a ver certas palhaçadas na Assembleia da República, no governo, na oposição, nos OCS, etc.

E também por isto, sempre me irritaram os presunçosos que se me apresentavam como, embaixador Sicrano, general fulano de tal, doutor  de tal, etc.

Não será certamente a explicação principal mas estou convencido que o pântano lodoso e nauseabundo se deve muito à ausência de senhores na nossa sociedade!

Alguém que explique a criaturas que por aí circulam e nos azucrinam a vida o significado desta coisa da vida que não se adquire por decreto, cargo ou função - ser um senhor!

António Cabral (AC)

segunda-feira, 15 de abril de 2024

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

COMO ESTÁ o PSD ?
Temo que espremidas todas as laranjas, o sumo resultante é pouco e amargo.
AC

segunda-feira, 29 de abril de 2019

ATÉ À MUITO PRÓXIMA DESGRAÇA COLECTIVA
Eu escrevi colectiva? 
É capaz de ser exagero, é certamente exagero.
Mais bem dito - até à maioria de nós se tramar em grande, porque os do costume, que trataram de para isso muito contribuir mas que, em antecipação, trataram também de colocar o dinheiro pessoal a recato.
Retórica, propaganda, empurrar tudo com a barriga, ortodoxia e plutocracia do deixa andar.
Está tudo controlado, tudo consolidado, isto está quase ou mesmo já um paraíso. Um milagre. E milagreiros.
Temos muito Sol na eira e bastante chuva no nabal.

Temos um teatro moralista irmão gémeo da propaganda.
Temos euforia.
Já não há, precariedade, fogos descontrolados, injustiça social, dificuldades ou desgraças na escola pública, os manuais escolares serão gratuitos (podem rir, somos nós todos que os pagamos, mas são gratuitos) problemas para as minorias, bolha imobiliária, fraude nas matrículas, radicalismos, afrontas aos direitos, tédio, estagnação, falta de investimento público, greves em catadupa, corporativismos exacerbados a começar nos juízes e magistrados do MP, xenofobia, estamos portanto no País mais lindo, mais seguro, mais desenvolvido, sem dificuldades com a dívida, e com as melhores práticas em todos os sectores da sociedade.

Quem disser o contrário é "fassssista"
Somos os melhores dos melhores, por isso os chineses estão tão interessados.
AC

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

AI EU SOU TÃO IMPARCIAL
Formalmente é a 2ª figura do ESTADO.
Mas creio que tem sido, no plano político e da honestidade intelectual, e parece assim querer continuar, patético, parcial, petulante e grotesco.
Naturalmente, digo eu, o PSD e o CDS mas sobretudo o primeiro, continuam com uma azia tremenda por causa do surgimento da geringonça. 

E aqui, parece-me, o actual titular primeiro do orgão de soberania Assembleia da República tem bastante razão.
Dizer o contrário, roça a desonestidade intelectual.
É compreensível que PSD e CDS estejam irritados com o modo como as coisas estão a acontecer.
Num País decente, e Portugal vem sendo transformado por estes políticos todos numa indecência a todos os níveis (política, fiscal, equidade, desigualdades, corrupção, forças armadas, forças policiais, ambiente, impostos, regras da democracia etc), o arranjar de soluções governativa e de maioria parlamentar deve sempre decorrer no âmbito do parlamento. Foi isso que aconteceu, nada a dizer contra por parte de quem for honesto intelectualmente. 
Penso exactamente assim.
Outra coisa é, por exemplo, a nomeação do presidente da AR que, digo eu, devia caber ao partido mais votado indicar um nome mas, obviamente, a ter que negociar com os outros partidos. 
E no seio do PSD, mau grado uma quantidade relevante de gentinha de mau porte que por lá nada, existem pessoas com categoria, com isenção, com cultura democrática, com honestidade intelectual.
Mas o intrujão-mor quis esmagar o PSD. 
É legítimo, mas é mais um factor indiciador dos porquês de Portugal ser cada vez mais um País indecente.
Voltando a Ferro Rodrigues, se, a meu ver, tem toda a razão em salientar ao PSD (nunca é demais) que a maioria é outra, já o seu comportamento parcial, evidente durante várias sessões, mostra bem o trauliteirismo a que se chegou.
E digo trauliteirismo quando vejo o sr Fero Rodrigues dizer que as regras são outras.
Não, não são outras, são as mesmas.
Exactamente as mesmas que possibilitam, e bem, mesmo delas eu discorde, arquitecturas políticas como a actual.
Além disso, digo patético porque, por exemplo, o sr Ferro Rodrigues a propósito de uma decisão da dirigente do CDS (que pessoalmente muito questiono) vem publicamente dizer que aquilo pode colocar em causa a separação de poderes. Essa agora?
Mais Américo Tomázismo deve ser dificil de encontrar.
Claro que a criatura, ainda deve estar nos tempos do MES ou pior, além de que pouco deve perceber de direito constitucional. 
Foi uma cadeira que muito me entusiasmou.
Hoje em dia toda a gente vai pedir batatinhas ao PR. Adiante.
A questão aqui, parece-me, é que cabe constitucionalmente ao PR não só velar pelo regular funcionamento das instituições como, sobretudo, olhar aos parâmetros todos que definem uma democracia constitucional, um estado de direito. 
Um deles é, certamente, o respeito pelas minorias, o respeito pelas oposições.
Ou será que estou a interpretar mal a CR, Art. 120º? 
E, se em vez do que explicita a alínea d) do Art.133º, o PR preferir exercer uma influência recatada, não pública, junto da AR e designadamente junto do presidente da AR, actualmente uma figura muito discutível face aos seus comportamentos, incluindo certas frases em entrevistas? Pode não pode?
Oh sr presidente da AR Ferro Rodrigues, talvez uma reciclagem não lhe fizesse mal.
AC

Em tempo ("picado" do Henri Cartoon)

terça-feira, 4 de outubro de 2016

ESTAMOS CADA VEZ MAIS FORTES DEPOIS DAS MEDIDAS TOMADAS
O ridículo e a pouca vergonha, infelizmente, não matam. Não desejo que matem, que matassem, mas que os pusessem bastante combalidos, de tal forma que demorassem muitos anos até se recomporem definitivamente. Não desejo o mal extremo a ninguém, mas muitos deviam ficar de cama muito tempo.
Isto a propósito do nosso presente.
Algures em Março de 2011 um grande intrujão que teoricamente nos governava, arrotava postas de pescada após mais uma reunião de mandantes da zona Euro. Gesticulava com as mãozinhas, que não, não, "Portugal não precisa de recorrer a ajuda externa".
Dizia a criatura, - "nenhuma necessidade de pedir ajuda financeira desde que façamos o nosso trabalho".
Esse foi um dos expoentes altos da nossa história recente, tão alto que o trambolhão foi um estoiro monumental. 
Claro que quanto o Teixeira lhe segredou, - "estão a acabar as notas" - ficou lívido e, contra a negra realidade, veio à TV fazer aquela patética figura. Afinal, não tinha feito o trabalho.
Depois veio a criatura seguinte, herdando uma terrível situação. Fez bem algum trabalho, foi um descalabro arrogante em certas áreas. Já aqui falei disso várias vezes.
O actual governo diz que está a fazer um excelente trabalho, coisa sempre confirmada por Galambas, Catarinas, Mortaguas, Césares, Centenos, Costas e companhia. A entidade que na AR trabalha em apoio dos deputados não diz bem isto. E nem vale a pena continuar.
A actual oposição, anteriormente no poder, grita esbaforida mas temo bem que não se perceba o que quer. Uma coisa me parece que tem razão, os números não batem certo. A realidade nas lojas, nos restaurantes, nos supermercados, etc, não correspondem ao Portugal róseo.
Mas estou convencido que, como com Sócrates, desde que façam o trabalho a coisa aguenta-se. 
Temo bem é que como com Sócrates, o anúncio da desgraça esteja mais perto. O lamentável é que somos nós que nos lixamos. 
AC

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

ESTE É O MEU ORÇAMENTO

Disse hoje a um amigo, em conversa desta tarde, no meio das preocupações comuns.
Porquê?, perguntou ele.
Simples, é o do meu País, não posso fugir de cá, levo com as consequências dele em cima do lombo.
Como, aliás, todos os anos acontece. Venha de lá o deputado J, ou C, ou G, ou C, ou C, ou C, ou C dizer que não é o orçamento deles.
Pois não, não vão sofrer o mesmo que a esmagadora maioria das pessoas.
Claro que a semântica é a de que, apesar da página virada da austeridade, eles fariam e escreveriam diferente. Talvez queiram dizer, com menos erratas.
AC

terça-feira, 12 de maio de 2015

Coisas do meu Portugal contemporâneo.
* todas as reformas estão quase feitas, foram feitas muitas reformas como nunca se viu, e não deve ser interrompido o fragor reformista!!!!!????....
* pode haver erros, irregularidades NÃO SENHOR; despistes, desatenções, distrações,.......TÁ a VER,....esse tipo de coisas modernas; imparidades , naturalmente a par de muitas paridades,...TÁ a ver,.....já foi tudo corrigido,..........TÁ a ver......???????????????????!!!!!!!!!!...................
* libertem-no,...........e peçam-lhe desculpa..................
AC

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Os alvoroçados, os excitados, os justos!
Hoje, como de vez em quando me atrevo a fazer, ouvi um bom bocado a telenovela parlamentar, formalmente designada por debate quinzenal.
Nada aprendi.
O actual primeiro-ministro creio que disse umas verdades bem atiradas ao PS, mas fingiu que não disse certas coisas no passado recente. Entre o PM e as restantes posições não vale a pena perder muito tempo. 

Quanto ao que se referiu acerca dos hospitais, é engraçadíssimo que para um debate político não se possa trazer à colação noticias passadas nas TV. Só um desvario completo da parte do PM pode justificar, essa sim, uma insanidade mental. Aliás, o secretário de estado da saúde que veio a público falar sobre o assunto, não deve exercer medicina há muitos anos, ou então......pois!!!

Mas antes de voltar à telenovela, os hospitais e o SNS.
Por força do envelhecimento dos meus pais, pai já falecido em 2011, tenho uma perspectiva, diria razoável, acerca de como são atendidos os seres humanos como foi o caso do meu pai, no IPO de Lisboa, no hospital de Cascais (antigo e actual de Alcabideche), e posteriormente no Egas Moniz. Saliento que o meu pai, dada a exorbitância da sua reforma nunca pagou taxas moderadoras. Por maioria de razão, a viúva minha mãe. Portanto, dois anónimos cidadãos, que entram na categoria de "tralha" para as macas das urgências. 
Mas a realidade que vivi alguns anos, não é exactamente o que se diz. Mas valha a verdade, por exemplo Sta Maria e o de Setúbal, porque já por lá passei por outras razões, mostrou-me ao longo dos anos casos parecidos com a reportagem televisiva.
Mas o meu ponto é este: por causa das doenças do meu pai, o INEM nunca demorou mais do que (salvo erro) 12 minutos a chegar à residência na Parede, e os funcionários das ambulâncias foram sempre extraordinários. No IPO o meu pai foi sempre tratado com grande carinho e dignidade. Nos outros hospitais nunca esperou demasiado tempo, uma vez apenas, no de Alcabideche, estive seis horas sem ser informado da situação dele. No Egas Moniz foi operado, muito bem tratado, mas já pouco havia a fazer.
E de tudo isto, sem pagar um tostão. Pergunto-me e pergunto a todos: isto tudo custa ou não muito dinheiro? E cada vez mais! E quando existem concursos que ficam por preencher, a culpa é deste ministro e do anterior, APENAS? Milagres?

Bom, voltando à telenovela desta manhã.
TAP, segurança social, etc, e acrescento, as cronicamente deficitárias empresas públicas, tudo isto deu, dá, e vai continuar a dar prejuízos. Mas quando se diz que há ali em cada um dos sectores um problema, aparecem logo os exaltados do costume. Mas há ou não há um problema? De dinheirinho? Além, naturalmente, das más gestões, do amiguismo, do nepotismo, da roubalheira. E do financiamento aos partidos. E da colocação dos boys de todos os partidos. E dos SWAPS, e das engenharias financeiras. E das regras que eram e agora são outras. E da manipulação.
Mas é evidente que existem estes problemas que se arrastam, penosamente, à custa de todos os contribuintes que pagam os impostos..
Como se resolvem? Quando se resolvem?

Naturalmente, creio, que não é com as cassetes folclóricas do costume, nem com a pouca vergonha em que este governo se está a esmerar.
Mas quando se pergunta aos sábios que estão a trabalhar ou que trabalharam 4 meses e em vez de denunciar logo as pouca vergonhas que estavam em preparação sábios continuam, como fazer para repor salários, pensões, etc e que reflexos na manutenção ou não da carga fiscal, uma das respostas sábias é.......as opções têm de ser avaliadas “em conjunto” e que um “um orçamento tem milhares de opções, pequenas e grandes”.
E o mais sábio de todos, deixa ouvir sempre - não contem comigo.
POIS! estivemos pior, estamos mal, e futuramente vejo nuvens muito escuras.
A minha desgraça, de cidadão, de reformado, é que continuo a não encontrar a cegonha para lhe pedir contas por me ter estatelado aqui. Porque aqui, não conto com este governo, os anteriores foi o que se viu, e o futuro não augura nada de bom. Conto que tenha ainda mais algum tempo com saúde adequada à idade. Será o meu euromilhões.
AC