Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
quinta-feira, 10 de outubro de 2024
Sou de um tempo - muito antigo - em que as pessoas, antes de atravessar as passadeiras, olhavam para ambos os lados da rua. Numa outra encarnação geográfica, lembro-me que o peão estendia o braço, para assinalar a sua intenção, antes de iniciar a travessia. Isso acabou. Agora, olha-se o telemóvel e caminha-se lentamente. Às vezes, raramente, alguns peões deitam um olhar sobranceiro para o automóvel estacado a uns metros, numa coreografia que quer significar: "Só quando eu quiser é que tu vais passar, percebes?"
terça-feira, 5 de dezembro de 2023
domingo, 2 de julho de 2023
PASSADEIRAS para TRAVESSIA de PEÕES
As passadeiras para a travessia dos peões é das coisas mais bem inventadas. Opinião pessoal, naturalmente.
Um passo para se caminhar no sentido do respeito que é devido às pessoas, tendo em vista acautelar a segurança das pessoas que têm necessidade de atravessar ruas.
Particularmente no que respeita a crianças, idosos, pessoas com limitações de mobilidade.
Em Portugal, em grande parte dos locais, as passadeiras estão colocadas em locais que, pessoalmente, me parecem algo discutíveis. Por exemplo, colocadas em grande parte junto de cruzamentos, logo à boca das curvas, demasiado (opinião pessoal) perto do início da curva/ cruzamento. Admito haver uma explicação mas a realidade é que muitas vezes acontece virem alguns desabridos mesmo a virar para outra rua à direita. Pouco espaço de segurança. Admito estar a ver mal o assunto.
Mas de uma coisa tenho a certeza, da inconsciência da maioria dos peões que observo a atravessar passadeiras. Raros são os que antes de entrar na passadeira param e se asseguram que o carro parou mesmo. Vejo alguns até com uma arrogância monumental, espelhando bem aquela típica postura nacional - é o meu direito.
Relegam, opinião pessoal naturalmente, a segurança/ integridade física para segundo plano. Estão a borrifar-se para, se vem lá algum desalmado, se vem lá algum sem respeitar os 30Km/h, se vem lá algum dos muitos sem respeito pelos outros, se vem alguém que por razões da sua difícil vida ou da idade está pouco atento como independentemente de tudo é sua obrigação. Creio que muitos atropelamentos se devem aos condutores, mas também muito aos peões porque não se cuidam, como é sua obrigação e não ligam à realidade que existe. Mais uma vez, admito não estar a observar bem o assunto.
AC
domingo, 8 de novembro de 2020
terça-feira, 28 de abril de 2020
PODEM FAZER TUDO ?
Estamos confinados, restringidos nos direitos, presos, limitados.
MUITO.
O actual estado de emergência acaba a 2 de Maio se fiz bem as contas.
Duas coisas ou três se podem passar, uns dois dias antes do fim deste desgraçado estado.
1ª - O "Celinho", por sua iniciativa ou sugestão do seu amigo e ex-aluno Costa e depois de ambos ouvirem epidemiologistas, médicos, DGS, etc., decreta nos termos constitucionais mais um prolongamento da emergência. Diz que não o vai fazer, agora.
2ª - Não se decreta mais emergência mas, em contrapartida, talvez a calamidade, e impõem fortes restrições como por exemplo de circulação, como já anunciaram para o próximo fim de semana.
3ª - o governo decreta apenas medidas rigorosas para todas as áreas comerciais e industriais, e para o ensino, e para o culto religioso, para a restauração e, ah....o futebol!!!, para que gradualmente se retome a actividade económica, e a vida em sociedade.
Entretanto, salvo erro há dois ou três dias, o grande líder anunciou que iria provavelmente declarar o estado de calamidade, o que legalmente pode fazer, mas.........Aguardemos por esta 5ª Feira.
Não sou jurista, menos ainda constitucionalista, e dei-me ao trabalho de ir ler outra vez a Lei de Proteção Civil e tenho agora na minha frente e aberta, a CRP, publicada pela Almedina.
Sempre que falo e escrevo destas coisas lembro-me de dois patetas que anos atrás olhavam para mim com um imbecil ar reprovador por eu, na minha profissão, mostrar que me preocupava com o estabelecido na CRP, que não a dispensava quando equacionando o que fazer em determinadas áreas institucionais relacionadas com a minha profissão.
Enfim, voltando ao assunto.
Ora sendo eu apenas um simples cidadão comum, ainda assim ao olhar os três números do Artigo 18º - (Força Jurídica) da nossa CRP fico a pensar: "mas este gajo pode, sem estado de emergência, limitar a minha circulação, cumprindo eu todas as normas sanitárias e cuidados determinados pela DGS?
Arrisco dizer que não, mas esta canalha é capaz até de tudo, sob aplauso do Celinho que se cola a eles como grude, como se viu na AR e de cada vez que vão ao Infarmed.
Aguardemos.
AC
segunda-feira, 27 de abril de 2020
segunda-feira, 16 de março de 2020
Este filho da mãe do COVID-19 está a estragar isto tudo, quando infelizmente e designadamente no caso nacional, muita coisa estava ainda mal.
Depois de ontem à noite, depois de ouvir o PM e o retirado em casa numa curta intervenção gravada com uma qualidade lamentável, ficou a saber-se que um agravamento do enquadramento das nossas vidas está aí à porta.
No caso da legislação do âmbito da proteção civil a lei 27/ 2006 (actualizada com posteriores alterações) estipula no seu Art. 8º três possibilidades: estado de ALERTA, de CONTINGÊNCIA e de CALAMIDADE.
De momento estamos no estado de alerta comunicado há dias pela inefável criatura inimiga dos microfones, o sr Cabrita.
Para a próxima 4ª Feira Marcelo convocou o Conselho de Estado para o ouvir acerca da eventual declaração de estado de emergência.
A CRP define as competências para a prática de actos próprios do PR e concretamente na alínea d) do Art 134º - declarar o estado de sítio ou o estado de emergência, observado o disposto nos Art 19º e 138º.
Já na alínea e) do mesmo 134º - compete ao PR pronunciar-se sobre as emergências graves para a vida da República.
O Art 19º define detalhadamente as várias questões e consequências e limitações inerentes à suspensão dos direitos dos cidadãos.
O Art 138º estabelece que - a declaração do estado de sítio ou o estado de emergência depende de audição do governo e de autorização da Assembleia da República.
Já ao Conselho de Estado compete pronunciar-se sobre dissolução da AR e das. Assembleias Regionais, demissão do governo e outro casos previstos na CRP (Art 145º).
Aguardemos pelos formalismos e para ver como se comportam os portugueses, já que o filho da mãe do COVID-19 tem um comportamento execrável
AC
sábado, 17 de novembro de 2018
Muitos cidadãos, 99,9 %, não percebem nada do que se passa à frente do respectivo nariz. Anestesiam-se com o futebol e as telenovelas nas TV. É violenta a afirmação? Talvez, mas olhem à realidade sem facciosismos, clubites. Por exemplo, qual o real objectivo por trás das greves? Por exemplo, porquê o apoio do BE e PCP, foi mesmo afastar PSD do poder? Claro que serviu para isso, mas a longo prazo?
Ah......sou exagerado.........ok,...... fiquem com a vossa, que respeito, repito, respeito mesmo quando discordo 100%, eu fico com a minha, ......vamos aguardar uns tempos pelos factos, para ver quem tem razão.
Vamos a 2 casos que me contaram no passado.
1º CASO - havia um senhor que numa fase final da sua vida profissional foi mandado estar numa determinada região, onde imperava um tratante malicioso, dos maiores malandros à superfície da terra. Por razões da vida profissional, de vez em quando o tal senhor era solicitado para ir conversar no gabinete do tal tratante, em audiência formal; tal como na primeira vez, quando ao tratante foram apresentados cumprimentos de cortesia (pois, ainda que sendo ambos, o senhor e o tratante servidores do Estado não havia hierarquia formal entre eles), sempre que havia audiência formal, à saída lá estavam os "merdia" locais sempre alertados pelos serviços do tratante.
Disseram-me que o tal senhor nunca se esqueceu da instituição que com muito orgulho integrava, e que nunca se deixou entalar, embora o tenham tentado várias; disseram-me, também, que de cada vez que as TV ou jornais tentavam encontrar mazelas e procurar apoucar a instituição a que o tal senhor pertencia, nunca o conseguiram, pois eram confrontados com legislação factual (por outras palavras, era-lhes sempre atirada à cara toda a legislação, com o maior respeito mas frieza profissional) onde estava por exemplo bem explícita a responsabilidade da instituição que o tratante dirigia.
Por outras palavras, o tal senhor e as suas equipas sempre trataram de trabalhar, sempre colaboraram com os poderes locais como era exigível, sempre cuidaram de tudo por que eram responsáveis, e nunca se amedrontaram com o tratante.
Tratante, que parece por aí continuar com o seu pedantismo saloio e bacoco, imitando as habilidades de outrem.
2º CASO - Havia um senhor que nunca se curvou perante a autarquia onde vivia e sempre cumprimentou e respeitou a autarca presidente. Anos atrás, e na sequência de intempéries violentas, sobrevieram danos no telhado da garagem do tal senhor, não propriamente por causa da intempérie, mas mais porque árvores na via pública a isso levavam em primeiro lugar. Adicionalmente, na frente do prédio onde o tal senhor residia, as enormes árvores estoiravam cada vez mais com os passeios, devido ao crescimento das raízes, provocando quedas em pessoas sobretudo idosas.
O tal senhor, macaco fino, tudo documentou fotograficamente, incluindo quedas de pessoas mesmo nas barbas das suas janelas. A sogra do tal senhor foi uma das vítimas.
Encurtando, a presidente autarca foi verbalmente informada da urgência em resolver as situações.
Passados três meses, nada acontecendo, seguiu longa carta com aviso de recepção, a que se seguiu outra, quatro meses depois, mais dura, e já com indicação clara de preparativos de recurso aos tribunais, não só mas sobretudo por causa das quedas das pessoas.
Não tinha passado mês e meio, as árvores afectando as garagens começaram a ser cortadas e arrancadas, e as da frente do prédio foram muito desbastadas, e os passeios descascados para cortar as raízes. Os passeios voltaram a estar direitos, a presidente autarca e o tal senhor continuaram a cumprimentar-se com a maior das naturalidades.
Onde quero chegar?
Quem trata dos assuntos de acordo com a lei, quem defenda sempre a organização em que esteja inserido e respeite a hierarquia respectiva, sem submissões tolas e sem, portanto, admitir desconsiderações, quem respeita os poderes públicos mas saiba exactamente as responsabilidades de cada um e, acima de tudo, tenha coluna vertebral e não seja sabujo e não rasteje, pode ter certamente ao longo da vida algumas ou várias chatices, pois encontramos sempre pela frente uma cambada de tratantes com tendências para abuso de poder, mas a experiência diz que, quem está bem seguro e conhecedor da lei, quem é intelectualmente honesto e prudente, quem trabalha como lhe é exigível, não tem dissabores trágicos.
Trata do que tem de tratar, sabe o que é e de onde se retiram os interesses nacionais, mas não se arroga a mais do que lhe é devido.
Por idade, por qualificações, por função, ciente da passagem transitória por cargos, onde nunca se é DONO.
Estou agora a reparar, escrevi para aqui uma série de coisas sobre a vida de uma pessoa que conheci, e vem-me à cabeça que alguém ao ler isto possa sorrir e possa pensar que estou a fazer comparações com certas aberrações do presente.
Não, gosto apenas de contar historietas.
AC
segunda-feira, 23 de maio de 2016
O COSTUME
Quando não lhes agrada, as decisões dos tribunais são infelizes. É o caso de Vital Moreira.Para um dos donos do constitucionalismo, um cidadão ter sido candidato presidencial parece que lhe confere uma categoria especial.
Para os especiais, para os da sua cor política, há aqui del Rei se alguém se atrever a ofender direitos de personalidade universais sobretudo porque os políticos não perdem esse direito. Se forem da cor, claro.
Se não forem da cor, então é a democracia a funcionar.
Uns queridos estes pequenos donos disto tudo e guardiões da pureza do regime.
Evidentemente que me quero referir a Manuel Alegre e ao TCOR Brandão Ferreira.
Começando por este último, o seu estilo de prosador não é o meu mas, acrescento, creio que tem muitas vezes razão quanto a várias das suas indignações. É com certeza um cidadão e um militar peculiar, mas nem por isso diminuído nos seus direitos designadamente quanto à liberdade de expressão.
Quanto a Manuel Alegre, se por um lado tem poemas que gosto, por outro, olhando à sua actividade política desde o 25 de Abril, para mim teve dias.
Quanto ao período em Argel, não conheço os detalhes, mas nada me espanta que tenha sido exactamente como acusa Brandão Ferreira.
O que acho mais lamentável em Vital Moreira é, por exemplo, fazer referência ao TEDH de Estrasburgo mas não referir quanto aos antecedentes de decisões do Tribunal da Relação sobre exactamente o mesmo caso. Nada referir, como se todos fossemos estúpidos.
Aprende-se muito com os "Proto".!!!!!!!
Então lê-los ao tempo da Constituinte é um encanto.
Claro que Bruxelas, Estrasburgo, e outras capitais e salões do mundo ajudam a esbater muita coisa, naturalmente.
AC