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sábado, 10 de janeiro de 2026

A PROPÓSITO de INCÊNDIOS e POLÍTICOS 

Na sequência dos incêndios de 2017, um bom amigo integrou um grupo de investigadores e estudiosos sobre o nosso território, e estudaram o assunto. Depois de muitas reuniões, estudos e visitas, redigiram um manifesto. 

Presumo que os governos de Costa e seguintes pouco lhe têm ligado. As últimas notícias dizem-me que prossegue a rebaldaria sobre contractos para aeronaves para combater incêndios e até se fala nas notícias em cunhados conhecidos. O costume.

Este meu bom amigo entendeu voltar a ler o manifesto para o qual contribuiu, e resolveu republica-lo na sua conta de "Facebook", face ao que se vai e não vai passando e face aos mega projectos de centrais fotovoltaicas. O meu amigo passou-mo (só tenho este modesto blogue) por correio electrónico e aqui fica. 

Sublinhados são da minha responsabilidade.

António Cabral (AC)


Incêndios, territórios e fragilidade económica e social:
Pensar o país inteiro


Este texto constitui o contributo de um conjunto de investigadores de várias
disciplinas que se dedicam a estudar a sociedade portuguesa dando especial
atenção às questões dos territórios, da floresta, da agricultura familiar, do
desenvolvimento dos espaços rurais, da administração pública e da
responsabilidade social e política. Ele resulta de uma mesa-redonda pública
realizada na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra no dia 3 de
novembro de 2017.

O que motivou esta reflexão foi a convicção de que os incêndios que têm
flagelado o país (em particular os deste ano de 2017) exigem uma tomada de
consciência clara da ligação entre a tragédia e a crescente fragilização e
deslaçamento de grande parte do espaço nacional, dos seus modos de vida e das economias que aí existem. Estamos perante um fenómeno complexo,
multidimensional, revelador de diversos problemas: das economias agrícolas, da floresta, dos espaços rurais, da paisagem, dos territórios não-urbanos, dos
próprios territórios dos núcleos urbanos fragilizados.


As propostas que aqui se apresentam reclamam uma ação integrada e estrutural
centrada nos meios rurais e na floresta, na agricultura,na paisagem e no
robustecimento das próprias economias de pequena e média escala urbana. Por isso, exige-se uma alteração radical do modo como o país tem tratado o seu
território, orientando-nos agora para a sua reconstituição como sujeito dotado
de capacidades produtivas e articulado entre si pela ação pública. 
consequentemente assumem importância excecional os Programas Operacionais
do Portugal 2020, incluindo o PDR, que têm de ser chamados para o
financiamento das ações com efeitos a médio e longo prazos.

1. Intervir perante a urgência com sentido de longo prazo
O fogo em fúria transbordou da floresta e arrombou-nos as portas, não só em
locais remotos, mas em espaços urbanos de média dimensão, colhendo vidas e
meios de vida, florestas e matos, campos de cultivo e equipamentos fabris. Que
mais é preciso para despertar o país de uma prolongada complacência com
tendências económicas e demográficas tidas como inelutáveis de concentração
em polos de competitividade a par do abandono em territórios tidos como
marginais?

Se há catástrofes capazes de acordarem as consciências e o sentido da
responsabilidade coletiva, a que ocorreu este ano tem de ser uma delas. Os riscos
são demasiado visíveis para serem ignorados. A destruição pode impelir parte
significativa das populações diretamente afetadas, mais conscientes das
proporções do perigo e privadas de meios de vida, a procurarem refúgio em
zonas urbanas, supostamente mais protegidas. O impacto de curto prazo pode
assim somar-se cumulativamente às causas estruturais que estão na origem da
catástrofe, dificultando ainda mais as respostas de médio e longo prazos que
pressupõem sempre o povoamento do território.

Ao agir em consonância com aquilo que o sentido de responsabilidade exige, é
portanto essencial combinar duas linhas de ação: por um lado a intervenção
reparadora de urgência, capaz de regenerar – reerguer casas, fábricas e
equipamentos sociais, reflorestar terrenos, evitar danos colaterais, contendo
desta forma novos refluxos demográficos; e por outro lado a ação reformadora
de tempo mais longo, orientada para a correção de vieses estruturais locais
passiveis de solução e para a adaptação a alterações de alcance global,
nomeadamente climáticas.

2. Não há solução sem haver pessoas
O Portugal democrático criou uma visão redutora de urbanização e explorou-a
perigosamente. Deixou progredir a ideia de que tudo se podia basear em cada
cidade e que cada uma se bastava a si mesma. Descuidou-se a provisão pública
de serviços de bem-estar no meio rural e noutros pequenos meios e não houve
investimento criterioso. A melhoria da vida, da saúde, do trabalho e da educação,
assim como a facilidade de transporte ou o direito a férias e ao justo lazer não
foram relacionadas com a agricultura e com as outras atividades em espaço
rural.


Ora, as aldeias, os lugares ou mesmo casas isoladas não são sobejos
demográficos, dados sem significado. Esses concidadãos que nelas vivem, afinal,
quem são? São os “resistentes por opção”, os que tendo poder de escolha
optaram por ficar entre os seus e, desde então não mudaram o trajeto de vida.
São ainda os “resistentes por falta duma aberta”: filhos da terra presos por
amarras e que até agora não ousaram a fuga. Por fim, são também os “neo-
resistentes”, os recém-regressados à terra na qual nasceram ou cresceram. Após
a saída para a cidade (no país ou fora deste) e depois duma vida de muito
trabalho e pouco lazer, retornam à aldeia-raiz, da qual nunca se desligaram
afetivamente.

Ignorar esta gente que teima ficar onde ora está – in loco no meio rural - e
menosprezar novos moradores só agravará o risco social dos incêndios e cavará mais depressa a sepultura do país inteiro.
Reclama-se, pois, que as políticas públicas usem em todo o seu ciclo (da
concepção à avaliação) metodologias de ação que tenham em conta a perceção
dos problemas por parte dessas pessoas e que interpretem as resistências como
sinais de alerta para detetar e prevenir efeitos negativos de que não se tem
consciência.

3. Organização florestal, modelos de silvicultura e associativismo: a
sustentabilidade da floresta

A floresta está indubitavelmente no centro dos problemas e das ações a
desencadear. A propriedade privada e a sua fragmentação em unidades de
exploração de pequena dimensão, nomeadamente no Norte, Centro e em parte
do Sul do país, são predominantes. A rentabilidade negativa de muitos espaços
florestais para os seus proprietários explica grande parte do seu “abandono”,
situação que se tem vindo a agravar desde meados do século passado, embora
esses espaços continuem a gerar um benefício social positivo devido aos serviços
ambientais que prestam à comunidade e que a contabilidade negativa da sua
exploração não regista.


Do reconhecimento destes factos decorrem prioridades de políticas públicas
muito precisas, designadamente as que reorganizem a produção florestal através
do fomento de formas de gestão agrupada e que valorizem a multifuncionalidade
dos espaços florestais apoiando os produtores que se organizem nesse sentido. .
A tal finalidade devem afectar-se verbas do Fundo Florestal Permanente, através
de contratos-programa de médio prazo (sujeitos a avaliação independente),
complementados com recursos das autarquias locais, dos produtores florestais e
doutros agentes. O envolvimento ativo das autarquias, desejavelmente ao nível
intermunicipal, é essencial para a promoção dessas formas de gestão agrupada e
do papel positivo que elas devem desempenhar na execução de Planos Diretores
Municipais e de Planos de Defesa da Floresta Contra Incêndios.

Os contratos-programa fomentadores da gestão florestal agrupada devem
incentivar a capacidade de planeamento estratégico e participativo das
organizações que os promovam, e devem ser integradores das medidas de apoio
nesta área (ex. sapadores, ZIF, certificação, cadastro, fitossanidade,
aconselhamento técnico, formação e investigação, etc.).
A isto deve juntar-se a resolução dos estrangulamentos legais que permitem a
eternização das heranças indivisas e de formas de divisão da propriedade
dificultadoras da gestão ativa dos terrenos; assim como a disponibilidade de
instrumentos de natureza legal, fiscal e outros que evitem situações,
judicialmente comprovadas, de propriedades cujos donos são desconhecidos ou,
se se conhecem, têm comportamentos que prejudicam esse esforço coletivo.

4. Uma agricultura familiar sustentável: a base produtiva de territórios
vivos

Portugal tem um território muito diversificado e uma agricultura plural
constituída por um mosaico de sistemas agrícolas. A agricultura familiar tem
relevante expressão social, económica e territorial, pois representa 97% do
número total das explorações, ocupa 56% da Superfície Agrícola Utilizada (SAU),
contribuiu com 42% para o Valor da Produção Total (VPT) e tem peso muito
expressivo nas Beiras, em Trás-os-Montes, no Minho e no Algarve, regiões de
baixa densidade que têm perdido população e com baixos índices de
conhecimento profissional e técnico. São também estas regiões que têm maiores áreas ardidas.


O Ministério da Agricultura dos sucessivos governos tem encarado a agricultura
familiar como uma agricultura residual, inviável do ponto de vista económico,

concedendo-lhe um apoio financeiro de natureza social, no fundo, uma política
sem perspectivas de desenvolvimento. A situação atual é de rotura, pois não é
possível encontrar soluções viáveis nas regiões em que predomina a agricultura
familiar com o modelo dominante de desenvolvimento que tem como referencial
a grande exploração - política que privilegiou cerca de 3% das explorações
existentes (as explorações de grande dimensão económica) onde se concentra a
maior parte dos investimentos e dos apoios aos produtores.

Existem alternativas, como bem o demonstram exemplos de regiões de outros
países europeus, onde a modernização da agricultura familiar aumentou a
produção, a sua valorização e melhorou as condições de vida dos agricultores,
investindo prioritariamente em inovação e investigação agrária aplicada, na
oferta de inovações técnicas e institucionais adaptadas a essas explorações,
suportada por financiamentos públicos.
O desenvolvimento da agricultura só é possível com a coabitação de dois
modelos, o da grande exploração e o centrado na agricultura familiar. A questão
é eminentemente política, pois está em causa a repartição dos financiamentos
públicos, dos investimentos, dos pagamentos aos produtores e dos modelos de
organização territorial e setorial para apoio ao desenvolvimento.

5. A floresta, o ecossistema vital e a valorização ambiental
Precisamos de uma floresta que assegure equilíbrio entre a função económica de produtividade silvícola e a conservação dos múltiplos recursos que formam o nosso ecossistema vital. São bens essenciais e muitos serviços que não
valorizamos: a qualidade do ar, a água, o solo que é o substrato da vida. Cuidar e
valorizar os ecossistemas florestais é condição de riqueza do país e qualidade de
vida dos portugueses, importando promover as espécies nativas e a composição
diversa da floresta.

Propomos um programa integrado de apoio às aldeias, cada uma delas entendida como uma comunidade; a adoção de novos modelos de governação, formal e informal, que aproximem as decisões públicas das pessoas e que propiciem
soluções mais integradas para os problemas específicos destes espaços socio-
territoriais; uma aposta persistente na sensibilização e formação das
comunidades para a prevenção das situações de risco; um compromisso pela
edificação de uma outra floresta, apoiada em novos modelos de silvicultura, na
conversão em paisagens diversificadas e na valorização dos matos e incultos; a
valorização energética da biomassa, que deve beneficiar do Plano nacional de
biorrefinarias proposto pelo governo no âmbito da reforma florestal

Por sua vez, às outras produções dos espaços rurais não é possível competir com as lógicas de distribuição e mercado que lhes são impostas. As pequenas
economias de escala local são assim condenadas às margens da viabilidade e as
explorações agrícolas remetidas ao abandono. O contexto daí resultante não
motiva a fixação de novos agentes. Importa transferir conhecimento e estimular
a inovação nos espaços rurais, tendo por base novas produções, novos modelos e
técnicas produtivas e uma base comercial mais justa para os respetivos produtos
e serviços.
É necessário que a contratação de fornecimento de bens e serviços que tenham
origem nos espaços rurais seja equacionada e formatada de forma diferente por
todas as entidades públicas que deles façam uso.

6. Refazer um território nacional deslaçado: escolher uma ordem
territorial e pensar o país inteiro

Temos de saber sob que ordem territorial se está a viver e que uso de território
se está a fazer. Esta é uma escolha essencial que tem de ser clarificada, não
podendo ser subtraída à consciência pública. As deliberações fundamentais
contidas no PNPOT-Programa Nacional da Política de Ordenamento do
Território, tomadas na Assembleia da República por unanimidade, têm sido
sistematicamente ignoradas ou contrariadas.
Os incêndios desde há muito e especialmente este ano, puseram a nu a enorme
fragilização de muitos territórios do país, de diferente natureza, e a crise
profunda da articulação e da solidariedade territorial em Portugal. As
comunidades rurais, as pequenas aglomerações urbanas e até as cidades médias
tornaram-se objetos esquecidos da política pública, que se refugiou em meras
medidas de descentralização para a escala municipal ou intermunicipal, ao
mesmo tempo que se afirmou um modelo de desenvolvimento unipolar, de
escala metropolitana e assente na concentração de recursos humanos, em grande parte precários e com baixos salários. Na nossa contemporaneidade, o país nunca foi tão desigual do ponto de vista socioterritorial.


Precisamos agora de garantir que se olha para o país inteiro – não apenas com a
razão da solidariedade, mas também como condição de eficiência. Para que se
possa ficar a viver e a trabalhar em economias que o próprio território organiza e
desenvolve é necessário fortalecer a malha urbana e articular as infraestruturas,
olhar para os espaços que habitualmente designamos rurais e vê-los como
lugares onde se pode desenvolver a produção e a valorização dos seus recursos e
dos seus habitantes, assumir a importância de haver interlocutores políticos de
escala regional e não apenas municipal ou intermunicipal, reconfigurar a
administração pública para que ela própria exista para o território e para agir em
nome dele. Chama-se a isto, desde há muito, desenvolvimento integrado.

7. Uma administração para o território: ação pública e capacitação
institucional

A administração pública está hoje mais desligada do território e dos seus
problemas. Múltiplas mudanças na organização e na vocação dos serviços
desconcentrados desfizeram a proximidade necessária e a organização de
competências técnicas e profissionais em sedes institucionais de base regional.
Prevaleceu a ideia de que à política pública bastava pôr recursos financeiros a
circular, difundir princípios e normativos (em geral de natureza europeia), e
definir as condicionalidades a que os atores devem obedecer para serem
“elegíveis” ou excluídos. Ora, continua a haver necessidade de conceber,
coordenar, executar e avaliar políticas de desenvolvimento dos territórios, sendo
essa uma missão da administração pública, tendo em conta as suas
potencialidades e os objetivos que o país lhe atribui.


O Estado não pode apenas descentralizar missões difíceis. Tem ele próprio de
assumir intervenções territorialmente integradas, fixar competências e
capacidades institucionais, definindo-se os níveis apropriados (NUTS II ou NUTS
III) de coordenação das ações relevantes. É neste contexto que podem ser bem
estabelecidas e reforçadas, a articulação e a maior cooperação entre o Governo e
as Câmaras Municipais.

16 Novembro 2017
- Agostinho Carvalho, Prof. Universitário (Jubilado)
- Américo Carvalho Mendes, Prof. Associado Católica Porto Business School;
Presidente Associação Florestal do Vale do Sousa
- António Covas, Prof. Universidade Algarve
- António Louro, Presidente Forum Florestal
- Armando Carvalho, Engº Florestal
- Helena Freitas, Profª Universidade Coimbra; ex-Coordenadora da Unidade de
Missão para a Valorização do Interior
- João Guerreiro, Prof. Universidade Algarve
- José Castro Caldas, Investigador Centro Estudos Sociais (UC)
- José Portela, Prof. UTAD (Aposentado)
- José Ramos Rocha, Engº Agrónomo; Gestor de empresas
- José Reis, Prof. Faculdade Economia (UC); antigo Presidente CCRC
- Manuel Brandão Alves, Prof. ISEG (UL) (Aposentado)
- Pedro Bingre Amaral, Prof. Insituto Politécnico Coimbra
- Pedro Hespanha, Investigador Centro Estudos Sociais (UC)
- Victor Louro, Engº Silvicultor; antigo Presidente Comissão N. Combate à
Desertificação

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Ai  PRESIDENTE . . . . . . . . 

O que se leu em tempos nos OCS indicava profundas divergências de Marcelo Rebelo de Sousa quanto a esta alteração no âmbito das freguesias, e que ele hoje vetou.
Para alguns, como diz o povo, ele andava quase a mijar fora do penico neste assunto. Creio que era a visão de muitos.

Há certamente almas que se ofendem por invocar sem elevação certas palavras ou fazer certas alusões quanto ao Presidente, por entenderem que não é adequado, como a invocação popular supra.
Mas peço que considerem que, quem faz de barbeiro, calceteiro, provador de batatas fritas e etc. certamente não renegará linguagem popular.

Falo das autarquias. Falo concretamente de freguesias.
Andei a vasculhar o "sítio" da AR mas, certamente por inépcia minha, não tirei conclusões seguras.

Legislação da AR recriou freguesias. Remetida para Belém. Veto.

Mas creio que Marcelo tem alguma razão. Talvez os motivos invocados não fossem os melhores, mas numa coisa creio que ele tem razão: porque é que a AR não tratou disto como deve ser há muitos mais meses?

É um tema interessante, ou curioso, ou peculiar. 
No mínimo, um dos temas que bem define este tão maltratado país.
Maltratado por quem?
Pelos sucessivos titulares de órgãos de soberania e clientelas várias.
Opinião pessoal, naturalmente.

No tempo da Troika, se não estou equivocado, concretamente o sr Relvas foi o responsável primeiro por aglutinação de freguesias por todo o Continente. Alguns critérios e soluções discutíveis, creio eu.
Como era de esperar, por questões nomeadamente eleitorais, ficaram-se por freguesias, não tocaram na questão cidades e vilas.

Salvo melhor opinião, o caciquismo partidário, o clientelismo, o financiamento dos partidos por portas travessas, tem feito o que está à vista, uma distorção imensa quando olhamos para cidades e vilas portanto, quando olhamos para a distorção de concelhos, entre concelhos, dentro de concelhos.

Mantêm-se o caricato de Lisboa e Porto e mais três ou quatro cidades terem freguesias mais populosas que muitas das actuais cidades.
Por exemplo, Penamacor, Portalegre, Leiria, etc.

A realidade nacional, no que a autarquias respeita, tem aspectos que são muito questionáveis, opinião pessoal naturalmente.

Reformas territoriais?
Há quem tenha considerado inoportuna esta legislação/ alteração, como por exemplo o Presidente da República como acima já referi.
Haverá quem tenha considerado muito bem, muito oportuno.

Ficou-me a sensação de ter havido um quase diálogo de surdos entre muitas prima donas, sentadas na AR e na Presidência. Por meses.
AR tem a primazia, tem o poder sobre a questão em causa.
Mas falta a promulgação!

Não sei o suficiente sobre o assunto (há centenas de freguesias) para poder passar das generalidades.
Mas uma coisa sei, existe uma distorção monumental em termos de ordenamento territorial.
Existem imensas vilas e cidades que hoje têm manifestamente muito menos população comparativamente com o que se passa há 40 anos.
Existem imensos concelhos do Portugal Continental que por exemplo quanto a indústria  . . . . . . 

Ora bem, se o tema freguesias é interessante, complexo, difuso, e está prenhe de situações frequentes muito discutíveis e, em alguns casos, casos de polícia, hoje ele ficou mais emotivo com o veto.

Marcelo vetou o diploma da AR para aumentar freguesias.
Disse publicamente esta tarde que se a AR reconfirmar o diploma ele fica com a consciência tranquila.
Veremos o que fará a AR quanto a este seu diploma agora vetado, diploma que, creio, teve génese no PS.

Mas parece-me haver agora uma curiosidade. 

Se percebi bem o que foi dado a conhecer durante o dia, nomeadamente PS já se manifestou no sentido de manter a coisa.
Para mim a curiosidade está nas declarações que ouvi de Hugo Soares.

Percebi mal ou o PSD vai ponderar com calma o assunto?
Será que não vai ajudar aos 2/3 necessários para a AR fazer Marcelo engolir o veto?

Creio que para lá das freguesias surgiu aqui, hoje, algo mais de política, de jogo político.

Aguardemos.
AC

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

PENAMACOR, MUSEUS, e REALIDADES

Estive ontem em Penamacor com os dois netos mais novinhos. O objectivo, concretizado, era sobretudo ir visitar o Museu Municipal de Penamacor.

Porquê este, para começar?

Porque tem um espólio muito interessante em vários domínios, desde inúmeros achados encontrados em escavações na zona da parte velha e não só (porcelanas, vidros, cerâmica diversa, moedas, etc.), à parcial tipografia do pai de António José Seguro, passando por fotografias diversas sobre a região, passados agrícolas e industriais, arte sacra, caleches, máquinas de escrever, alfaias e outros utensílios agrícolas, túmulos, e avifauna diversa embalsamada, da que é possível encontrar na região. Uma preservação de património material muito interessante. E há também uma interessante ligação à Serra da Malcata.

Este último núcleo ainda mais excitou os pequeninos.

Mas estou a falar disto não para maçar com coisas privadas mas para dar conta de algumas realidades. Algumas, são tristes realidades.

Penamacor, a freguesia, sem contar com os pequeninos núcleos habitacionais e populacionais à sua volta e integrando o Concelho de  Penamacor, não deverá neste momento chegar às 5000,00 almas!

Se nos lembramos por exemplo de freguesias de, Lisboa, Porto, Coimbra, Aveiro, Setúbal, está tudo bem claro quanto ao estado de organização do país na parte Continental.

Uma coisa que anualmente chama gentes a Penamacor é o famoso Madeiro, por altura do Natal, um "lume" impressionante.

Penamacor tem, além do Museu Municipal, mais outros simpáticos museus, opinião pessoal naturalmente. 

Tem também, 

a "Casa Memória da Medicina Sefardita Ribeiro Sanches" que integra a Rede Nacional de Judiarias, 

a "Torre de Menagem" que é um resquício do antigo castelo, e que creio que no Estado Novo foi algumas vezes um pequeno presidio militar, 

os "Antigos Paços do Concelho" que até vieram a ser temporariamente paiol de munições, 

o "Museu Dr Mário Bento" que guarda coleção arqueológica e etnográfica, 

o "Núcleo Museológico da Bemposta" onde estão expostas "aras" com inscrições romanas e estrelas funerárias, entre outras coisas, 

e o "Museu Paroquial da Aldeia de João Pires", onde estão expostas uma biblioteca, peças arqueológicas respeitantes a um povoamento romano, e um espólio artístico-etnográfico.

Mas Penamacor é, infelizmente (opinião pessoal, naturalmente), um exemplo acabado de um tempo há muito acabado, um exemplo dos muitos que demonstram a inexistência de ordenamento territorial, ausência de industrialização, fuga de população, em suma, um agrupamento populacional a fingir que é uma cidade!

Portugal, com uma cidade (??) de 5000 almas?

E querem falar de Portalegre?

Bom, é melhor não continuar, tão triste e lamentável que tudo isto é.

AC

terça-feira, 24 de outubro de 2023

Há pouco tempo escrevi este texto

COMPRA  de  CASAS  GRANÍTICAS

Sou alfacinha, nascido em Lisboa, como milhares de muitos da minha geração e das gerações próximas e, portanto, de S. Sebastião da Pedreira. Por razões que a maior parte dos de hoje não saberá.

Convivo com a Beira-Baixa desde 1969 e, muito particularmente, com os concelhos de Castelo Branco, Fundão, Penamacor e Idanha-a-Nova, sendo o ponto central a aldeia de Monsanto.

Conheço, portanto, um pouco mais que "poucochinho" (Costa Dixit) do mundo Beirão. 

Neste mundo, do que havia em 1969 pouco resta a não ser evidentemente o que não é fácil fazer desaparecer, designadamente penedos, muita pedra, montes, casario pouco degradado/ destruído. Casario onde está omnipresente o granito.

O jornal Expresso publicou recentemente um pequeno texto e fotografias sobre casas graníticas, e informou que há e haverá crescente procura para esse tipo de casas, e identificou até alguns preços de aquisição, variando entre 3 000,00 e 30 000,00 Euros! 

A dada altura do texto há uma relativa abordagem para os problemas concretos inerentes ao assunto. Nomeadamente a questão da reconstrução dessas casas graníticas.

O texto da notícia não aborda com detalhe concreto os diversos e diferentes problemas inerentes à reconstrução das casas graníticas. 

Do meu ponto de vista passa superficialmente sobre a real situação de todo o interior.

Sei bem do que estou a falar.

A compra de casas por exemplo no distrito de Castelo Branco.

Basta consultar os sítios das conhecidas imobiliárias com sede em Castelo Branco por exemplo para ficar com uma ideia de realidades. Realidades algo diferentes do noticiado.

Quase cada casa é um caso diferente. Seja dentro ou fora de uma quinta de 3 a 6 ou 8 hectares.

Há muitas casas em que as paredes exteriores estão bem preservadas, direitas e sólidas, não precisando de ser demolidas/ desmanchadas parcialmente para as "endireitar".

Hã muitas casas destelhadas, outras nem tanto, bastante menos com telhado e estrutura de madeira em boas condições. 

Há muitas casas em que se aproveitam apenas as paredes exteriores.

A reconstrução depende, naturalmente, do ponto de partida/ que tipo de casa/ estado de conservação, dos meios financeiros, do gosto do proprietário. 

Nos casos de casas em aldeias históricas, nos casos em que a lei vigente impõe controlo específico sobre a reconstrução, tudo se torna mais complicado. A burocracia surge em todo o seu português esplendor, o exercício de poderes funcionais acontece por vezes com um descaramento inacreditável, as licenças camarárias demoram por vezes imenso, etc.

Mas a reconstrução impõe que o proprietário arranje quem lhe faça o projecto de arquitectura, que lhe trate do processo junto da câmara municipal, que os projectos técnicos igualmente sejam aprovados, etc.

Mas decisivo, o projecto de arquitectura tem de ser apreciado por quem se encarregará da reconstrução. Alguém que apresentará a proposta de orçamento. A prudência aconselha obter mais de uma proposta.

E logo aqui podem começar os problemas. E começam. Exemplos que bem conheço no distrito de Castelo Branco, há muito poucos que têm capacidade/ estrutura para trabalho sério, começado e terminado dentro dos prazos acordados. Executado com qualidade.

E, descendo a coisas ainda mais concretas e que conheço bem, em casas graníticas e variando de caso para caso, um aspecto crucial tem a ver com os operários que trabalham em pedra. E há muito poucos nos concelhos de Idanha-a-Nova, Castelo Branco, Penamacor. Conheço alguns, designadamente da aldeia de Escalos de Cima, que para mim já trabalharam, três deles de elevadíssima qualidade técnica, Têm um problema, atingirão nos próximos meses a idade da reforma. Substitutos? Não foram ainda encontrados.

Este problema supra explicado é idêntico quando se pensa em canalizadores, electricistas etc.

Casas graníticas? Sim, há casos e casos, tal como quintas de 2, 3, 4, 5, ou um pouco mais de hectares. Há diferenças entre Trás-os-Montes e Beiras por exemplo. A ideia que tenho e baseada em vários casos concretos dos últimos 20 anos particularmente na Beira-Baixa, é de que está cada vez mais difícil adquirir e depois reconstruir. De Outubro de 1991 até ao presente há diferenças abissais, repito abissais, preços, empresas, operários, câmaras municipais, legislação, etc.

Fico por aqui. Não vou abordar a questão da crescente especulação, de estrangeiros (endinheirados, que conheço, e outros a roçar os pés descalços e andam pelo interior de certos concelhos) e de nacionais, nem de questões (algumas inacreditáveis) inerentes aos processos administrativos e às câmaras municipais e inerentes também à estrutura actual e legislação relativas a aldeias históricas.

Mas possuir uma boa casa granítica, bem reconstruída, respeitando a região mas com o conforto contemporâneo é, de facto, uma maravilha, porventura um luxo. Está-se muito bem na aldeia!

AC

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VOLTO AO ASSUNTO, depois de ler o Expresso de 6ª Feira passada falar de - Trocar a cidade pela aldeia e ficar a ganhar.(pags 18 e 19 caderno de Economia)

Um pouco diferentemente de artigo anterior que me levou às considerações supra, não falam expressamente em casas graníticas.

Apresentam 5 (cinco) casos, de quem passou da cidade para o interior.

E apresentam casos concretos de gastos em casa no interior.

Um dos casos que me chamou à atenção, é o de uma senhora que afirma ter investido 1,2 milhões € na compra de uma ruína! Depois, mais à frente, a mesma senhora confessa que o custo de vida é muito mais barato agora na sua "ruína"! Não está indicado quanto custou modernizar a dita ruína.

Num dos casos indicados, um meu concidadão toca numa das questões mais determinantes, afirma ele - o problema reside na falta de mão de obra na construção civil, não há operários, e quando conseguimos ajustar uma obra já marcam para 2025.

Outro caso dos cinco é o de um concidadão que se mudou para uma das aldeias que conheço muito bem, a Soalheira, aldeia pequena, de facto com boa ligação à A23 e ….. tem queijos óptimos.

Em síntese, e salvo melhor opinião, sim mudar para o interior é uma óptima ideia, o pior são as realidades.

Sim, é fácil o trabalho à distância, sim a vida é mais barata, sim em vários locais já existe fibra óptica e rapidez de acesso a auto-estradas, etc. Mas quem tiver filhos pequenos, quem ponderar seriamente as questões de apoio na saúde, a escolaridade, a construção civil, talvez encontre algumas pedras pelo caminho.

E sim, há sítios óptimos, mas duvido que 99,9% dos que pensam e gostariam de abandonar as cidades tenham no mínimo 100 000,00€ para reconstruções. E, de certeza que raros serão os que irão investir uns "cêntimos " em ruínas baratinhas como o indicado no Expresso.

Enfim, artigo para encher chouriços. Se calhar isto explica parcialmente a brutalidade da dívida que têm!

AC

sábado, 10 de junho de 2023

"Queremos que os Pesos da Régua dos nossos interiores sejam tão importantes quanto as nossas Lisboas"

POIS, ainda finge que não sabe a diferença entre as palavras, a sua verborreia, e as acções concretas. E por isso, por ausência de acções concretas e decisões, apenas quase só loas e vacuidades e choros, e o interior está como está.

Tal como eu digo há anos, quero um Porsche, mas ele não vem.
AC

sexta-feira, 6 de maio de 2022

"DOS DIAS QUE CORREM"

Em que pensará esta idosa?
* Na viuvez, vai para quase duas décadas?
* Na operação e vida subsequente da filha?
* Na prisão passada do genro e consequências?
* No emprego do neto, inexistente na aldeia, inexistente no concelho, e só conseguido na capital de distrito?
* Nas flores bonitas que plantou aqui na casa da vizinha?
* No filho agora reformado da força de segurança, filho que como muitos aqui na zona aí conseguiu sustento?
* De como era no passado a festa do castelo ou de Santa Cruz?
* Na barragem Marechal Carmona que devia estar com mais água?
* No calor que aí virá e no ar condicionado que em casa tem e é condicionado pelo tempo que faz cá fora?
* No início da vida de casada em que na freguesia havia mais de 3000 pessoas e agora, diz-se que não chegará ou pouco passará das 700 (aldeia e todos os lugares à volta do monte) e que aqui em cima na aldeia menos de 80?
* Saberá ela que aldeias há, muitas, com menos de 10?
* Nas obras nas ruas aqui na aldeia e que nunca mais acabam, e já originou quedas graves?
* Saberá ela que dentro da parte muralhada da aldeia de Sortelha, por exemplo, vive em permanência apenas uma pessoa?
* Saudades do burrito que regressava com o marido ao fim da tarde da horta, lá para os lados da "Devesa", e bem carregado com hortaliça, batatas, cebolas, fruta?
* Preocupada porque no concelho, presentemente, entre as 2400 e as 0800 da manhã não há assistência médica (médico, enfermeiro)? Se acontecer alguma coisa -INEM, bombeiros de Idanha-a-Nova e é ir para o hospital de Castelo Branco, que o historial demonstra ser um Totobola?
Na sua solidão, pensará certamente muito. E aprecia as boas vistas daqui da aldeia, como esta tirada do quintal/ jardim.
Tenham um bom fim de semana.

António Cabral

sexta-feira, 21 de maio de 2021

NOVA ÉPOCA de FOGOS a APROXIMAR-SE  

🚒  O tempo vai lentamente aquecendo.
Como será este ano?
Não sei, nem ninguém pode afirmar com segurança o que acontecerá em mais uma época de fogos.
Este tema traz-me à memória uma visita que eu e outros fizemos em 2003 à sede da proteção civil onde imperava um tal de Gil!
Que nos fez uma apresentação cheia de quadros coloridos e recheados de ligações e mais ligações.
Apenas por acaso fui o primeiro a colocar uma pergunta, simples, e que foi - "isso que nos mostrou, na prática funciona?
Ficou meio embatucado e lá respondeu nada nos convencendo.
Mas outra coisa que bem recordo prende-se com a curiosidade que me despertou um escaparate à entrada do edifício onde se mostravam revistas ligadas aos bombeiros.
Trouxe para casa um dos exemplares, muito curioso, pois quase a cada duas ou de três folhas aparecia uma página com anúncios de material diverso, ligado aos bombeiros, à actividade de combate a incêndios, material de proteção individual, etc., etc.
Nessa noite, telefonei a um grande amigo, na altura um dos governadores civis, e fui lá a casa depois de jantar. Mostrei-lhe a revista. Sorriu, e ás minhas perguntas sobre o sorriso dele lá me explicou várias coisas. Sobre a actividade comercial por trás de tudo aquilo, sobre donos de empresas, sobre………..sobre……..
Não admira que ainda hoje alguns se continuem a questionar sobre muita coisa ligada a este "mundo". E porque tudo continua a não estar muito diferente.
Ordenamento territorial, cadastro dos terrenos, florestas, fogos iniciados de madrugada, meios de combate a incêndios, meios aéreos, contratos, pagar quando há fogos, renovação de material, investigação séria, voos nocturnos estranhos, ignições ao mesmo tempo afastadas de dezenas de metros, carreiras de pessoal, organização da proteção civil, GNR, fiscalização durante todo o ano, condições de acesso a montes e montanhas e serras, etc., etc., etc.
Portugal, portanto!
AC

quarta-feira, 3 de julho de 2019

PERITOS  em  ANUNCIAR  OBRA
Dos maiores peritos em anunciar obras não há dúvida que o intrujão-mor e seus acólitos estão e continuam imbatíveis.
Aparentemente, o tribunal de contas anda um bocado desconfiado deles.
Entre os muitos exemplos que se podem apontar, seja no SNS, na justiça, na educação, nas supostas reformas do estado, o que fica quase sempre "é o caminho apontado", expressão entre o pornográfico e o patético utilizada pelo controlador Jorge Coelho.
Um dos bons exemplos é a telenovela acerca do tristemente famoso itinerário na zona de Coimbra, o tal IP3.
Passei lá muito recentemente, com muita cautela e a horas em que a coisa anda menos sinistra.
Esse desgraçado troço de estrada está há décadas amaldiçoado, e recomendo só por lá passar como último recurso.
Quando começarão as obras?
Não se sabe, não foi definido. 
MAS QUE FOI ANUNCIADO COM POMPA FOI. 
Uma das boas razões para o cara de velha ter ido para Bruxelas. Neófito de Vieira da Silva. 
Mas nem com um dos caciques do PS, o novamente presidente da câmara municipal de Coimbra o desgraçado IP3 arranca. 
Como não arrancam muitas outras coisas, seja na região de Coimbra seja em outras paragens do interior.
Basta andar uns km, pelas áreas de Castelo de Vide, Portalegre, Crato, Castelo Branco, Serpa e, depois, andar um bocado a pé e fotografar.
Observar as realidades, não se ficar pelos anúncios.
AC

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

DINOSSAUROS........
Como em muitas áreas, em muitos assuntos, em muitas situações, também na questão dos incêndios as causas são múltiplas e, como é  minha opinião e já expressa por escrito, os políticos de todas as cores têm culpas enormes pelo estado calamitoso em que ano após ano o nosso País vai ficando.
Mas, para mim continua a ser curioso, há décadas, ouvir falar sempre mas sempre, Marta Soares, Fernando Curto e Duarte Caldeira.
Como diz Ana Bola no seu engraçado programa na TSF - faz-me espécie,......faz-me espécie.......
AC

domingo, 5 de agosto de 2018

INCÊNDIOS.   MONCHIQUE   🚒
Não passo de um comum cidadão, pouco percebendo dos meandros da proteção civil, das florestas, do ordenamento territorial.
Mas não me tenho na categoria de totó.
E a minha vida profissional deu para, numa determinada fase, estar em contacto com essas áreas.
Além disso conheço muito razoavelmente o meu País e, também, conheço muito bem uma série de pantomineiros de todas as cores, e desde antes do 25 de Abril de 1974.
Realçando a minha faceta de cidadão comum e desconhecedor de muita coisa, ainda assim, e apesar de ter em péssima conta quer os actuais PM e MAI, e de superficialmente conhecer o presidente da ANPC, creio que o trabalho que foi feito nos últimos 4 meses é muito meritório. Arrisco dizer.
Mas, e para não ir mais atrás, vou começar no pantomineiro PM Durão Barroso, que na sua curta gerência (????) de PM teve em 2003 uma sucessão trágica de incêndios.
Pergunto: 
> quantos aceiros em todos, repito, TODAS as montanhas e TODOS os montes foram feitos com largura mínima que permitisse a passagem de dois carros de bombeiros em sentidos opostos?
> Que trabalho geodésico e geográfico foi em consequência feito?
> quantos guarda florestais existem, daqueles a sério, que não se perdem nos montes?
> e as acções dos municípios?
O rol de perguntas é infindável. Paro.
Entretanto verifico:
> PSD 2002-2004 + uns patéticos meses de Santana
> reinado de quase seis anos Socratino
> reinado Pafiano de 4 anos e pouco
> reinado do intrujão-mor de basicamente 3 anos!

Uns queridos. TODOS
Entretanto, imagino que em Monchique está toda a gente a pensar pirar-se. 
É fazer as contas. As chamas estão quase lá, e vão estar mais 9 horas a arder e consumir sem qualquer hipótese de combate.

É Portugal
AC 

sexta-feira, 23 de março de 2018

JORNADAS,...............JORNADAS..................
Penso indiscutível a necessidade de limpeza de matos e florestas, e sobretudo de reordenamento territorial, recuperação gradual de economia nas áreas abandonadas há décadas.
Está anunciada para sábado 24 de Março uma grande JORNADA de limpeza, levada a efeito no Continente por António Costa e vários dos seus "ajudantes"
Diz-se, também, que participarão centenas e centenas de militares das forças armadas, elementos das forças de segurança e certamente muito pessoal do ICNF (ai daquele que faltar).
Jornadas deste tipo estão a fazer-me lembrar qualquer coisa do passado..........
Estou a puxar pela carola,.....pela memória..........
..............................................
Já sei, as famosas jornadas de alfabetização durante o PREC e que tão bons resultados deram..................
É o que temos, misturado com leis à pressa. Aguardemos pelos resultados.
AC

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

A PROPÓSITO DAS CHEIAS E TEMPORAIS
Em primeiro lugar, lamento muito a infelicidade que assolou muitos dos meus concidadãos.
Descargas fora do comum, principalmente.
Mas, ao longo dos anos, quantas barbaridades foram executadas em muitas autarquias? É apenas uma pergunta.
Quantas imprudências?
Quantas faltas de verificação, de inspeções, de limpezas?
São apenas perguntas.
Cai um muro porque, eventualmente, andaram a "ratar" perto das fundações. Poderá ter sido?
A41 com cratera, porque, alegadamente (como gostam de noticiar) corre por baixo um ribeiro.
Renovo o meu pesar por muitos dos meus concidadãos afectados.
Mas é capaz de haver muitos responsáveis por algumas das situações agora registadas. Digo eu, que sou empedernido, e já assisti a muita coisa.
Bom, adiante.
Deixo aqui uma estrofe famosa de um conhecido poeta português. Que porventura devia estar na mente de muita gentinha que ao longo de anos cuida pouco ou nada dos cidadãos.

Quem prende a água que corre
É por si próprio enganado
O ribeirinho não morre
Vai correr por outro lado.

AC