A propósito da liberdade de consciência, de religião e de culto
A CRP, no nº 4 do seu artº 41º estipula - "As igrejas e as outras comunidades religiosas estão separadas do Estado e são livres na sua organização e no exercício das suas funções e do culto".
No nº 5 do mesmo Artº estipula-se a liberdade de ensino de qualquer religião.
Parece-me correcto, nada contra.
Acrescento, que eu saiba, a esmagadora maioria da população portuguesa é católica, Basta viajar pelo Continente e pelas ilhas para verificar a imensidão de igrejas que estão implantadas.
Portanto, formalmente, separação das confissões religiosas do Estado.
A meu ver isto devia impedir que os governos e ou as câmaras municipais entrassem com um cêntimo que fosse para manutenção de igrejas.
Naturalmente, como a vida não é preto e branco, nada me repugna que em determinadas circunstâncias a igreja católica portuguesa seja ajudada aqui ou ali na manutenção de alguns templos. Para além disso, alguns são majestosos monumentos, património muitas vezes único. Acho portanto muito bem.
Falo assim de uma necessária avaliação equilibrada das coisas e caso a caso, e que não deve ser a norma. Parece-me adequado, dado o lastro da nossa história.
Quando falo da manutenção das igrejas, não coloco à parte eventuais necessidades de apoio à mesquita em Lisboa, etc.
Mas já me parece que será desrespeitar totalmente a CRP, e com grande estrondo, uma eventual construção de igreja ou de uma mesquita a cargo do Estado, representado seja por quem for.
À luz da CRP, creio bem que o OE não deve contemplar rubricas para esse fim.
Mas, pelos vistos, parece que também nesta matéria os políticos desavergonhados que temos prosseguem, inchados e balofos, com o seu populismo, a sua cobardia, a sua inultrapassável pouca vergonha. Cumprir a CRP? Ah...ah...ah.....
AC
(actualizado ás 1810)
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Os comentários anónimos
A questão do anonimato, do direito à vida privada, a videovigilância, a intrusão /assalto em casa alheia, etc, são tudo questões muito discutíveis, e muito complexas. Estamos no âmbito dos direitos das pessoas.
Vem isto a propósito do que pessoalmente já escrevi em tempos afastados, e que recordei ao fazer um" zapping" pelo blogue do sr Embaixador Francisco Seixas da Costa, que pessoalmente não conheço, mas que sei quem é.
Reproduzo parte do post dele e que tenho por muito interessante e certeiro (bold da minha responsabilidade) : "Alguns comentários anónimos em blogues ou em sítios informáticos de jornais, quando deliberadamente ofensivos ou obscenos, devem merecer da nossa parte a consideração dada à cobardia de uma carta não assinada. Para mim, sem excepção, convocam a piedade que é devida aos pobres de espírito....................................................... se dedicam a insultar quem lhes desagrada, a denegrir aquilo que nunca teriam a coragem de dizer cara-a-cara ou a assinar com o nome verdadeiro e identificável por debaixo............................Todas as sociedades, ao que parece, tem destas "faunas rascas", o que talvez justificasse um estudo sócio-psicológico, com uma dimensão médica a ajudar. Embora já haja um óptimo medicamento para esta patologia: chama-se "Delete", é eficaz, tem um efeito imediato e pode usar-se as vezes que se quiser...................... a frontalidade é uma qualidade que é alheia essa fauna, a qual, por exemplo, foge do Facebook como o diabo da cruz, porque por ali tem mais dificuldade em esconder a sua cara cobarde.
Como digo acima, creio muito simples, directo, certeiro.
Poderá perguntar-se, "mas, não haverá em algum desses comentários anónimos, por vezes, algum fundo de verdade, sobretudo acerca de situações, casos, escândalos, corrupção, etc?
Acredito que sim.
Mas, a meu ver, o apontar "artilharia" a aspectos a denunciar não precisa ser ofensivo e vir vestido com falta de frontalidade A língua portuguesa possui imensas ferramentas para se deixar mensagem forte sempre que se entende ser conveniente.
AC
A questão do anonimato, do direito à vida privada, a videovigilância, a intrusão /assalto em casa alheia, etc, são tudo questões muito discutíveis, e muito complexas. Estamos no âmbito dos direitos das pessoas.
Vem isto a propósito do que pessoalmente já escrevi em tempos afastados, e que recordei ao fazer um" zapping" pelo blogue do sr Embaixador Francisco Seixas da Costa, que pessoalmente não conheço, mas que sei quem é.
Reproduzo parte do post dele e que tenho por muito interessante e certeiro (bold da minha responsabilidade) : "Alguns comentários anónimos em blogues ou em sítios informáticos de jornais, quando deliberadamente ofensivos ou obscenos, devem merecer da nossa parte a consideração dada à cobardia de uma carta não assinada. Para mim, sem excepção, convocam a piedade que é devida aos pobres de espírito....................................................... se dedicam a insultar quem lhes desagrada, a denegrir aquilo que nunca teriam a coragem de dizer cara-a-cara ou a assinar com o nome verdadeiro e identificável por debaixo............................Todas as sociedades, ao que parece, tem destas "faunas rascas", o que talvez justificasse um estudo sócio-psicológico, com uma dimensão médica a ajudar. Embora já haja um óptimo medicamento para esta patologia: chama-se "Delete", é eficaz, tem um efeito imediato e pode usar-se as vezes que se quiser...................... a frontalidade é uma qualidade que é alheia essa fauna, a qual, por exemplo, foge do Facebook como o diabo da cruz, porque por ali tem mais dificuldade em esconder a sua cara cobarde.
Como digo acima, creio muito simples, directo, certeiro.
Poderá perguntar-se, "mas, não haverá em algum desses comentários anónimos, por vezes, algum fundo de verdade, sobretudo acerca de situações, casos, escândalos, corrupção, etc?
Acredito que sim.
Mas, a meu ver, o apontar "artilharia" a aspectos a denunciar não precisa ser ofensivo e vir vestido com falta de frontalidade A língua portuguesa possui imensas ferramentas para se deixar mensagem forte sempre que se entende ser conveniente.
AC
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