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sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

O Portugal feliz por ser remediado
Este é o título de um texto do jornalista Manuel Carvalho, no Público, 4 de Janeiro. Texto que não me apeteceu ler todo.
Sublinhados são da minha responsabilidade.

Fico-me pelo início.
Manuel Carvalho refere uma coisa, que creio é uma triste realidade: a de que o PS tem muito eleitorado junto do funcionalismo público e dos pensionistas e reformados.
Acrescenta Manuel Carvalho que Luís Montenegro irá nisso apostar.
Salienta que para Montenegro, mais do que a política, o move a contabilidade.

Concordo com esta asserção relativamente a Montenegro.
Não me parece que Montenegro tenha capacidades para agregar muita gente.

Com a reserva de que, logo depois das primeiras frases não me apeteceu ler o artigo, será que este ex-director deste jornal Sonae não podia escrever, bem clarinho, que o partido socialista faz exactamente isso, há anos? 
Que o PS trata a sociedade portuguesa de modo a persuadir/ enganar  funcionalismo público e reformados e pensionistas?

Será que quando é o PS a assim proceder, isso é política? 
Enquanto para os partidos à sua esquerda e à sua direita é contabilidade vergonhosa?

Depois admiram-se de quase não terem tiragens.
António Cabral (AC)

sexta-feira, 28 de abril de 2023

A  PROPÓSITO  do  25  ABRIL  1974
Estamos, na nossa sociedade, crescentemente, cheios de de problemas.
Mas isto, esta triste realidade, não me faz esquecer o muito em que melhorámos com o 25ABRIL74.

Por exemplo, no âmbito da saúde, no âmbito de termos direito a tratamento dos nossos problemas de saúde. E se compararmos os diferentes indicadores antes dessa data com os que, progressivamente, se foram e vão obtendo, a diferença é enorme, e para melhor.

Em boa hora António Arnaut "inventou" o SNS.

Mas a realidade da vida é o que é. E o relógio não pára.

Vem isto a propósito do meu dia 24 de Abril, durante a manhã, no Hospital da Luz. 

Enquanto esperávamos, e esperámos 20 minutos em relação à hora marcada, o que é decente e razoável e bastante diferente de outras esperas, dei comigo a pensar de novo sobre as questões de saúde enquanto observava as dezenas e dezenas de pessoas sempre a chegar.
Pessoas com traços fisionómicos e físicos e de indumentária e de modos tão diferentes, de evidentes e diferentes estratos sociais.

Estou bem ciente da maioria dos diferentes problemas no âmbito do sistema de saúde em Portugal, como aqui por mais de uma vez fiz referência.  Por razões familiares, por razões de amizades, tudo começando em 1969. Conheci muito do antes de 25 de Abril e conheço bastante do depois e do actual.

Tenho uma boa noção dos aspectos positivos e negativos quer do SNS quer das unidades de saúde privadas. 

Não abordo as questões da vida nas perspectivas ideológicas, querendo com isto dizer que nunca fui e continuo a não ser de seitas, não partilho do espírito de seita do PSD nem do PS, não suporto as abordagens sectárias das esquerdas muito despidas de realidade, como intolerável considero a abordagem de Ventura e sequazes à esmagadora maioria dos problemas sociais no meu tão mal tratado país.

E voltando ao que acima dizia, que ontem no HLuz dei comigo a pensar - como seria tudo isto, o que seria dos portugueses em geral, se só existisse o Hospital de Sta Maria, o de S.João, o de Castelo Branco, o de Setúbal, etc., os centros de saúde ou seja, se só houvesse hospitais e infra-estruturas do SNS ?
Ou seja, só com SNS, onde estaríamos, onde estariam e como estariam todos aqueles portugueses, e como estaríamos quanto a indicadores de saúde, como seriam os tempos de espera para consultas, para intervenções cirúrgicas, etc.?

Só com o SNS, toda aquela gente mais as gentes nos outros hospitais privados aquela hora estariam nas filas do SNS. Certo? E consequências? Se agora é o que é, como seria então?

Estou convencido que Catarina, Raimundo, Pedro Nuno Santos etc. andariam satisfeitos até porque, como tenho visto, certos eminentes defensores do SNS (que tem de ser defendido, mas não é com retórica e ideologia) quando precisam deambulam pelos hospitais da Luz ou dos Lusíadas. 
Se só houvesse SNS, iam a Espanha/ França/ Reino Unido etc tratar da vidinha/ saúde, certo? 

Como estaríamos?
AC

sábado, 2 de abril de 2022

A PROPÓSITO de RACISMO e AR

Escrevi o que está em baixo antes da 2ª votação para vice-presidente da Assembleia da República.

ASSEMBLEIA da REPÚBLICA

ELEIÇÃO de VICE-PRESIDENTES 

Adão e Silva do PSD foi eleito com 190 votos a favor.

Edite Estrela do PS foi eleita com 159 votos a favor.

Votação interessante, a meu ver naturalmente, particularmente olhando a estes números. Hoje à noite Edite tomará pastilha para a azia?

Outra coisa interessante será ver se o novo nome proposto pelo Chega que, julgo saber, é uma pessoa de nível intelectual superior e com passado político que creio não merecerá reparos graves, será democraticamente aceite pelas bancadas dos restantes partidos, obtendo 116 votos. 

Importante reter que a vontade individual dos deputados é soberana, o voto é secreto, e é para respeitar. PONTO!

O resultado dessa votação deu novo chumbo dos deputados, o professor/ deputado do Chega obteve apenas mais 2 ou 3 votos que o seu colega de bancada que tem um historial passível de críticas.

Conheço quase nada e nem estou interessado em aprofundar coisas ligadas ao Chega, tinha apenas uma ideia assente no que me recordo de ter visto nos OCS antes de 30 de Janeiro passado, ideia acerca do  segundo proposto do Chega para Vice-Presidente da AR. A ideia que eu tinha era a de ser uma pessoa interessante no plano intelectual e profissional, oriundo/ nascido em Moçambique, aparentemente muito diferente de André Ventura e outros parecidos ou pior ainda.

É clarinho que esta cena dos chumbos só serve para o histerismo e vitimização da agremiação de André Ventura, que não precisa de se vitimar, do PSD ao PAN todos o ajudam.

Estou cansado destes titulares de órgãos de soberania que tudo continuam a fazer para mais ainda darem força a gente desta agremiação. 

Democraticamente, e como constantemente recordo, respeito o que André Ventura e seguidores afirmam e defendem, mas rejeito completamente 99, 9% das suas posições.

Isto dito convirá lembrar o Art 175º (Competência Interna da Assembleia) da CRP que na sua alínea b) estabelece - eleger por maioria absoluta dos Deputados em efectividade de funções, o seu Presidente e os demais membros da Mesa, sendo os quatro Vice-Presidentes eleitos sob proposta dos quatro maiores grupos parlamentares.

Taxativo: não tem maioria absoluta não é eleito.

Mas, para lá da norma Constitucional, o que me parece fica para o comum dos cidadãos, mesmo para aqueles que como eu (e suponho que seja a maioria) deplora a agremiação de André Ventura, é a concretização de um prejudicial sectarismo. Com o que se passou mais gás estão a dar aquela gente, num país com tantos problemas por resolver. Havia que deixá-los estatelarem-se como espero que a curto e medio prazo aconteça e a sua representação volte a 1, desejavelmente mesmo a zero.

Para terminar, o número montado pelo segundo proposto do Chega era bem dispensável. Claro que há focos de racismo na sociedade. Mas para mim, discursos destes não ajudam. E não creio que o racismo tenha sido o que os deputados consideraram. As coisas têm de ser debatidas com sossego e decentemente. 

Creio lúcida esta postura de Morgan Freeman - How do we get rid of racism? Stop talking about it.

AC