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sábado, 29 de agosto de 2026

AS  COISAS  QUE  ME  DIZEM

As coisas que me dizem aqui na aldeia são muitas vezes curiosas, outras intrigantes.

Muitas vezes não consigo confirmar veracidades.

Isto dito, informaram-me há pouco que ontem em Penamacor e creio que continua hoje, houve um encontro de "motards" portugueses e espanhóis.

Dizem-me que um filho de Penamacor actualmente a residir em Belém jantou com eles ontem. Vendo como comprei, "pro Bono".

AC

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

PENAMACOR, MUSEUS, e REALIDADES

Estive ontem em Penamacor com os dois netos mais novinhos. O objectivo, concretizado, era sobretudo ir visitar o Museu Municipal de Penamacor.

Porquê este, para começar?

Porque tem um espólio muito interessante em vários domínios, desde inúmeros achados encontrados em escavações na zona da parte velha e não só (porcelanas, vidros, cerâmica diversa, moedas, etc.), à parcial tipografia do pai de António José Seguro, passando por fotografias diversas sobre a região, passados agrícolas e industriais, arte sacra, caleches, máquinas de escrever, alfaias e outros utensílios agrícolas, túmulos, e avifauna diversa embalsamada, da que é possível encontrar na região. Uma preservação de património material muito interessante. E há também uma interessante ligação à Serra da Malcata.

Este último núcleo ainda mais excitou os pequeninos.

Mas estou a falar disto não para maçar com coisas privadas mas para dar conta de algumas realidades. Algumas, são tristes realidades.

Penamacor, a freguesia, sem contar com os pequeninos núcleos habitacionais e populacionais à sua volta e integrando o Concelho de  Penamacor, não deverá neste momento chegar às 5000,00 almas!

Se nos lembramos por exemplo de freguesias de, Lisboa, Porto, Coimbra, Aveiro, Setúbal, está tudo bem claro quanto ao estado de organização do país na parte Continental.

Uma coisa que anualmente chama gentes a Penamacor é o famoso Madeiro, por altura do Natal, um "lume" impressionante.

Penamacor tem, além do Museu Municipal, mais outros simpáticos museus, opinião pessoal naturalmente. 

Tem também, 

a "Casa Memória da Medicina Sefardita Ribeiro Sanches" que integra a Rede Nacional de Judiarias, 

a "Torre de Menagem" que é um resquício do antigo castelo, e que creio que no Estado Novo foi algumas vezes um pequeno presidio militar, 

os "Antigos Paços do Concelho" que até vieram a ser temporariamente paiol de munições, 

o "Museu Dr Mário Bento" que guarda coleção arqueológica e etnográfica, 

o "Núcleo Museológico da Bemposta" onde estão expostas "aras" com inscrições romanas e estrelas funerárias, entre outras coisas, 

e o "Museu Paroquial da Aldeia de João Pires", onde estão expostas uma biblioteca, peças arqueológicas respeitantes a um povoamento romano, e um espólio artístico-etnográfico.

Mas Penamacor é, infelizmente (opinião pessoal, naturalmente), um exemplo acabado de um tempo há muito acabado, um exemplo dos muitos que demonstram a inexistência de ordenamento territorial, ausência de industrialização, fuga de população, em suma, um agrupamento populacional a fingir que é uma cidade!

Portugal, com uma cidade (??) de 5000 almas?

E querem falar de Portalegre?

Bom, é melhor não continuar, tão triste e lamentável que tudo isto é.

AC

sábado, 14 de dezembro de 2019

MADEIRO
No Continente muitas cidades e vilas designam-se como capitais disto e daquilo; neste caso temos a vila madeiro, madeiro que é, de facto, descomunal em tamanho e chamas quando o acendem. Os bombeiros estão sempre no local porque o largo onde o colocam é pequeno. Mas que é um espectáculo é. Este ano não vou poder observar o evento, a 23 de Dezembro.
AC

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

TERRAS PORTUGUESAS, BEIRA-BAIXA
Não sei ao certo quando foi/ foram publicado/ s. Penso que terá sido à volta dos anos 50 do século passado. Provavelmente antes, pois não há referências à barragem Marechal Carmona, inaugurada em 1948.
A então existente Shell Portuguesa fez publicar vários pequenos livrinhos sobre terras e gentes portuguesas, por províncias.
No caso que me interessa,  nº 9, foi sobre a Beira-Baixa, que me diz muito há cinco décadas. Conheço razoavelmente bem quase todas as outras partes do nosso País, mas a Beira-Baixa causa-me emoções superiores.
O nº 9 aborda sucintamente o carácter da região, panorama geral, a paisagem e o homem, a história e os monumentos, usos e costumes, e o que se deve ver.
Este tipo de publicação não pode ser lido sem ter em conta a época e o regime. Tem várias coisas que, do meu ponto de vista, são muito interessantes.
Por exemplo:
> Geologicamente, na sua maior parte, a Beira-Baixa é formada por terrenos chistosos e rochas eruptivas (granito) apresentando em áreas menores o lacustre e o siluriano (rochas sedimentares);
> a referência no capítulo das indústrias vai sobretudo para o então forte sector têxtil;
> naturalmente, nessa altura, a vida local girava em volta da agricultura;
> a Beira-Baixa foi habitada desde épocas remotas, desde logo por Visigodos, Romanos, Árabes;
> nomes importantes da nossa história nasceram na Beira-Baixa, Nuno Álvares Pereira em Sernache do Bom Jardim, Pedro Álvares Cabral em Belmonte, Pera da Covilhã na Covilhã, Pedro da Fonseca em Proença-a-Nova, Ribeiro Sanches em Penamacor, João Rodrigues (o Amato Lusitano) em Castelo Branco.
> Descrevem-se vários aspectos ligados a, etnografia, folclore, festas religiosas, lendas, vida doméstica familiar, alimentação, feiras, arqueologia, as sucessivas invasões ao longo de séculos, construção do casario, regime de propriedade, indústria incluindo as indústrias designadas por domésticas (colchas de linho e seda, tecelagem do linho, a cestaria e louça).
AC

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

As cidades e vilas que são capitais disto e daquilo.

Não discuto, nem me insurjo, perante uma realidade dos últimos anos, a designação da CIDADE ou VILA  X, como a capital de Y.

Mas existem muitos casos que me parecem exemplares, no que se refere à justeza do título. No que se refere a Penamacor, é afirmado que tem o maior e mais impressionante madeiro do País. Conheço muito do nosso País, mas escapa-me ainda muita coisa. Mas estou certo que se não é o maior de Portugal, este madeiro é seguramente um dos maiores. Provavelmente é o maior. Tem fama disso. Convenhamos, é impressionante. Ao que consta, começará a arder a 23 de Dezembro.
AC