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terça-feira, 14 de janeiro de 2025

OCS e os SILENCIAMENTOS


Não fossem as redes sociais nunca saberíamos muitas coisas.
Nunca se saberia, por exemplo, de pequenos acontecimentos como este em que uma senhora se recusa e creio que bem a ir na conversa de Marcelo Rebelo de Sousa, o beijoqueiro!
Claro que depois a senhora ia ficando com o ombro deslocado.
Mal que pergunte, não é uma maneira estúpida de cumprimentar as pessoas?
Já com o Papa ia matando o senhor.

Não se saberia o que certos gabirus andam a fazer pelo país à pala dos seus cargos, fazendo despesa à conta dos seus projectos pessoais, despesa paga pelo erário público, tá claro!

Não se saberia dos acidentes e contratos esquisitos envolvendo certos autarcas.

Porque silencia a comunicação social em geral as inúmeras pouca vergonhas que por aí acontecem?
Esqueceram-se de que têm o dever de fazer escrutínio e ao mesmo tempo olhar a contraditório? Será?
AC

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

As redes sociais são boas, ou más?
É pergunta que alguns fazem. Legítima.
Como tudo na vida têm coisas boas e más.

Para mim têm algumas coisas boas.

É por elas que sei, por exemplo, que um sacripanta anda pelo país á conta do cargo a disfarçadamente preparar uma certa caminhada.
A aura de "querido" e de "honestidade intelectual" será, finalmente e bem, atingida?

Manchada ia eu a dizer, mas não, pois manchada sempre esteve, embora a propaganda fosse no sentido contrário, de o endeusar!
AC

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

REPUBLICO  Post com algum tempo

P O R Q U Ê ?

Perguntava-me há dias um bom amigo.

PORQUÊ o BLOGUE ?
Porque não tens FB, Instagram, etc.?
Porquê o nome "Chapéus há muitos" ?

A vida activa profissional terminou em Dezembro de 2006.
Podia ter terminado três anos mais tarde mas foi óptimo assim, e financeiramente bem melhor.

Mas começando pela pergunta - o nome - inspirei-me em Vasco Santana e no chapéu brasileiro que mostro na fotografia.
Chapéu e brasileiro que fotografei em Ilhéus, Brasil, terra dos "coronéis", em Novembro de 2011.

Contrariamente a uma esmagadora maioria e particularmente em profissões semelhantes à minha, o fim da vida activa, a inerente passagem para uma fase com horários diferentes e teoricamente mais calmos, a passagem para uma fase da vida em que muitos afirmam - "estás sempre de férias e sem fazer nada" - não teve qualquer drama, ansiedade, alteração de saúde ou humor.

"estás sempre de férias e sem fazer nada
Sem fazer nada?
Nada mais errado.
Não é por acaso nem por milagre que se vendi o carro de 11 anos em 2016 com mais de 350 000 Km! É só um exemplo.

A criação do blogue não foi para me ocupar, longe disso.
Interessei-me pela "blogosfera" pouco tempo depois de Pacheco Pereira andar com o seu "Abrupto". 

Durante um certo tempo além de escassas considerações e comentários que lhe enderecei enviei-lhe (JPP) periodicamente fotografias, algumas das quais ele publicou.

E fotografia pois é uma das minhas ocupações, e porque durante algum tempo ele publicava uma fotografia de um banco de jardim (na Estrela, salvo erro), e era sempre a mesma e quase sem variar de legenda. Eu aproveitei, ele acedeu algumas vezes. Durou pouco.

A dada altura, há bastantes anos já, por convite, passei a modestamente contribuir para um blogue pessoal de um homem da minha profissão, que muito considero.
Mas essa colaboração terminou pois o blogue foi descontinuado.
O "Chapéus há muitos" iniciou-se assim em 11 de Dezembro de 2013. Fará se Deus quiser 12 anos em Dezembro próximo.

Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás bem melhor se tentaste nada fazer e conseguiste. 
Sempre me dei bem com esta postura.
Foi o início do meu blogue. 
Até hoje, estive na "blogosfera" como leitor atento de muitas opiniões, assim como usando a disponibilidade de um outro blogue criado por homens da minha profissão.

A pouco e pouco fui preenchendo este meu espaço, e procurando ser o menos maçador possível para quem tenha a gentileza de o visitar e ler.
Acompanho de muito perto os acontecimentos, nacionais e internacionais.

De vez em quando partilho algumas das minhas fotografias.
A fotografia, de que sou entusiasta, crescentemente desde 1985 e, a espaços, consigo tirar algumas já mais decentes do ponto de vista da técnica.

Sou um muito modesto/ manhoso fotógrafo amador, mas doido por fotografia; ando sempre com a minha amante de há vários anos, a Nikon D 90, que sucedeu a uma série de outras máquinas mais antigas, marcas diferentes e de menor capacidade..
Dito de outra maneira, antes, depois de uns amores menos duradouros, a minha amante passou a ser a Nikon F 801 S.
Amor de anos mas . . . . um dia troquei-a!

Mantenho aqui no blogue (e não só!) um ritmo regular, quase sempre diário.
Tento modestamente combater o monolitismo de opiniões.
Vario de temas.
Procuro ser o mais rigoroso possível e, quando falho, reconheço-o. 
Se erro, reconheço-o, seguindo o excelente exemplo do matemático Bento de Jesus Caraça.

Tenho as minhas opiniões. Respeito sempre a dos outros, discordando ou concordando.
Procuro ser original.

Então e não tens FB, Instagram etc.? Porquê?
Não quero.
 
É isto.
Tenham um bom dia. Saúde e boa sorte.
António Cabral

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

JORNALISMO, RIGOR, e EDUCAÇÃO
No regime em que FELIZMENTE vivo/ vivemos, a liberdade de expressão, a liberdade de opinião, ainda são essencialmente uma realidade.

Mas já teve melhores dias.

Mas o que me traz a estas breves linhas nem é o rigor ou a falta dele que muito grassa no jornalismo português, jornalismo que é o que me interessa.

Quero abordar a questão da educação.

Não é a primeira vez, mas voltou a repetir-se várias vezes nos últimos tempos. Quer com jornalistas, quer com autores de blogues.
Já nem falo daqueles que, legitimamente, discordam do que lêem e ficam calados.

Nas últimas semanas tenho submetido à consideração de outrem pontos de vista um pouco diferentes do que defendem, designadamente em jornais.
Não respondem, o que revela pura e simplesmente falta de educação.

Quanto a um blogue, fiz uma pergunta sobre um texto que contém dados contraditórios, e não respondem.
Com esse blogue tem sido aliás habitual.

Estão no seu direito, obviamente, como eu estou no meu de os considerar mal educados e arrogantes.
AC

domingo, 23 de outubro de 2022

T W I T T E R

A rede social Twitter está super na moda. Por exemplo, a esmagadora maioria daqueles a que muitos chamam os importantes/ os que mandam, recorrem constantemente ao Twitter. 

Faleceu alguém, decidida alguma coisa governamental, prémio a, etc., correm logo ao Twitter. No seu legítimo direito.

Eu só uso este meu modesto blogue.

Curiosamente, Marcelo não recorre ao Twitter, e nisto é bem diferente que o trauliteiro português ou importantes (??) nacionais e estrangeiros.

AC

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

ALGORITMO. O QUE AS PESSOAS QUEREM.

SERÁ APENAS O QUE AS PESSOAS QUEREM?

E OS GOVERNOS, NÃO SE ESCONDEM NISTO E NÃO APLAUDEM ISTO, PARA A CONTINUA IMBECILIZAÇÃO DAS PESSOAS E QUE LHES É TÃO CONVENIENTE?

AC

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

R E D E S    S O C I A I S
Cresce o número de confissões publicas de aniversários, festas, indicações camarárias, coisas da vida íntima, desabafos de deputados, etc., etc., etc.
E CRESCE O NÚMERO de APAGÕES DE MENSAGENS.
Eu só tenho este blogue, onde de privado quase nada partilho para além de receitas culinárias, leves mágoas passadas e pouco mais e, ainda assim, "en passant".
Nada de facebook, instagram, twitter, etc. 
Não é uma crítica a quem usa isso, respeito, é apenas um facto, escolha pessoal.
Refiro-me aos apagões das mensagens de muita gentinha, porque através dos jornais se vai tendo mais notícia dessas curiosas posturas. Primeiro, pelo que tenho percebido, vomitam para as redes sociais tudo e mais alguma coisa de vida privada e não só, depois vão a correr apagar tudo para tentar evitar eventuais ataques e escândalos.
Não é giro?
Diz muito sobre os cérebrozinhos, não diz?
AC

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

É para matar o jornalismo de vez?
Este é o título de um artigo escrito há poucas semanas pelo jornalista Anselmo Crespo. Voltei a lê-lo, e apeteceu-me escrever umas linhas.
Não adivinhava o jornalista por exemplo esta "beleza"
O jornalista refere várias coisas, "o tiro ao jornalismo é hoje a modalidade mais transversal das sociedades modernas", ""Bater" nos jornalistas virou moda e é viral", "Se escreveu isto é porque está a defender o fulano contra o beltrano. Se pensa assim é porque é de direita ou é de esquerda. Se foi publicado neste jornal é porque algum interesse está por detrás. Se passou naquela televisão é porque se trata de uma campanha","As redes sociais há muito que deixaram de servir o propósito com que foram criadas: aproximar as pessoas e facilitar-lhes a comunicação. Elas são hoje um antro de notícias falsas, um palco para o discurso de ódio, um covil de cobardes e de gente mal resolvida que se agiganta numa caixa de comentários","Os jornalistas e os órgãos de comunicação social transformaram-se numa espécie de bobos da corte", "esmagadora maioria dos órgãos de comunicação social, claramente, não estavam preparados. Nem sensibilizados. Por falta de capital - a crise nos media já se arrasta há demasiados anos -, mas sobretudo por falta de conhecimento e de visão estratégica, "Ser acionista ou gestor de uma empresa de comunicação social já não é apenas sinónimo de poder, implica perceber que a realidade mudou", "Ser "patrão" de uma empresa onde o principal produto é o jornalismo implica compreender as novas dinâmicas, as novas formas de consumo. Não perceber isto - como muitas empresas de comunicação social em Portugal ainda não perceberam - é não perceber o presente. E o futuro, esse, chegará mais cedo do que imaginam", "há um outro fator de que as empresas de media, o poder político, o público e, naturalmente, os próprios jornalistas não se podem esquecernão há jornalismo sem verdadeiros jornalistas", "No jornal, na rádio, na televisão, nos sites ou nas redes sociais, independentemente da plataforma, só há um jornalismo capaz de sobreviver: o que é independente, rigoroso, isento, justo, escrutinador e incómodo", "Se é para matar de vez o jornalismo, pois que o assumamos todos. Porque o caminho que estamos a percorrer é dúbio, perigoso e está a criar uma sociedade cada vez mais desinformada e em guerrilha permanente. Eu continuo a acreditar que, um dia, todos nós vamos voltar a precisar do jornalismo para podermos acreditar em alguém, em alguma coisa. Pode até ser uma visão romântica. Mas um dia falamos sobre isso".

Pois não faço ideia da verdadeira razão que levou o jornalista Anselmo Crespo a escrever o artigo. Presumo que não tenha sido pelo alvoroço que, creio, vai ou foi pela questão "chefia na TSF".
Afirma várias coisas com as quais concordo.
É para mim indiscutível de que não existe sociedade equilibrada sem OCS livres, assertivos, independentes. Como escrevi aqui no blogue múltiplas vezes. Jornalismo e informação são serviço público, indispensável a uma democracia madura e equilibrada.
Uma coisa me parece evidente, e de há muito, como recentemente dizia outro jornalista -..... jornalismo é uma indústria, por muito que aos jornalistas isso custe a admitir
Esqueceu-se, julgo eu, de acrescentar que sendo uma indústria ou o produto é bom ou ninguém o compra. E isto não é propriamente um problema económico, é um problema do produto ser bom ou mau.
O resultado económico disso vem depois.
E os jornalistas em geral, creio, continuam a não interiorizar completamente a erosão decorrente do mundo de hoje, e a não perceber completamente que apesar da bovinidade portuguesa, vai havendo cada vez mais portugueses sem paciência para aturar a subserviência que se nota cada vez mais em certos canais de TV e em certos jornais. A que acresce, a superficialidade do que nos atiram para ler ou ouvir, e o esconder o que não "joga" com as suas agendazinhas.

Os jornalistas estiveram cerca de 19 anos sem se reunirem a sério, em congresso, e depois lá o conseguiram realizar, com Maria Flor Pedroso a ter papel importante. Será isso um bom exemplo, um sintoma do estado a que chegou o jornalismo Português? 
Claro que existem bons e maus jornalistas, como em qualquer outra profissão.
E o recente comunicado de vários jornalistas em apoio de Maria Flor Pedroso não é um outro bom (mau) exemplo do estado de coisas do jornalismo Português ?
Que debates sérios, regulares, públicos, se fazem cá dentro acerca dos problemas do jornalismo nacional? Debates públicos que possibilitem a maioria dos cidadãos os ouvirem e lerem, e talvez assim os levarem a pensar na questão.
A questão do papel do Estado a pagar jornalismo é um tema que me parece muito delicado. 
Desde já por observar a actividade da LUSA, sempre servida e cada vez mais por nomeações políticas, bastando olhar para o último exemplo.
Fala-se em taxas no telemóvel, subscrição de um jornal à escolha etc, tenho muitas dúvidas sobre esta questão do Estado a pagar.
Jornalistas, uma classe que, nunca, em 45 anos de democracia, se conseguiu unir a sério na defesa do que deve ser o jornalismo. 
Há o sindicato dos jornalistas, com vários sindicatos/ cores lá dentro, há a coisa da atribuição da carteira, etc, uma amálgama sem eira nem beira. Opinião minha, naturalmente, mas os frutos que os jornalistas me apresentam há anos dão-me algum conforto no que escrevo.
Mas uma coisa, mesmo assim, quero enfatizar e bem alto: mesmo com a desgraça que muito lamento, repito, MUITO LAMENTO, o que é certo é que pelo esforço de alguns ainda vou sabendo alguma coisa da podridão que grassa no meu País. E isto deve sempre salientar-se.

Mas, infelizmente, lamento muito que em termos genéricos, o jornalismo nacional esteja tão débil. É péssimo para o regime.
Jornalistas em que alguns, creio, não cumprirão sempre 
as regras mais básicas do código deontológico da profissão, e não vejo quem controle isto e puna se for o caso, e sem peso para discutirem decisões estruturais e, talvez por isso, fizesse falta uma ORDEM, a sério.
EGOS, vejo muitos, e o comunicado de apoio a Maria Flor Pedroso bem o evidenciou.
Uma coisa me parece certa, continuem com o servilismo e vão por mau caminho. 
Exemplos há imensos, então o Público que eu comprava diariamente o que deixei de fazer há 6 anos, é um dos mais evidentes, desde o não noticiar certas coisas sobre Lula da Silva a muitas outras poucas vergonhas cá por dentro. Continuo sem perceber porque a SONAE insiste em ter prejuízos brutais com aquilo. 
No Público, tem sido gritantes os exemplos de ausência de rigor, desde a Greta e os seus iates, ás questões no Reino Unido, às questões climáticas, às dos EUA, às da América do Sul. Ausência de rigor e de Ética. Depois admiram-se.
E o que propositadamente ocultam, e que se descobre nos OCS internacionais sobre dados, factos?
Não, os problemas, o definhar, não é devido apenas a factores económicos.
Optaram pelas suas agendas pessoais, pelo encostar-se a certas ideologias, pelo assumir-se activistas e pregadores da sua moral, esqueceram valores básicos e princípios. Depois admiram-se.
É muito preocupante o que se passa, pois mais uma vez o digo, democracia sem comunicação social independente, assertiva, de investigação, hum...........doença certa.
AC

sábado, 21 de maio de 2016

As pessoas comunicam entre si? Mesmo?

Creio que entre os meus concidadãos existe a ideia firme de que as pessoas em geral comunicam entre si. E que as redes sociais muito contribuíram para isso.
Tenho sérias dúvidas. Mas posso estar redondamente enganado.
Eu percebo que a tecnologia dos últimos anos contribuiu para dar uma valente machadada na forma tradicional de nos correspondermos, por carta, por postal ilustrado, no País e do estrangeiro.
O telemóvel, a máquina fotográfica e de filmar digitais esmagaram os postais ilustrados.
Mas ainda no tempo em que eu escrevia várias cartas (hoje escrevo bastante menos), com as minhas canetas de tinta permanente, várias pessoas (incluindo familiares e amigos) o não faziam já e em que algumas das razões para tal me deixavam boquiaberto. Adiante.
Ainda não há muitos anos era comum, entregar-se uma prenda acompanhada de um cartão escrito à mão, com texto mais ou menos alargado, desejando felicidades, parabéns, saúde para o bebé, etc.
Raro acontecer hoje. Porquê?
Quando olho para os blogues, vejo por exemplo, algumas pessoas incomodadas porque o seu blogue mudou de orientação, parecendo cismar sobretudo em matérias específicas.
Não sei, tenho pensado bastante neste assunto, não encontro razões consistentes para explicar certas coisas que hoje acontecem.
Aconteceu, telefonarem para darem resposta curta a carta!!!
Acontece, não se devolver um chamada não atendida, seja no telemóvel seja no fixo.
Acontece que há pessoas que não respondem aos mails que recebem.
Acontece que há certas personagens, várias de notoriedade pública, que não agradecem o que recebem, ou o convite que tiveram, ou a colaboração que lhes foi prestada, ou os votos de felicidades na nova função.
Acontece que há pessoas que não têm tempo (dizem) para consultar o que o amigo escreve mas, depois, são apanhadas em contra-pé, a ritmo surpreendente, ap verificar-se que passaram o dia na NET.
Acontece!!!!
Enfim, a sociedade portuguesa está curiosa!!! E alastra a falta de, educação, consideração, e de respeito. Um pantanal lodoso, imenso, imundo.
AC

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

No País com cada vez mais imparidades
Durante o recente e alargado período andando por aí, algum tempo meditei sobre uso / existência de blogues.
Não tenho que analisar os outros. A razão principal para o arranque do meu a 11 de Dezembro passado é a fotografia, sendo eu um fraco amador do ponto de vista técnico. Mas é uma paixão. Naturalmente também, e aproveitando o espaço, ir dizendo umas palavras sobre a envolvente, sobre o meu País e o estado a que isto chegou, porque não?
Leio, observo, procuro pensar sobre as coisas, procuro exercer ponderação equilibrada, pois são muitos os matizes de cinzento. Haverá, porventura, preto e branco.

Não entro nas bisbilhotices, nas futilidades, não tenho ânsias de afirmação, nem escrevo tendo por base - "comento logo existo" - não apregoo moralidades, procuro não ser indecente.
Mas porque não deixar alguns desabafos que, não sendo nunca advogado em causa própria, ainda assim atrevo-me a pensar que os meus desabafos não serão impertinentes, mal educados, ofensivos, ainda que possa conceder, possuam aqui e ali uma vertente mais dura no plano da assertividade?

Haverá alguma resmunguice, quase um ligeiro azedume. Mas, caramba, na profissão e na envolvente neste meu desgraçado País, cada vez mais lembro algumas lições de física nos velhos tempos liceais, pelo que digo, isto está muito em movimento acelerado para o lado mau!

No que à envolvente respeita os "Antónios" continuam sempre na berra.
Agora, à conta da proposta da redução do número de deputados para 180, que está na CRP como limite mínimo, lá se soltou a messiânica criatura com os argumentos do costume. Ai Jesus que é um favor ao PSD, ai que ele quer eliminar os partidos "piquenos" (para citar a Dra Ferreira Leite).
Enfim.

Para pessoas já muito empedernidas como eu, e ainda por cima vendo o coro de apoiantes angustiados ao lado de Costa (tipo Lacão), fica-me a convicção profunda que querem tudo na mesma, para manter os amigos e entachados! E as ligações tentaculares. Portanto, quais incompatibilidades! Há que manter a actual qualidade dos deputados, as direcções partidárias é que sabem.
Desgraçado país.

e com isto nada mais,........pintassilgos não são pardais!

Sai uma fotografia.

António Cabral (AC)