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terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

LIDO  POR  AÍ
. . . . . .
Por isso te digo que é tempo de leres ou releres a "História de Portugal" e o "Portugal Contemporâneo", de Oliveira Martins, e te admirares, como eu em permanência me admiro, que desde há tantos séculos sejam diminutas as mudanças de atitude do bom povo português em relação à res publica e aos pulhas que a tratam como coisa sua. (Rentes de Carvalho) (sublinhado da minha responsabilidade)
AC

quinta-feira, 13 de julho de 2023

13 julho, 2023 
Maria de Lurdes Rodrigues
Está em curso o processo de revisão do Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior anunciado pelo Governo. Sendo um assunto que não interessa à maioria dos cidadãos, é, no entanto, de extrema importância para o país, . . . . (sublinhados meus)

Portanto:
- não interessa à maioria dos cidadãos
- mas é de extrema importância para o país

ou

- o que é importante para o país,
- só interessa à sra Dona do ISCTE e comparsas, e outros donos,

Será isto?

Hum, . . . . talvez não.
AC

domingo, 26 de abril de 2020

"Para o ano cá estaremos a atazanar-lhes o dia"
Quando se escrevem coisas assim não é preciso dizer mais nada.

AC

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

O COSTUME
Apressam-se os fervorosos apoiantes a louvar os que chegam e a denegrir os que partem.
Que me recorde tem sido praticamente sempre assim.
É, salvo melhor opinião, um dos mais fortes sintomas de que a sociedade portuguesa é muito pouco aquilo que os da superioridade moral e ética sempre apregoam.
Naturalmente que existem sempre excepções, em todos os sectores da sociedade, e em todos os governos/ governantes.
Mas acho sempre delicioso os que invocam, e bem, as mentiras de uns, mas sempre fazendo por esquecer as mentiras de outros. Sim, porque se olharem com real honestidade intelectual, verificarão que TODOS têm mentido aos portugueses. TODOS, embora tenha a consciência que uns mentiram mais que outros.
É de facto a questão da desonestidade intelectual.
Mas delicioso de se ver quem a invoca, porventura amargurados por não terem tido de imediato sinecuras, posto ministerial.
Será por isso que carregam na tecla, para ver se conseguem mais adiante umas migalhas, tipo assessor, tipo conselheiro, ou mais um outro posto de conselho de administração?
AC

sábado, 28 de fevereiro de 2015

NÃO TENHO MEMÓRIA DE.............
Uma das queixas frequentes em Portugal, de todos os lados mas sempre por razões e intenções diferentes, respeita á justiça ou, melhor, á falta dela. A questão das garantias, os inúmeros códigos, a legislação por tudo e por nada e para tudo e mais alguma coisa, e por aí fora. É um assunto a que presto acrescida atenção. 
Outra polémica mais recente prende-se com a determinação sobre os feriados.
Isto dito, e começando pela última questão, continuo com as maiores dúvidas sobre a pertinência da decisão deste desgoverno. Mas além disso, e claramente discordando dessa legítima decisão governamental, que classifico como mais uma das últimas parvoíces realizadas neste desgraçado País, eu considero ser urgente instituir o feriado dos desmemoriados.
E olhando para a primeira questão supra, também considero que falta instituir o feriado nacional em honra dos malfeitores do colarinho branco.
É patético e dramático observar o crescendo de poucas vergonhas no meu querido e cada vez mais desbaratado País.
Admito que muitos portugueses se espantem com, o avolumar de problemas, com o avolumar de ditos e contradições de todos os lados do arco íris político, com o arrastar de processos, com certos jornalistas a atacarem cada vez mais o nosso sistema (que de facto anda adoentado) a propósito dos amigalhaços ou daqueles que fingem não admirar mas………..
Admito que muitos portugueses se espantem com a sucessão de desmemoriados que passam quer na Assembleia desta República quer pelos tribunais.
Mas, meus concidadãos, lamento muito que se espantem. Talvez se espantassem menos ou nada se, não ficassem tão entretidos e satisfeitos com as doses de futebol nas TV, não admirassem tanto os episódios mundanos das revistas que se podem observar nas bancas de jornais, não se distraissem com as questões secundárias gritadas desde o BE ao CDS e pelos que se perfilam para entrar na gritaria.
Se parassem um pouco e tentassem perceber como é possível tudo o que está a conhecendo no País, talvez não se espantassem tanto. 
Se tentassem perceber as ligações de décadas acerca dos que rodam entre, os governos de todas as cores, a AR, os escritórios, as lojas, as empresas à conta de nós todos, certas universidades, certas fundações incluindo a teoricamente mais prestigiada do País, já não se surpreenderiam por exemplo, com a desfaçatez de um malfeitor de sorriso tonto. 
Perceberiam talvez por fim quão inócuo é o instituto das audições parlamentares. Perceberiam o papel desempenhado por certos media que ao longo de anos louvaram persistentemente a excelência da “nata” que por cá diziam existir, e que era exemplo para estrangeiro ver. Esqueceram-se (????) de dizer o que há anos se sabia.
Perceberiam talvez, que uma coisa é a repulsa que nos causa tudo isto, a indignação, e outra é aquilo que se pode fazer hoje em dia para alterar este estado de coisas.
As teias que hoje existem e tolhem o País a todos os níveis, têm dois mentores que em grande parte foram também executores. Sempre se consideraram, cada um à sua maneira, os pais disto tudo.
Esses dois “meninos”, arranjaram um séquito de centenas, verdadeiros seguidores chupistas, e são esses que chupam o pouco tutano que Portugal tem. 
Sabem bem que no estado actual, nem blogues honestos como este também se considera, nem jornais, nem TVs, nem manifestações, nem abaixo assinados, conseguem alterar este trágico rumo. Ainda por cima quando vários dos que estiveram no 25 de Abril também estão em lojinhas. 
é isto e nada mais,……..pintassilgos nunca foram nem são pardais.
Vale a pena lembrar Miguel Torga - ......o País ergue-se indignado, moureja o dia todo indignado, come, bebe e diverte-se indignado, mas não passa disto; falta-lhe o romantismo cívico da agressão. Somos, socialmente, uma colectividade pacífica de revoltados.
AC

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Há ou não corrupção em Portugal?
A propósito deste tema e como de outros na sociedade portuguesa, vêm-me sempre à cabeça aquela velha questão - ou estão bêbados, ou isto já só se aguenta bêbado.
Para uns certos senhores e senhoras, nunca beberam, estão sempre lúcidos e certos, mas acham que os outros ou bêbados estão ou estão tolinhos de todo.
Quanto a corrupção, por exemplo, se for Paulo Morais e outros do género a falar e exprimir revolta são tremendistas, no mínimo, e serão uns fala barato, não provam nada. Pois não, ele há códigos muito bem preparados, ele há cada armadilha, ele há cada esquecimento, usando a linguagem popular!
Ainda por cima quando Pinto Monteiro e sobretudo a sua querida auxiliar no MP declaravam - não há corrupção em Portugal!!! Lembra-me as moçoilas no Portugal profundo que aparecem grávidas e não foi ninguém.
Mas quanto a corrupção......oh diabo, agora aparece um dos donos do País a dizer - António Arnaut . Em entrevista, o histórico socialista diz que há na Administração Pública corrupção a um nível preocupante. Jornal de Negócios, 21/01/2015
Isto está a complicar-se. Se ele diz, é porque existe. Ponto final. Se for ele, ou Mário Soares, Almeida Santos, Manuel Alegre, é certo.
Ainda quanto a corrupção, melhor, acusações da dita, Narciso de Miranda foi absolvido pelo tribunal de Matosinhos.
Fui ler o que dizem os jornais. Como cidadão comum, não jurista, a conclusão que tirei foi - é capaz de ter desviado o tal dinheirinho, mas como o MP se esqueceu de um detalhe precioso, e nos célebres códigos também muito apropriadamente uns certos professores (quase todos oriundos do mesmo local) se esqueceram de lá incluir uma maior tipificação quanto aos possíveis malandros, lá foi o senhor Narciso de Miranda para casa. Mais uma vez, Portugal no seu melhor.
Sempre tive muitas desconfianças quanto aos juízes. Mas não é preciso ser jurista para perceber que se eles não encontram texto por onde agarrar a malandragem, só lhes resta mandar a malandragem para casa. Ou estou enganado?
Bem fiz eu outro dia, no magnífico local do interior do País que a fotografia mostra (inveja é pecado), beber um dos muito bons tintos produzidos em Portugal. A tentação para o - isto já só bêbado se aguenta - é cada vez maior.
AC