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segunda-feira, 9 de abril de 2018

A PROPÓSITO do PAÍS com MAR IMENSO
Portugal congeminou o tratado de Tordesilhas.
Mesmo hoje, ido o império, o País tem água que nunca mais acaba. 
Está em curso o processo do pedido de alargamento da plataforma continental.
Estou a referir-me apenas ao Oceano Atlântico onde sobre parte enorme Portugal como Estado tem determinadas jurisdições. 
Não me refiro, evidentemente, à agua imensa que cá dentro se mete, resultante das desgraças das sucessivas governações.
Vem isto a propósito do passar em revista muita coisa, recente e dos últimos anos, coisas que me interessam, relacionadas com o mar, com a economia azul, com o que são hoje as marinhas, mercante, de pesca, e de guerra, e os portos nacionais.
Passo em revista, e não me larga uma certa tristeza, quase angústia, pelo estado de tudo isto, num País que desde sempre se diz de marinheiros mas que, essencialmente, continua a dar mostras de ser um País de banhistas e manhosos as mais das vezes.
Nos últimos dias vi uma notícia mencionando um político americano com ascendência portuguesa e um potencial negócio de navios de guerra.
Desconheço fundamentos, veracidade, possibilidades.
Uma coisa tenho por certa, do que fui lendo ao longo de anos.
Um País com fortes interesses no mar e sobre o mar, deverá ter entre outras coisas, visões de médio e longo prazo e nada condizentes com a gestão de merceeiros que tem existido nas últimas décadas. E refiro-me há muitas décadas, não apenas 40 anos.
Entre as visões para um tal país, a definição de uma estratégia marítima e de uma estratégia naval. Nada de coisas aos repelões.
A marítima tendo a ver com o espaço marítimo, nas suas múltiplas vertentes.
A naval relacionada com unidades navais, com bases navais, com estaleiros de construção e de reparação navais, e outros apoios.
Esta coisas são complexas e requerem muito espaço para estruturadamente serem abordadas.
O meu ponto a propósito, por exemplo, dessa recente notícia supra indicada, é chamar à atenção para o estado de coisas, quanto à Marinha de Guerra, à marinha mercante, à marinha de pesca, aos portos, e estratégias (???) que obviamente continuam a não existir com princípio, meio e fim. Sempre tudo aos repelões.
Como dizia o "outro, pantanoso", é olharem bem para todos esses sectores e fazerem as contas.
Mas, como sempre, devo ser eu que estou completamente enganado. 
António Cabral (AC)

sábado, 23 de dezembro de 2017

16  NOVEMBRO  foi  DIA  NACIONAL  do  MAR
O título do post está a NEGRO por razões evidentes, com a excepção do MAR que não tem culpa das elites nacionais, transversais a, todos os quadrantes partidários, à vida política e institucional isto é, incluindo titulares de órgãos de soberania.
Eventualmente alguns, em voz baixa e despercebida, diriam umas belas palavras, como de costume. Quase nada aconteceu. Sei de pelo menos uma honrosa excepção, a promover e celebrar este dia.
Que eu me tenha apercebido, o chefe do governo nada disse publicamente sobre esse dia, sobre o MAR. Devia andar ocupado com o "afaire" Centeno e com as autarquias.
A minha distração pode estar enorme, mas também não me apercebi de palavra alguma da ministra da tutela. 
Talvez entusiasmada com a subida de importância do marido, e assoberbada com as quotas da sardinha. 
Se vi bem os jornais via "online" nenhum teve uma palavra sobre o assunto, sobre esse dia, sobre o tema.
Economia do MAR, o futuro, o desenvolvimento, o que seria de nós sem o MAR, marinha mercante, marinha de pesca, marinha de recreio, Marinha (a de guerra, que faz imenso mesmo assim, para lá da sua missão prioritária, e que são as inúmeras designadas missões de serviço público), defender o MAR, é um imperativo nacional, etc.
A pouca vergonha, a incompetência, o desleixo, a ausência de rumo, num País com água por quase todo o lado, com uma dimensão oceânica brutal, encontram poucas excepções positivas sendo uma delas a tentativa de alargamento da plataforma continental. 
Se ganharmos essa acrescida responsabilidade, o que se seguirá?
O professor Hernani Lopes deve dar voltas e mais voltas quando ouve certos pantomineiros e pantomineiras.
É o que temos, mas nem todos merecemos.

António Cabral

Ps: a propósito desse dia, lembrei-me da Escola Naval, que está situada no Alfeite, a escola que forma os oficiais para a Marinha (de guerra) nacional, escola que é uma instituição muito antiga porque precursora da Faculdade de Ciências de Lisboa e "velha" por remontar à Escola de Sagres.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

VOLTO a PUBLICAR


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013


A propósito de um País com mar imenso

- Bom dia Majestade,………...……………
- Quê,…….ah,……........sim,………….dizei………...…………
- Majestade, o que haverá para lá do horizonte? Podíamos construir embarcações maiores, e….mandar "valerosos" ir ver……..
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- Tendes razão,…..vamos a isso…..mãos à obra………………

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- Majestade, que boas notícias de Pero da Covilhã e Bartolomeu Dias………
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- Majestade, esta do tratado de Tordesilhas foi genial…..e a Bula "Inter Caetera" ajudou bastante…………………………………..
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- Majestade, que belos feitos os de Vasco da Gama, Alvares Cabral, Corte Real, e todos os outros…………………………………..
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- Majestade, chegam notícias de Fernão de Magalhães………………
………………………………
- Majestade, esta continuidade de problemas com os Holandeses…..mas também houve revolta no Maranhão………………...
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- Majestade, o Brasil português está reconstituído…………………………………………
…………………………
- Majestade, desculpai, mas o tratado de Methuen não devia ter ficado com aquela formulação, muito prejudicial para o Reino……...
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- Magestade, os proventos do ouro do Brasil e as especiarias já foram………
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- Majestade, agora sem o Brasil, sem várias possessões na Ásia, urge olhar com mais atenção para África………………………………..
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- Majestade, chegam boas novas de Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens ………………………………………………….
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- …..........ora bem......................Companhias de Navegação……….vejamos……………Companhia Colonial de Navegação, Companhia Nacional de Navegação, Empresa Insulana de Navegação, Sociedade Geral de Comércio Indústria e Transportes Lda, Companhia Industrial Portuguesa, Companhia de Navegação Navio-Motor Lda, Barão Nunes & Machado Lda, Companhia de Navegação Carregadores Açoreanos, Eugénio de Araújo Moreira, Empresa de Navegação Madeirense Lda, Empresa Mutualista Açoreana…………………………………….
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- Senhor Ministro, hoje 25 de Janeiro de 1933, em Glasgow, foi lançado à água o Contra-Torpedeiro Vouga…………………………….
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- Senhor Ministro, a guerra está a acabar, e a nossa Marinha Mercante precisava de ser reanimada………………………………………
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- Tem razão,…..neste Agosto de 1945 tudo está complicado…….mas já posso avançar com o despacho
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- Senhor Presidente do Conselho, que acha destes novos navios Franceses, submarinos e fragatas…….e as corvetas…………………….
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- Senhor Ministro,…………………….os estaleiros estão parados…………e quase sem encomendas……………………………………….
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- Nacionalizem-se os estaleiros, principalmente os grandes…………………
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- Senhor 1º Ministro já fecharam quase todos os estaleiros pequenos, os grandes estão em grandes dificuldades, as nossas capacidades de
reparação e construção naval estão muito longe do que deviam ser, dada a nossa posição geográfica, ZEE e a descontinuidade territorial……..
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- Não se preocupe, vai ver, o que for preciso compramos barato e melhor no estrangeiro, disso não tenho dúvidas, .........como sempre……….
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- "Sô Dotor" sabe que já não temos quase nenhuma capacidade em construção e reparação naval………………………………………………
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- Oh homem, ……desapareça……….que ainda me assusta a tartaruga………
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- Senhor Ministro,……os navios de superfície da Marinha concretamente as fragatas, precisavam de ser modernizados…………………………………….
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- O quê?……………..já têm rombos no costado?…………………………………………………………
António Cabral (AC)