COMO as COISAS se DEVEM PASSAR
Muitos cidadãos, 99,9 %, não percebem nada do que se passa à frente do respectivo nariz. Anestesiam-se com o futebol e as telenovelas nas TV. É violenta a afirmação? Talvez, mas olhem à realidade sem facciosismos, clubites. Por exemplo, qual o real objectivo por trás das greves? Por exemplo, porquê o apoio do BE e PCP, foi mesmo afastar PSD do poder? Claro que serviu para isso, mas a longo prazo?
Ah......sou exagerado.........ok,...... fiquem com a vossa, que respeito, repito, respeito mesmo quando discordo 100%, eu fico com a minha, ......vamos aguardar uns tempos pelos factos, para ver quem tem razão.
Vamos a 2 casos que me contaram no passado.
1º CASO - havia um senhor que numa fase final da sua vida profissional foi mandado estar numa determinada região, onde imperava um tratante malicioso, dos maiores malandros à superfície da terra. Por razões da vida profissional, de vez em quando o tal senhor era solicitado para ir conversar no gabinete do tal tratante, em audiência formal; tal como na primeira vez, quando ao tratante foram apresentados cumprimentos de cortesia (pois, ainda que sendo ambos, o senhor e o tratante servidores do Estado não havia hierarquia formal entre eles), sempre que havia audiência formal, à saída lá estavam os "merdia" locais sempre alertados pelos serviços do tratante.
Disseram-me que o tal senhor nunca se esqueceu da instituição que com muito orgulho integrava, e que nunca se deixou entalar, embora o tenham tentado várias; disseram-me, também, que de cada vez que as TV ou jornais tentavam encontrar mazelas e procurar apoucar a instituição a que o tal senhor pertencia, nunca o conseguiram, pois eram confrontados com legislação factual (por outras palavras, era-lhes sempre atirada à cara toda a legislação, com o maior respeito mas frieza profissional) onde estava por exemplo bem explícita a responsabilidade da instituição que o tratante dirigia.
Por outras palavras, o tal senhor e as suas equipas sempre trataram de trabalhar, sempre colaboraram com os poderes locais como era exigível, sempre cuidaram de tudo por que eram responsáveis, e nunca se amedrontaram com o tratante.
Tratante, que parece por aí continuar com o seu pedantismo saloio e bacoco, imitando as habilidades de outrem.
2º CASO - Havia um senhor que nunca se curvou perante a autarquia onde vivia e sempre cumprimentou e respeitou a autarca presidente. Anos atrás, e na sequência de intempéries violentas, sobrevieram danos no telhado da garagem do tal senhor, não propriamente por causa da intempérie, mas mais porque árvores na via pública a isso levavam em primeiro lugar. Adicionalmente, na frente do prédio onde o tal senhor residia, as enormes árvores estoiravam cada vez mais com os passeios, devido ao crescimento das raízes, provocando quedas em pessoas sobretudo idosas.
O tal senhor, macaco fino, tudo documentou fotograficamente, incluindo quedas de pessoas mesmo nas barbas das suas janelas. A sogra do tal senhor foi uma das vítimas.
Encurtando, a presidente autarca foi verbalmente informada da urgência em resolver as situações.
Passados três meses, nada acontecendo, seguiu longa carta com aviso de recepção, a que se seguiu outra, quatro meses depois, mais dura, e já com indicação clara de preparativos de recurso aos tribunais, não só mas sobretudo por causa das quedas das pessoas.
Não tinha passado mês e meio, as árvores afectando as garagens começaram a ser cortadas e arrancadas, e as da frente do prédio foram muito desbastadas, e os passeios descascados para cortar as raízes. Os passeios voltaram a estar direitos, a presidente autarca e o tal senhor continuaram a cumprimentar-se com a maior das naturalidades.
Onde quero chegar?
Quem trata dos assuntos de acordo com a lei, quem defenda sempre a organização em que esteja inserido e respeite a hierarquia respectiva, sem submissões tolas e sem, portanto, admitir desconsiderações, quem respeita os poderes públicos mas saiba exactamente as responsabilidades de cada um e, acima de tudo, tenha coluna vertebral e não seja sabujo e não rasteje, pode ter certamente ao longo da vida algumas ou várias chatices, pois encontramos sempre pela frente uma cambada de tratantes com tendências para abuso de poder, mas a experiência diz que, quem está bem seguro e conhecedor da lei, quem é intelectualmente honesto e prudente, quem trabalha como lhe é exigível, não tem dissabores trágicos.
Trata do que tem de tratar, sabe o que é e de onde se retiram os interesses nacionais, mas não se arroga a mais do que lhe é devido.
Por idade, por qualificações, por função, ciente da passagem transitória por cargos, onde nunca se é DONO.
Estou agora a reparar, escrevi para aqui uma série de coisas sobre a vida de uma pessoa que conheci, e vem-me à cabeça que alguém ao ler isto possa sorrir e possa pensar que estou a fazer comparações com certas aberrações do presente.
Não, gosto apenas de contar historietas.
AC
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
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sábado, 17 de novembro de 2018
domingo, 4 de fevereiro de 2018
GENERAL RAMALHO EANES
Como todos nós, ao longo da sua vida este nosso primeiro Presidente da República pós 25 Abril algumas coisas desejaria não ter feito.
Mas tenho um grande respeito por este homem de bem, intelectualmente honesto, humilde, honrado, com coluna vertebral e não colagénio no sítio das vértebras.
Como todos nós, ao longo da sua vida este nosso primeiro Presidente da República pós 25 Abril algumas coisas desejaria não ter feito.
Mas tenho um grande respeito por este homem de bem, intelectualmente honesto, humilde, honrado, com coluna vertebral e não colagénio no sítio das vértebras.
Como têm existido poucos na nossa história recente.
Procurou sempre servir, e creio que nunca se serviu, ao contrário de uma esmagadora maioria das chamadas elites.
António Cabral
António Cabral
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