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quinta-feira, 10 de julho de 2025

JURISTAS  e  PARECERES

Lembro-me disto a propósito, do que se vai sabendo das primeiras sessões e das aleivosias (opinião pessoal, naturalmente) de Pinto de Sousa e, também, das aulas no meu primeiro ano de Direito na FDL.

Lembro-me disto a propósito de uma pergunta de um colega meu dessa altura, pergunta um pouco tola e revelando pouca atenção e pouco estudo, pergunta sobre as "lacunas", pergunta a que com rispidez exagerada e despropósito foi respondido - e como tratávamos depois da nossa vida?

Lembro-me disto a propósito dos que ganham a vida (legal e legitimamente) a escrever pareceres.

Lembro-me disto a propósito de quem terá pago dívidas a escrever pareceres.

Lembro-me disto tudo e tenho bem presente a legitimidade e a legalidade dos pareceres na nossa vida pública.

Mas também tenho bem presente os meus direitos constitucionais relativamente por exemplo, à liberdade de expressão, à liberdade de opinião, à liberdade de pensamento.

Sei bem que a vida não é a preto e branco.

Isto dito, escusam de me vir mostrar pareceres de doutos juristas demonstrando que preto é sem dúvida rosa, ou que verde é sem dúvida amarelo, ou que um tratante é afinal um anjinho.

Escusam de me vir mostrar pareceres de doutos juristas demonstrando que os anjos afinal têm sexo e quatro asas e uma luz circular sobre a cabeça.

E escusam de me tentar convencer do preço "Pro Bono" de certos pareceres da actualidade.

AC

domingo, 22 de setembro de 2019

DEFICIÊNCIA MINHA ?,..... e  PGR
Parecia-me certamente deficiência minha, fui ao sítio da PGR na 5ª Feira passada e na 6ª Feira de manhã e não estava lá o texto do parecer que remeteram ao sr António Costa e que ele, pressuroso, promulgou.
Parecia mais um claro exemplo da transparência da vida pública em Portugal.
Mas não, lá decidiram publicar, é longo para burro. Vou ler.
Será que me podem enviar uma cópia para casa via CTT, para não ter de imprimir e obrigar ao derrube de mais um eucalipto ?
AC

sábado, 3 de agosto de 2019

O MELHOR PRETEXTO
É tão frágil a vida,
tão efémero tudo!
(Não é verdade, amiga,
olhinhos-cor-de-musgo?)

E ao mesmo tempo é forte,
forte da veleidade
de resistir à morte
quanto maior a idade.

Assim, aos trinta e sete,
fechados alguns ciclos,
a vida ainda pede
mais sentimento, vínculos.

Não tanto os que nos deram
a fúria de viver,
como esses descobertos
depois de se saber

que a vida não é outra
senão a que fazemos
(e a vida é uma só,
pois jamais voltaremos)

Partidários da vida,
melhor: do que está vivo,
digamos "não" a tudo
que tenha outro sentido.

E que melhor pretexto
(quem o saiba que o diga)
teremos para viver
senão a própria vida?

Mas a cambada que por aí anda entende assim: qual viver a vida porque é vida, viver a vida sim mas no melhor do mundo, das negociatas em família e amigos do peito com ou sem avental, negociatas à conta do Estado, esteja lá ou não esteja (os que dizem que não está lá familiar esses então são mesmo do pior, velhacos) algum familiar, de cama ou só de mesa.
Desgraçado país, desgraçados dos cidadãos comuns, com esta canalha a fazer contratos há anos, a roubar a sociedade.
Uns declaram algumas coisas de que se lembram mas não se lembram de outras, desconheciam......coitadinhos.
E ficam à espera de pareceres que os salvem, que salvem esta cáfila toda.
LITERALMENTE, a ROUBAR.
O' Neill sonharia que isto viria a acontecer?
AC

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

ESTOU MUITO PREOCUPADO.
Estou!!
Naturalmente com o presente e com o futuro, meu, dos meus, e do País. A pouca vergonha que por aí impera e aumenta, a corrupção que grassa e aumenta, o escudar com as iníquas leis as prebendas pornográficas.
Mas hoje estou ainda mais preocupado. Lembrei-me que há dias, uma idosa vizinha me ofereceu batatas, couves, tomates e ovos. Na altura muito agradeci a bondade e gentileza, e não me assaltou ao espírito que isso tudo não passava, em boa verdade, de uma verdadeira LIBERALIDADE.
Será que devo pedir um parecer a um dos vários gurus de Coimbra, antes que o MP venha investigar mais uma LIBERALIDADE dos meus vizinhos na aldeia?
AC

terça-feira, 14 de julho de 2015

A falta de vergonha
Sistema de valores, e serem seguidos ao não ao mais alto nível na sociedade, e designadamente por todos os titulares de órgãos de soberania e por todos os responsáveis de topo na administração pública e no mundo dos negócios privados, determina muito como essa sociedade "respira", como "vive", como "evolui". Transformar-se-á, ou não, para melhor.
Na sociedade portuguesa, o défice BRUTAL de vergonha na cara é NÃO QUANTIFICÁVEL!!
Ninguém pede desculpa, (não falo de tolices recentes no âmbito do ministério da Justiça), banqueiros e gestores de topo sempre aplaudidos pelos jornalistas de gravata ou de laço ou sem eles, políticos, titulares de órgãos de soberania. Uns quantos militares, também, concretamente alguns que foram chefes dos ramos desde 1974, e alguns dos que ascenderam a CEMGFA.
Por isto e mais, as sociedades são diferentes.
Sobretudo quando no sítio das colunas vertebrais, muitos têm cartilagem!
AC