Li no "sítio" da Presidência da República que teve lugar em13 de Outubro p.p. no Palácio de Belém, uma reunião deste órgão (CSDN), tendo sido divulgada uma excelente nota informativa:
NOTA INFORMATIVA
O Conselho Superior de Defesa Nacional reuniu, em sessão ordinária, sob a presidência do Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, hoje, dia 13 de outubro de 2026, no Palácio de Belém, tendo sido feita uma apreciação aprofundada respeitante à situação de defesa e segurança internacional, bem como um ponto de situação sobre Forças Nacionais Destacadas.
O Conselho Superior de Defesa Nacional deliberou ainda, por unanimidade, expressar o seu agradecimento e louvor às Forças Armadas pelo papel que desempenham na sociedade portuguesa e na projeção de Portugal no mundo.
Palácio de Belém, 13 de outubro de 2026
A nossa Constituição (CRP) estabelece no Art. 274º que este CSDN é um órgão presidido pelo Presidente da República, e que é o órgão específico de consulta para os assuntos relativos à defesa nacional e à organização, funcionamento e disciplina das Forças Armadas.
Repito, consulta.
Qual a composição do CSDN?
Esta definida em lei (DN) e é esta:
- Presidente da República, que tem voto de qualidade,- Primeiro-Ministro,
- Vice-Primeiro-Ministro e Ministros de Estado, se os houver,
- Ministro da Defesa Nacional,
- Ministro dos Negócios Estrangeiros,
- Ministro da Administração Interna,
- Ministro das Finanças,
- Ministros responsáveis pelas áreas da indústria, energia, transportes e comunicações,
- Ministros responsáveis pelas áreas da indústria, energia, transportes e comunicações,
- Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas,
- Representantes da República para as regiões autónomas,
- Presidentes dos governos das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira,
- Presidente da Comissão de Defesa Nacional da Assembleia da República,
- Chefes do Estado-Maior da Armada, do Exército e da Força Aérea,
- Dois Deputados à Assembleia da República.
- Representantes da República para as regiões autónomas,
- Presidentes dos governos das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira,
- Presidente da Comissão de Defesa Nacional da Assembleia da República,
- Chefes do Estado-Maior da Armada, do Exército e da Força Aérea,
- Dois Deputados à Assembleia da República.
De que se tratou neste CSDN?
De uma apreciação aprofundada sobre:
- situação de defesa e segurança internacional,
- forças nacionais destacadas.
Para o cidadão comum este comunicado ou nada será a mesma coisa.
Este CSDN não fugiu certamente ao inodoro cerimonioso e pungente olhar à realidade nacional, e certamente mostrou muita preocupação com as questões internacionais.
Como claramente está declarado aos portugueses houve portanto apreciações várias e muito aprofundadas. Muito aprofundadas.
O anterior PR e Comandante Superficial perdão Supremo das Forças Armadas (CSFA) e Presidente do CSDN também nunca fugiu a este estilo (patético ?) de reuniões e comunicados declarativos sempre de grandes preocupações e de aprofundadas apreciações.
Depois, com grande periodicidade, acrescentava para quem não tivesse reparado, que os nossos são os melhores dos melhores.
Estou absolutamente convencido, tenho aliás a certeza, de que o actual PR/ CSFA/ Presidente do CSDN chamou à atenção do governo por exemplo para o seguinte:
- porque é que, havendo uma agressão militar russa há mais de 4 anos, sendo o actual CEDN (Conceito Estratégico de Defesa Nacional) de 2013, que estando o governo em funções há pouco mais de 2 anos, o CEDN não está ainda reformulado?
- face ao que a guerra na Ucrânia mostrou de completa alteração de condução da guerra, que implicações para a Lei de Programação Militar?
- qual a % real do PIB destinado à defesa nacional?
- qual situação da frota da Marinha?
- detalhes sobre o planeamento de substituição de navios de guerra?
- situação quanto à necessidade de vir a substituir os F-16 da FAP?
- qual a situação quanto a recursos humanos nas FA e qual a situação quanto a pedidos para abandonar as fileiras?
- quantos meios navais e meia aéreos vão ser atribuídos/ estacionados nos Açores e Madeira tendo em vista o controlo das nossas ZEE?
Ou não é para se exercer soberania efectiva na brutal massa oceânica sobre a qual Portugal tem responsabilidades e jurisdição?
AC
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