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segunda-feira, 20 de maio de 2024

PORTUGAL, portugueses, políticos, Aeroporto!

Habemus
. . . . . aeroporto!
Habemus? Miesmu?

Várias coisas engraçadas nisto tudo, para mim naturalmente!
PM anunciou. Enérgico, decidido!
O inquilino em Belém manifestou estar contentinho, esperançado.
Vários e de cores variadas manifestaram concordância.
Sócrates (o tuga) revelou mais uma vez o inexcedível amor por Costa!
Para mim uma das melhores foi o rápido comunicado de contentamento por parte da ANA! Cooperação absoluta! Pois!

Terá sido um dia importante na política caseira.
Já lá vão mais de 5 décadas do jogo "para a frente, para trás, Pára".
Houve desde há muitos anos estudos e estudos, aplausos e pressões e discordâncias profundas.

Algum tempo depois do início da maioria absoluta de PS/Sócrates, creio que houve finalmente mais profundidade na coisa e, se recordo bem, foi sobretudo a 2007/ 2008 que, depois de uns "saltos" Ota, Rio Frio, Alcochete" a coisa se orientou para o habitualmente chamado Campo de Tiro de Alcochete. 
Alcochete é a vila mais perto, mas de todo o campo de tiro/ treino da aviação militar não há um centímetro quadrado que esteja dentro do concelho de Alcochete; está maioritariamente no concelho de Benavente, e um bocadinho na freguesia de Canha, concelho de Montijo.

Para a "omelete" ser de "sustância", o anúncio não se cingiu ao aeroporto que ficará (se construído) com o nome do poeta maior.
Portugueses, ora tomem lá, mais uma ponte, mais ferrovia a dar com um pau! Ah, e a ANA vai já fazer obras na Portela/ Humberto Delgado. É obra!
É desta que vamos ter aeroporto! Hum . . . "not so fast" . . . 

Como em tudo na vida pode, legitimamente, questionar-se tudo o que foi anunciado.
Olho para este assunto e vem-me à cabeça, o interesse nacional, a dita necessidade de um novo aeroporto, aspectos ambientais e avaliação de impacto ambiental, estudo e projecto, autarquias, coesão e ordenamento territorial, ferrovia, a concessão e contractos com a ANA/ Da Vinci, e financiamento para tudo o anunciado.

Financiamento 
Cairá do céu, nós não pagamos nada, Montenegro dixit!

ANA/ Da Vinci
Oh sr PM, nós vamos já fazer as obras na Portela; no Humberto Delgado temos que ver!

A nova travessia do Tejo
Oh sr PM, é como o sr quiser, nada de olhar aos compromissos antigos. É como o sr quiser.

O projecto que havia em 2010 
Claro que se deve deitar fora, há que dar trabalho a ganhar, não venham para cá com o discurso de que se calhar basta uma pequena adaptação, e assim se poupa muito tempo.

Impacto ambiental
Está caducado. 
Mas não será apenas uma questão jurídica? 
O que se alterou na zona?
Ah, é preciso começar tudo do zero, para passar o tempo e dar a ganhar.

Coesão territorial
Há uma expressão que traduz bem o que penso quando os ouço dizer que isto vai contribuir muito para a coesão territorial - "my ass"

O aeroporto é necessário aqui? Coesão?
Hum.. . . .
Aguardemos
AC

sábado, 28 de maio de 2022

UNIÃO   EUROPEIA (UE)  e   PORTUGAL

A lourinha Ursula e particularmente os seus gritinhos que não se ouvem mas se descortinam por trás das suas, vozinha e histórias da carochinha, têm-me levado a reler muita coisa sobre a UE, anteriormente designada por CEE. E olhar depois para dentro de casa.

Ler, reler, pensar por exemplo nos parâmetros relativos à questão Turca, ou Grega, ou ao continuado impasse de alargamento a certas regiões. Olhar ao início da chamada Europa dos valores, às diferentes fases e marcos, ao alargamento, às promessas e aldrabices. Olhar à introdução do Euro.

Começando por este último aspecto, o Euro/ €, aderiram ao Euro 11 países. Era então 1 de Janeiro de 1999. A Grécia juntou-se dois anos depois e, pomposa e oficialmente, diz-se que assim foi pois apenas dois anos depois foi assegurado o cumprimento (!?!?!) dos critérios de convergência. A aldrabice conhecida, mas outros valores por baixo da mesa foram tidos em conta. 

O caminho para a moeda única foi aberto com o Tratado de Maastricht. Na altura, ficaram de fora a Dinamarca, o Reino Unido e a Suécia. O € entrou em vigor em 1 de Janeiro de 2002. Em 28 de Fevereiro de 2002 o escudo deixou de poder circular. Acabou o ciclo de mais ou menos 90 anos da nossa velha moeda.

Ao olhar para documentação oficial da UE sobre o assunto e dessa época recordo, por exemplo, valores de PIB per capita em Euros:

> Alemanha - 22600 €
> Áustria - 23300 €
> Bélgica - 23400 €
> Holanda - 23600 €
> Finlândia - 21800 €
> Irlanda - 23000 €
> Luxemburgo - 37700 €
> Itália - 20900 €
> França - 21300 €
> Espanha - 17300 €
> Portugal - 15800 €
> Grécia - 14100 €

E quando se compara o que vale um € ou seja, o que ficou estipulado na adesão ao € em relação a alguns dos países:
> 200,482 Portugal
> 1,95583 Alemanha
> 2,20371 Holanda
> 40,3399 Luxemburgo
> 13,7603 Áustria

Isto dá bem a noção do desenvolvimento e pujança de cada país.
A área do Euro inclui portanto países aderentes, Estados-membros, que adotaram o € como moeda única, havendo uma política monetária única sob responsabilidade do Banco Central Europeu. Consequências positivas e negativas. Há quem diga que são só negativas. Não discuto isso.

O meu ponto é apenas sobre uma questão simples: o desenvolvimento de cada país e concretamente o nosso. O que fizemos ou não fizemos desde 2002, e já nem vou lembrar o que fizemos ou não fizemos com a torrente de dinheiro antes de 2002. Agora dizem que vem aí o dilúvio chamado PRR.

Há data da adesão ao € e concretamente ao longo do tempo até 1 de Janeiro de 2002, as loas e discursos por cá (e não só) eram no sentido de que a adesão ao €, por exemplo, 
> trouxe forte redução da instabilidade macroeconómica para o nosso país,
> permitiu uma descida muito significativa da inflação e das taxas de juro,
> a diminuição acentuada dos encargos financeiros,
> o mais baixo custo do capital permitiu às empresas aumentar o esforço de investimento e modernização,
> maior competitividade do sector produtivo nacional, 
> facilidade de viagens e transações entre países, etc.

Uma das preocupações que existiam na altura era a da questão dos preços isto é, se a entrada em vigor do € provocaria necessariamente um aumento de preços. 
Claro que a propaganda na altura era - não senhor, nem pensar - mas depois, sorrateiramente em voz mais baixinha diziam - mas será necessário algum cuidado. Isto foi tudo escrito, não é invenção minha.

Entre muitos outros exemplos lembro-me bem do preço de um café, uma bica. 
Mas, como sempre, a bovinidade portuguesa tudo aceitou. 
Foi pena que à data de 1 de Janeiro de 2002  Passos Coelho não fosse o PM, pois então talvez a populaça se tivesse revoltado, e então BEM, com uma série de coisas.

O meu ponto é, o desenvolvimento e o estado deste Estado, o nosso bem estar e segurança colectiva.

Certamente que a adesão ao Euro e a aceitação por 1 € = 200, 482 trouxe vantagens, inconvenientes, dificuldades.
Mas, quando ouço por exemplo, Francisco Louçã, Eugénio Rosa, Carlos Carvalhas, Jerónimo de Sousa, Catarina Martins, Mortágua, Agostinho Lopes, João Ferreira, João Ferreira do Amaral, Miguel Tiago, João Rodrigues e tantos ouros que se não estou enganado são críticos ferozes da adesão ao Euro, gostava que me explicassem com detalhe (coisa nunca feita) o que acontecia por exemplo aos meus parcos euros no banco se saíssemos do Euro e da UE.

E gostava ainda que me explicassem, se foi por causa da adesão à CEE/ UE e ao Euro, que o ordenamento do território está como está, que o despovoamento é uma triste realidade, e que o sistema nacional de saúde (SNS) está como está ao ponto de, um destacado socialista e ex-secretário de Estado e actual director do hospital de S.João no Porto escrever publicamente o que se leu há dias. 
Não me estou a referir a sindicalistas afectos ou não à CGTP, estou a falar de gente decente, de gente socialista, como por exemplo também o ex ministro da saúde, muito crítico ao que se vem passando no âmbito do SNS.

Gostava ainda que me explicassem, se foi por causa da adesão à CEE/ UE, que a ferrovia, a CP, os metro, as empresas que trabalhavam no sector de manutenção e reparação e construção de material circulante, chegaram ao que chegaram. Se foi por causa dessa adesão que deixaram um sacripanta fazer o que fez à TAP e o que agora o chefinho e o seu Pedrinho fazem o que se vê.

Gostava ainda que me explicassem, se foi por causa da adesão à CEE/ UE, que a ligação ferroviária ao exterior marca passo, que o aeroporto marca passo, que os caudais de água nos rios que nascem fora de Portugal têm o controlo que se vê, que a construção ou não de barragens tem uma envolvente que parece…... nebulosa.

Gostava ainda que me explicassem, se foi por causa da adesão à CEE/ UE, que a governamentalização das Forças Armadas iniciada em 1995 chegou ao descaramento absoluto, e se os crescentes e indesmentíveis problemas nas Forças Armadas decorrem dessa adesão.

Gostava ainda que me explicassem tanta coisa mais, e que me explicassem que afinal….eu não tenho razão….EM NADA.

António Cabral (AC)