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segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

PROJECTO
Tenho bem presente o célebre decálogo das fases de um projecto,
1º - optimismo geral
2º - desorientação geral
3º - granel generalizado
4º - período de excitação incontrolável
5º - salve-se quem puder
6º - procura desenfreada dos culpados
7º - castigo exemplar dos inocentes
8º - recuperação do optimismo perdido
9º - fim inexplicável do projecto
10º - condecoração e louvores aos não participantes

pelo que para evitar que o projecto venha a ser gozado ou acabe gorado, e acabe a ser condecorado, e ainda uns quantos venham a ser apontados como culpados de tudo, tenho a certeza de que a escolha do estaleiro Romeno foi acertada.
AC

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

ASSASSIN  BULLET (bala assassina)

Esta simples expressão inglesa é, infelizmente, muito conhecida não só mas muito no historial de assassínios nos EUA.

Martin Luther King e John Kennedy são apenas dois dos milhares de exemplos trágicos que ensombram a história dos EUA.

Esta expressão - "Assassin Bullet" - ouvi-a em directo, em 1991, estava eu em serviço na Holanda, durante uma das últimas sessões/ audições transmitidas em directo pelas TV, audições durante o processo de indigitação de Clarence Thomas, que viria a conseguir passar no "exame" e ser como ainda é juiz no supremo tribunal dos EUA. Tomou posse em 23 de Outubro de 1991.

Thomas pronunciou a frase, já exausto, depois de sessões e sessões debatendo aquelas cenas dos "apalpões" e " assédios" que sempre aparecem nos EUA (muitos serão reais, outros inventados) em todas as eleições ou indigitações para altos cargos na máquina do Estado americano.

Thomas pronunciou a frase para sintetizar quão farto estava daquilo e quanto sofria pela injustiça inerente ao que lhe haviam montado, confessando preferir o assassínio do que continuar a sofrer aquilo.

Lembrei-me desta frase por razões pessoais. Não gostava de morrer cedo, naturalmente, tenho alguma esperança pensando que minha mãe está razoável para a idade (95), que minha avó materna faleceu com 98, sim não gostava de morrer cedo, de sofrer muito no fim da vida, e não gostava de ser assassinado.

Mas de facto, no presente, deste desgraçado País, com o que se está a passar, com o que se prevê e será porventura pior do que se imagina, ter de ouvir certas coisas é duro. Não, não estou melancólico, passado da cabeça, mas irado, e apetece mandar às malvas várias coisas.

Julgo perceber hoje ainda melhor Clarence Thomas, ainda que as circunstâncias, os tempos, tudo é diferente e nada comparável comigo e no meu caso não há questões de assédios e apalpões, tão só constatar a bovinidade geral e assustadora na sociedade portuguesa, tão só constatar como certas pessoas não se dão ao trabalho de raciocinar e ponderar antes de abrirem a boca.

Tão triste e, além do mais, muito injusto. E ter razão antes de tempo é tramado.

AC

sábado, 13 de junho de 2020

AS  ILUSÕES  do  COSTUME
Poderemos com efeito vir a receber entre 2021 e 2027 €45 mil milhões só em transferências a fundo perdido, €15 oriundos daquele pacote e €30 ao abrigo dos programas de coesão pré-existentes.
Os €6 mil milhões que receberíamos em média todos os anos entre 2021 e 2027 seriam assim o equivalente a 3% do PIB de 2019, ou seja, à conta anual de juros da nossa dívida pública
. (Observador)
Naturalmente, posso estar enganado e a ver mal as coisas.
Primeiro, não há nada, há uma anunciada intenção.
Segundo, nada se concretizará sem unanimidade do Conselho Europeu.
Terceiro, só os patetas e os que persistem em enganar a incauta e ignorante população em que apenas uns milhares são excepção quanto a ignorância, conhecimento, realismo, é que constroem cenários baseados em anúncios, e assim escrevem artigos e dão opiniões, e ganham uns tostões.
Quarto, sensatamente, no imediato, a única coisa que parece real é o que está aprovado, são os tais 6 milhões, o resto é folclore, e chegaremos ao Natal quase como agora. 
Quase, porque, na realidade, as discussões na Europa vão arrastar-se e, por cá, várias PMEs e muitas Micro irão explodindo e, pelo Natal, em vez do quase como agora, estaremos socialmente muito pior. MUITO PIOR.
Oxalá me engane. Aguardemos.
AC