«Se formos ao tema central [economia], o PS ganha porque tem melhores resultados e melhor perfomance económica e medidas, apesar de tudo, minimamente razoáveis.» (Pacheco Pereira/ PP)
Entre muitas outras tiradas em que é useiro e vezeiro, o comentador Pacheco Pereira, um dos maiores amigos da comunicação social excepto naquele pequeno período na AR quando estava na bancada do PSD, atirou mais umas pérolas. Reproduzo em cima uma delas.
Aparentemente, PP lê muito, escuta muito, está sempre muito bem informado.
Provavelmente não tem tomado atenção a certas coisas.
Por exemplo, é capaz de não ter reparado num artigo do "Negócios" do passado 1 de Março, concretamente a página 4 e a 5 onde se explica bem os malabarismos do governo socialista.
Porventura, no passado, outros governos PS e PSD terão feito também acrobacias financeiras.
Mas interessa-me agora.
É sobre a dívida.
A estratégia para diminuir o rácio da dívida sobre o PIB.
Baixou o rácio abaixo dos 100% do PIB, UAU, … e porquê?
Porque o sr Costa recomendou ao sr Medina que determinasse que uma brutalidade de milhões em certificados de curto prazo fossem comprados por todos os organismos do Estado.
Engenharia financeira que permite que Bruxelas aplauda, e aplaudiu esta redução da dívida . . . . . ups, . . . . não, afinal não reduz a dívida, a divida vai aumentando, a dívida não reduz. Maquilhou-se o rácio da dívida. Já dizia o outro, . . . anda Pacheco.
Um brilharete à Medina, à Costa.
Mas o que é que isso importa?
Quantos portugueses sabem disto, se apercebem disto, ficam preocupados porque a dívida não reduz?
O que devemos é brutal, e continua.
O que interessa é que o Benfica levou 5-0, não é, quem vier atrás que feche a porta.
AC
Ps.: Sim, eu sei, não sou sectário, há indicadores, outros, muito satisfatórios, inflação a descer, crescimento, . . . mas o que deploro, no PS e no PSD, é nunca falarem com rigor, falarem a verdade toda, e isto corre há décadas, com os trágicos resultados de extremas esquerda e direita a crescerem.
No PS, nestes mais de oito anos, a tal ausência de austeridade é outra fábula, escondem da bovinidade as brutais cativações, e disfarçam as consequências disso.
Estou à vontade, PCP nem pensar, mas Paulo Raimundo teve razão quando afirmou - para que servem os milhões de que se vangloriam Medina e outros?
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