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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

INCOERÊNCIA  e  os  sem VERGONHA
Abateu-se sobre imensas regiões de Portugal Continental uma tragédia desenhada pela mãe Natureza. Começou a 28 de Janeiro p.p., continua no dia de hoje, prosseguirá mais uns dias.
Consequências? Terríveis! 
Consequências que perdurarão não por meses, porventura anos.

Creio que não estou enganado: antes de 25 de Abril de 1974 o caudal do Mondego e do Douro por exemplo não estavam relativamente controlados por barragens e diques como no presente.

Idem para certos diques no Tejo, que minimizam inundações a jusante de Abrantes e Santarém. E barragens.

A realidade é que a situação é tão gravosa que se coloca neste momento o risco sério de diques no Mondego colapsarem. COLAPSO.

Mesmo com barragens e diques, se a mãe Natureza se zanga  anormalmente os resultados são maus apesar de todo o esforço em controlar as águas.
Porque falta muita coisas e a hidrologia.
Porque designadamente o Douro e o Tejo nascem em Espanha, país vizinho com o qual apesar de tudo parece haver protocolos e  procedimentos harmonizados connosco para a operação coordenada das barragens nas épocas em que a natureza fica demasiado zangada.

Mesmo com anos de maior controlo dos caudais, as zangas iradas da natureza não se compadecem com as bacoradas dos humanos e no concreto com as bacoradas de muitos portugueses, responsáveis (formalmente) diversos e nomeadamente titulares de órgãos de soberania e cidadãos comuns.

A começar em alguns concidadãos, ignorantes, arrogantes, e inconscientes, que entendem que - no meu terreno faço o que me apetece, construo onde me apetecer.
"Maria, olha aqui, a poucos metros da água podemos fazer uma casinha, ficamos com uma vista porreira, posso pescar e depois se podermos compramos um barquito à vela!

Licença camarária? PDM? Etc. Era só o que faltava.

"Zé, tá li um fiscal"  . . . . 

A questão dos PDM e do papel das autarquias no edificado português devia ser avaliado no âmbito do que creio vai ser trabalhado face à catástrofe que se abateu sobre Portugal.

Voltando às barragens, a construção de barragens sempre tem sido depois do 25 de Abril um tema "querido" dos "fracturantes" e dos "inconsequentes".
Algumas dessas criaturas chatearam anos a fio. 
Só patetas, burros, ignorantes, insensíveis (deveria escrever sem empatia?) ou gente movida por interesses obscuros defende barragens.
Creio que essa posição é profundamente errada, mas registei essas posições e continuo a delas discordar.

Pessoalmente creio que foi uma medida acertada não construir a barragem que destruiria o vale do Coa.
Mas estou convicto de que o país devia ter mais barragens, nomeadamente para retenção de águas, e concretamente em certas áreas do Alentejo e no Algarve.
Admito, como sempre, estar a ver mal o assunto.

Repugna-me o que tem sido defendido por certa gente.
Mas repugna-me mais ainda o imobilismo de anos dos poderes públicos e nomeadamente do PS sempre pronto a imobilizar-se perante os das fracturas. 

AC

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

IMPORTA-SE de REPETIR?
MAS AGORA SEM SE RIR?

O Governo espera pelas conclusões e recomendações do grupo de trabalho para decidir o que fazer no caso do IMI das barragens, garantiu Cláudia Reis Duarte no Parlamento.

AC

sábado, 28 de maio de 2022

UNIÃO   EUROPEIA (UE)  e   PORTUGAL

A lourinha Ursula e particularmente os seus gritinhos que não se ouvem mas se descortinam por trás das suas, vozinha e histórias da carochinha, têm-me levado a reler muita coisa sobre a UE, anteriormente designada por CEE. E olhar depois para dentro de casa.

Ler, reler, pensar por exemplo nos parâmetros relativos à questão Turca, ou Grega, ou ao continuado impasse de alargamento a certas regiões. Olhar ao início da chamada Europa dos valores, às diferentes fases e marcos, ao alargamento, às promessas e aldrabices. Olhar à introdução do Euro.

Começando por este último aspecto, o Euro/ €, aderiram ao Euro 11 países. Era então 1 de Janeiro de 1999. A Grécia juntou-se dois anos depois e, pomposa e oficialmente, diz-se que assim foi pois apenas dois anos depois foi assegurado o cumprimento (!?!?!) dos critérios de convergência. A aldrabice conhecida, mas outros valores por baixo da mesa foram tidos em conta. 

O caminho para a moeda única foi aberto com o Tratado de Maastricht. Na altura, ficaram de fora a Dinamarca, o Reino Unido e a Suécia. O entrou em vigor em 1 de Janeiro de 2002. Em 28 de Fevereiro de 2002 o escudo deixou de poder circular. Acabou o ciclo de mais ou menos 90 anos da nossa velha moeda.

Ao olhar para documentação oficial da UE sobre o assunto e dessa época recordo, por exemplo, valores de PIB per capita em Euros:

> Alemanha - 22600 €
> Áustria - 23300 €
> Bélgica - 23400 €
> Holanda - 23600 €
> Finlândia - 21800 €
> Irlanda - 23000 €
> Luxemburgo - 37700 €
> Itália - 20900 €
> França - 21300 €
> Espanha - 17300 €
> Portugal - 15800 €
> Grécia - 14100 €

E quando se compara o que vale um ou seja, o que ficou estipulado na adesão ao € em relação a alguns dos países:
> 200,482 Portugal
> 1,95583 Alemanha
> 2,20371 Holanda
> 40,3399 Luxemburgo
> 13,7603 Áustria

Isto dá bem a noção do desenvolvimento e pujança de cada país.
área do Euro inclui portanto países aderentes, Estados-membros, que adotaram o € como moeda única, havendo uma política monetária única sob responsabilidade do Banco Central Europeu. Consequências positivas e negativas. Há quem diga que são só negativas. Não discuto isso.

O meu ponto é apenas sobre uma questão simples: o desenvolvimento de cada país e concretamente o nosso. O que fizemos ou não fizemos desde 2002, e já nem vou lembrar o que fizemos ou não fizemos com a torrente de dinheiro antes de 2002. Agora dizem que vem aí o dilúvio chamado PRR.

Há data da adesão ao e concretamente ao longo do tempo até 1 de Janeiro de 2002, as loas e discursos por cá (e não só) eram no sentido de que a adesão ao , por exemplo, 
> trouxe forte redução da instabilidade macroeconómica para o nosso país,
> permitiu uma descida muito significativa da inflação e das taxas de juro,
> a diminuição acentuada dos encargos financeiros,
> o mais baixo custo do capital permitiu às empresas aumentar o esforço de investimento e modernização,
> maior competitividade do sector produtivo nacional, 
> facilidade de viagens e transações entre países, etc.

Uma das preocupações que existiam na altura era a da questão dos preços isto é, se a entrada em vigor do provocaria necessariamente um aumento de preços. 
Claro que a propaganda na altura era - não senhor, nem pensar - mas depois, sorrateiramente em voz mais baixinha diziam - mas será necessário algum cuidado. Isto foi tudo escrito, não é invenção minha.

Entre muitos outros exemplos lembro-me bem do preço de um café, uma bica. 
Mas, como sempre, a bovinidade portuguesa tudo aceitou. 
Foi pena que à data de 1 de Janeiro de 2002  Passos Coelho não fosse o PM, pois então talvez a populaça se tivesse revoltado, e então BEM, com uma série de coisas.

O meu ponto é, o desenvolvimento e o estado deste Estado, o nosso bem estar e segurança colectiva.

Certamente que a adesão ao Euro e a aceitação por 1 € = 200, 482 trouxe vantagens, inconvenientes, dificuldades.
Mas, quando ouço por exemplo, Francisco Louçã, Eugénio Rosa, Carlos Carvalhas, Jerónimo de Sousa, Catarina Martins, Mortágua, Agostinho Lopes, João Ferreira, João Ferreira do Amaral, Miguel Tiago, João Rodrigues e tantos ouros que se não estou enganado são críticos ferozes da adesão ao Euro, gostava que me explicassem com detalhe (coisa nunca feita) o que acontecia por exemplo aos meus parcos euros no banco se saíssemos do Euro e da UE.

E gostava ainda que me explicassem, se foi por causa da adesão à CEE/ UE e ao Euro, que o ordenamento do território está como está, que o despovoamento é uma triste realidade, e que o sistema nacional de saúde (SNS) está como está ao ponto de, um destacado socialista e ex-secretário de Estado e actual director do hospital de S.João no Porto escrever publicamente o que se leu há dias. 
Não me estou a referir a sindicalistas afectos ou não à CGTP, estou a falar de gente decente, de gente socialista, como por exemplo também o ex ministro da saúde, muito crítico ao que se vem passando no âmbito do SNS.

Gostava ainda que me explicassem, se foi por causa da adesão à CEE/ UE, que a ferrovia, a CP, os metro, as empresas que trabalhavam no sector de manutenção e reparação e construção de material circulante, chegaram ao que chegaram. Se foi por causa dessa adesão que deixaram um sacripanta fazer o que fez à TAP e o que agora o chefinho e o seu Pedrinho fazem o que se vê.

Gostava ainda que me explicassem, se foi por causa da adesão à CEE/ UE, que a ligação ferroviária ao exterior marca passo, que o aeroporto marca passo, que os caudais de água nos rios que nascem fora de Portugal têm o controlo que se vê, que a construção ou não de barragens tem uma envolvente que parece…... nebulosa.

Gostava ainda que me explicassem, se foi por causa da adesão à CEE/ UE, que a governamentalização das Forças Armadas iniciada em 1995 chegou ao descaramento absoluto, e se os crescentes e indesmentíveis problemas nas Forças Armadas decorrem dessa adesão.

Gostava ainda que me explicassem tanta coisa mais, e que me explicassem que afinal….eu não tenho razão….EM NADA.

António Cabral (AC)

sexta-feira, 26 de março de 2021

domingo, 29 de dezembro de 2019

BEIRA - BAIXA e os RIOS
A Beira - Baixa tem razoáveis recursos hídricos.
É atravessada pelo Zêzere e pelo Ocreza, ambos desaguando no Tejo.
O primeiro nasce na serra da Estrela e encontra o Tejo em Constância, enquanto o segundo nasce na serra da Gardunha e apanha o Tejo um pouco a jusante da barragem do Fratel.
Há mais rios, pequenos, e muitas ribeiras.
Rios, Ponsul, Erges, Aravil, e várias ribeiras como Meimoa.
Destes recursos há ainda a registar as barragens; Marechal Carmona, Meimão/ Meimoa, Baságueda, Penha Garcia e Toulica.
AC

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

NIMBY
"CONTRATURA" inglesa para a expressão - "not in my back yard".
Se lá por fora, no Reino Unido e não só, idem cá dentro, há muito que aparecem berros e marchas a propósito de tudo e mais alguma coisa, ecológica, ambiental, biodegradável, sustentável, etc, cresce de forma assustadora a mole imensa gritando - NÃO ao PÉ da MINHA CASA.
Estão quase todos de acordo com quase tudo ou mesmo tudo, mas desde que longe, desde que não afecte as personagens.
É a versão caseira - "no meu quintal NÃO".
Por exemplo, a propósito da água, da seca, MAIS BARRAGENS NÃO.
Olho para os vizinhos espanhóis e comecei a contar a quantidade de barragens de dimensão diversa que eles construíram desde 1975.
Conto as nossas, Alqueva e poucas mais. Estão finalmente em construção mais uma ou duas.
Os Espanhóis são uns safardanas do pior, na minha opinião naturalmente.
Controlam desavergonhadamente os rios internacionais que depois chegam a Portugal.
Mas trataram de arranjar maneira de armazenar o mais possível a água das chuvas, e trataram de fazer o necessário para irrigar.
Mal que pergunte, que fizemos nós desde 1974 para segurar as águas pluviais que escorrem serras e montes abaixo de Norte a Sul no Continente?
Não há milagres.
AC

domingo, 3 de novembro de 2019

ISTO NÃO BATE CERTO
(Lido no Público)
Governo diz que a gestão que Espanha fez do caudal do Tejo “não é aceitável”. Uma média de 14 milhões de metros cúbicos de água diários foi libertada da barragem de Cedilho, durante o mês de Setembro, para que Espanha cumprisse a Convenção de Albufeira. As consequências económicas, ambientais e sociais reflectem-se num cenário “dramático”. O Governo português nunca recebeu explicações de Espanha.
Isto não bate certo com que o super categorizado (!?!!?) e barbudo ministro afirmou na AR durante o debate do chamado programa do governo. 
Afirmou e com a pesporrência e arrogância do costume.
Se há sítio que bem conheço, há anos, é esta zona, inclusive já fiz o passeio no barco Espanhol que se apanha em Portugal, saindo do lugar - Lentiscais - e que vai até Cedillo e regressa a Lentiscais, pouco mais que uma hora mas muito interessante.
Onde no trajecto, por exemplo, tirei boas fotografias a garças cinzentas enormes.
É como estamos, com este barbudo e com a tralha que anteriormente negociou a tal convenção e que, como sempre gostou e bebeu só do fino e das sedas, continua impante a tratar da vida, enquanto por cá temos o que os Espanhóis fazem alegremente, borrifando-se completamente nos tugas. 
É o que merecemos, dadas as, incompetência, subserviência, e a irresponsabilidade.
Desgraçado País ás mãos destes facínoras, masculinos e femininos.
António Cabral (AC)

terça-feira, 29 de outubro de 2019

REALIDADES.   SECA na BEIRA - BAIXA
A barragem de Penha Garcia, normalmente em finais de Junho ainda tem tido este tipo de aspecto, este tipo de água armazenada. Com pequenas variações ao longo dos últimos anos.  
Esta fotografia por exemplo é de 2011.
Hoje, 29 de Outubro, continuando a quase não chover, a mesma barragem apresenta este aspecto trágico.
AC

sexta-feira, 29 de julho de 2016

O AMBIENTE. Putrefato?
O ministro do ambiente tem qualquer coisa que me faz franzir o sobrolho. Hum.....
Bem, as coisas não podem ser medidas e ponderadas assim.
Mas foi a tosca maneira que encontrei nesta fase do dia sem inspiração.
Voltando ao ministro e ao ambiente. Também no ambiente se ouvem as coisas mais notáveis, incluindo estatísticas, incluindo o plano de barragens de muita responsabilidade de Sócrates mas não só.
Revê-se este e aquele plano. Periodicamente lá aparecem os gerontes das ecologias e das ambientais.
Mas quanto aos caudais do Tejo? Sim, eu sei, os espanhóis até estão a deixar passar muito mais água!!! Uns queridos amigos. Basta constatar a zona em Almourol, ou mais acima mais perto de Abrantes. Lagos autênticos.
E a porcaria que grassa no Tejo?
É olhar só para estas fotografias.
Deve ser também disto, quer dizer desta trampa, que se alimentam as amêijoas que imigrantes do Leste por cá apanham, a partir de Alcochete, Montijo, Moita, Barreiro, Sarilhos Grandes, Rosário, etc.
Amêijoas que, ao que consta, partem na maioria para Espanha, embora se encontrem em muitos restaurantes pelo menos na margem Sul. Devem ser óptimas. Bom proveito.
Ah, por favor, não macem o sr ministro com estas coisas.


AC

domingo, 10 de janeiro de 2016

AS CHUVADAS
Nos últimos dias têm sido muitas. Norte e centro, sobretudo, têm provado a ira do SPedro.
Como em tudo na vida, estas águas têm uma vertente positiva. Senão em súbito jorrar dos céus, faz falta à agricultura.
Por outro lado, enche o que depois nos faz falta para, produção de energia, regadio. Na foto uma delas. Adivinhem.
AC