NATALIDADE
Problema geral, gravoso, da nossa sociedade, que certa gentalha (Vitorino dixit) entende que se resolve deixando entrar gente de fora em catadupa.
No exemplo acima, uma notícia sobre o tema e relativa ao distrito da Guarda. Pessoalmente não me admira nada. É que, quer o problema da natalidade, ou das infra-estruturas escolares, ou de saúde, ou o emprego, ou o tecido industrial, ou os serviços, ou a habitação, etc., são aspectos que só não vê quem lá não vai com frequência. SÓ NÃO VÊ QUEM LÁ NÃO VAI COM FREQUÊNCIA.
A notícia refere várias coisas. Indica alguns concelhos do distrito da Guarda onde cada vez há menos nascimentos, como por exemplo, Fornos de Algodres, Aguiar da Beira e Manteiga. É só lá ir para ver o que são aqueles concelhos. EU CONHEÇO-OS BEM. Aguiar da Beira, terra do meu falecido sogro, médico, uma terra onde instalaram uma agência do BPN na parte térrea de uma casa de uma conhecida criatura. Enfim.
A notícia reproduz aquilo que poderá ser considerado um desabafo, do director do serviço de Obstetrícia da Unidade Local de Saúde da Guarda - que (talvez a medo digo eu) indica que o decréscimo dos partos se deve fundamentalmente à pandemia (CLARO, dá um jeitão para desculpar a incúria de anos e anos) e também à incerteza no futuro por parte de casais, pois raramente há condições de segurança para as famílias e existem muitas ameaças e más perspectivas para o futuro! Além da falta de apoio durante a gravidez e durante o parto. Atreve-se ainda a dizer que, é preciso criar condições para o futuro do distrito, é preciso investir na saúde materno-infantil para que as pessoas se fixem na terra.
Na parte final da notícia, indica-se que Bragança e Portalegre (que conheço muito bem) são mais outros distritos onde o problema é igualmente agudo.
Basta ir a estas e muitas outras zonas. Depois admiram-se que, por exemplo, concelhos despovoados como Penamacor, Castelo Branco, Idanha-a-Nova, (Beira-Baixa) estejam a ser escolhidos por estrangeiros para se enfiarem em pequenas quintas, muitas sem quaisquer condições. E mais não digo. Basta andar por aí e olhar com atenção.
Desgraçado país e desgraçados de nós.
AC
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