domingo, 8 de novembro de 2020

ELES CUIDAM DE NÓS
OBRIGADO, obrigado a todos, a Marcelo, a Costa, a Marta que a saúde teme, a Graça, etc., que velam por nós todos os dias. Obrigado, estou sensibilizado, comovido.
O quê? Que me esqueci dele?
Não, não me esqueci, mas sendo ainda mais inenarrável que os outros,  quero lá saber do esponjoso que se senta na cadeira do meio.

Não sou médico, infecciologista, matemático, epidemiologista, intensivista, comentador, assessor de suas Exas, jornalista, "influencer", deputado, enfermeiro.
Não sou nada disto, apenas um dos muitos milhões de cidadãos comuns. Pelas circunstâncias da vida, tive a possibilidade de ter uma formação superior, tive a sorte (para que terá contribuído algum pequeno mérito pessoal) de ao longo da vida ser várias vezes escolhido para cargos nacionais e internacionais relevantes e, portanto, sendo um cidadão comum considero-me com alguma pequena vantagem sobre alguns outros no que se refere ao entendimento da nossa envolvente nacional e internacional.

Não me considero com capacidade suficiente e portanto habilitado para discutir as medidas que Marcelo e Costa vão decidindo sobre a nossa vida, até porque desconheço a esmagadora maioria dos parâmetros e das informações que, presumo, eles consideram e dispõem e, deveria assim ser, avaliam com cuidada ponderação, equilíbrio, bom senso.

Isto dito, vai-me parecendo que há muita leviandade em muitas delas, muita ausência de noção das realidades do tecido económico e do tecido social e, essencialmente, tentam desesperadamente que as pessoas não se apercebam do desastre que foi e é terem desperdiçado Julho Agosto e Setembro para preparar o país. A inenarrável prestação televisiva de Marcelo há poucos dias é, a meu ver, uma das maiores confirmações de quão podre isto anda.

Autoritarismo, leviandade, só pensarem no seu umbigo e na reeleição.

Respeitando sempre a opinião de outrem mas legitimamente discordando muitas vezes concordando outras,  quero aqui realçar a decisão de fechar a restauração ás 1300h.
Devo admitir que me pode estar a falhar alguma coisa na análise mas, parece-me, que é uma medida na senda da explicação - nos aviões olham em frente - ou - na formula 1 andam tão depressa que ultrapassam o bicho - ou aquela outra - use a máscara, não use a máscara!

Qual a enorme diferença, que tragédia adviria, se os restaurantes pudessem e devessem fechar ás 1500 h?
Além disso, têm a noção de que a esmagadora maioria dos proprietários da restauração não tem capacidade/ possibilidade de levar comida/ refeições a casa das pessoas?
É que, se fechassem às 1500h, e sabido que aos fins de semana a restauração normalmente consegue algum desafogo financeiro, a situação económica e financeira da restauração talvez ficasse menos dramática do que se perspectiva virá a ser. Ou as lágrimas de crocodilo e o patético arzinho tristonho que Costa afivelou coloca Euros nas caixas registadoras?

Mais uma vez devo ser eu que sou pateta. 

No meio de tanta restrição, em que muitas me parecem mais que desproporcionadas, mais tenho a certeza de que ao cérebro destes decisores todos (cérebros já de si pequeninos e com poucas células cinzentas), não chega, nem oxigénio suficiente, nem bom senso, nem noção de serviço à comunidade. Execráveis criaturas.

Portugal, creio, já está só com meio sapato apoiado na beira do precipício. Oxalá eu esteja enganado.
António Cabral (AC)

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