quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

NATALIDADE

Problema geral, gravoso, da nossa sociedade, que certa gentalha (Vitorino dixit) entende que se resolve deixando entrar gente de fora em catadupa.

No exemplo acima, uma notícia sobre o tema e relativa ao distrito da Guarda. Pessoalmente não me admira nada. É que, quer o problema da natalidade, ou das infra-estruturas escolares, ou de saúde, ou o emprego, ou o tecido industrial, ou os serviços, ou a habitação, etc., são aspectos que só não vê quem lá não vai com frequência. SÓ NÃO VÊ QUEM LÁ NÃO VAI COM FREQUÊNCIA.

A notícia refere várias coisas. Indica alguns concelhos do distrito da Guarda onde cada vez há menos nascimentos, como por exemplo, Fornos de Algodres, Aguiar da Beira e Manteiga. É só lá ir para ver o que são aqueles concelhos. EU CONHEÇO-OS BEM. Aguiar da Beira, terra do meu falecido sogro, médico, uma terra onde instalaram uma agência do BPN na parte térrea de uma casa de uma conhecida criatura. Enfim.

A notícia reproduz aquilo que poderá ser considerado um desabafo, do director do serviço de Obstetrícia da Unidade Local de Saúde da Guarda - que (talvez a medo digo eu) indica que o decréscimo dos partos se deve fundamentalmente à pandemia (CLARO, dá um jeitão para desculpar a incúria de anos e anos) e também à incerteza no futuro por parte de casais, pois raramente há condições de segurança para as famílias e existem muitas ameaças e más perspectivas para o futuro! Além da falta de apoio durante a gravidez e durante o parto. Atreve-se ainda a dizer que, é preciso criar condições para o futuro do distrito, é preciso investir na saúde materno-infantil para que as pessoas se fixem na terra.

Na parte final da notícia, indica-se que Bragança e Portalegre (que conheço muito bem) são mais outros distritos onde o problema é igualmente agudo.

Basta ir a estas e muitas outras zonas. Depois admiram-se que, por exemplo, concelhos despovoados como Penamacor, Castelo Branco, Idanha-a-Nova, (Beira-Baixa) estejam a ser escolhidos por estrangeiros para se enfiarem em pequenas quintas, muitas sem quaisquer condições. E mais não digo. Basta andar por aí e olhar com atenção.

Desgraçado país e desgraçados de nós.

AC

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