AMIZADE
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
domingo, 9 de agosto de 2026
segunda-feira, 13 de julho de 2026
Republico
Os AMIGOS, a AMIZADE
Os amigos revelam-se
Pode ser esclarecedor recordar que o termo latino para a amizade, amicitia, deriva da raiz am, que no latim popular designa "mãe" (amma).
A etimologia da amizade reenvia-nos, assim, não para uma qualquer experiência casual, mas para a memória daquela afeição primeira que estrutura silenciosamente a existência.
Por isso, na sua espantosa leveza e sem alardes, a amizade dialoga com coisas muito fundas dentro de nós: faz-nos reviver o primeiro amor com que fomos (ou não fomos) amados; toca as nossas feridas, mesmo as que não conseguimos verbalizar; transmite-nos confiança para sermos o que somos e como somos; estimula-nos a progredir vida fora.
Nem todas as nossas amizades chegam a tomar consciência da extraordinária viagem interior que as mobiliza.
Porém, mesmo quando a amizade parece simplesmente prosaica, é este programa que realiza, pois há sempre um instante em que os verdadeiros amigos se revelam como aqueles que estão dispostos a acompanhar-nos aconteça o que acontecer.
Não esperamos nada dos nossos amigos, e essa franqueza é fundamental. Mas, não esperando nada, esperamos tudo, na medida em que a sua existência nos permite existir.
A doçura da amizade é equivalente a esse seu rigor mais infrangível: o meu amigo é este próximo que não deixa de ser distante.
Mas é também o distante que sabe tornar-se próximo e intimo. Por isso, não é a posse que conta na amizade, mas a feição, a dádiva atuada no desprendimento.
(José Tolentino de Mendonça)
*********************************************
Ao olhar a realidade da vida este texto dá que pensar.
Olho o presente, contabilizo o passado no que a amizades diz respeito.
Pessoas conhecidas tenho imensas.
No plano profissional conheço dezenas e dezenas, dos acima do curso de formação, e tenho também presente muitos dos 3 cursos abaixo do meu. É muita gente ou melhor, já menos pois a lei da vida tem ceifado muita gente, ainda que resistam uns quantos acima dos 90 anos.
No plano social conheço gente que nunca mais acaba. Só no âmbito da medicina e da enfermagem e como aqui por mais de uma vez referi conheço directamente muita gente e superficialmente uns quantos por intermédio daqueles.
Amigos amigos militares terei também 4 ou cinco.
segunda-feira, 6 de julho de 2026
Obrigado, Senhor, pelos amigos que nos deste.
Cardeal José Tolentino de Mendonça
sábado, 30 de maio de 2026
Os AMIGOS, a AMIZADE
Os amigos revelam-se
Pode ser esclarecedor recordar que o termo latino para a amizade, amicitia, deriva da raiz am, que no latim popular designa "mãe" (amma).
A etimologia da amizade reenvia-nos, assim, não para uma qualquer experiência casual, mas para a memória daquela afeição primeira que estrutura silenciosamente a existência.
Por isso, na sua espantosa leveza e sem alardes, a amizade dialoga com coisas muito fundas dentro de nós: faz-nos reviver o primeiro amor com que fomos (ou não fomos) amados; toca as nossas feridas, mesmo as que não conseguimos verbalizar; transmite-nos confiança para sermos o que somos e como somos; estimula-nos a progredir vida fora.
Nem todas as nossas amizades chegam a tomar consciência da extraordinária viagem interior que as mobiliza.
Porém, mesmo quando a amizade parece simplesmente prosaica, é este programa que realiza, pois há sempre um instante em que os verdadeiros amigos se revelam como aqueles que estão dispostos a acompanhar-nos aconteça o que acontecer.
Não esperamos nada dos nossos amigos, e essa franqueza é fundamental. Mas, não esperando nada, esperamos tudo, na medida em que a sua existência nos permite existir.
A doçura da amizade é equivalente a esse seu rigor mais infrangível: o meu amigo é este próximo que não deixa de ser distante.
Mas é também o distante que sabe tornar-se próximo e intimo. Por isso, não é a posse que conta na amizade, mas a feição, a dádiva atuada no desprendimento.
(José Tolentino de Mendonça)
*********************************************+
Ao olhar a realidade da vida este texto dá que pensar.
Olho o presente, contabilizo o passado no que a amizades diz respeito.
Pessoas conhecidas tenho imensas.
No plano profissional conheço dezenas e dezenas dos acima do curso de formação, e tenho também presente muitos dos 3 cursos abaixo do meu. É muita gente melhor, já menos pois a lei da vida tem ceifado muita gente, ainda que resistam uns quantos acima dos 90 anos.
No plano social conheço gente que nunca mais acaba. Só no âmbito da medicina e da enfermagem e como aqui por mais de uma vez referi conheço directamente muita gente e superficialmente uns quantos por intermédio daqueles.
Amigos amigos militares terei também 4 ou cinco.
quarta-feira, 29 de abril de 2026
terça-feira, 14 de abril de 2026
domingo, 16 de novembro de 2025
Obrigado, Senhor, pelos amigos que nos deste.
quarta-feira, 7 de maio de 2025
O CONCLAVE
Os OCS da "Tugolândia" andam excitadíssimos, escrevem que Tolentino é "Papável".
Eu tenho as maiores dúvidas quanto a esse desejado desfecho.
Que nos planos da fé, da cultura, da humanidade Tolentino de Mendonça será difícil de bater, não se me oferece dúvida.
Mas a escolha do novo Papa está muito para além disso.
A visão sobre, o Banco do Vaticano, a ortodoxia, sobre os conflitos no mundo, etc. pesarão mais, é a minha convicção.
As propriedades da banana são indispensáveis a uma boa corrida. Duvido que isso chegue.
AC
quinta-feira, 18 de julho de 2024
terça-feira, 16 de julho de 2024
domingo, 25 de setembro de 2022
O modo como uma grande amizade começa é misterioso.
Aquilo de que uma amizade vive também dá que pensar. É impressionante constatar como ela acende em nós gratas marcas tão profundas com uma desconcertante simplicidade de meios: um encontro dos olhares (mas que sentimos como uma saudação trocada entre as nossas almas), uma qualidade de escuta, o compartilhar mais breve ou demorado de uma mesa ou de uma conversa, um compromisso comum num projeto, uma qualquer ingénua alegria… A linguagem da amizade é discreta e ténue. E, ao mesmo tempo, é inesquecível e impressiva". José Tolentino Mendonça

