segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Tribunal chumba compra de 8,3 milhões no Exército. Júri ignorou peritos e escolheu proposta mais cara.
Exército confirma que negócio, que se arrastava há dois anos, volta ao início.



O critério usado foi o da melhor relação qualidade-preço, mas a melhor solução era afinal aquela que não foi escolhida 
O Tribunal de Contas (TC) chumbou um contrato assinado há três meses pelo Exército para comprar, por 8,3 milhões de euros, 1485 monóculos de visão noturna.
Os juízes dizem que as propostas concorrentes foram mal avaliadas, violando a lei e ignorando pareceres entregues ao júri do concurso por peritos da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL).
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As duas propostas que chegaram ao Exército foram mal avaliadas, por exemplo com uma fórmula "pouco transparente", violando vários artigos do Código dos Contratos Públicos (CCP).
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A decisão diz que "dada a elevada tecnicidade dos equipamentos a adquirir, o júri do concurso foi apoiado, no exercício da sua função, por peritos designados pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL)".
No entanto, o júri acabou por "desconsiderar na totalidade o relatório apresentado pelos peritos da FCUL e os respetivos testes laboratoriais, ..............................
"Não se compreende que, perante a discrepância de valores em dois documentos do fabricante, constantes da proposta, não tenha o júri procurado esclarecimentos adicionais em busca da verdade", detalha o acórdão.
Ignorando os testes da entidade independente, que indicavam 57 horas de autonomia, o júri escolheu a documentação que referia uma autonomia de 40 horas fazendo com que a proposta mais barata ficasse para trás.........................
(
TSF online)

Gostava que a notícia fosse explícita, clara, sobre a constituição do júri. E não é.
AC

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