Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
quinta-feira, 18 de setembro de 2025
domingo, 24 de agosto de 2025
quarta-feira, 20 de agosto de 2025
EX e ACTUAIS TITULARES de ÓRGÃOS de SOBERANIA
O povão gosta de lhes tocar.
Desde a célebre fotografia do aperto da bochecha de Mários Soares aos abracinhos e selfies do palrador de Belém, é sabido que o povão gosta de ir a correr atrás dos carros das excelências (???), tirar fotografias com as ditas.
As excelências (????) gostam de se pavonear, inaugurar, sentar-se num pópó, ou num avião, e as excelências temporária e formalmente na governança, tal como os temporariamente na oposição, passam o tempo em discursos, a garantir tudo e mais alguma coisa, e a exigir. Garantem e exigem, sempre. Uns e outros.
Mas atenção, há sempre ligeiras diferenças de tratamento. Há critérios.
Por exemplo, se tragicamente morre um bombeiro, seja vitimado pelas chamas ou porque capotou a viatura em que seguia provavelmente em excesso de velocidade tendo em conta a viatura o terreno e a falta de experiência, o inquilino em Belém participa nas cerimónias fúnebres, e no "sítio" de Belém aparece a tradicional apresentação pública de condolências
Mas se tragicamente morre um trabalhador apanhado na auto-estrada por uma viatura oficial que ia a passar a 90 Km/ h, não se descortina qualquer mini texto de condolências à família.
Agora, com os trágicos fogos a decorrer o actual PM e o actual PR encontraram-se para a sua corriqueira cavaqueira das 5ª feiras, dentro do edifício da CM de Faro, e deve ter sido breve para não perturbar a agenda de férias das bronzeadas criaturas. Que se pavonearam pelo Pontal um e pela praia das "gentes" outro.
E "vamos embora" que se faz tarde. Até porque, como dizia uma certa pavoa, está na hora para um "drink" de fim de tarde.
E é assim, num intervalo de veraneio, as excelências "andem" por aí, enquanto o povão está como está, ou com pouca ou nenhuma cheta, ou a arder, ou a fugir.
Mas passados estes dias, todos eles, Marcelo a debitar diariamente pelo menos uma vez, governantes, deputados, alguns do MP, dirigentes partidários, o chefão bombeiral, etc., todos eles voltarão a andar por aí. E sempre a palrar!
Particularmente governantes e deputados, todos, SEMPRE em permanente campanha eleitoral, mesmo longe de eleições, e sempre a não se esquecerem de NÃO OLHAREM PARA TRÁS POIS AÍ IAM REPARAR NO SEU FORTE CONTRIBUTO PARA O CAOS EM QUE PORTUGAL SE VAI ENTERRANDO CADA VEZ MAIS.
E temos como uma das recentes cerejas em cima deste bolo podre, Marcelo a explicar que o governo e particularmente a actual MAI estão a aprender a comunicar.
Um simplório comum cidadão é capaz de se interrogar: se estes fdp não andassem em permanente campanha eleitoral, se não passassem o tempo a aldrabar-nos ou mesmo mentir descaradamente, se tentarem tomar conta do país a sério, será que isto estaria um pouco diferente, será ?
António Cabral (AC)
domingo, 17 de agosto de 2025
domingo, 2 de fevereiro de 2025
UM PAÍS
Para ser levado a sério, como país, como Estado, creio dever ter:
- uma Constituição que claramente defina se o país é soberano e se baseado na dignidade da pessoa humana, e se empenhado em construir uma sociedade livre, justa e solidária,
- um sistema de justiça, célere, eficiente, eficaz, e que não favoreça ricos e poderosos, trate todos por igual,
- códigos claros, sem alçapões, jurisprudência cristalina, que inviabilize as pouca vergonhas processuais dilatórias,
- titulares de órgãos de soberania que se pautem, pelo rigoroso cumprimento dos seus deveres no âmbito das suas competências Constitucionais, pela decência, pela honestidade intelectual e política, pela reserva, pela dignificação dos órgãos de soberania que representam, pelo exemplo, por servirem a comunidade em vez de se servirem dos cargos para que foram eleitos,
- políticas externa e de alianças claras,
- um controlo rigoroso e ao mesmo tempo humanista quanto a política de imigração, pondo de lado ideologias, e olhando ao interesse nacional,
- políticas sérias, rigorosas, quanto ao ensino, à saúde, ao emprego, ao ambiente, à cultura, á terceira idade, às crianças, para que efectivamente haja empenho real em construir uma sociedade livre, justa e solidária,
- grande respeito por quem trabalha, desde gestores e dirigentes às pessoas com menores habilitações, grande respeito pelas famílias e particularmente pelas mães durante os primeiros meses de vida dos filhos, grande respeito pelo direito à greve mas não permitindo abusos como por exemplo semanas de ausência laboral num ano de trabalho, ou sistemáticas marcações de greves para fins de semana prolongados.
Não havendo a maioria destas coisas, ou ficando-se pelas normas da Constituição, não será um país, um Estado, será uma outra "coisa" qualquer, . . . . talvez a tender para Estado falhado. Não ?
António Cabral (AC)
quarta-feira, 20 de novembro de 2024
Eduardo Dâmaso
Sócrates, dez anos de investigação, acusação, demolição da acusação, recuperação da dita pela Relação, dezenas de recursos, uma complexa geografia processual e delicada filigrana jurídica para salvar um caso que, na sua lenta progressão e objeto, desonra a democracia portuguesa. Não exprime só as dificuldades da Justiça. Essas, são óbvias. Mesmo assim, é a Justiça que salva a honra do convento. Teve a coragem de investigar um primeiro-ministro. Exprime, sobretudo, um legislador manhoso, que criou uma Justiça rápida e eficaz para julgar os crimes de sangue, mas também outra que se move a passo de tartaruga, refém dos alçapões criados no Parlamento para proteger a nata do regime. Exprime a hipocrisia dos que assistiram, impávidos e serenos, às tentativas de silenciamento deste jornal, e de todos os meios da então Cofina, através de um controlo gizado a partir da própria ERC, onde pontificava Arons de Carvalho. Também de um tribunal, onde estava uma juíza amiga de alguém, que decretou uma mordaça insólita, num momento em que Sócrates nos exigia milhões. Dez anos depois, assistimos, de novo, a tentativas de desacreditação dos investigadores que levaram Sócrates à prisão. Apesar disso, respira-se melhor, é certo, mas enquanto o julgamento não se realizar, a impunidade permanecerá.
terça-feira, 19 de novembro de 2024
A PROPÓSITO de SOBERANIA e AFINS
REPUBLICO UM POSTAL QUE COLOQUEI HÁ TEMPOS (18ABR2022) NUM BLOGUE DE AMIGOS.
AC
PALAVRAS PARA QUÊ?
A aeronave da Frontex estacionada no aeroporto de Ponta Delgada neste domingo. Os voos junto à costa assustaram algumas pessoas.
A GNR não explica porquê, nem que ameaças específicas prevê para outubro e novembro, período para o qual pediu à Frontex (Agência de Fronteiras Europeia) uma aeronave para patrulhamentos do mar dos Açores, onde a sua competência termina nas 12 milhas. O facto é que o avião, um Beechcraft C-12, está a operar desde domingo e a situação provocou um tremendo mal estar nas Forças Armadas. Marinha e Força Aérea têm meios de vigilância para além das 12 milhas, mas não receberam qualquer pedido de apoio da Guarda, conforme confirmaram ao DN fontes oficiais.
A ação da Frontex, criada em 2004 para apoiar os estados-membros na defesa das fronteiras externas da UE, tem sido mais visível no Mediterrâneo na prevenção dos fluxos migratórios.
Questionada pelo DN sobre o que levou a formular este inédito pedido, a GNR assinala que esta solicitação foi feita "com o objetivo de garantir a vigilância da fronteira externa da UE, designadamente da Região Autónoma dos Açores, atendendo as competências que cabem à Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da GNR, vertidas na Lei Orgânica da Guarda".
Fonte oficial do comando-geral lembra que "a UCC é a unidade especializada responsável pelo cumprimento da missão da Guarda em toda a extensão da costa e no mar territorial, com competências específicas de vigilância, patrulhamento e interceção terrestre ou marítima em toda a costa e mar territorial do continente e das Regiões Autónomas".
O Estado tem três funções fundamentais: assegurar a Justiça, a Segurança e o bem-estar de todos nós.
Estado, é coisa jurídica. Não se vê.
Bem estar?
sábado, 9 de setembro de 2017
E continuam, uma espécie de "segue para bingo". Neste caso, "fogo", que ainda há imenso para queimar, arder, devastar, destruir e ainda há muito dinheirinho para ganhar, com o momento presente e, sobretudo, com os contractos que virão e com o reapetrechamento a discutir mas que virá, forçosamente, não é?
Ontem eram seis da tarde, quer na aldeia, quer um pouco depois em aldeias mais distantes já mais próximas de Castelo Branco, um cheiro a queimado por todo o lado, nuvens típicas de incêndios ao longe. "onde será desta vez?", perguntavam todos.
Outra vez, para não varias, distrito de Castelo Branco, Sertã, creio que para as zonas da Covilhã, Fundão, etc. O costume.
Estive semanas sem poder descarregar fotografias para o computador. Isso está agora resolvido. Tinha pensado actualizar vários posts passados sobre os incêndios com muitas das dezenas de fotografias que tenho.
Vou apenas, agora, reproduzir mas poucas; o rol é triste, dramático, confrangedor e remete-me para a figura de estado falhado.
Cobrem "apenas" o período de 12 de Agosto a 8 de Setembro, o que se vê ao longo de dezenas de km na A23, no IP2, estradas nacionais e municipais, Gardunha, Serra da Estrela. Parte também do que fui fotografando junto à porta da minha casa na aldeia.
AC
sexta-feira, 28 de abril de 2017
Adriano Moreira é um dos que ao longo do tempo tem abordado as questões inerentes a estado falhado e também a estado exíguo.
Eu juntaria a estes conceitos o estado anedota.
No estado falhado as estruturas do Estado e as estruturas económicas são fracas, de deficiente qualidade a todos os níveis. Num tal estado, é manifesta a incapacidade para administrar as reformas necessárias. Por outro lado, na sua definição clássica, é muito aquele com dificuldades para garantir a integridade territorial e aquele em que porventura o monopólio do uso da força já não esteja totalmente nas suas mãos.
O estado exíguo é aquele em que a "desbunda" é crescente; quase incapacidade para executar políticas, dificuldade para controlar abusos de poder, corrupção e subornos em crescendo, crescente incumprimento de leis, irresponsabilidade de instituições públicas. Os partidos políticos tratam de si, e não resolvem os problemas estruturais do País.
Houve já quem dissesse no passado, - "Os militares de Abril fizeram uma coisa muito bonita, mas os políticos encarregaram-se de a estragar (…) Podem olhar para o espelho e não se envergonhar. O que, infelizmente, não acontece com os outros grupos intervenientes na revolução e na política. A diferença entre servir ou servir-se, entre lutar por valores ou por interesses".
Olhando à actualidade, e chamando actualidade aos últimos 25 anos, o que observamos?
Os políticos sempre a dizer que vão fazer reformas.
A corrupção a aumentar, sobretudo a de colarinho branco, acompanhada do degradante espectáculo de alguns farsantes de certos escritórios a exibirem-se publica e indecorosamente.
Várias instituições públicas com debilidade confrangedora, veja-se o caso das entidades reguladoras, umas verdadeiras anedotas do "teórico" controlo de preços.
Portugal não pode assim ser designado um estado falhado, porque a integridade territorial se mantém e o monopólio da força ainda está cá dentro, no Estado.
Mas existem abusos de poder, ou não?
Como estamos de OCS?
E de liberdades?
Não crescem leis por cumprir ou pelo menos regulamentar?
Os partidos não andam sobretudo e cada vez mais a tratar da vidinha própria ?
O País não está a ser um local onde se andam a cruzar algumas multinacionais, sem qualquer proveito para a sociedade portuguesa?
As burlas na banca não dizem nada? Dizem agora querer apurar responsabilidades mas não culpados? Só mesmo para rir chorando.
Pois se Portugal não preenche ainda os critérios de estado exíguo para lá parece caminhar.
Olhando aos incêndios já a meio de Abril, aparentemente muitos começados com as famosas queimadas que todos pagamos, aos discursos por exemplo dos ministros da agricultura, dos negócios estrangeiros, da educação e da defesa nacional, a alguns escritos de jornalistas de todas as cores e as guerras entre si, aos temas avassaladores e fracturantes chamados à discussão na AR, à postura irresponsável e de fraco sentido de estado de alguns titulares de órgãos de soberania, à pouca vergonha que vai sendo denunciada relativamente a instituições poderosas que se tinham como muito sérias, estou em crer que não faltará muito tempo para Portugal preencher os critérios de estado anedota.
É o que temos, de momento, como por exemplo uma criatura no cargo de PM que arrogantemente não responde ao que lhe perguntam, não dá satisfações aos concidadãos.
Com a quase diária benção do PR.
É o que temos, mas nem todos merecemos.
Isto dito, nada mais, pintassilgos não são pardais!
AC
domingo, 28 de junho de 2015
Os fins tradicionais do Estado são, a segurança, a justiça, e o bem-estar das populações. As tradicionais condições de existência de um Estado são, o território próprio, uma população/ povo nele instalado, um poder político organizado, a soberania interna.
O conceito - aspiração nacional - fundível com o interesse nacional releva, naturalmente, da liberdade, da justiça, da democracia económica social e cultural, de uma soberania una é indivisível.
Pergunta: Estado sem Defesa e sem Justiça, ainda pode ser considerado Estado?




