Mostrar mensagens com a etiqueta Helena Carreiras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Helena Carreiras. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Mais mulheres nas Forças Armadas 
Mais mulheres nas FA tornam "mais difícil" incompetência, diz ministra da Defesa. 
Esta foi uma das inarráveis frases de quem foi durante algum tempo titular da pasta da defesa, Helena Carreiras.

Está numa notícia que tenho arquivada, e com que me deparei durante mais uma das minhas pesquisas nos arquivos dos meus computadores.
Hoje uma pesquisa por tesourinhos deprimentes.
É uma notícia de 1 de Julho de 2022/ MadreMedia / Lusa
 
Da dita notícia onde também abordaram LPM, OE:

A ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, manifestou-se hoje esperançada de que, com mais mulheres em cargos de decisão nas Forças Armadas, seja “mais difícil” haver “pessoas incompetentes” nesses lugares.

Questionada pela agência Lusa, em Beja, sobre declarações recentes do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, acerca da igualdade de género nas Forças Armadas, a governante disse que entendeu a mensagem do Chefe de Estado.

Na terça-feira, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que só haverá verdadeira igualdade entre homens e mulheres nas Forças Armadas “quando chegar aos mais altos postos uma mulher tão incompetente como chega, em vários casos, um homem”.

À margem das comemorações do 70.º aniversário da Força Aérea Portuguesa (FAP), Helena Carreiras disse que o Presidente da República quis sublinhar “a importância do caminho que falta ainda percorrer” para chegar “à igualdade plena”.

“A minha esperança é que o facto de haver mais mulheres a chegar a cargos de decisão possa tornar mais difícil, mais improvável, que pessoas incompetentes cheguem a esses lugares”, acrescentou a ministra.
. . . . . . . . . . .
********************************************
Creio que não são necessárias palavras, sobretudo adjectivos, para qualificar personagens desta notícia.
Portugal não está como está por acaso ou por milagre.

Está como está porque, na máquina do Estado, em empresas, na administração pública, nas forças armadas, etc são alcandorados a cargos de chefia mulheres e homens que há muito tinham atingido o princípio de Peter. 

Como é sabido na máquina do Estado incluiem-se os titulares de órgãos de soberania.

Portugal está como está exactamente porque ao longo dos anos temos tido cada titular!

Ou estou enganado?

AC

sábado, 16 de maio de 2026

RECORDANDO TESOURINHOS DEPRIMENTES


Quando a então ministra Helena Carreiras pedia aos oficiais do Exército e GNR humildade e discernimento para reconhecer limites

AC

sábado, 2 de maio de 2026

REPUBLICANDO

MFADEMOCRACIAVASCO LOURENÇO

Senhor Presidente da República
Senhor Primeiro Ministro 
Senhora Ministra da Defesa Nacional e Senhor Ministro da Cultura
Senhor Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas e demais entidades militares
Senhor Presidente da Câmara Municipal de Viana do Alentejo 
Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Alcáçovas
Senhora Comissária das Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril
Minhas Senhoras e meus senhores
Camaradas de Abril

Permitam-me que comece por fazer simples, mas sentidos agradecimentos: a todos, por terem respondido ao nosso convite e nos presentearem com a vossa presença; aos autarcas, por nos receberem nesta terra alentejana, com lugar na História de Portugal, pelo motivo do que aqui se passou há precisamente 50 anos; aos proprietários deste Monte do Sobral, Annick Chef e seu marido David Achard, pela hospitalidade com que, mais uma vez, nos recebem.


Evocamos hoje o encontro que, há precisamente 50 anos, aqui tivemos para decidir sobre a melhor maneira de, enquanto militares e detentores da força, podermos discutir os problemas que então perturbavam o Exército, as Forças Armadas e a Sociedade portuguesa. Preocupava-nos em especial a guerra de África e as medidas que atingiam fortemente a carreira e a dignidade dos Oficiais do Quadro Permanente, oriundos da Academia Militar, que, ao longo de 13 anos, continuavam a bater-se em vão, em sucessivas comissões, numa guerra sem fim à vista

Aqui estivemos, num celeiro cheio de fardos de palha cedido pelo Celestino Garcia, que aqui evoco com um sentimento de gratidão e reconhecimento, que nos serviram de assento, 136 Capitães, Tenentes e Alferes. Desses, 38 já partiram, pelo que peço que, em sua memória e homenagem, juntando a eles todos os demais Militares de Abril que já nos deixaram, nos remetamos por alguns momentos ao silêncio, para eles erguendo os nossos pensamentos, com um Até Sempre!

SILÊNCIO

Éramos então jovens, mas com suficiente experiência da vida e da guerra, sonhávamos um país diferente, respeitado e ouvido entre os seus pares, éramos jovens suficientemente generosos e desapegados do poder, dispostos a correr todos os riscos, sem calculismos ou procura de vantagens.

Motivados por razões diversas – contrariamente ao que alguns continuam a afirmar, a melhor prova de que não eram apenas motivos de natureza corporativa esteve na presença aqui, neste encontro secreto, de um Capitão que seria beneficiado se os decretos contestados tivessem entrado em vigor: um abraço especial ao José Luís Cardoso, hoje novamente aqui, desta vez acompanhado por familiares. 

Aqui nos reunimos, aqui criámos um movimento, o Movimento dos Capitães, que se organizaria, evoluiria no seu pensamento e na sua convicção e que, passados menos de 8 meses, precisamente 227 dias depois, já como Movimento das Forças Armadas, o MFA, fez nascer “O dia inicial inteiro e limpo” celebrado por Sophia, Manuel Alegre, Ary e tantos outros notáveis poetas portugueses, mas também estrangeiros, de que destaco o Chico Buarque e o Moustaki. 

Naturalmente, este nosso encontro não nasceu do nada, não “caiu do céu, aos trambolhões”, foi o culminar de reações diversas que, em todo o território nacional – metrópole, ilhas adjacentes e colónias – os oficiais do Exército, desencadearam.

Nem todos tínhamos já consciência plena de que só os militares poderiam terminar com o flagelo de uma guerra sem sentido, desenvolvida há quase 13 anos em Angola, alastrada à Guiné e a Moçambique, respetivamente há 11 e há 10 anos, sem fim à vista. É certo que se as Forças Armadas fazem a guerra, estas nunca são declaradas por elas, mas sim pelo poder político. Que tem o dever de, aproveitando o esforço dos militares, encontrar soluções políticas para resolver os motivos que o levaram à declaração da guerra. Sempre assim foi, sempre assim será! Apenas a derrota total, como aconteceu com Nagasaki e Hiroshima, dispensa uma solução política para as guerras! Lamentavelmente, há quem continue a não ter presente esse princípio…

Mas, em 1973, os responsáveis políticos e os seus serventuários militares mantinham-se cegos, continuando a loucura do ditador mor que lançara o slogan de “Orgulhosamente sós”. Tudo era agravado pela evidência de que, face a uma derrota anunciada, os mesmos responsáveis políticos ou os seus herdeiros se preparavam para repetir a vergonhosa postura de 1961/62, quando transformaram os militares em bodes expiatórios da queda de Goa, Damão e Dio. 

E, aí, ouviram-se frequentes gritos de revolta dos jovens militares, não só do Exército, com o Movimento a estender-se rapidamente aos outros Ramos das Forças Armadas: “Bodes expiatórios, nunca mais!”

Foi uma caminhada longa, feita de forma acelerada, num curto espaço de tempo, e com um final extraordinário e feliz.

Assumida a convicção de que, como militares, tínhamos de servir a população em geral, isto é a Nação, e não uma qualquer clique minoritária, de que só assim recuperaríamos o prestígio das Forças Armadas, que humanamente todos ambicionávamos, fácil foi concluir que isso só seria alcançável se deixássemos de ser o suporte da ditadura, déssemos nesta o piparote final e, libertando a Liberdade, fazendo a Paz e construindo a Democracia, entregássemos o Poder aos portugueses democraticamente organizados.

Fizemo-lo, aproveitando as condições propícias que a nossa participação na guerra criara, mas aproveitando igualmente a situação resultante da luta de tantas e tantos portugueses, das mais diversas origens: trabalhadores, estudantes, intelectuais, muitos deles pagando com a sua Liberdade, e até com a vida, essa acção de luta por um pais mais livre, justo e em Paz.

Tivemos o saber suficiente e soubemos assumir a decisão para nos comprometermos, perante os portugueses e o mundo, com um Programa político – o Programa do MFA – onde dizíamos ao que vínhamos e ao que nos comprometíamos.

Fomos os imprevistos e improváveis libertadores do povo português. Ninguém acreditava que os militares pudessem ser autores de um acto de libertação como foi o 25 de Abril. O 28 de Maio não estava esquecido, o 11 de Setembro de Pinochet era bem recente, pairava o receio de que Kaulza de Arriaga conseguisse realizar o golpe que tentara em fins do ano de 1973, para reforçar a guerra, tentando arrastar para o seu lado precisamente aqueles Capitães que, livres da tutela de um Chefe, poucos meses depois, iriam surpreender tudo e todos.

De repente, Portugal saiu do isolamento e da apagada e vil tristeza em que vivia e tornou-se referência internacional, com os portugueses, vivendo no País ou no estrangeiro, a recuperar o orgulho de ser português. 

Naquele dia, para além da libertação, da abertura de portas para a Paz e da libertação dos povos colonizados, dando origem a uma nova etapa da nossa História, despertámos os melhores sentimentos e atitudes do povo que, espontaneamente e em todo o País, aderiu com imensa alegria e felicidade ao nosso 25 de Abril, transformando de imediato os acontecimentos num processo revolucionário de todos. 

Processo revolucionário de grandes transformações sociais, às vezes à beira da utopia e mesmo da ruptura violenta.

Mas, enquanto MFA, não abandonámos “a criança” a que demos vida, nunca nos alheámos nem afastámos das lutas nascidas numa revolução que cumpriu a máxima de Rosa Luxemburgo, fazendo-se “sem ensaio geral”.

Tínhamos um compromisso com os portugueses, e, por isso, tudo fizemos - incluindo lutas internas que também estiveram à beira da ruptura violenta – para o cumprir. Que se consumou quando em 2 de Abril de 1976 (menos de dois anos depois…) se aprovou, com esmagadora maioria dos eleitos nas eleições mais livres e mais participadas da História de Portugal, a Constituição da República.


Constituição que, sendo a maior das conquistas do 25 de Abril, tem sido o instrumento fundamental para garantir a Democracia, contra acções espúrias de que esta tem sido alvo.

Constituição que, ameaçada da hipótese de mais uma revisão, esperamos não seja destruída nesse seu papel de garantia da existência de um regime de Abril.

Acção complementada e completada quando, após um Período de Transição onde o MFA, através do Conselho da Revolução, foi o esteio da consolidação da Democracia, se extinguiu por vontade própria, pondo fim à intervenção dos militares que haviam libertado o país, enquanto tais, na vida política.

Depois disso, assumimos a simples condição de cidadãos, exigindo, às vezes com alguma dificuldade, o estatuto de cidadão de corpo inteiro, com todos os deveres, mas também com todos os direitos, nomeadamente o da participação cívica. 

É isso que fazemos, há quase 41 anos, através da Associação 25 de Abril.

Associação cujo mérito maior, o da defesa dos valores de Abril – Liberdade, Paz, Democracia, Justiça Social, Direitos Humanos – se alicerça na proeza de termos conseguido reunir e manter mais de 90% dos militares de Abril.

Não esquecendo que continua a haver coisas que nos dividem, mas valorizando apenas o que nos une, o essencial da defesa desses valores.

Por tudo isso, encaramos a evocação dos 50 anos do 25 de Abril, aceitando integrar-nos nas Comemorações Oficiais, imbuídos essencialmente de um sentimento prioritário: evocar os valores intemporais que nos moveram, para a concretização da epopeia histórica que protagonizámos, olhando essencialmente para o futuro.

Mas, como Memória é responsabilidade, impõe-se aproveitar estas comemorações para criar instrumentos que mostrem às gerações futuras que, em 1974 se iniciou um processo de transformação do regime em Portugal, que deitou para o caixote do lixo da História um regime opressor, repressivo de ditadura, beligerante e fortemente injusto para a maioria da população. E que gerou um outro regime, mais livre, mais democrático, mais justo, mais solidário e em Paz.

Que mostrem às gerações futuras o que aconteceu, como aconteceu, mas essencialmente porque é que aconteceu!

Como militares de Abril assumimos a honra e mesmo o orgulho de termos sido os principais protagonistas desse processo.

É por isso que propusemos algumas iniciativas concretas que atingirão esses objetivos.; Centro Interpretativo do 25 de Abril; Série documental sobre a Conspiração; grande exposição sobre o papel do MFA no 25 de Abril; abertura do Posto de Comando do MFA à população.

Como é evidente, outras iniciativas estão, e bem, a ser concretizadas.

A História do 25 de Abril, da sua génese e do seu desenvolvimento, não se resume, nem nós nunca o afirmámos, à acção do MFA.

Nada mais natural, portando, que outros eventos se organizem.

E, para além de outras iniciativas em curso ou previstas, porque não aproveitar para aumentar o esforço que sabemos já estar a ser desenvolvido, nomeadamente pela Liga dos Combatentes, para promover o regresso a Portugal dos restos mortais dos militares que, em consequência da guerra colonial aí perderam a vida e ficaram sepultados em África? É da maior justiça que o Estado que os mandou para a guerra, providencie o seu regresso à terra que os viu nascer

Resumindo, nós os militares de Abril, assumidos herdeiros do MFA, que continua a ser, acima de tudo, um estado de espirito, exigimos (há quanto tempo não proferia este termo?) que algo fique destas comemorações. O foguetório e o folclore, como até pode ser encarada esta iniciativa que hoje aqui estamos a protagonizar, não pode ser o essencial das comemorações.

Façamos tudo, para que estas comemorações resultem num novo Abril, uma jornada de afirmação e dignificação de Portugal, dos portugueses e das nossas Instituições democráticas. Onde os detentores do poder cumpram o dever de Servir e não o substituam pelo “direito” de Se Servirem! Postura onde consideramos, também aqui, ter inteira autoridade moral, face ao procedimento da generalidade dos militares de Abril, sempre que foram solicitados para servirem o Estado.

Comemorações que, confesso, gostaríamos eu e os meus camaradas de Abril, de viver em melhores condições.

Confesso interrogar-me, muitas vezes a mim próprio, sobre “que 25 de Abril vamos comemorar”?

Portugal está a atravessar momentos que parecem ter todas as condições para uma estabilidade democrática, mas que nos surpreende todos os dias com exemplos que teimam em dizer-nos o contrário. 

A democracia continua a praticar-se, mas às vezes, mais do que o desejável, os diferentes Órgãos de Soberania parecem atropelar-se uns aos outros. Assim criando espaço para que os saudosos do regime derrotado em 1974, possam pensar que chegou a hora deles, para o revanchismo.

Pior que isso, Portugal, está a caminhar para se envolver numa guerra, cujos interesses me parece não nos dizerem directamente respeito.

Confesso ter saudades dos tempos em que, assumindo a nossa pequenez no mundo dos poderosos, fizemos ouvir a nossa voz na Conferência de Helsínquia, em Julho/Agosto de 1975.

Dos tempos em que recusámos a solução da “Vacina da Europa” que Kissinger – hoje, sintomaticamente, mais moderado – quis aqui experimentar, tentando fazer de Portugal um qualquer laboratório farmacêutico. especializado em guerra bacteriológica

Permitam-me que termine com uma pequena reflexão e um apelo: 

Ao fazer o 25 de Abril, o MFA teve que enfrentar, como principal inimigo, as próprias Forças Armadas. Há mesmo quem, dentro do MFA, afirme que o movimento não deveria chamar-se Movimento das Forças Armadas, mas sim Movimento contra as Forças Armadas…

E até têm razão, pois a hierarquia das Forças Armadas foi o inimigo que protagonizou, ao longo do processo de transição e consolidação democrática, com tristes episódios, que não esquecemos, que continuam bem presentes na nossa memória, a luta contra o cumprimento do Programa do MFA.

Terminado o referido Período de Transição, considerámos, contra muitos militares, mas também contra muitos políticos, que o MFA tinha conseguido que as Forças Armadas estivessem imbuídas do espírito de servir o Pais, num regime democrático, e não uma qualquer minoria.

Hoje, as Forças Armadas portuguesas estão transformadas no quase único instrumento de que Portugal dispõe para a sua política externa, na defesa dos nossos interesses.


Porquê, então, a pouca consideração que o poder político tem para com as Forças Armadas, destratando-as, levando à sua quase paralisação e destruição?

Um dia, no fim dos anos 90, perguntava ao então Primeiro Ministro António Guterres o porquê de ele não ouvir as reivindicações dos militares, ao contrário do que fazia com outros grupos socioprofissionais, nomeadamente com os agricultores. Acrescentava eu, então, “será porque os militares não fazem cortes de estrada? Cuidado, os cortes de estrada dos militares, quando existem, são feitos com armas”.

Como sabemos, os militares não fizeram cortes de estrada, o desprezo pelos seus legítimos interesses, com a Condição Militar esquecida nas calendas do tempo, continua e a situação tem-se agravado de maneira assustadora. Pessoalmente - suspeito na matéria, é certo - considero que a atitude dos militares é ainda resultado da acção do MFA, ao transformar as Forças Armadas numa Instituição ao serviço do poder democrático.

A situação alterou-se, contudo, num aspecto que considero fundamental. Como Instituição nacional, as Forças Armadas são obrigadas à subordinação ao poder democrático.

Lamentavelmente, os responsáveis políticos, infelizmente acompanhados por grande número dos responsáveis militares, confundem subordinação com submissão e subserviência e isso transforma radicalmente a natureza das próprias Forças Armadas. Por isso, temo que, não sendo possível, nem necessário ou desejável – porque continuamos em Democracia, ainda que os seus defeitos se venham a acentuar drasticamente - fazer um outro 25 de Abril, como frequentemente ouvimos proclamar, alguém venha a pensar que, com as Forças Armadas neste estado, se possa fazer um outro 28 de Maio.

Não tenho dúvidas de que será muito mais difícil arrastar as Forças Armadas para atitudes não democráticas, se elas se sentirem respeitadas pelo poder político. Como considero que o inverso é também verdadeiro: umas Forças Armadas descontentes, sentindo-se injustiçadas e maltratadas pelo poder político, estarão sempre mais vulneráveis a serem arrastadas para aventuras, que não queremos se voltem a verificar em Portugal.

A minha esperança, a nossa luta, é criar condições para que isso jamais seja possível.

Que passa pela recuperação do prestígio das Forças Armadas, enquanto Instituição fundamental do Estado português, o que não se compadece de forma alguma com a hipótese da sua abertura à contratação de mercenários, como alguns iluminados ousam defender.

Passam 50 anos, sobre o arranque decisivo que os Capitães de Abril aqui protagonizaram. Dentro de dois dias passarão também 50 anos, sobre o criminoso golpe de Pinochet, onde Salvador Allende, democraticamente eleito, Homem digno e democrata decidiu, heroicamente, suicidar-se para não ser fuzilado pelas Forças Armadas fascistas do seu país.

Termino com um apelo, que é um Manifesto: 28 de Maio ou 11 de Setembro, nunca mais!
25 de Abril, sempre!
Viva Portugal!

Alcáçovas, 9 de Setembro de 2023
Vasco Lourenço
 **************************************
No Sábado, 9 de Setembro, passaram 50 anos sobre a reunião de oficiais subalternos do Exército português realizada em Alcáçovas, reunião que foi passo decisivo para a revolta militar ocorrida em 25 de Abril de 1974, revolta essa que veio a ter uma grande adesão popular, e que foi o início do processo que culminou na elaboração e aprovação da nossa Constituição e na instauração e consolidação do regime em que, FELIZMENTE, vivemos e onde me sinto muito bem.

Os sublinhados são da minha responsabilidade.

Concordo com várias das afirmações de Vasco Lourenço.

Independentemente de erros, utopias, parece-me importante olhar o futuro e mostrar às gerações vindouras o que foi o 25 de Abril, e salientar que apesar de problemas vários, não existe, que eu saiba, nada superior à Liberdade e à Democracia.

Uma das vergonhas destes titulares de órgãos de soberania e dos que os antecederam é que continuam centenas ou milhares de portugueses falecidos em combate enterrados em África. 
Num país decente, com líderes decentes, ao fim de quase 50 anos todos estariam em Portugal a descansar. 
Mas o que temos é uma cambada de INDECENTES, há décadas. 

Vivemos em condições globalmente difíceis.

Vivemos com as palhaçadas contínuas de certos ou mesmo de muitos dos titulares de órgãos de soberania, nomeadamente com acções inarráveis do PR, do PM, e de uma série de seus apaniguados PS.

Como se viu mais uma vez, em Alcáçovas, no passado Sábado, tivemos o folclore e o fogueteiro Marcelo, e mais Costa e a inarrável Carreiras.
O foguetório e o folclore, sempre, nos discursos, nos dias festivos, dizendo que são os melhores militares do mundo, etc.
A realidade é outra. 

Acabam de sair os dados estatísticos da Direção-Geral da Administração e Emprego Público (DGAEP), 2º trimestre de 2023. 
O que indicam? 
Continua a decrescer o número de Efetivos Militares.
Fora tudo o resto, tudo o que se passa no Exército, na Força Aérea e na Marinha.

Umas Forças Armadas cada vez mais desprezadas, e é bom lembrar que os responsáveis foram/ são maioritariamente actores e actrizes do PSD e do PS. Já agora recordar que o PS foi o partido que governou mais anos nestes quase 50 anos de regime democrático.

As Forças Armadas, a Instituição Militar, é um dos pilares da soberania, e é por definição instrumento de política externa.
Estes actuais titulares de órgãos de soberania (como muitos que os antecederam) olham para elas, sorriem, querem paradas com muitas tribunas para VIPs (very important potatoes!) e suas mulheres ou seus maridos, dias festivos, vários Falcon sempre prontos para as incontáveis viagens das criaturas, e prosseguem na submissão das chefias, com gozo supremo.
Basta olhar aos últimos.
 
Vasco Lourenço aponta no seu discurso e bem - Lamentavelmente, os responsáveis políticos, infelizmente acompanhados por grande número dos responsáveis militares, confundem subordinação com submissão e subserviência e isso transforma radicalmente a natureza das próprias Forças Armadas

Pois é, mas isto não aconteceu por acaso, aconteceu com o silêncio de anos de muitos. Tal como em relação à Condição Militar.
As associações dos militares das Forças Armadas há anos que se insurgem contra isto. Deviam ter sido ajudadas nomeadamente por quem se mostra "dono" disto.

O que se verifica é que SERVEM-SE, e não servem a sociedade portuguesa. 
Há anos que digo isto, que escrevo isto, aqui e sempre.

Vasco Lourenço parece esperar que cumpram o dever de servirem a sociedade portuguesa.

Tudo isto me faz lembrar aquela frase popular - "tarde piaste".
António Cabral

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

DE  VEZ  EM  QUANDO . . .  

De vez em quando vou ao arquivo dos tesourinhos deprimentes.

Hoje tirei de lá esta . . . . coisa . . . . nem sei o que lhe chamar.


Mais mulheres nas Forças Armadas tornam "mais difícil" incompetência, diz ministra da Defesa
MadreMedia / Lusa
1 jul 2022 14:34
Atualidade

A ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, manifestou-se hoje esperançada de que, com mais mulheres em cargos de decisão nas Forças Armadas, seja “mais difícil” haver “pessoas incompetentes”
nesses lugares.
Questionada pela agência Lusa, em Beja, sobre declarações recentes do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, acerca da igualdade de género nas Forças Armadas, a governante disse que entendeu a mensagem do Chefe de Estado.
Na terça-feira, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que só haverá verdadeira igualdade entre homens e mulheres nas Forças Armadas “quando chegar aos mais altos postos uma mulher tão incompetente como chega, em vários casos, um homem”.


Logo na altura me questionei quanto à competência de certa mulher e de certo homem em tão altos cargos.

Creio que o passar do tempo se encarregou de mostrar que as minhas dúvidas tinham fundamento.

Portugal não está como está por puro acaso.


Será que para Marcelo, tal como há dias classificou Ana Abrunhosa, esta também era "TESA"?

Bom dia, tenham uma boa 2º Feira. Bom início de semana.

Saúde e boa sorte.

AC

sexta-feira, 22 de março de 2024

DESCONFIO SEMPRE DAQUELES QUE

EM VEZ DE DECIDIREM

PERSISTEM EM MARCAR REUNIÕES

E EM DETERMINAR NOVOS ESTUDOS 

SOBRE O MESMO ASSUNTO

Helena Carreiras é um dos bons exemplos

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

A PROPÓSITO da INARRÁVEL MINISTRA
Tenho andado a olhar e a reflectir sobre o que mais recentemente se vem passando na instituição militar, nas Forças Armadas (FA).

Tenho andado a rever coisas que escrevi no passado, a reler muitos artigos de opinião e documentação oficial sobre os vários temas respeitantes às FA, muitos discursos designadamente dos Presidentes da Republica.

Olhando para o meu arquivo pessoal, que inclui muitos jornais, dei de caras com uma vacuidade da actual ministra formalmente da defesa nacional. Tem a data de 1 de Julgo de 2022.

Dizia a criatura nessa altura, designadamente esta pérola - Helena Carreiras, manifestou-se hoje esperançada de que, com mais mulheres em cargos de decisão nas Forças Armadas, seja “mais difícil” haver “pessoas incompetentes” nesses lugares.

Isto não explica tudo o que vem acontecendo.

Mas ajuda muito a perceber.

Será que por via indirecta apontava às incompetências do governo que integrava?

AC

domingo, 25 de fevereiro de 2024

CANHÕES
D. Helena Carreiras, além das cuecas, envie estes que os Russos até tremem
Estão muito bem conservados, estão ali sem fazer nada.
AC

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

HÁ GUERRA?  Bem . . . . 
dizem que morre um Fuzileiro de vez em quando mas,…

Esta sequência de palavras ouvi-as em Bissau da boca de quem na altura era responsável pela Marinha lá quando na manhã de 30 de Outubro de 1971 me apresentei.  Era o início de tempos que não esqueço.
Antes desta "extraordinária" (??) sequência de palavras e depois do meu - dá-me licença - da praxe, recebi uma primeira frase e mais curta - então vão regressar a Lisboa
EU e o que comigo iniciava nesse dia o cumprimentos de 21 meses pela Pátria nem sabíamos bem o que pensar, retorquimos apenas - não, acabámos de chegar. E lá ouvimos a seguir a frase em título sobre a "guerra"

Lembrei-me disto, deste passado que me marcou, a propósito das guerras que por aí alastram. E a propósito de um texto recente de um homem que muito considero e que a propósito da guerra coloca interrogações sobre o modo como reagem muitas pessoas à guerra, às guerras. Muitas vezes ou a maioria das vezes, com uma certa indiferença.
A menos que comecem a estoirar engenhos perto da sua área de conforto! 

Por cá, por exemplo, a nível de partidos políticos, esgrimem um certo palavreado com o PCP e BE acerca da pancadaria na Ucrânia. Mas é basicamente folclore para "épater les Bourgeois".
Está lá longe.

Por cá o interesse pela guerra circunscreve-se a cometer 37 militares para um exercício NATO, a inarrável Helena Carreiras verbalizar contra Trump e anunciar um milhão para comprar umas munições (já lá chegaram os Leopard e os Kamov e as cuecas?), uns discursos pomposos e inócuos untados com umas vacuidades por parte de vários conhecidos palradores que disso não passam, e pouco mais.

Olhar-se para as coisas seriamente, com equidistância, com rigor, com a noção exacta das nossas carências, não significa que nos estejamos a preparar para ir para uma qualquer guerra. 
Significa tão só ter sentido de Estado, noção das responsabilidades.

Pois se ontem era tarde, hoje e amanhã mais tarde será, para olhar seriamente para o pilar militar da defesa nacional. Olhar sem espírito de império, olhar com realismo, olhar para os pequenos passos que deveriam começar a ser dados.
Para vacuidades temos arrogantes que cheguem, civis e militares.

Mas as realidades mostram (opinião pessoal, naturalmente) que o que por cá vem acontecendo tem um significado e muito claro: a maioria dos palradores não tem um pingo de vergonha na cara.

Como os militares não se podem manifestar, está tudo bem no reino desta "desgraçada Dinamarca" em declinação lusa.

António Cabral (AC) 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

ESTA  TITULAR  MDN . . . .

Ministério da Defesa gasta mais de 30 mil euros em confeção de cuecas de mulher para a Ucrânia

O Ministério da Defesa atribuiu a uma empresa têxtil de Guimarães o contrato para confeção de cuecas de mulher que vão ser doadas às militares da Ucrânia. O contrato ultrapassa os 30 mil euros e as peças serão feitas em vários tamanhos e cores.
Um contrato publicado no portal Base, a 27 de novembro, atribui à Madrigale, Têxteis, Unipessoal Lda., uma empresa de Guimarães, a confeção de "Roupa Interior Feminina para a Ucrânia".

O contrato em causa está dividido em dois lotes, sendo o primeiro relativo à aquisição de cuecas. Segundo um dos documentos publicados, "o preço a pagar pela prestação do serviço do presente contrato é de 30.000€ (trinta mil euros), ao qual acresce o IVA no valor de 6.900€ (seis mil e novecentos euros), perfazendo um total de 36.900€ (trinta e seis mil e novecentos euros".

De acordo com a informação disponibilizada no Caderno de Encargos, a roupa interior, fabricada em algodão, terá tamanhos entre o XS e o XL e será produzida "nas cores coiote, verde azeitona e preto".

"As cuecas são compostas por uma parte da frente, uma parte de trás e um reforço com um forro de material adicional. As peças são cosidas em conjunto com um ponto de cadeia de linha dupla de quatro fios. A parte superior é decorada com uma cinta feita de fita jacquard elástica, cujos segmentos estão interligados no lado esquerdo. A cinta está ligada às partes principais por um ponto de cadeia plano de três linhas. As aberturas das pernas são cintadas com um rebordo elástico de cadeia de quatro linhas duplas", é também descrito.

Esta compra implica cinco mil unidades de cuecas, ao preço unitário de 6 euros. O prazo de execução da empresa é de 25 dia e a encomenda deve ser entregue "nas instalações da Unidade de Apoio Geral de Material do Exército (UAGME), em Samora Correia".

"O pagamento das faturas será efetuado pela Secretaria-Geral do Ministério da Defesa Nacional, após a entrega, verificação e aceitação dos bens", é ainda explicado.

Está ainda previsto um segundo lote nesta encomenda, relativamente a tops que também serão enviados para a Ucrânia, mas ainda não foi publicado o resultado do contrato.

No modelo de anúncio do concurso público era referido que "o preço base global do presente procedimento é de 139.500,00 € (cento e trinta e nove mil e cinquenta euros), ao qual acresce IVA à taxa legal em vigor". Para o primeiro lote estava previsto um preço base de 47 mil euros, sem IVA, e o segundo lote pode chegar aos 92.500€.



Esta titular do MDN cada vez mais me dá vontade de . . . . .
Desgraçado Portugal com gente desta.
A tal que uns pândegos disseram - a mais bem preparada de sempre - para o cargo de ministro da defesa nacional, está à frente de um ministério que tem a gentinha que se vai sabendo.
O militar que é presentemente o mais sénior dos militares terá dito que - já lá não estaria se . . . .POIS!
Na estrutura civil do MDN é o que se tem sabido.

Para a Ucrânia, Costa e Helena ofereceram uns brinquedos Kamov inoperacionais e que, pelos vistos, a Ucrânia continua a não querer receber.
Para a Ucrânia, Costa e Helena ofereceram uns carros Leopardos e é o que consta por aí.
Diz-se por aí que Zelensky terá telefonado a Costa e terá dito  - não me ofereces nada de jeito.
Vai daí, irritado que já andava com o seu antigo professor, telefonou à Helena - bolas, arranja lá qualquer coisa de jeito para oferecer ao Zel!
Então alguém se lembrou de aconselhar Helena a preparar algo que não avariasse, que não estivesse inoperacional, nem precisasse de manutenção.
Saem cuecas para a mesa do canto perdão, para o Zelensky e as suas guerreiras.
A bem da Nação



AC

terça-feira, 29 de agosto de 2023

As QUESTÕES nas FORÇAS ARMADAS  (FA)

Na instituição militar são muitas e variadas as questões, os problemas.

A inarrável ministra que formalmente tutela a defesa nacional mas que na realidade tutela apenas os militares, está a estudar à procura de soluções. Já o verbalizou inúmeras vezes.

Posso presumir que entre outras magníficas decisões tem mandado efectuar vários estudos, muitos estudos, aos vários especialistas, assessores e adjuntos, muito jovens de idade mas certamente muito bem preparados para os cargos que têm dentro do MDN, e onde auferem, provavelmente, vencimentos mensais brutos que podem chegar a mais de 5000,00 Euros.

A bem da Nação

AC

segunda-feira, 10 de julho de 2023

Presidente da República aceita demissão do Secretário de Estado da Defesa

Na sequência da proposta do Primeiro-Ministro, o Presidente da República aceitou a demissão do Secretário de Estado da Defesa do XXIII Governo Constitucional, Marco Alexandre da Silva Capitão Costa Ferreira.


Notícia supra foi retirada do "sítio" da Presidência da República.
Seca, lacónica, e não há indicação de tomada de posse de substituto.

Pode acontecer que António Costa se sinta atrapalhado em arranjar um civil para substituir o sr Marco, pode acontecer que a ministra Carreiras diga a Costa - caro PM e companheiro socialista, deixa estar assim, depois logo se vê - pode acontecer que Carreiras desta vez não queira indicar ninguém do Instituto de Defesa Nacional, instituição que é um fornecedor de grandes figuras e peritos e especialistas na problemática defesa nacional.
Peritos e especialistas, como ela a ministra, como o agora demissionário e arguido Marco Capitão.
Aguardemos.
AC