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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Sr PRESIDENTE da REPÚBLICA,

Permita que eu sublinhe algumas partes de textos/ leis que enquadram o seu desempenho enquanto Presidente da República, e enquanto Comandante Supremo das Forças Armadas, e sem esquecer que deve zelar pelo regular funcionamento das instituições.
Ora vamos lá. 
Sublinho a bold colorido aquilo que não deve ser esquecido!!!!!!

Da Constituição da nossa mal tratada República:
Artº 134º - Competência para prática de actos próprios:
a) Exercer as funções Comandante Supremo das Forças Armadas

Do, Diário da República, 1ª série-Nº 166-29 de Agosto de 2014, republicação da Lei Orgânica n.º 1-B/2009, de 7 de Julho depois de alterações em 2014, referendada em 21 de Agosto de 2014 pelo Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho, em vigor após publicação:

CAPÍTULO II
Política de defesa nacional
Artigo 4º
Componentes da política de defesa nacional

1 - A política de defesa nacional integra os princípios, objetivos, orientações e prioridades definidos na Constituição, na presente lei, no programa do Governo e no conceito estratégico de defesa nacional.
2 - Para além da sua componente militar, a política de defesa nacional compreende as políticas setoriais do Estado cujo contributo é necessário para a realização do interesse estratégico de Portugal e cumprimento dos objetivos da defesa nacional.

Artigo 5º
Objetivos permanentes da política de defesa nacional

A política de defesa nacional visa assegurar, permanentemente e com carácter nacional:
a) A soberania do Estado, a independência nacional, a integridade do território e os valores fundamentais da ordem constitucional;
b) A liberdade e a segurança das populações, bem como os seus bens e a proteção do património nacional;
c) A liberdade de ação dos órgãos de soberania, o regular funcionamento das instituições democráticas e a possibilidade de realização das funções e tarefas essenciais do Estado;
d) Assegurar a manutenção ou o restabelecimento da paz em condições que correspondam aos interesses nacionais; 

e) Contribuir para o desenvolvimento das capacidades morais e materiais da comunidade nacional, de modo que possa prevenir ou reagir pelos meios adequados a qualquer agressão ou ameaça externas.

CAPÍTULO III
Responsabilidades dos órgãos do Estado

Artigo 8º
Órgãos responsáveis em matéria de defesa nacional

1 - São diretamente responsáveis pela defesa nacional:
a) O Presidente da República;
b) A Assembleia da República;
c) O Governo;
d) O Conselho Superior de Defesa Nacional; 

2 - Além dos órgãos referidos no número anterior, são diretamente responsáveis pelas Forças Armadas e pela componente militar da defesa nacional:

a) (Revogada.)
b) O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Arma- das;
c) Os Chefes do Estado-Maior da Armada, do Exército e da Força Aérea.

Artigo 9º
Presidente da República

1 - O Presidente da República representa a República Portuguesa, garante a independência nacional, a unidade do Estado e o regular funcionamento das instituições democráticas e é, por inerência, o Comandante Supremo das Forças Armadas.

2 - Sem prejuízo de outras competências que lhe sejam atribuídas pela Constituição ou pela lei, compete ao Presidente da República, em matéria de defesa nacional:
a) Exercer as funções de Comandante Supremo das Forças Armadas;
b) Declarar a guerra, em caso de agressão efetiva ou iminente, e fazer a paz, sob proposta do Governo, ouvido o Conselho de Estado e mediante autorização da Assembleia da República, ou, quando esta não estiver reunida, nem for possível a sua reunião imediata, da sua Comissão Permanente;
c) Assumir a direção superior da guerra, em conjunto com o Governo, e contribuir para a manutenção do espírito de defesa;
d) Declarar o estado de sítio e o estado de emergência, ouvido o Governo e mediante autorização da Assembleia da República, ou, quando esta não estiver reunida, nem for possível a sua reunião imediata, da sua Comissão Per-manente;
e) Ratificar os tratados internacionais em que o Estado assume responsabilidades internacionais no domínio da defesa, nomeadamente os tratados de participação de Portu- gal em organizações internacionais de segurança e defesa, bem como os tratados de paz, de defesa, de retificação de fronteiras e os respeitantes a assuntos militares;
f) Presidir ao Conselho Superior de Defesa Nacional;
g) Nomear e exonerar, sob proposta do Governo, o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, bem como, ouvido o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, os Chefes do Estado-Maior da Armada, do Exército e da Força Aérea;
h) Nomear e exonerar, sob proposta do Governo, os comandantes ou representantes militares junto das organizações internacionais de que Portugal faça parte, bem como os oficiais generais, comandantes de força naval, terrestre ou aérea, designados para o cumprimento de missões internacionais naquele quadro.

Artigo 10.o
Comandante Supremo das Forças Armadas


1 - As funções de Comandante Supremo das Forças Armadas, atribuídas constitucionalmente por inerência ao Presidente da República, compreendem os seguintes direitos e deveres:
a) Dever de contribuir, no âmbito das suas competências constitucionais, para assegurar a fidelidade das Forças Armadas à Constituição e às instituições democráticas;
b) Direito de ser informado pelo Governo acerca da situação das Forças Armadas;
c) Direito de ser previamente informado pelo Governo, através de comunicação fundamentada, sobre o emprego das Forças Armadas em missões que envolvam a colaboração com as forças e os serviços de segurança contra agressões ou ameaças transnacionais;
d) Dever de aconselhar em privado o Governo acerca da condução da política de defesa nacional;
e) Direito de ocupar o primeiro lugar na hierarquia das Forças Armadas;
f) Consultar o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas e os Chefes do Estado-Maior da Armada, do Exército e da Força Aérea, em matérias de defesa nacional;
g) Conferir, por iniciativa própria, condecorações militares.


Queira desculpar a maçada, mas era só para lembrar estes "piquenos" detalhes, como diria a Dra Manuela Ferreira Leite.

António Cabral (AC)

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Como já referi e ainda conservando alguma paciência estou calmamente a reler discursos agora com atenção.
Aqui fica o da,

Intervenção do Presidente da República 
e Comandante Supremo na Cerimónia de apresentação das Forças Armadas
28 de março de 2026

(comentários meus, sublinhados meus)

É para mim uma honra presidir a esta cerimónia, aqui na cidade de Santarém, berço de tantas tradições e palco de momentos históricos que moldaram Portugal. Santarém é, por excelência, uma cidade que acolhe, que abraça e que valoriza os seus acontecimentos cívicos e militares. Neste dia, como em tantos outros, demonstra a sua capacidade singular de unir património, memória e identidade nacional ao serviço das causas maiores do nosso país.

Santarém recebe por mérito próprio esta cerimónia, onde ecoa a lembrança de uma figura singular da nossa História recente: o Capitão Salgueiro Maia.

Daqui partiu uma força militar, comandada por este homem cuja determinação, coragem e liderança contribuíram decisivamente para mudar o rumo de Portugal.

Assim, recordar hoje Salgueiro Maia é celebrar a liderança virtuosa, a integridade sem concessões e o sentido de dever absoluto que caracteriza a excelência do nosso povo e das nossas Forças Armadas.

Dirijo por isso uma palavra de profundo agradecimento à família de Salgueiro Maia, na pessoa da Senhora Professora Natércia Maia, bem como à Associação Salgueiro Maia que continuam a avivar o legado daquele que é um dos maiores símbolos da liberdade.

Agradeço igualmente à Associação 25 de Abril, guardiã da memória daqueles que, com sacrifício e abnegação, devolveram ao povo português o direito de ser livre.

Quero também prestar homenagem aos Antigos Combatentes que em momentos difíceis da nossa história serviram Portugal com coragem, sacrifício e sentido de dever. A sua entrega, muitas vezes marcada por sofrimento e perda, permanece como um exemplo de dedicação à Pátria e serviço a Portugal.

Com este desígnio, expresso a profunda consideração pelas Forças Armadas Portuguesas, instituição que há quase nove séculos tem afirmado o seu espírito de bem servir o nosso país, dentro e fora das nossas fronteiras. É graças ao vosso profissionalismo, competência, dedicação e disciplina que Portugal continua a ser um exemplo de credibilidade internacional, de solidariedade, de capacidade de resposta e de cooperação multilateral.

E é a vós, aqui hoje, em Santarém, nesta cerimónia de apresentação das Forças Armadas, que, enquanto Comandante Supremo, vos dirijo as minhas próximas palavras de reconhecimento.

As nossas Forças Armadas representam um pilar (podia ter referido que é o pilar militar da defesa nacional mas que não é a defesa nacional) fundamental da nossa democracia e uma das instituições mais nobres enquanto comunidade nacional.

Numa sociedade livre, as Forças Armadas são, antes de mais, uma instituição ao serviço do povo, subordinada à Constituição da República e ao poder democrático legitimo. A vossa força não reside apenas na capacidade operacional.
Reside também na condição militar (e aqui podia ter referido que grande parte da legislação que respeita à condição militar tem sido desprezada pelos sucessivos titulares de ´órgãos de soberania), na neutralidade política e no compromisso absoluto com os valores do Estado de Direito Democrático. Esta fidelidade à democracia é um dos maiores patrimónios das Forças Armadas de Portugal.

Ser militar em democracia impõe, por isso, um equilíbrio exigente: cumprir com determinação todas as missões, mantendo sempre o respeito pelas instituições, pelos direitos fundamentais e pela vontade soberana dos cidadãos. Exige também uma consciência clara de que a vossa autoridade decorre da confiança do povo. Uma confiança que se constrói todos os dias, com profissionalismo, integridade e sentido de serviço.

Soldados de Portugal

Vivemos hoje um contexto internacional particularmente exigente, marcado por incertezas e novas ameaças. A comunidade internacional atravessa um período de mutações profundas, de uma potencial fragmentação política, de erosão do Direito Internacional, de tentativas de esvaziamento das organizações multilaterais e de uma preocupante reemergência de conflitos armados de alta intensidade, com expressão mais recente na Europa e no Próximo e Médio Oriente.

Desde o início do conflito na Ucrânia, a Europa despertou para uma realidade que muitos julgavam ultrapassada.

A perceção do valor inquestionável da segurança coletiva alterou-se de forma abrupta, obrigando os Estados a tomarem medidas compatíveis com a missão de defesa e salvaguarda da soberania nacional e do nosso Povo.

Os compromissos internacionais que assumimos bem como a evolução dos sistemas e a necessidade de maior interoperabilidade com os nossos Aliados na União Europeia e na NATO, exige-nos o investimento, a modernização e o reforço das capacidades militares. Não, exige-se em primeiro lugar ponderar com urgência (e já estamos atrasados) que Forças Armadas deve Portugal ter; continuamos com o modelo de sempre, sem atendermos ao que a nossa dimensão Oceãnica e inerente jurisdição que sobre ela temos impõe; não param para pensar, ponderar, fica/ ficam-se pelos chavões habituais)

A estes desafios somam-se outros de natureza global como: as alterações climáticas e as catástrofes naturais associadas, a emergência de tecnologias disruptivas, com impacto direto na economia e no domínio militar, as pressões demográficas e os fluxos migratórios significativos, bem como a crescente competição por recursos energéticos e naturais críticos.

Uma complexidade de temas que exige uma resposta refletida e coordenada. Foi com este objetivo que convoquei o Conselho de Estado para o próximo dia 17 de abril, exclusivamente para analisar Segurança e Defesa (a política de defesa cabe constitucionalmente aos governos, está a começar a seguir as más pisadas de Marcelo, só lhe falta dizer - são/ somos os melhores dos melhores).

Trata-se de um quadro complexo, dinâmico e de risco acrescido, que exige dos Estados uma atitude mais assertiva das Forças Armadas um nível de prontidão e modernização sem precedentes.

Por isso, quero deixar claro: as Forças Armadas podem contar com o meu total apoio num reforço que se pretende sério e equilibrado de modernização. Podem contar com o meu apoio, mas importa frisar que esta necessidade de modernização ocorre em simultâneo, num quadro de urgências nacionais em particular nas áreas sociais (e aqui lá começou a travar o entusiasmo!).

Este investimento tem de ser um investimento inteligente. (continuou a travar)
Um investimento que envolva e valorize a indústria nacional, que ajude a criar mais riqueza e melhores empregos no nosso país. Um investimento que estimule a inovação tecnológica e reforce um sistema científico nacional capaz de servir tanto a economia como a defesa do nosso país. Um verdadeiro sistema de aplicação dual ao serviço de Portugal e que permita posicionar o nosso país como referência em determinadas áreas tecnológicas.

Nesta matéria, importa reconhecer que a indústria de defesa nacional e europeia, apesar das evoluções verificadas no passado recente, enfrenta ainda limitações. A velocidade de resposta industrial está a crescer, no sentido de uma resposta articulada às necessidades prementes de reequipamento, inovação e investigação. Esta realidade tem impactos, não apenas na modernização das Forças Armadas, mas também no processo da atratividade da profissão militar e na permanência de militares ao serviço de Portugal.

Modernizar não é apenas adquirir meios. É cuidar das nossas mulheres e homens ao serviço de Portugal.

É melhorar condições, valorizar carreiras, garantir previsibilidade e dignidade a quem serve o nosso país com tanta dedicação. É assegurar que cada militar tem os meios, a formação e o apoio necessários para cumprir a sua missão com segurança e com defesa.

Minhas senhoras e meus senhores

Hoje, mais do que nunca, precisamos de tornar a carreira militar atrativa para os nossos jovens (blá, blá, blá, blá).

O pleno reconhecimento da condição militar, distintiva e única no espetro nacional (não esteve em governo, não foi chefe de partido, não foi líder parlamentar, o que fez 
então para isto?), bem como das pensões e incentivos associados, a par da resposta na qualidade da formação técnica de alta qualidade e a ampliação de capacidades tecnológicas, constituem medidas essenciais, quer para o incremento de talentos nacionais, quer para garantir que os nossos quadros permaneçam motivados, empenhados e capacitados para enfrentar os desafios do presente e do futuro.

Não há Forças Armadas sem recursos humanos, e por esta razão é imperativo afirmar, com ações consequentes, que as “pessoas” continuam a ser o principal pilar das Forças Armadas.

A profissão militar continua a ser uma das mais nobres que um cidadão pode abraçar. Requer disciplina, sacrifício, disponibilidade permanente, lealdade e um profundo sentido de missão. Impõe um compromisso diário com Portugal, com o bem comum e com os valores que nos definem como nação. Cada militar, independentemente do seu posto ou função, é um exemplo vivo do serviço (pessimamente remunerado) a Portugal.

Militares de Portugal

Como vosso Comandante Supremo das Forças Armadas, assumo hoje perante vós, o compromisso de promover a valorização da cidadania nacional, essencial no reforço da coesão e prestígio das Forças Armadas. Desenvolver os esforços adequados no sentido de elevar a prontidão, a capacidade operacional e a interoperabilidade das Forças Armadas, que são um imperativo nacional.

Defendo uma modernização que não se limite aos equipamentos, mas que vá mais longe. Que integre os diferentes vetores de desenvolvimento nacionais e que fortaleça a cultura organizacional. (pois)

Esta transformação deve continuar a abranger outras dimensões, como o contributo das Forças Armadas para a inovação nacional. Hoje, mais do que nunca, a cooperação com a indústria, com os centros de investigação e com as universidades, é decisiva. É desta colaboração que nascem novas soluções, novas capacidades e novos conhecimentos que fortalecem o nosso país.

Este trabalho conjunto gera impacto real: impulsiona a economia, promove o desenvolvimento nacional e afirma Portugal como um país moderno, atrativo e referencial no quadro europeu e internacional.

É com esta visão integrada que continuaremos (continuaremos pressupõe que já vinha sendo feito, certo?) a construir Forças Armadas capazes de atuar com credibilidade em todo o território nacional e nos espaços interterritoriais, sempre harmonizadas com os nossos aliados e parceiros internacionais.

Quero ainda aproveitar este momento para dirigir uma palavra de sentido agradecimento aos nossos militares que integram missões fora das nossas fronteiras e respetivas famílias que constituem o seu apoio incondicional de retaguarda.

Como Comandante Supremo das Forças Armadas quero que saibam que valorizo o vosso papel único e essencial na promoção e desenvolvimento da segurança e estabilidade internacional. Enquanto vetor fundamental da política externa portuguesa, as nossas Forças Nacionais Destacadas, afirmam todos os dias os nossos compromissos internacionais cumprindo as mais variadas missões no âmbito da NATO, da União Europeia, da ONU e da CPLP. O vosso sentido de missão, amplamente apreciado pelos nossos parceiros internacionais, robustece, a fiabilidade, a credibilidade e a responsabilidade de Portugal na defesa coletiva e na promoção da paz e dos direitos humanos.

Sei que por detrás de cada missão há famílias, há ausências, há riscos assumidos com coragem. Sei o que significa partir sem saber exatamente quando se regressa, cumprir longe de casa, muitas das vezes em contextos difíceis, perigosos e exigentes. E sei também que, muitas das vezes, o vosso trabalho não é visível, mas é sempre essencial. Repito: essencial.

Além de tudo o que já referi, quero enaltecer, de forma muito clara, o contributo absolutamente determinante das Forças Armadas para a resposta nacional em situações de emergência. Os acontecimentos deste inverno demonstraram-no de forma inequívoca. Obrigado em nome de Portugal.

Marinha, Exército e Força Aérea atuaram lado a lado – mesmo enfrentando danos nas suas próprias infraestruturas – garantindo segurança, apoio humanitário e capacidade de resposta onde ela era mais urgente.

Fizeram-no, apesar de simultaneamente enfrentarem esses danos nas suas próprias infraestruturas.

Quer perante catástrofes naturais, quer em falhas nas infraestruturas críticas, ou ainda em ocorrências que continuam a afetar diversas regiões, a capacidade de comando e controlo, o treino especializado e os recursos de duplo uso revelam-se, sistematicamente, um valor inestimável para Portugal. As Forças Armadas estiveram – e continuam a estar – onde o país mais precisa delas: ao lado das populações, garantindo segurança, apoio e esperança nos momentos mais difíceis.

A vossa experiência, o vosso conhecimento, a vossa capacidade de organização e de planeamento são ativos nacionais que devem ser plenamente aproveitados.

Militares de Portugal

Apesar dos desafios, mantenho uma convicção profunda: a força de Portugal está assente na Segurança, na observância dos nossos compromissos, na afirmação e defesa da nossa soberania e no apoio permanente ao povo português.

Portugal tem todas as condições para garantir a segurança, o progresso e a liberdade das futuras gerações. Temos história, temos valores, temos instituições sólidas e temos mulheres e homens que, todos os dias, dão o melhor de si pela nossa bandeira.

Militares de Portugal

Como Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas e em nome do povo português, agradeço profundamente o vosso serviço, a vossa lealdade e a vossa dedicação a Portugal. Sei que o vosso empenho diário é feito de coragem, de dedicação e de sacrifício.

Portugal confia (confia mas através dos ex e actuais titulares de órgãos de soberania pouco vos tem ligado) em vós. Confia na vossa preparação, na vossa lealdade e na vossa dedicação a Portugal.

Enquanto Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, quero que saibam que estarei sempre ao vosso lado, com exigência, com respeito e com sentido de responsabilidade.

Conto convosco como sempre o país contou: com profissionalismo, com sentido de dever e com espírito de missão.

E quero que saibam que podem contar comigo.

Sempre por Portugal!

Bom dia
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida. 
Boa sorte e bom inicio de fim de semana
AC

quinta-feira, 7 de maio de 2026

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

quinta-feira, 17 de abril de 2025

(apetece-me republicar, só para lembrar coisas do passado recente, mas várias com actualidade)


sábado, 8 de setembro de 2018
REFORÇAR  RETENÇÃO
Não, não sejam marotos, não é um problema de retenção de urina.

Acabei de ler o que vem nos OCS, e concretamente no "Público", acerca das forças armadas.
O sempre interessante ministro da tutela anunciou "importantes medidas socialistas".
Estou em crer que as associações dos militares não vão ficar exultantes, e não creio que seja apenas para estar contra. 
Aguardemos.

Anunciou o ex-ERC que, os contratados das FA ao chegar ao fim dos contratos têm a garantia de vir a ser bombeiros ou entrar para as forças de segurança (30% probabilidade).
Racional da medida ?
Para tentar inverter a situação actual em que quase ninguém quer ir para a tropa e, cheira-me, sobretudo para o Exército.
Porque será?

Claro que o inefável politiquinho nunca explicou direitinho aos portugueses (tal como todos os antecessores desde 25ABR74), porque razão a juventude portuguesa, desde a geração mais bem preparada (podem rir) à menos bem preparada, nem quer ouvir falar na possibilidade de andar a varrer paradas nas unidades do Exército, ou a enjoar nos navios da Marinha, ou a dar cabo dos ouvidos com barulho de aeronaves.

Que coisas nos podem vir à cabeça quando entramos nestas matérias ?
> Está bem clara, definida, a razão de ser das FA no Portugal do século XXI ?
> Está definitivamente afastada a perspectiva de que Portugal não deve ter FA, como algumas "prendas" defendem ?
> Está definitivamente aceite por todos os políticos e elites e partidos políticos, de que a defesa nacional (DN) não deve ser NUNCA MAIS tema de luta política/partidária ?
> Está claro nas cabecinhas iluminadas (??!!) que DN não é igual a FA, as quais são apenas um importante pilar, uma componente, a componente militar da DN ?
> Quando perceberão as criaturas políticas que apetrechar uma Marinha de Guerra, e uma Força Aérea, não é a mesma coisa que arregimentar pessoal? 
> Para que fique claro - "you have or not a Navy; you raise an Army. Period!!!!
> Acerca da DN e das FA, continuo a ter a percepção nítida, de que para a maioria dos farsantes que persistem em rebentar com o País, importa é conversa, palavras ocas, enaltecer instituições nos dias festivos, quando o que é urgente e vai muito atrasado, é conhecimento, visão estratégica, liderança, e equipas fortes, equipas em todos os sectores da vida nacional. Como sempre temos tido, não é verdade ?
> Quanto a incentivos, que tal ponderar os vencimentos dos militares das FA, no quadro de todos os servidores dos Estado ? (sim, outra falácia, é considerar os militares como funcionários públicos)
> E levar a sério a indispensável e insubstituível ligação FA - empresas - universidades ?
> E quanto à questão - condição militar - os actuais governantes bem como os anteriores não persistem em desprezar legislação variada, existente, legal ?
> Finalmente, serviço militar obrigatório (SMO) sim ou não, regime de contrato, e aspectos relacionados, deixarei para outro post.

Uma coisa me parece evidente, com as criaturas actuais e na senda das anteriores, medidas avulsas, desgarradas, "pour épater les Bourgeois".
Mas a isto, certos senhores, sempre muito inchados e que até há três anos tanto palravam, agora continuam caladinhos perante o que se vai passando.
É o que temos, mas poucos merecemos.
António Cabral

terça-feira, 19 de novembro de 2024

A PROPÓSITO de SOBERANIA e AFINS

REPUBLICO UM POSTAL QUE COLOQUEI HÁ TEMPOS (18ABR2022) NUM BLOGUE DE AMIGOS.

AC 

RÉDEA SOLTA ?
DIZEM QUE É UM PAÍS, MAS É BRINCADEIRA.
PALAVRAS PARA QUÊ?

É COSTA A COORDENAR, VIRÁ DIZER QUE NADA SABIA.
O MINISTRO CARNEIRO IDEM. (Notícia do DN).

Já está a sobrevoar o mar dos Açores o Beechcraft C-12 da Agência de Fronteiras Europeia. A sua presença, a pedido da GNR, não é pacífica e surpreendeu a Marinha e Força Aérea que vigiam a área. Há quem entenda que está em causa a soberania nacional.
A aeronave da Frontex estacionada no aeroporto de Ponta Delgada neste domingo. Os voos junto à costa assustaram algumas pessoas.
A GNR não explica porquê, nem que ameaças específicas prevê para outubro e novembro, período para o qual pediu à Frontex (Agência de Fronteiras Europeia) uma aeronave para patrulhamentos do mar dos Açores, onde a sua competência termina nas 12 milhas. O facto é que o avião, um Beechcraft C-12, está a operar desde domingo e a situação provocou um tremendo mal estar nas Forças Armadas. Marinha e Força Aérea têm meios de vigilância para além das 12 milhas, mas não receberam qualquer pedido de apoio da Guarda, conforme confirmaram ao DN fontes oficiais.
A ação da Frontex, criada em 2004 para apoiar os estados-membros na defesa das fronteiras externas da UE, tem sido mais visível no Mediterrâneo na prevenção dos fluxos migratórios.
Questionada pelo DN sobre o que levou a formular este inédito pedido, a GNR assinala que esta solicitação foi feita "com o objetivo de garantir a vigilância da fronteira externa da UE, designadamente da Região Autónoma dos Açores, atendendo as competências que cabem à Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da GNR, vertidas na Lei Orgânica da Guarda".
Fonte oficial do comando-geral lembra que "a UCC é a unidade especializada responsável pelo cumprimento da missão da Guarda em toda a extensão da costa e no mar territorial, com competências específicas de vigilância, patrulhamento e interceção terrestre ou marítima em toda a costa e mar territorial do continente e das Regiões Autónomas
".

A CRP estabelece (Art. 201º) que ao PM compete dirigir a política geral do Governo, coordenando e orientando a acção de todos os ministros.
Mais uma vez fica evidente a coordenação.
Como evidente ficará, basta esperar um dia, a competência e o interesse do chamado comandante supremo das Forças Armadas (CSFA) (*).
Isto é cada vez mais um país de opereta, uma opereta recheada de malandros.
E, claro, mais um passo dado para a intrusão brutal da UE nos domínios nacionais. 
Com a alegre disponibilidade da fogosa rapaziada da GNR, provavelmente apoiada nos bastidores por……...
Siga para bingo!
António Cabral (AC)
(*) é capaz de ser mais - Comandante Superficial das Forças Armadas

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

ESTÃO a VER, EU JÁ TINHA DITO.
ESTÁ TUDO BEM porque ACABOU BEM
TODOS AMIGUINHOS.
 
Assim dá gosto, ficar com a certeza de que o professor procurou informar-se com as Forças Armadas (terá sido porque a mana Mortágua o colocou em cheque publicamente?) sobre “o que se tinha passado” no incidente (não, nada de incidente, foi de certeza um equívoco, um mal entendido) entre militares e o ministro Paulo Rangel em Figo Maduro.

Claro que o PM também lhe comunicou o que se tinha passado.

E, portanto, nada de dramatização, eu já tinha dito, foi de certeza um momentâneo equívoco, de segundos.

Ah, de acordo com o que se lê por aí, Marcelo Rebelo de Sousa terá confessado que tudo é coincidente e que até corresponde a situações similares que já viveu no mesmo lugar.

Catita. Até porque os militares (quais?) quando questionados sobre se havia alguma razão de queixa, terão admitido que “houve equívocos” mas terão dito que não havia razões de queixa. 

"A mim o que me chegou foram versões muito coincidentes que minimizaram o problema. Eu fiquei esclarecido que não encontrei uma versão que fosse muito diferente uma da outra e que fossem muito graves.” Obrigadinho Presidente.

E é isto. Falta de chá, em pequeninos, depois na adolescência, depois na formação que sempre se tem no início das carreiras, dá nestas coisitas!

António Cabral (AC)

Adenda:
Como cidadão tenho péssima impressão do concidadão Paulo Rangel.

No presente, ele e outros, porque titulares de órgãos de soberania, estão momentaneamente numa posição social/ protocolar acima da minha.

Numa eventual situação em que eu estivesse na presença de um deles (Marcelo, Rangel, outros) nunca lhes estenderia a mão para os cumprimentar. Esperaria que o fizessem.

É que eu aprendi uma coisa há muitas décadas: espera-se que seja, o mais velho, o de maior posição social, uma senhora, a esticar a mão para cumprimentar.

Mas as pessoas educadas, cumprimentam sempre os outros.

E a este propósito conheço muito bem quem (oficial da Marinha, já com relevante antiguidade na altura), à porta dos Jerónimos, em 1996, no desempenho das suas funções, aguardava a chegada de dezenas de convidados para uma cerimónia, por ordem protocolar designadamente das principais figuras do Estado e, nomeadamente, presidentes de tribunais, primeiro-ministro, presidente da Assembleia da República e Presidente da República.

E a cada um deu as boas vindas e cumprimentou militarmente, com continência.

Jorge Sampaio, um Homem decente e educadíssimo, foi o único que se abeirou desse militar, parou na frente dele, e esticou-lhe a mão para o cumprimentar, com vigor, e um sorriso que acompanhou um sonoro - bom dia sr comandante! e recebeu de volta - bom dia sr Presidente.

Diferenças!

terça-feira, 7 de maio de 2024

A PROPÓSITO de, FA e ALIMENTAÇÃO

Tenho conhecimento de que nas Forças Armadas, concretamente em todas as unidades da Marinha, Exército e Força Aérea, diariamente e antes do pessoal iniciar as suas refeições, havia e presumo que se manterá, a chamada prova do rancho. Consistia em apresentar ao oficial de serviço uma amostra do que seria o almoço e o jantar, naturalmente em dose reduzida e bem apresentada.

Depois disso seria iniciada a distribuição da refeição a praças nos seus refeitórios e aos sargentos e oficiais nos alojamentos respectivos para esses efeito existentes, as chamadas câmaras de oficiais e de sargentos.

Como é evidente, em muitas ocasiões é perfeitamente admissível que a amostra não reflita exactamente a qualidade do que depois vai ser servido. Por exemplo, imagino levar ao oficial de serviço bife do lombo de vitela e "lá dentro" serviram da vazia, mas da parte menos tenra.

Ora o nosso designado comandante superficial perdão, supremo das forças armadas, acabou de demonstrar o que deve ser feito: deve esperar-se que o pessoal esteja já a comer e, de repente, aparecer no refeitório e tirar de vários pratos, umas batatas, um naco da jardineira,  um fio de esparguete, uma fatia de tomate, sei lá. 

Eficaz certamente!

AC

terça-feira, 14 de março de 2023

MARINHA, a REVOLTA na MADEIRA
. . . . . . 
Aquele ramo das Forças Armadas acrescenta ainda que "as guarnições dos navios são treinadas para operar em modo degradado, estando preparadas para lidar com os riscos inerentes, o que faz parte da condição militar".
. . . . . .
Estive a RELER as notícias veiculadas em diferentes orgãos de comunicação social sobre este inusitado acontecimento.

O trecho que republico em cima é claro, diz que os militares da Marinha são treinados para lidar com riscos e operar em modo degradado. Repito, em MODO DEGRADADO.

Ora a fazer fé,
>  no que se lê nas notícias desde há anos, 
> nas declarações das várias associações de militares, 
> nas declarações de anteriores chefes da Marinha, como por exemplo designadamente sobre pessoal aquele (que nada incomodou os políticos) que foi Chefe máximo dos militares e agora substituído por um general do Exército,
> nas declarações de muitos políticos,

a conclusão que obviamente se tira é que a Marinha vive há anos em MODO DEGRADADO.
Portanto, a outra óbvia conclusão a tirar é que, contrariamente ao referido no comunicado, na MARINHA NÃO TREINAM!

Paralelamente, interessante verificar, segundo se lê, que a missão a que 4 sargentos e 9 praças se recusaram era para seguir/ acompanhar/ vigiar a passagem de um perigosíssimo navio Russo . . . . . . um quebra-gelos!

Aguardemos pelos próximos desenvolvimentos, sobre a Marinha, sobre obsolescência, incompetência, disciplina militar, ausência de manutenção, cortes na Lei de Programação Militar, quadros de pessoal por preencher, escassez de meios humanos financeiros e materiais, degradação de vencimentos, insatisfação geral.

António Cabral (AC)

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

D E F E S A

Esta coisa da defesa tem muito que se lhe diga. Por exemplo.

> se falarmos de futebol, há os que normalmente gostam de atacar, outros jogam sempre à defesa, outros colocam o chamado autocarro deitado à frente do guarda-redes, etc.;

> se falarmos de política, cá ou lá por fora, é um pouco como no futebol, uns assertivos, outros demagogos, muitos são uns aldrabões, em suma, uns ao ataque desavergonhado, outros sempre à defesa, etc.;

> na sociedade, e então no presente com tantas incertezas e pandemia e "palermia", umas pessoas são mais prudentes jogam mais à defesa, outras são o oposto, etc.;

> se falarmos de defesa nacional temos então um campo enorme para ponderar, para avaliar as criaturas formalmente mais responsáveis pela defesa nacional; temos pano para mangas como se usa dizer. No caso nacional, conhecem-se bem os principais protagonistas, Primeiro-Ministro, ministro da defesa nacional e o chefe de estado-maior general das Forças Armadas. Constitucionalmente, o Presidente da República é o Comandante Supremo das Forças Armadas, sendo que as Forças Armadas constituem um dos pilares da defesa nacional, apenas um dos pilares, o militar.

> quanto a defesa nacional e em particular quanto ao pilar Forças Armadas, e depois de várias conversas com o meu melhor amigo militar que é almirante de Marinha, já me interroguei por mais de uma vez se, tanta asneira feita nos últimos meses se deverá apenas ao ego de duas criaturas que se sabe bem quem são ou, além do ego e da incompetência e da desfaçatez, será por nada beberem às refeições ou, outra hipótese, porque não se contêm na bebida? Gostava de perceber. 

AC

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

PÁTRIA,  FORÇAS  ARMADAS
Pátria que respeita as suas Forças Armadas é pátria que se respeita e que se dá a respeitar (expressão de Marcelo Rebelo de Sousa, durante cerimónia em 11 de Novembro de 2020)
É sempre interessante ouvir SExas com grandes tiradas, as mais das vezes........OCAS. Parece-me que foi o caso. Uma vacuidade.
Não passa/ passou de retórica balofa, sem nenhuma correspondência com a realidade. Enquanto constitucionalmente Comandante Supremo das Forças Armadas (CSFA) pode perguntar-se, o que questionou a sério, pressionou, se insurgiu, por exemplo sobre as carreiras dos militares, sobre os meios e equipamentos das FA, sobre a saúde militar, sobre os ex-combatentes, sobre a pouca vergonha das promoções que este ano congelaram até este mês e, finalmente, parece que serão desbloqueadas dentro de dias?

Contrariamente ao que decorre da CRP (separação de poderes e etc.), em que só deverá falar com o PM ou, se quer falar com ministros deve ser em princípio na presença do PM, neste mandato quase a terminar e sendo CSFA (embora as mais das vezes pareça ser um Conhecedor Superficial das Forças Armadas), quantas vezes reuniu com cada chefe militar para se inteirar das dificuldades de cada ramo das Forças Armadas? Visitou por exemplo o Arsenal do Alfeite em 2017! Ah, e visitou mais algumas coisinhas, mais palacianas que outra coisa mas, substância, olhar às dificuldades sérias.............Ah, e de vez em quando reúne o Conselho Superior de Defesa Nacional, normalmente para aprovar a ida de militares para o estrangeiro durante uns meses!!!!
Ah e quer saber do que se passou em Tancos, doa a quem doer!
Mas reunir com o director nacional da PSP até foi rápido e ao Domingo............

Se é certo que ao longo dos anos houve sondagens que indiciavam alguma apreciação dos cidadãos pelos seus militares, a realidade é que se fizerem uma sondagem com determinadas perguntas muito concretas, as surpresas poderão ser grandes.
Hei-de voltar ao assunto.
Para terminar, aposto que nem Marcelo nem os outros inenarráveis candidatos a PR e por inerência constitucional CSFA, NENHUM FALARÁ NAS FORÇAS ARMADAS, nem que tipo de Forças Armadas deve ter o País, ou se não as deve ter. 
A definição do País dever ter ou não ter FA não é coisa directa para um PR, mas um PR e CSFA devia interessar-se publicamente por este assunto. Por dever constitucional.
Aguardemos.
AC

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

FA, HOSPITAL, FINANÇAS, e CAMBADA de MALANDROS
Ainda não há muito tempo, as Forças Armadas (FA) detinham mais do que um hospital, o da Marinha que entretanto foi comprado aparentemente para vir a ser "um "charme" qualquer, o Exército com mais do que um em Lisboa e pelo menos mais um no Porto, e a Força Aérea com o seu na área onde, depois de muitas complicações corporativas, administrativas, indecisões, etc, foi localizado o hoje designado Hospital das Forças Armadas (HFA). 
O único das FA, em Lisboa, e que qualquer cidadão comum pensaria que a reorganização em causa teria sido um bom e importante passo na estrutura das FA.
Engano puro, pelo que se vai vendo desde que formalmente o dito cujo hospital foi decidido.
Passa-se os olhos pelos OCS e descobre-se que, sob os olhos do  patético ministro da chamada defesa nacional, o HFA estará num estado comatoso em certas áreas logísticas, certas áreas estruturais.
Aparentemente, nos últimos 3 anos terá havido sucessivas retenções orçamentais por parte do patético mago das finanças, mago que com todas as cativações e sorrisos patéticos leva a brilhantes resultados nas contas públicas mas, também, brilhantes resultados como no HFA. Lista sem fim em sectores do Estado.
Pesquisa-se, e recorda-se que o patético anterior PR, Cavaco Silva, se despediu das FA na sua qualidade de comandante supremo das FA (CSFA) precisamente no HFA. Caucionou portanto a situação, e lá estiveram alguns do costume a dar-lhe sorrisos e prendinhas.
O actual CSFA ri muito, fala muito, "selfiza-se", mas a realidade do "seu" hospital é, pelos vistos uma lástima.
O governo, e concretamente o homem dos "bluejeans" e o seu amigo Azeredo continuam impantes, e foram ao dia do Estado-Maior General das FA (EMGFA) anunciar mundos e fundos para as FA. Entretanto, o HFA está pelos vistos uma lástima. 
Incoerências? NÃO SENHOR, um ESTADISTA!
Outra coisa interessante é ver, e creio que muito justamente, a Associação dos Oficiais das FA (AOFA) insurgir-se veementemente  contra este estado de coisas.
Igualmente interessante, é continuar a observar o ensurdecedor silêncio de uns pantomineiros que tinham mais do que obrigação profissional de se insurgirem contra o estado em que está o HFA. Antes de 2015 não se calavam, e em várias ocasiões fizeram muito bem. 
Agora, que a cor é sua, e outras ligações, fecham-lhes a boca. 
É sempre edificante registar estas coisas.
É o que temos, mas como cidadãos poucos merecemos
E os militares portugueses e as suas famílias não merecem ser assim tratados.
Será que em poucos dias, ou semanas, NÃO MESES, digo dias ou semanas, as verbas de milhões serão descativadas?
AC