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quinta-feira, 10 de outubro de 2024

LIDO POR AÍ

PASSADEIRAS
Sou de um tempo - muito antigo - em que as pessoas, antes de atravessar as passadeiras, olhavam para ambos os lados da rua. Numa outra encarnação geográfica, lembro-me que o peão estendia o braço, para assinalar a sua intenção, antes de iniciar a travessia. Isso acabou. Agora, olha-se o telemóvel e caminha-se lentamente. Às vezes, raramente, alguns peões deitam um olhar sobranceiro para o automóvel estacado a uns metros, numa coreografia que quer significar: "Só quando eu quiser é que tu vais passar, percebes?
"

Eu também sou desse tempo.

E discordo dessa coisa da coreografia. 
Palavreado politicamente correcto. 
As coisas têm nome adequado.

Sou do tempo em que arrogantes também havia, tantos como hoje, mas hoje, mais do que antigamente, a maioria junta à arrogância a imbecilidade, a falta de educação, e o que é ainda mais inacreditável, a falta de respeito por si próprios e a suprema inconsciência.

É a mentalidade contemporânea. 
É só direitos, à portuguesa - eu tenho direito a atravessar na passadeira. PRONTOOOSSSSSS.
Claro que tem, e existem muitos condutores a quem se devia tirar a carta.

São tão enormemente estúpidos que nem querem saber da sua integridade física.

Ah, na escola se calhar não falaram muito nisto, preocuparam-se mais com as fracturantes e coisas de casas de banho!
Pois, é em casa que devem ensinar, e desde pequenino, com a mão pelo pai ou mãe, parado à berma do passeio.

Quando a isto se juntam condutores de automóveis igualmente imbecis e ordinários, quando a isto se juntam aqueles imbecis que consideram ter direito a iniciar a travessia da rua aí a dois ou três metros fora/ antes da passadeira, de vez em quando dá em mortes ou pelo menos feridos mais ou menos graves.
Ficaram com o seu inalienável direito mas . . . . . aleijados. Brilhante.

Eu nunca atravesso sem, estando à beira do passeio, me assegurar que os carros param efectivamente, nos dois sentidos. 
E agradeço, coisa que também vejo pouco.
Ah, tenho direito, não tenho que agradecer! 
Pois, cházinho fez sempre muita falta!

Além disso, para atravessar para o outro lado da rua, nunca saio/ passo pela frente de um autocarro ou camião que esteja parado, pois há sempre umas bestas de condutores que se impacientam, e não podem esperar um pouco que autocarro ou camião reinicie a marcha, e assim ultrapassam logo, e assim, às vezes, acontece colherem incautos que avançam pela frente desses monstros parados.

Enfim, é como estamos, e sem perspectivas de melhoria.
AC

domingo, 2 de julho de 2023

PASSADEIRAS para TRAVESSIA de PEÕES

As passadeiras para a travessia dos peões é das coisas mais bem inventadas. Opinião pessoal, naturalmente.

Um passo para se caminhar no sentido do respeito que é devido às pessoas, tendo em vista acautelar a segurança das pessoas que têm necessidade de atravessar ruas.

Particularmente no que respeita a crianças, idosos, pessoas com limitações de mobilidade.

Em Portugal, em grande parte dos locais, as passadeiras estão colocadas em locais que, pessoalmente, me parecem algo discutíveis. Por exemplo, colocadas em grande parte junto de cruzamentos, logo à boca das curvas, demasiado (opinião pessoal) perto do início da curva/ cruzamento. Admito haver uma explicação mas a realidade é que muitas vezes acontece virem alguns desabridos mesmo a virar para outra rua à direita. Pouco espaço de segurança. Admito estar a ver mal o assunto.

Mas de uma coisa tenho a certeza, da inconsciência da maioria dos peões que observo a atravessar passadeiras. Raros são os que antes de entrar na passadeira param e se asseguram que o carro parou mesmo. Vejo alguns até com uma arrogância monumental, espelhando bem aquela típica postura nacional - é o meu direito.

Relegam, opinião pessoal naturalmente, a segurança/ integridade física para segundo plano. Estão a borrifar-se para, se vem lá algum desalmado, se vem lá algum sem respeitar os 30Km/h, se vem lá algum dos muitos sem respeito pelos outros, se vem alguém que por razões da sua difícil vida ou da idade está pouco atento como independentemente de tudo é sua obrigação. Creio que muitos atropelamentos se devem aos condutores, mas também muito aos peões porque não se cuidam, como é sua obrigação e não ligam à realidade que existe. Mais uma vez, admito não estar a observar bem o assunto.

AC