TERRAS PORTUGUESAS, BEIRA-BAIXA
Não sei ao certo quando foi/ foram publicado/ s. Penso que terá sido à volta dos anos 50 do século passado. Provavelmente antes, pois não há referências à barragem Marechal Carmona, inaugurada em 1948.
A então existente Shell Portuguesa fez publicar vários pequenos livrinhos sobre terras e gentes portuguesas, por províncias.
No caso que me interessa, nº 9, foi sobre a Beira-Baixa, que me diz muito há cinco décadas. Conheço razoavelmente bem quase todas as outras partes do nosso País, mas a Beira-Baixa causa-me emoções superiores.
O nº 9 aborda sucintamente o carácter da região, panorama geral, a paisagem e o homem, a história e os monumentos, usos e costumes, e o que se deve ver.
Este tipo de publicação não pode ser lido sem ter em conta a época e o regime. Tem várias coisas que, do meu ponto de vista, são muito interessantes.
Por exemplo:
> Geologicamente, na sua maior parte, a Beira-Baixa é formada por terrenos chistosos e rochas eruptivas (granito) apresentando em áreas menores o lacustre e o siluriano (rochas sedimentares);
> a referência no capítulo das indústrias vai sobretudo para o então forte sector têxtil;
> naturalmente, nessa altura, a vida local girava em volta da agricultura;
> a Beira-Baixa foi habitada desde épocas remotas, desde logo por Visigodos, Romanos, Árabes;
> nomes importantes da nossa história nasceram na Beira-Baixa, Nuno Álvares Pereira em Sernache do Bom Jardim, Pedro Álvares Cabral em Belmonte, Pera da Covilhã na Covilhã, Pedro da Fonseca em Proença-a-Nova, Ribeiro Sanches em Penamacor, João Rodrigues (o Amato Lusitano) em Castelo Branco.
> Descrevem-se vários aspectos ligados a, etnografia, folclore, festas religiosas, lendas, vida doméstica familiar, alimentação, feiras, arqueologia, as sucessivas invasões ao longo de séculos, construção do casario, regime de propriedade, indústria incluindo as indústrias designadas por domésticas (colchas de linho e seda, tecelagem do linho, a cestaria e louça).
AC
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019
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