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sábado, 4 de abril de 2026

A  Propósito  de
Direito, Justiça, Sócrates, e o Sempre Torto

"Profundamente errada." 
Esta foi a afirmação de há dias do MRPP Garcia Pereira quanto à proposta do PSD para suspender prazos de prescrição em caso de troca de advogado.

Disse Garcia Pereira que isso coloca em causa os direitos dos arguidos, e defendeu ainda que é um erro partir de um processo concreto. 

Começando por aqui - o ERRO - eu que não sou jurista e apenas um curioso e desde sempre muito interessado no DIREITO e na JUSTIÇA, não tenho a menor dúvida que nisto (legislar por causa de caso concreto) ele e outros têm toda a razão.
Não se deve legislar em razão de um caso concreto.

Garcia Pereira considera que os prazos de prescrição já são suficientemente alargados para poderem comportar as vicissitudes dos processos.

E aqui discordo dele, pois a prática mostra que as diversas cenas dilatórias têm feito prescrever muitos processos. 
E Sócrates não tem feito outra coisa. 
Há anos que recusa juízes e advogados, e mete requerimentos.
Apesar de ter perdido dezenas de casos dos dilatórios a realidade é que o tempo vai passando e a seu favor, a favor da prescrição.

Mas sobre isto creio que Garcia Pereira nada disse.
Não espanta.
AC 

terça-feira, 7 de outubro de 2025

INCÊNDIO

Não, não me vou referir a incêndios deste ano nem anteriores.

Em Setembro de 1975, a Embaixada de Espanha, o chamado Palácio Palhavã sofreu atentados e acabou por ser incendiadaLembrei-me disto ao passar hoje por lá.

Eram tempos em que o PCP (que não controlava totalmente as ruas) e as várias franjas esquerdistas (esquerdalhada, como habitualmente designo) pululavam as ruas na maior complacência e passividade das forças policiais e do então existente COPCON ,em que Otelo Saraiva de Carvalho tinha papel determinante. 

Irresponsabilidade e impunidade totais, nas ruas e não só, furor revolucionário absoluto.

Sabe-se hoje que os pedidos dos representantes espanhóis às autoridades nacionais para acautelarem a segurança das instalações espanholas (Embaixada e consulados) como era nosso dever caíram em saco roto.

Vivia-se em Lisboa um clima deplorável de agitação descontrolada nas ruas, por razões políticas internas, a que se somou durante esse mês de Setembro as reações violentas e manifestações orquestradas de recriminação pela grave e de facto criticável situação política em Espanha, particularmente depois do atentado a Carrero Blanco.

Protestos crescentes contra as representações espanholas, claramente organizadas. Alucinação completa nas ruas, num ambiente deplorável, basicamente incontrolável, crescente, particularmente depois dos moderados do MFA terem obtido a maioria no conselho da revolução na sequência da assembleia do MFA em Tancos.

Na região militar de Lisboa, a esmagadora maioria das unidades integrantes, era uma pura ficção, uma bandalheira monumental.

O COPCON começou a ser esvaziado com a criação do AMI. Paralelamente, e designadamente nos comandos, e para os comandos, começaram desde 8 da Agosto de 1975 a ser recrutados e angariados antigos combatentes da guerra em África. Começara a programação do que culminaria em 25NOV75.

O anti-Espanha, o antifascismo, a revolução, a euforia revolucionaria completamente tresloucada e alienada, protestos descontrolados, irresponsabilidade e vandalismo gratuitos e inqualificáveis, prosseguiram em crescendo pelo mês fora. 

Para gáudio absoluto de uma série de canalhas ligados a grupelhos sendo que, como acontece muitas vezes na história, alguns deles viriam mais tarde a ter notoriedade na cena política nacional. Para nossa desgraça, opinião pessoal, naturalmente.

O incêndio custou bem caro aos bolsos dos contribuintes, entre eles, eu.

Como de costume, os que na altura promoveram e capitanearam os deploráveis episódios e atentados às representações espanholas culparam estrangeiros pela barbárie. Eles, inocência absoluta, nem nunca haviam pegado em tochas. Nem existem fotografias de certos rapazolas a dirigir a maltosa!

O costume.

AC

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

SUBIDAS  VERTIGINOSAS

Na vida das pessoas, melhor, de umas muito poucas pessoas, acontecem ás vezes subidas vertiginosas.

É o caso de Durão Barroso, que começou ao que se sabe como agente aguerrido do MRPP.

Como se sabe, cá dentro subiu subiu, cargos vários em governos, afastou-se (parece) das cenas do MRPP, saiu à desfilada para a Europa e para o mundo.

Foi com 2 mandatos na UE, aulas lá fora, palestras e conferências,  presidente não executivo da Goldman Sachs International e, agora, caiu-lhe no colo ser presidente da Gavi-The Vaccine Alliance (a conhecida organização dos ricos e altruístas Bill e Melinda Gates). Facilidades que acontecem a qualquer simples mortal, não é verdade?

Esta coisa da monitorização da distribuição das vacinas é, para mim, muito curiosa. Mauzinho como sou, a monitorização creio que é mais para a “banda” de ver como podem ser distribuídas de forma a obter-se o maior lucro possível para certos consórcios/ produtores das vacinas.
AC