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terça-feira, 28 de novembro de 2023

CORNO, perdão, CHIFRE de ÁFRICA
Uma das várias zonas do planeta vivendo a paz pós-
1945, zona de grande prosperidade e desenvolvimento. 
AC

sábado, 16 de abril de 2022

HÁ QUEM O PREVEJA

Já estivemos mais longe e, depois de recentemente ultrapassados por mais dois países, a cauda da Europa está muito mais perto. Mas a propaganda prossegue, descarada e ordinária.

AC

segunda-feira, 11 de abril de 2022

OCASO  da  VIDA

Nenhum de nós, nenhuma família, escapa à inexorável marcha da vida.
Refiro-me a várias coisas.
Refiro-me à inevitável realidade da vida que é, nascermos por vontade de outrem, os nossos pais, vivermos melhor ou pior (milhões, infelizmente, horrivelmente mal), envelhecemos (muitos não chegam a isso), ficamos dependentes, falecemos um dia.

Mais. Há dois aspectos que demonstram bem o subdesenvolvimento ou o desenvolvimento de uma sociedade/ um país, e são: 
- como a sociedade trata e cuida das crianças e dos jovens, 
- e como cuida dos idosos, dependentes e dos deficientes.

Quanto às crianças, hoje apenas uma nota, pois quero focar-me sobretudo no que respeita ao título deste opinativo. 
Fiquei a saber, no decurso de recente assembleia-geral da IPSS onde a minha mãe (97 em Julho) vive, que haverá uma determinação governamental para que em 2025 nenhuma criança (ou melhor, os pais) pague seja o que for nas creches, por todo o país, independentemente do IRS dos pais. Ou seja, mais uma conta que alguém pagará.

Mas, voltando à questão principal que já diversas vezes aqui partilhei, e que hoje de novo quero abordar, há IPSS e IPSS. E há instituições privadas neste âmbito, muitas, várias com capacidades decentes, várias com deficiências face às normas, e muita clandestinidade que, periodicamente, vem à luz do dia, como aconteceu durante as fases mais agudas da pandemia Covid.

Faz parte da vida haver muitas pessoas que nada se preocupam seja com o que for, que só dão valor a certas coisas quando de repente delas precisam, que nunca se interrogam porque acontece isto e aquilo, ou como se suporta/ financia isto e aquilo. É assim, é a triste realidade, apesar da propagandeada sucessão de gerações o mais bem preparadas de sempre.

Comecei a preocupar-me mais com esta faceta da vida (lares, apoio a idosos) sobretudo a partir de 1987. Creio que conheço alguma coisa do assunto.

São colocadas em lares as pessoas idosas com deficiência, as pessoas que não têm familiar que os ampare (conheço dois casos). Também pessoas que se encontram com saúde ainda muito razoável para a idade física e que no seu completamente lúcido discernimento assim o decidem por, após a viuvez, já não terem força física para continuar a viver sozinhas nas suas casas, como aconteceu com a minha mãe (2011-2019).

Por óbvias razões, se de há anos já tinha uma percepção razoável desta área da sociedade, fiquei mais ciente ainda dos problemas envolvidos a partir de 2000 e sobretudo a partir do início de 2019 devido à situação da minha mãe.

Que questões?
Como é a infra-estrutura assistencial, em que estado de conservação se encontra o imóvel, que manutenção vai tendo, que valências tem, capacidade/ quantos utentes alberga, quadro de pessoal (médico, enfermeiros, assistentes operacionais, pessoal de manutenção, pessoal de limpeza), confecção de alimentação "in situ" ou "catering", visitas, saídas, apoio médico, apoio à saúde mental dos utentes, mensalidade a pagar, que subsídio por parte do estado/ governos, etc.

A realidade é que em Portugal ao longo das últimas 4 décadas foram encerradas muitas instituições incluindo unidades para tratamento e acompanhamento de pessoas com débil saúde mental ou mesmo sem ela. Para onde passaram essas pessoas a ser "descarregadas" (sim, é termo violento, mas real) ? Para IPSS e etc.

Que acompanhamento, que inspeções por parte dos governos, quer no âmbito social, quer no âmbito do trabalho e emprego, quer no âmbito saúde? Que meios para isto?

Creio que nem todas as IPSS e outras associações de solidariedade social têm também infra-estruturas para cuidados continuados, mas muitas têm. E nesses cuidados continuados ficam pessoas por algum tempo, outras por muito tempo, outras só de lá saem ao falecer. Quanto custa isto? Já pensaram? Que paga o Estado/ governos?

Todos os governos, de origem PSD ou PS pois são na essência basicamente iguais, os subsídios são sempre por baixo. Se as dificuldades financeiras para as instituições daí resultantes não são rápida e adequadamente equilibradas (nunca são), a algum lado as instituições/ associações vão buscar o diferencial. 
Corta-se na qualidade da alimentação? Corta-se nas limpezas? 
Corta-se no aquecimento? Corta-se na manutenção de equipamentos de aquecimento e outros?  Etc.?

E que pensar de governos que nada fazem quando pantomineiros deixam por exemplo, em 2017, um buraco de 11 milhões numa dada associação? Será porque o dirigente era da clique? Que justiça?

Que genuína preocupação têm tido designadamente os ministérios da saúde e da Solidariedade Social e do Trabalho para com as dificuldades que enfrentam misericórdias e outras instituições de solidariedade social?

Esta área da sociedade é complexa. A manta é sempre curta, mas é pena que muitas pessoas se iludam com propaganda e não cuidem de observar a realidade. 
É preciso interessarmo-nos por tudo, mesmo não tendo momentaneamente interesse directo. 
Nesta área, como em todas da sociedade em que vivemos. 
O interesse da generalidade das pessoas pode medir-se pela assistência a assembleias -gerais das diferentes instituições de solidariedade social. Portugal desenvolvido? POUCO!
António Cabral (AC)


domingo, 8 de agosto de 2021

DIGA   CÁ   SENHOR   MINISTRO
QUANTO   CUSTA   PORTUGAL
……………………………...
...............................................
Diga meu senhor
Quanto custa Port
ugal ?

Digam lá senhoras e senhores: Barroso, Serrano, Arménio, Estrela, Santana, Ferro, Sócrates, Vara, Coelho, Cravinho, Brito, Tomás, Melícias, Jerónimo, Catarina, Sampaio, Mariana, Rui, Francisco, Vera, Paulo, Pereira, Costa, Alberto, Marcelo, Ferreira, Eduardo, Carmo, Vasconcelos, Rebelo, Álvaro, Antunes, Guterres, Seixas, Alberto, Carlos, Boaventura, Eurico, Nelson, Magalhães, Ricardo, Bava, Berardo, Vieira, Pinto, Moreira, Centeno, Fonseca, Mendes, Godinho, Medeiros, Cordeiro, Fernandes, Oliveira, Vital, Vasco, Marcelo, Vitorino, Lacão, Nuno, Crato, Carneiro, Nogueira, Rodrigues, Monteiro, Eduardo, Dunem, Leitão, Granadeiro, Álvaro, Fernandes, Carlos, Fernando, Não, Ventura, Basílio, Ivo, Marta, Graça, Matos, Gomes, Leão, Correia, Centeno, Ramalho, Alexandre, Pinto, Morais, Aníbal, Sousa, Álvaro, Tiago, Pedro, Castro, Mexia, Mendes, Mourinho, Bráz, Miguel, Isabel, Pacheco, Duarte, Clara, Ramos, Galamba, Silva, Oneto, Augusto, Antunes, Henrique, Bessa, Siza……...etc………..
digam lá, quanto custa Portugal ? 

Quanto ?
António Cabral

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

AUTO-ESTRADAS

Nos anos mais recentes ouviram-se muitas críticas sobre alguns traçados de auto-estradas, algumas muito pertinentes. Por exemplo, basta olhar para o mapa para se observar que perto da orla costeira, acima de Coimbra, alguns traçados e concretização das respectivas construções dão muito que pensar!!!!!! Porquê aquelas construções?

Por outro lado, é sempre interessante ir procurar que casas de certos políticos, de certas elites, existem perto de certas saídas de auto-estradas. Deixo dois exemplos:

> A23 - uma saída que vai dar para a localidade "Donas"; adivinhem que "importantão" tem lá as origens.

> A28 - em duas saídas, já lá muito em cima, quase no fim, que "importantões" terão lá casa? 

Por outro lado, em outra vertente, lembrar que algures em 1991 Cavaco Silva inaugurou o ultimo troço da A1 ligando, finalmente, Lisboa ao Porto. 14 anos depois da revolução, as duas principais cidades finalmente ligadas por uma via larga. Que desenvolvimento!
AC

domingo, 14 de junho de 2020

M O D E R N A Ç O..............
Sim,... talvez,... bem,... talvez nem tanto,... bom,... vejamos.........

Agora dizem que é o terceiro país mais seguro do mundo.
Meses atrás houve mais uma WEB Summit (2019), mais um evento para a manifestação dos pirosos do costume que pensam que assim governam um País, aos saltinhos. Mais uma ocasião onde espalharam as vaidades parolas.
Somos uma sociedade aberta? Penso que é correcta a afirmação.
Muitos dos que lá foram saltitar no palco têm delírios vazios ?  Penso que também se pode afirmar isto.
Somos uma sociedade inovadora? 
Parcialmente. Temos áreas onde sim isto é completamente verdade, mas temos muitas regiões do País em que parece continuarmos quase em 24 de Abril de 1974. Temos empresas, como agora se começa a ver, com poder de inovação e de transformação e de produção notáveis.

Já agora, lembram-se, o professor Marcelo, esfuziante de alegria, saltitando no palco e, entre outras pérolas - ......" tornou-se na cidade e país chave da revolução tecnológica” - "e ninguém nos vai parar".
Portugal continua a ser, de um modo geral, um país provinciano? 
Esta pergunta poderá conter um pouco de exagero mas, se percorrermos com atenção, de Norte a Sul do Continente, todo o espaço para Leste de uma linha imaginária a não mais que 60/ 70 Km da costa, então talvez se encontre algum sentido na palavra provinciano. É percorrer nacionais secundárias e municipais.
Em que realidade é que vive esta gente que tanto “admira os empreendedores e celebra a tecnologia”? 
Houvem-se os telejornais (coisa que faço poucas vezes e sempre a medo) e a sensação que me fica é que Portugal é quase só a grande Lisboa e o grande Porto. Ah, e o vale do Tejo.

Arrebanhando vários indicadores que há meses por aí se encontravam:
- Portugal é um dos países mais pobres, mais devedores e dependentes do exterior, menos escolarizados, menos inovadores, e com um dos sistemas de justiça mais ineficazes da zona Euro.
- 4º país da OCDE com a maior taxa marginal de impostos - 72%!!!
- 4º país da OCDE com a maior taxa de imposto efectivo sobre as empresas - 27,5%!!!
- Intenção declarada de António Costa de defender a taxação dos gigantes do digital e isto, pasme-se, afirmado na própria Web Summit.
- Descida em cinco lugares no ranking do "Doing Business", encontrando-se Portugal na posição 39ª.
- 62º lugar no índice de liberdade económica de 2019. 

- Considerando apenas os países Europeus, Portugal estará na 30ª posição entre 45 países.
- 34º lugar no "Global Competitiveness" Report 2019 sendo que em termos de flexibilidade laboral (importante para o empreendedorismo), Portugal se encontrava em 121º lugar entre os 141 países analisados.
- Alojamento local com regulação complicada/ apertada e, agora às moscas.

- Portugal está em antepenúltimo lugar em PIB per capita da zona euro, apenas melhor que a Grécia e a Letónia. Em 1995 estávamos melhor que Malta, que a Lituânia, que a Letónia, que a Estónia, que a Eslováquia e que a Eslovénia. Piorámos, portanto.
- E quanto a produtividade do trabalho, por hora de trabalho?
- E quanto à taxa de abandono escolar precoce?
- E quanto a dotações orçamentais públicas para investigação e desenvolvimento (I&D) em % do PIB?
- E os problemas crónicos de endividamento externo, com a dívida a caminhar para os brilhantes 140%?

Será que podemos dizer que em Portugal se puxa pelo investimento estrangeiro, pelo empreendedorismo, pela cultura de não depender do Estado?
Quando se passa revisão aos discursos e sucessivas entrevistas de António Costa .................
Quando se passa revisão aos discursos de Mortáguas, Catarinas e seu padreca...................
Pergunta-se, quantos desta gentalha não fizeram outra coisa senão carreira na política?
Nem as vacas voam, nem os pangolins voam, mas os vírus voam um poucochinho!!! E ele há vírus com duas perninhas.

E por causa dos vírus endémicos de duas perninhas que temos em Portugal, as comparações/ indicações supra podem ser consideradas pelos do costume como muito injustas.
Acrescentarei então, serão injustas, porque só se aplicam a países. E Portugal? É um País, ainda?
Ou é mais uma quinta de alguns?
Ou, como dizem outros, acaba por ser um milagre quase há 900 anos? 
AC

domingo, 4 de fevereiro de 2018

CURIOSIDADES DO PAÍS DAS IGUALDADES
É sabido que, anualmente, com mais atrasos ou nem por isso, com broncas, com recursos a protestos em sede de justiça, são realizados concursos para colocação de professores. Por todo o País.
Porquê? Porque é necessário ter professores espalhados por todo o território.
Sabe-se que existem esquadras da PSP por várias cidades e vilas, sabe-se que existem postos da GNR inclusive junto a certas aldeias.
Porquê? Porque é preciso assegurar a segurança de pessoas e bens.
Os governos, e a geringonça em particular, querem mais tribunais espalhados pelo País (a PAF encerrou alguns).
Porquê? Porque por todo o País existem problemas em sociedade que muitas vezes requerem o recurso à justiça.
Existem farmácias por todo o lado, por óbvias razões.
E podem-se apontar mais exemplos com o objectivo de mostrar necessidades das pessoas, por todo o País.
Agora, a classe médica, está basicamente sediada em Lisboa, Porto, Coimbra e mais algumas cidades como Viseu, Setúbal, Braga.
Mas nem é preciso chamar à colação a escassez (em alguns casos mesmo é inexistência) de certas especialidades no hospital de Beja e em outros de segunda ordem/ dimensão, para dizer que quanto a médicos, não se fazem concursos para colocar os senhores doutores por esse interior fora. 
Fora das 4 grandes cidades e fora do litoral, a   questão das (poucas) vagas existentes e as especialidades que faltam em muito lado, continuam a ser para mim um certo mistério. 
Como conheço alguma coisa do mundo da saúde desde 1969, já sei que me dirão, entre outras coisas - ah, no interior não existem equipamentos para auxiliar os médicos nas mais diferentes vertentes (apoio ao diagnóstico). 
Continua a ser verdade em certa medida, mas porque não se inverte essa situação?
Eis o Portugal do presente: o País das igualdades, dos sucessivos virar de páginas, ou a fazer mais do que lá fora nos recomendavam.
AC