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segunda-feira, 18 de maio de 2026

ASSASSINATO  DE  CARÁCTER
De acordo com o lido por aí o Ministério Público parece ter admitido que Sócrates terá sido alvo de “assassinato de carácter” e apontou o dedo aos media. Um procurador, creio que de seu nome António Beirão, terá afirmado que “ninguém tem dúvida” de que houve “uma campanha de assassinato de "carácter”.

Eu tenho a maior das dúvidas, mas quem sou eu, cidadão comum, comparado com um procurador?
De qualquer forma li um pequeno texto que em baixo reproduzo onde realço a vermelho aspectos que me parecem essenciais.

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O jornalismo assassinou Sócrates? 
Sem dúvida. 
Desfez-lhe a tese da fortuna da mãe, que justificava todas as extravagâncias. Mostrou que a dita fortuna eram umas casitas que o amigo Santos Silva comprou com generosidade. 
O jornalismo mostrou que vivia muito bem em Paris, mas com dinheiro que não lhe era conhecido
Que tinha o usufruto de uma casa de luxo na capital francesa, alegadamente comprada pelo referido amigo. 

Os malandros dos jornalistas também desmontaram, peça a peça, aquela pantomima montada com Lalanda de Castro, que lhe deu um contrato faz de conta para justificar umas massas. 
Uma boa parte das notícias do CM que assassinaram Sócrates foram feitas quando nem existia um processo judicial. 

Depois, também foi o jornalismo que expôs, antes da justiça, os esquemas de controlo da PT
O jornalismo assassinou Sócrates, é verdade, porque mostrou a mais completa ausência de seriedade do homem que governou Portugal com maioria absoluta. 
Porque mostrou a proteção recebida entre pares, no PS, no sistema de justiça e de algumas personagens, à esquerda e à direita, quando os investigadores de Aveiro destaparam o seu plano para controlar a comunicação social. 

O jornalismo mostrou a agonia moral da liderança política de Sócrates. 
Já o carácter era impossível ter destruído porque não se destrói o que não existe. 
O senhor procurador António Beirão deveria saber isso. 
Ou a hierarquia do MP poderia ter-lhe explicado. 
(Eduardo Dâmaso, CM)
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Se apontar factos é assassinato de carácter então a Tugolândia está ainda pior do que imagino.
O MP, o sistema de justiça deviam era ter decoro.
Além do mais como refere Dâmaso, só se pode destruir o que existe.

AC

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

A Cartada do Frentismo
(Eduardo Dâmaso, 21 Janeiro 2026) 
Ventura está a tentar jogar uma cartada ao estilo de Soares mas com nenhum êxito. 
Mário Soares, que partiu de 8% nas sondagens, em 1986, construiu um frentismo de centro-esquerda para poder ganhar a Freitas do Amaral, que já chegara aos 46,33%. 
Em 1986 isso fazia sentido, num País fortemente dividido pela velha clivagem entre a direita e a esquerda. Soares dramatizou na segunda volta, dizendo que vinha aí a reação. 
Do lado de Freitas, alguns apoiantes diabolizavam a esquerda, dizendo que, se Soares ganhasse, os comunistas tirariam as reformas aos mais velhos e coisas do género. 
Doze anos depois do fim da ditadura, Portugal era muito diferente de hoje. 

O frentismo de hoje é outro. 
Há uma direita com mais de dois terços dos votos, ainda que fragmentada, e uma esquerda em acelerada perda de influência social e eleitoral. 
O socialismo de que fala Ventura, como construtor dos ’50 anos disto’, é a social-democracia europeia e não uma mimetização soviética. 
Por isso se percebe que não goste quando vê vozes da direita com Seguro. Este propõe, afinal, um frentismo entre os que preferem a democracia e tudo o que ela comporta, tolerância, diálogo, inclusão, ‘versus’ o radicalismo e a exclusão. E isso diz muito mais a um liberal, a um democrata-cristão ou a um conservador do que a gritaria populista e xenófoba. 
Que já nem Meloni pratica.

Exactamente, absolutamente de acordo.
AC

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

O defensor oficioso
13 de novembro de 2025, Eduardo Dâmaso
O episódio da renúncia do defensor de Sócrates permitiu-nos conhecer um outro advogado que honra a profissão que serve. O advogado oficioso José Manuel Ramos mostrou um bom senso, uma experiência, um conhecimento do processo penal, uma decência e educação que não têm abundado neste julgamento. Teve bom senso em pedir as 48 horas para estudar o processo, mostrou-se apegado ao rigor e respeito formais exigíveis a um profissional nas relações com o cliente que lhe calha num turno de defensores oficiosos. Estava ali para respeitar a lei, o cliente, o julgamento, o coletivo, os colegas. Foi contido na explicação pública do tipo de contactos feitos com Sócrates, projetou bem a lealdade com a sua Ordem. Honrou a sua profissão e a justiça. Com o seu comportamento impecável evidenciou, por absoluto contraste, a deplorável arrogância de Sócrates, a sua total ausência de empatia, uma incapacidade patológica de mostrar educação, uma personalidade psicótica, egocêntrica, incapaz de pensar fora do seu interesse mais mesquinho. Sócrates mostrou, com este episódio, se ainda fosse necessária alguma prova, que, para lá de podermos ter sido governados por um criminoso, fomos seguramente dirigidos, enquanto País, por um desprezível psicopata.

segunda-feira, 12 de agosto de 2024

PLENAMENTE  de  ACORDO
Como no passado já aqui referi, e respeitando SEMPRE a opinião de outrem, o principal problema de Portugal é o sistema de justiça.
É a minha opinião.
Só um sistema de justiça célere, com garantias indispensáveis a todos os arguidos mas extirpada dos "supergarantismos" elaborados ao longo do tempo em Coimbra e Lisboa e que induzem as super litigâncias e subsequentes prescrições, garante igualdade de todos os cidadãos perante a lei, a igualdade de oportunidades, o respeito pelos direitos de todos. SEM EXCEPÇÃO, o que não acontece em Portugal 50 anos passados sobre o 25 de Abril.

AC