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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

O  CIDADÃO

Um cidadão verdadeiro, integro, cumpridor, decente, tem:

- dignitas - dignidade,

- gravitas - seriedade

- honestas - honestidade

- simplicitas - simplicidade


E não digo mais . . . isso mesmo, pintassilgos não são pardais!

Está um dia horrível
Votos para que tenham uma boa 4º Feira.
Saúde e boa sorte. 

António Cabral (AC)

O  TEMPO
O tempo, não, não me refiro agora ao "tempo" horrível que faz.

O tempo, a questão "tempo", é crucial, quer na vida individual quer na sociedade.

E, também, a consistência, os valores, os princípios, a coluna vertebral óssea, não cartilagínea.

Porque me terei lembrado disto?

AC


quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

PORTUGAL
Portugal . . . . como tem sido o país nos últimos 30 anos?
Quem mais tempo o tem (des)governado?

Não há (opinião pessoal, naturalmente) Democracia real, verdadeira, 
- sem que os titulares dos órgãos de soberania e os cidadãos respeitem verdadeiramente a Lei Primeira (CRP), as leis e os símbolos nacionais que são, a Bandeira Nacional e o Hino Nacional,
- sem que TODOS interiorizem que se deve servir a sociedade e não, servirem-se dos cargos e dos postos de trabalho,  
- sem partidos políticos, 
- sem comunicação social livre e independente, e NÃO encapotadamente SUBORDINADA a ideologias, 
- sem sindicatos que defendam os trabalhadores em vez de servirem   partidos políticos,
- sem instituições que cumpram de facto o seu papel,
- sem reguladores SÉRIOS e verdadeiramente independentes, que se oponham aos desvarios de governos e aos escandalosos e exorbitantes preços dos bens essenciais nomeadamente, alimentação, habitação e energia,
- sem associações, 
- sem respeito pela língua, cultura e tradições portuguesas,
- sem um sistema de justiça digno desse nome,
- sem se respeitar a opinião de outrem, concorde-se ou discorde-se,
- sem a igualdade entre todos, homens e mulheres, e a proteção das crianças.

Os portugueses, como todos os cidadãos à superfície terrestre, são todos feitos da mesma "MASSA". TODOS.

Mas é importante ter presente a realidade da vida. 
Se somos todos da mesma massa, não vimos todos de berços iguais. Todos nascemos da barriga das mães. Os berços são diferentes.

E em Portugal, como aliás por toda a superfície terrestre, o indispensável é que todos devemos ser iguais perante a Lei.
Sem discriminações.

A todos, os mesmos direitos humanos e liberdades fundamentais.
A todos, é devida a dignidade da pessoa humana.

A todos, se deve garantir os direitos, as liberdades fundamentais, e o respeito pelos princípios de um Estado de Direito Democrático.

Para todos, se deve promover, VERDADEIRAMENTE, o bem-estar, a qualidade de uma vida digna, os direitos económicos, sociais, culturais e ambientais, e assegurar o ensino e a valorização permanente.   

Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem.

A minha é de que sempre houve e sempre haverá classes sociais, e sempre existirão tons de pele diferentes, e seguidores e defensores de fé e religião diferentes.

Mas tudo o que listei acima é que, se respeitado verdadeiramente, faz com que possamos TODOS conviver dignamente, com respeito pelo outro e pelas diferenças naturais da vida.

E por isso discordo, como sempre discordei, do texto do Art. 1º da Constituição da República Portuguesa de 1976 aprovada em 2 de Abril desse ano - Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na sua transformação numa sociedade sem classes

Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem.

Mas adoro, verdadeiramente, a coerência dos defensores daquele articulado - sem classes - e vê-los por exemplo no Palácio Galveias em Lisboa, em apresentações de livros e outros eventos.

É lindo aí ver a ausência de classes, desde as que têm passado a vida em Estrasburgo e Bruxelas, vários das portas giratórias, vários e várias das promoções de festivais no CCB à borla, os selectivamente desmemoriados e desmemoriadas, as que visitam os bons restaurantes e alojamentos de 5 estrelas, as que assiduamente passam noites e noites a conviver com os concidadãos dos bairros periféricos das grandes cidades, e um longo etc. Enfim, as "bolhas".

Pessoalmente prefiro o articulado do actual Art. 1º - Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.

E lamento que, ao longo dos 11 artigos dos Princípios Fundamentais, se refira o Estado sem nunca explicitar o que é e quem o materializa.

E, creio, também por esta ausência, MUITO convenientemente, os titulares dos órgãos de soberania estejam sempre - o Estado para aqui e para ali - sendo que mais as esquerdas quando no poder usam - o Estado - mas quando na oposição é o governo que não faz isto e aquilo. 

Creio que, também por isso, estamos no estado em que estamos.

Que 2025 não seja adverso.

António Cabral

segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Este é um boneco simpático. 
Um urso, com uma camisola curiosa!

Está sentado numa cadeira que tem mais de 100 anos, o assento não é já o original.

Sempre que para ele olho penso na cambada de ursos que por aí andam e dar cabo da nossa vida, cá dentro e lá fora.

AC

domingo, 29 de setembro de 2024

quarta-feira, 22 de maio de 2024

MUSEUS, HISTÓRIA, SOCIEDADE, CULTURA
Desde há séculos/ milénios que o ser humano coleciona coisas. 
Por achar graça ao que vê, arranja, encontra, por razões afectivas quanto ao que recebe da família e amigos, que herda, porque lhe apetece, etc.
A nível individual guardam-se as coisas em casa, em armários, caixas, no sótão, na garagem, etc.
Em sociedade criaram-se os museus onde se expõe aos concidadãos, o património, vasto, património material e imaterial.

Os museus são instituições permanentes, ao serviço de nós todos.
Com o objectivo de colecionar e conservar o património e, subsequentemente, em toda a sua diversidade, o património pode ser e é estudado, interpreta-se, permite reflectir sobre o passado, e permite partilha de conhecimentos.
Têm portanto um papel importante quanto à interpretação do passado, história, cultura, como aqui e ali terá sido a vida no passado.

Salvo melhor opinião, temos no país museus extraordinários. Ainda há dias revisitei o Museu do Azulejo em Lisboa. 

Como sempre tem acontecido em Portugal, os museus e a cultura em geral, têm tido altos e baixos no que respeita ao "favorecimento" que, desde sempre, têm tido por parte dos sucessivos governos. Muitas alturas houve em que a cultura e os museus pouca atenção e financiamento mereceram.

Do pouco que sei e recordo, a actual ministra da cultura é uma daquelas pessoas do meio museológico que ao longo da carreira teve/ tem quem a considere muito e quem a hostilize.
Desconheço se o seu afastamento em tempos teve justificação aceitável como desconheço se os seus méritos são assim tão invulgares.

A fiar-me no que se lê por aí, o que se me afigura é que a senhora já deu a entender que se propõe mexer muito no respeitante a museus, pelo menos. Quanto a outras vertentes da cultura em geral não sei.

Mas, como também sempre acontece, irão surgindo adeptos e irão surgindo críticos.
Tanto no campo de uns como no de outros há sempre umas "prima donas", uns jactantes, que destilam ora desprezo senão mesmo ódio ou espuma de endeusamento.
Ensinou-se a vida que prudentemente se deve olhar com alguma cautela para o que dizem e escrevem TODOS.

Vem tudo isto naturalmente a propósito da nova ministra da cultura e do que já verbalizou, mas vem também a propósito do aparecimento já de alguns hostis.

Como acima referi, olho sempre com alguma cautela.
Mas devo referir que quanto ao meio da cultura em Portugal, por razões que não interessam agora, é um daqueles meios que me parecem porventura mais dados a quezílias políticas e pessoais.

Tradicionalmente, as esquerdas arvoram-se nos amantes da cultura considerando a maioria dos outros como seres desprezíveis nada olhando para a cultura em geral.

Não faço ideia se se irão fomentar rupturas, pugnar por equilíbrios, parecendo-me que os tempos recomendam cautelas e caldos de galinha. 
Pessoalmente, se opinião me fosse pedida, recomendaria além dos caldos cautelas, prudência, decência, noção real das fragilidades do país, mas afastamento do politicamente correcto, enfrentar o "wokismo" e os instalados sem razão válida para tal.

A terminar, desconfio sempre dos vaidosos, dos que peroram muito e conseguiram (certamente com algum mérito também) saber viver e se passeiam nas alturas dos corredores nacionais e internacionais alcatifados, deixando para os pobres comuns tratar das coisas concretas, das minudências da vida e das estruturas.

Sendo certo que cadelas apressadas parem cães cegos, quando leio alguns hostis recordo passados deles que também algo conheci. 
Recordo, a par da sua bagagem e conhecimento, também a sua vaidade, a sua pesporrência, a sua veia discursiva manifestando arrogante e injustificável superioridade.

Se a ministra entrar a pés juntos sem racionalidade e ponderação correrá riscos desnecessários. 
Saberá efectivamente, da importância da autonomia das diferentes estruturas que tutela, dos problemas nos quadros de pessoal diverso, do financiamento necessário, mas sobretudo do imprescindível controlo global que se deve exercer, e pondo na ordem as "prima donas"?

Aguardemos.
AC

quinta-feira, 11 de abril de 2024

PARECE  QUE . . . 
João César das Neves parece não estar certo de que ao longo dos séculos a mulher tenha sido sucessivamente oprimida e desprezada.

Aparentemente, as suas dúvidas assentam essencialmente em duas coisas:

- As mulheres sempre foram a maioria da população sendo assim estranho que fossem dominadas pela minoria.

- as mulheres nunca se queixavam ou manifestavam o seu desagrado.

Eu conheci muito bem, a minha avó materna, os meus avôs, os meus tios e primos, os primos da minha mãe e os filhos deles.
Eu conheci muito bem várias famílias amigas.
Eu conheci muito bem os meus pais e a família do meu falecido irmão.

De todos, conheci, vivências fantásticas, divórcios, traições, brigas, etc.

A minha mãe sempre foi aquilo a que se chamava "doméstica", apesar de ter tido formação.
O meu pai ganhava muito pouco, tivemos uma vida dura, vivi em Angola com eles dos 3 meses aos 6 anos, regressando para entrar na primária, trazido pelos meus avós maternos.
Os meus pais regressaram ao Continente 5 meses depois, salvo erro.

A minha mãe foi vítima das circunstâncias familiares muito difíceis no plano financeiro. Sem ser isso nunca foi vítima, nem violentada, foi sempre o grande porto seguro de nós os três, os dois filhos e o marido, meu já falecido pai. Mas no quadro social que mais acima resumi, houve factos complicados, com várias pessoas.

Isto dito, parece-me óbvio que lá por terem existido milhares ou milhões de mulheres que nunca foram desprezadas pelos familiares (maridos e outros) ou em sociedade, como o caso da minha mãe e mais algumas na família alargada, isso não nega uma realidade muito triste, inaceitável, em Portugal, e por esse mundo fora, realidade que é, a violência doméstica, os assassinatos, o desprezo, a opressão, o apedrejamento, a violação, a violência de toda a espécie. 

Alguém que recorde a JCN a situação concreta em muitos países, na Ásia, no Oriente, em África, nas Américas.
Alguém que lhe explique que sendo a Europa genericamente muito diferente não é exactamente um oásis.

Alguém que lhe explique o incêndio havido naquela fábrica nos Estados Unidos da América, onde ficaram dezenas e dezenas de mulheres carbonizadas. 
Alguém que lhe recorde o que esse dia marcou.
Eu já não tenho paciência para tanto dislate.
António Cabral (AC)

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

PEQUENAS e GRANDES COISAS. DÚVIDAS.

Tenho cada vez mais dúvidas. Não é bem uma postura de dúvida sistemática mas, olhando à mansidão terrível dos meus concidadãos e ao que se tem passado interrogo-me se, por exemplo, os conselheiros de Estado conhecem coisas simples como as evocadas neste pequeno video. Em que mundo vivem. Estas e muitas outras da vida diária de um cidadão comum. Quem diz os conselheiros de Estado diz muitos outros personagens, incluindo o professor Marcelo Rebelo de Sousa que, pelos vistos, não costuma usar o espelho esquerdo exterior da sua viatura. Porque, de facto se nem coisas simples são capazes de executar, podemos bem meditar quanto a outras, de natureza jurídica, legislativa, política, etc.

AC