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quinta-feira, 2 de junho de 2022

NÃO HÁ QUALQUER DÚVIDA

SOMOS OS MELHORES DOS MELHORES.

Não há que ter qualquer dúvida. Mais um exemplo, a juntar a tantos outros, sim,  que o último de que me apercebi foi relacionado com a feira de Hanover e com o Olaf! 

Agora é no futebol. Tivemos Eusébio, tivemos Coluna, tivemos Germano, tivemos tantos outros como Figo e agora Ronaldo e etc.

E agora temos o Tiago. 

Sim, o Tiago, perdão, o senhor ex-ministro da Educação, Dr Tiago Brandão Rodrigues. É obra. O homem vai liderar o inquérito independente para averiguar porque aconteceu que uns quantos saltassem as grades antes do início do jogo Liverpool - Real Madrid, em Paris. 

Além dos "saltadores", parece que houve milhares de bilhetes falsos e todo o sistema de controlo de entradas baqueou. Lindo. Mas Tiago vai "esclarecer". Achei piada a esta frase que li - A UEFA … …  para credibilizar o inquérito chamou o deputado do Partido Socialista (PS) e ex-ministro da Educação — com a tutela da Juventude e do Desporto

Será que o Tiago, para credibilizar ainda mais a coisa, vai levar consigo aquele rapazito de óculos conhecido como eficiente secretário de Estado do desporto? Aguardemos. Entretanto podemos rir à vontade e nomeadamente também da UEFA, de quem já se sabe muita coisa há anos.

AC

quinta-feira, 11 de março de 2021

SE  CORRESPONDER  À  REALIDADE
Se corresponder à realidade o que por aí está noticiado, estará em preparação uma certa campanha para testar as pessoas das escolas.
Pessoas = professores, alunos, funcionários diversos.
Mas, de acordo com as notícias, Marta que a saúde Teme e o sr Tiago preparam-se para mandar testar professores, alunos e funcionários diversos das escolas do................. ensino público!
Ficarão de fora, ao que parece, professores, alunos e funcionários diversos do ensino privado.
Ou seja, portugueses de 1ª e portugueses de 2ª.
Isto não é bem só uma questão de sanha imbecil e persecutória
É uma mistura de ideologia serôdia + estupidez elevada a N + desprezo absoluto pela saúde pública, pois ficarão assim uns milhares por testar, milhares esses que estão na mesma exacta posição de poder contaminar outros cidadãos como os que irão ser testados no ensino público.
A pergunta óbvia é: bateram com a cabeça na parede?
Mais seriamente, se concretizarem isto, fica um certo comprometimento da ideia de base à testagem, ou não?
E não saímos destas farsas estúpidas. 
AC

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Oh ANTÓNIO, isto é VERDADE?
"Estão por distribuir 335 mil portáteis prometidos pelo Governo aos estudantes carenciados do ensino básico e a tarifa social da Internet só estará disponível em Junho".(Expresso)

São uns difamadores, não é António? Foram os serviços que "lixaram" isto tudo, não é?
AC

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

POLITIQUICE do MOMENTO
O PM Costa com os lábios deixando sair aquele irritante sorriso que tão bem o caracteriza, já por mais de uma vez explicou aos totós dos jornalistas que mansamente o entrevistam ou questionam, que convites para um futuro governo só depois das eleições e se ele vier a ser apontado PM.
Como é óbvio.
Entretanto Centeno já publicitou que estará disponível.
Logo a seguir, a correr, o barbudo da Educação talvez "à rasca" e irritado por não ter sido o primeiro a fazê-lo, declarou a sua disponibilidade.
Porque será que tenho a impressão que Costa, se vier a formar governo, arranjará outro ministro para a educação e para lidar com os professores?
AC

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Curiosidades 
O homem que quase lembrou o "Far West", até falou em Crachá, pois ao olhar-se para esta fotografia retirada dos jornais, ele coloca as mãos numa quase imitação gestual à Bolsonaro. Ups! 
AC

domingo, 17 de fevereiro de 2019

OCS's,  IRRITANTE,  e/ ou DIVERTIDO ??
Por exemplo, este trecho, atribuído a uma pérola geringôncica:
O ministro da Educação anunciou que as negociações com os professores sobre o OE2019 começam nos "próximos vindouros dias", garantindo que o Governo se vai sentar à mesa com “boa-fé".
Não é giro? Não é entusiasmante ser governado por estas pérolas?
AC
Ps: Ou será "fake news?

sábado, 8 de setembro de 2018

A telenovela "educação" 
Com os conhecidos actores António Costa, Tiago Brandão Rodrigues e a sua querida secretária de Estado, e o chefão da FENPROF Mário Nogueira nos principais papéis, a telenovela  prossegue a muito bom ritmo.
Os sindicatos e designadamente a FENPROF reclama o descongelamento de quase 9 anos de carreira.
No dia 7 de Setembro, sexta-feira, parece que teve lugar uma reunião alargada entre os principais actores e, parece também, aquilo lá dentro terá sido uma lamentável cena.
Mal acabou a reunião o ministro Tiago informou os OCS que irá ser produzida rapidamente legislação descongelando em Janeiro próximo cerca de 3 anos de carreira.
Pelos OCS, sabe-se que Mário Nogueira já se revoltou e acusou o ministro de quase tudo e mais alguma coisa. 
Não aprecio o sindicalista, mas cheira-me que Tiago não é florzinha que se cheire.
O desacordo é total, o primeiro-ministro quase injuria os sindicatos e estes não se ficam atrás.
Mas o Professor Marcelo já veio dizer rapidamente que - pois não estão de acordo, uma maçada, vamos esperar.....etc.
Para início de fim‑de‑semana temos uma palhaçada catita.
A juntar a muitas mais palhaçadas, onde não faltam artigos de jornais, em que alguns se mostram muito mas muito interessantes, por exemplo, onde num deles se pode ver a gratidão sabuja aos amigos da loja.
Um pormenor, oh sr PM, ministro, e sindicatos, afinal parece que a coisa no plano do dinheiro não dá, como há vários anos se vê, será assim?
Claro que se pode argumentar e com alguma razão - mas existem sempre €€€ para acorrer a bancos!!! .......Pois é!!!!
Mas não era este anafado PM e correligionários que antes dizia mundos e fundos e acicatava à revolta, e agora a cada passo a coisa dá para o torto, e a palavra dada fica desonrada ? 
Interessante, este e os restantes aldrabões políticos.
AC

quinta-feira, 14 de setembro de 2017


PREC na Matemática: facilitismo para o século XXI 
(Jorge Buescu, Público, 12 Set 2017)

"O Ministério da Educação (ME) iniciou em meados de Agosto uma reforma curricular – omitindo, contudo, por razões tácticas, esta designação, que determinaria a sujeição ao rigoroso e demorado procedimento previsto na lei – que está em vias de desmantelar os sólidos progressos alcançados em Educação nas últimas duas décadas.

Sob a capa de uma alegada “flexibilização curricular”, o ME prepara uma reforma profundíssima em todos os anos do Ensino Básico e Secundário, do 1.º ao 12.º anos, a qual envolve a disponibilização de até 25% do tempo lectivo actual para projectos interdisciplinares de natureza ainda desconhecida, geridos autonomamente pelas escolas e pelos professores envolvidos.

Ministro diz que escolas vão ter condições para aplicar a flexibilização curricular
A flexibilização curricular, no abstracto, pode até ter aspectos interessantes e positivos. Contudo, o modelo que está a ser implantado é profundamente destrutivo do nosso tecido educativo. Com efeito, e porque se pretende manter o tempo total de leccionação, o tempo disponibilizado para outras actividades será obtido à custa de suprimir tempos lectivos actualmente atribuídos às disciplinas. Ou seja, as disciplinas actualmente leccionadas ficarão, em média, com menos 25% das aulas.

É claro que programas escolares concebidos e calibrados para uma dada carga lectiva não podem ser leccionados em 3/4 do tempo. Assim, a face negra da flexibilização curricular, sempre ausente da retórica oficial, é que haverá um corte efectivo de até 25% dos conteúdos a leccionar nas disciplinas actuais - podendo estes cortes variar de escola para sscola, e no limite de professor para professor.

O ME optou por não acompanhar uma reforma tão profunda como esta de um processo de discussão pública e esclarecimento de pais e alunos. Em vez disso, nomeou um grupo de trabalho que, longe da vista do público, trabalhou na definição das assim chamadas Aprendizagens Essenciais (AE). Estas consistem no seguinte: para cada área disciplinar (Matemática, Português, História, Geografia, Física…), a partir do Programa e Metas actualmente em vigor, definem-se quais os conteúdos curriculares “essenciais” – e, por exclusão de partes, quais os “acessórios”. Os primeiros, que correspondem aproximadamente a 75% do programa em vigor, são os conteúdos que devem ser efectivamente leccionados. Os segundos são facultativos: podem ou não ser leccionados, mas nunca serão avaliados.

Ou seja: em termos práticos, as Aprendizagens eliminam a obrigatoriedade de leccionar 25% dos conteúdos curriculares – em todas as disciplinas, em todos os anos, em todos os graus de ensino. Este Processo de Reforma Educativa em Curso, verdadeiramente revolucionário, bem merece o nome de PREC.

Conselho Nacional de Educação diz que flexibilização curricular obriga a novos horários
O PREC foi discretamente publicado na página web da Direcção Geral de Educação durante o mês de Agosto de 2017, entrando em vigor no ano lectivo 2017/18 – três semanas depois da sua divulgação! Neste primeiro ano funcionará em regime piloto em 240 escolas portuguesas, sendo intenção do ME alargar esta experiência a todo o universo escolar português em 2018/19. Pode ler-se no respectivo documento:

“As AE são o Denominador Curricular Comum para todos os alunos, mas não esgotam o que um aluno deve fazer ao longo do ano letivo. Não são os mínimos a atingir para a aprovação de um aluno, são a base comum de referência”.

Ou seja, os alunos podem fazer mais coisas do que aprender o que fica definido nas AE. É natural: estas foram concebidas justamente para funcionar como cortes de matéria de forma a “libertar espaço curricular”. Mas apenas os conteúdos constantes das AE fazem parte da aprendizagem comum a todas as escolas. Na realidade, só tais conteúdos poderão ser examinados: “A avaliação externa das aprendizagens tem como referencial base as AE”. Os conteúdos tornados facultativos passam pois a ser letra morta: estão no papel, mas não é suposto leccionarem-se (o que, de resto, seria impossível com menos 25% de tempo disponível) e nunca sairão em exames.

Estes documentos curriculares são extremamente vagos, sendo na prática inúteis enquanto orientação eficaz do ensino. No caso da Matemática as Aprendizagens Essenciais padecem ainda de graves falhas científicas. A isto não pode ser estranho o facto de, do Grupo de Trabalho ministerial, ter sido deliberadamente excluída a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), intransigente defensora da qualidade do ensino e parceira de sempre de todos os Ministérios da Educação.

A extensão do dramático empobrecimento científico resultante desta reforma está bem patente no segundo parágrafo do programa do 10º ano de Matemática A: “As Aprendizagens Essenciais (AE) agora apresentadas para o 10.º ano baseiam-se na interseção dos programas da disciplina para este ano de escolaridade homologados em 2002 e em 2014[3]”. Aquilo que os alunos sujeitos, já no ano de 2017/18, a esta delirante experiência vão aprender no 10.º ano é, pois, menos do que o programa de 2014, e é também menos do que o programa de 2002. Numa singela frase, os conteúdos de Matemática retrocedem mais de 20 anos. Alunos que nesta semana iniciem o secundário (ou, na verdade, qualquer ciclo de ensino) vão aprender muito menos Matemática do que os seus colegas do ano passado!

Este PREC recorre a métodos que não julgaríamos possíveis num Estado de Direito democrático. Toda a reforma foi preparada no segredo dos gabinetes, não foi submetida a discussão pública e foi discretamente comunicada às sscolas três semanas antes do início das aulas. A esmagadora maioria dos pais das crianças que vão ser cobaias deste experimentalismo não teve opção por fazer ou não parte das turmas-piloto – porque não soube da existência do PREC. Agora é tarde: o ano está a começar e as turmas estão constituídas. O seu filho está numa turma-piloto?

O Ministro da Educação Tiago Brandão Rodrigues é um homem de Ciência, esclarecido e cosmopolita, e um académico com créditos firmados internacionalmente. Ele sabe bem que a Matemática é uma ciência extremamente estruturada e cumulativa, na qual aprender menos é saber menos. Custa a acreditar que esteja a promover uma reforma tão dissolvente do conhecimento, do rigor e da exigência como a que está em curso com este PREC".

Os assinalamentos são da minha autoria.
Salvo melhor opinião, um excelente artigo de opinião.
Das gerações mais bem preparadas, tão eloquentemente aplaudidas por muita gente que devia ter vergonha na cara, por este "lindo" caminho iremos ter as gerações mais super bem preparadas.
Claro que os resultados destas pouca vergonhas só vão ser sentidos daqui a vários anos.
Quando?
Quando estes académicos e estes políticos já estiverem longe a tratar da vidinha, como aliás vêm já fazendo.
Mas está tudo muito bem.
Eu até acho que meninos e meninas deviam todos aprender obrigatoriamente a montar os LEGOS gradualmente mais difíceis, sobretudo a partir do 5º ano de escolaridade. E passagens anuais automáticas, nada de exames traumatizantes. 
Estou certo que todos os empresários nacionais e internacionais vão esgatanhar-se para contratar estes futuros excelentes trabalhadores.
AC

Ps: no artigo só não concordo com esta expressão - Custa a acreditar que esteja a promover uma reforma tão dissolvente do conhecimento, do rigor e da exigência. 
Obviamente que não custa nada a acreditar.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017



ELUCIDATIVO, muito elucidativo
Só falta virem dizer que o autor deste texto é um direitolas.
Daqui a uns meses, o super intrujão e o seu assessor barbudo devem vir confirmar que - "Estamos a preparar a geração ainda mais facilitista, perdão, mais qualificada!!!
António Cabral  (AC)

"As intervenções do PS em Educação permitem identificar um padrão de tendências notórias: para o facilitismo “eduquês”, para o experimentalismo pedagógico irresponsável e para falíveis modernismos tecnológicos. Se acrescentarmos o ódio aos professores do tempo de Maria de Lurdes Rodrigues, fica feita a ecografia às partes moles dos governos do PS dos últimos tempos.

O vazio de ideias do ministro Tiago Rodrigues foi preenchido pela torrente de iniciativas desastradas do secretário de Estado João Costa: o espectáculo degradante em matéria de avaliação, com três modelos vigentes num mesmo ano, com a recuperação de provas outrora abandonadas por inúteis, com o ministro a desmentir o primeiro-ministro e vice-versa e os deputados do PS a votarem contra o programa do seu próprio governo; um perfil de alunos para o século XXI, repositório de conceitos banais copiados de publicações não citadas, que endeusou as “aprendizagens essenciais” ao mesmo tempo que o ministro decretou o fim dos “saberes essenciais”; um pomposo Plano Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, rapidamente afirmado como desilusão maior que a ilusão que o promoveu, e uma miserável flexibilidade curricular, instrumento de desobstrução curricular e imposição de transdisciplinaridade boba".

Santana Castilho