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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Sobretudo com Trump, mas eu não sei se Trump sabe quem é Durão Barroso.
(Seixas da Costa)

Esta é, para mim naturalmente, uma das melhores definições do "Cherne"

AC

terça-feira, 4 de julho de 2023

OTAN /NATO Substituição de Jens Stoltenberg
Jens Stoltenberg está prestes a terminar o seu mandato na OTAN/ NATO. 
Podia colocar-se a pergunta: Quem lhe sucederá?
Compreende-se que nos EUA e como sempre aconteceu, o assunto ande a ser ponderado há bastante tempo.

Como é natural, em muitos OCS internacionais atiraram-se nomes para o ar. Falava-se nomeadamente de várias senhoras, Kaja Kallas, Zuzana Caputová, Mette Frederiksen, e a sempre inarrável Ursula.

Haverá nomes como estes e certamente muitos mais não ventilados publicamente. 
E há sempre a hipótese de nenhum agradar a Washington. 
E os EUA forçarem mais uns tempos ao atleta Stoltenberg. 
Como acaba de se saber, o atleta ficará até Outubro de 2024.

Há semanas leu-se por cá, que requisitos fundamentais para qualquer candidato que se quisesse perfilar para o cargo (eu devia falar de competências, é o que está na moda), são,
- ser pessoa com peso político internacional, seja isto o que for, mas uma hipótese é que seja alguém conhecedor dos corredores, 
    - da indústria de armamento internacional, 
    - da alta finança,
    - dos "fora" da geoestratégia e da geopolítica,
    - e sobretudo em Washington,
- ter experiência de governo,
- ter estaleca no plano diplomático e das relações internacionais,
- ter boa capacidade de gestão,
- ser um bom comunicador, diria eu, ter boa capacidade no plano das  relações públicas. 
       
Ora, tendo acontecido que Barroso se pirou para a UE, Freitas do Amaral esteve uns tempos na ONU e Guterres se pirou também para durante anos preparar a subida à ONU onde aliás abichou recentemente o 2º mandato, porque não olhar a certos personagens da nossa vida política?
Os EUA terão perdido alguns minutos a olhar para certos Tugas?

É que temos por cá putativos candidatos a lugares importantes, senão vejamos:
Augusto Santos Silva
- foi ministro da defesa, é trauliteiro, gosta dos corredores do poder estrangeiros como qualquer bom esquerdalho Trotskysta reconvertido em democrata puro; pontos fracos, a comunicação, a gestão, a agressividade, e não creio que trocasse facilmente o cómodo assento em Belém pelo da OTAN.

António Vitorino
Foi um "bocadinho" ministro da defesa, é mais ou menos conhecido internacionalmente à conta das migrações; pontos fracos, não percebe nada de coisas militares, creio que detesta tudo que seja militar a menos que seja negócio, e apesar de internacionalmente conhecido viu-se recentemente que não lhe ligam grande coisa.

João Cravinho
Já foi ministro da defesa; pontos fracos, praticamente tudo mas fiquemos por, mau gestor, mau comunicador, nada credível.

Pedro Nuno Santos
- Foi ministro, é conhecido internacionalmente, nomeadamente na alta finança, pois pôs a banca internacional a tremer das pernitas; pontos fracos, não percebe nada de coisas militares, mau comunicador, mau gestor, faz frequentemente tristes figuras, e tem a mania que ser desbocado e malcriado é uma virtude.

António Costa
Tem experiência governativa, é muito conhecido internacionalmente ao ponto de ter de estar frequentemente a reajustar a sua agenda dados os constantes convites seja para noitadas festivaleiras seja para jogos de futebol; pontos fracos, péssima dicção, péssimo comunicador, diz tudo e o seu contrário em curtos intervalos de tempo, promete o que não tem.

Durão Barroso
Preenche vários requisitos, mas creio que prefere entreter-se com o circuito das conferências e com as reuniões da alta finança internacional e dos clubes internacionais conhecidos.

Naturalmente, existem outras hipóteses nacionais, mas não quero que pensem que estou para aqui a querer queimar nomes. Os supra indicados têm mérito e como todos os humanos, alguns pontos fracos também, como referi.

Nada se decidiria contra os EUA. 
Washington olhou à volta, (Tugas incluídos?), não gostou dos muitos nomes, nem esteve para ceder ao politicamente correcto patrocinando um nome feminino.
Como já se sabe, o Norueguês atleta do ginásio vai continuar até Outubro de 2024. Segue para Bingo!

AC

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

SUBIDAS  VERTIGINOSAS

Na vida das pessoas, melhor, de umas muito poucas pessoas, acontecem ás vezes subidas vertiginosas.

É o caso de Durão Barroso, que começou ao que se sabe como agente aguerrido do MRPP.

Como se sabe, cá dentro subiu subiu, cargos vários em governos, afastou-se (parece) das cenas do MRPP, saiu à desfilada para a Europa e para o mundo.

Foi com 2 mandatos na UE, aulas lá fora, palestras e conferências,  presidente não executivo da Goldman Sachs International e, agora, caiu-lhe no colo ser presidente da Gavi-The Vaccine Alliance (a conhecida organização dos ricos e altruístas Bill e Melinda Gates). Facilidades que acontecem a qualquer simples mortal, não é verdade?

Esta coisa da monitorização da distribuição das vacinas é, para mim, muito curiosa. Mauzinho como sou, a monitorização creio que é mais para a “banda” de ver como podem ser distribuídas de forma a obter-se o maior lucro possível para certos consórcios/ produtores das vacinas.
AC

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

GUTERRES JUSTIFICOU-SE com uma coisa deste género
E foi tratar da vida, calmamente, programadamente.
Pântano, vociferou com voz pausada. E foi-se.
Depois dele veio uma sequência de habilidosos (cada um a seu modo), Barroso, Santana, Sócrates, Coelho, Costa.
Como estamos agora? 
No melhor dos mundos, dizem Costa e apaniguados.
Mal, muito mal, dizem os pretensamente da oposição (!!??!!).
Creio que nem no meio está a virtude. 
Comparemos.
Olhando para a figura abaixo, não há dúvida que está ali um barco, de cores garridas, a flutuar, pelo menos aparentemente!!
Olhando melhor, contudo, estou a ver o barco cheio de água, rodeado de água e muita lama, e dá-me a impressão que assente no fundo do lamaçal. Ah, e não vejo motor, nem tripulantes.
Mas que está ali um belo barco está! Já foi um belo barco!
Aguardemos, pois!!!
AC

segunda-feira, 9 de maio de 2016

EXEMPLO de COMPLETA AUSÊNCIA de VERGONHA

Como já vi escrito - "Há uma coisa que impressiona na política portuguesa e que é os políticos não terem consciência da sua pequena dimensão" . Vem isto a propósito da criatura que se vê numa fotografia tristemente célebre. Exactamente, o senhor Durão Barroso.
É lamentável, opinião minha naturalmente, discutível, esta telenovela que nem mexicana consegue ser, de tão má qualidade e de tão fracos actores. 
Com esta "cena", o ex-jornal de referência terá tentado aumentar a tiragem? Não faço ideia. Foi pedido de Barroso? Desconheço. Interferência de Balsemão? Sei lá.
Não interessa, apareceu, obrigou Jorge Sampaio vir a terreiro defender-se. Não muito bem, acho eu, opinião discutível, certamente.
Não sendo especialista de relações internacionais, não sendo constitucionalista mas tendo estudado direito constitucional, tendo alguma experiência de vida, e anos de contactos privados com alguns dos melhores em relações internacionais (o melhor dos que conheci infelizmente já falecido), vou atrever-me a dar uns palpites.
1. Se Sampaio tivesse insistido na não realização da cimeira nas Lajes, tinha ou não havido invasão do Iraque? Tinha, Bush estava mais que decidido. Além de que uma operação militar daquela envergadura leva muito tempo a preparar. Estava mais que em marcha.
2. A participação de Portugal na cimeira, nas Lajes ou em outro local, era importante, era primordial? Só um louco acredita nisso. 
3. Diz-se por aí que Durão Barroso se colocou em bicos de pés, e quase terá feito papel de mordomo chique! Pela minha parte, parvo é que ele não é. 
E, ao longo dos anos, passado o seu período arruaceiro, tratou da vidinha. Sim, porque não se vai por acaso para Georgetown e etc, e por lá se anda uns tempos largos. 
E creio que será das ligações especiais que construiu em círculos ainda mais especiais, e que mais tarde também o ajudaram a convencer uns quantos a conseguir o lugar de Bruxelas, que quando estava tudo em marcha nos planos logístico e operacional, mas faltava um esboço de legalidade à coisa, que eles se lembraram - "liga aí ao Zé Manel que ele dá um ajuda logística e de encenação". O então presidente dos EUA precisava apenas de uma encenação de legalidade e comprometimento internacional, parcial que fosse.
4. Porque se lembrou Barroso de falar na coisa? Havendo entrevista, pedida ou não, não havia como fugir a esse capítulo da história nacional e da internacional. Diz ele que foi a única pessoa que consultou antes de. 
Bem, não podia dizer que o ex-PR se tinha oposto. 
E, de facto, como se lê nas palavras de Jorge Sampaio, não se opôs. E aqui começa o jogo de cintura de um e de outro, o jogo da semântica. Pessoalmente, tenho em péssima consideração Durão Barroso. Mas quanto a Jorge Sampaio, não tendo dele uma péssima opinião, também não ponho as mãos no lume, por mais que os seus adoradores andem sempre a tentar convencer o pagode.
Ler atentamente, com isenção, o artigo do ex-PR, fácil é concluir que nem tudo bate certo. Joga e muito bem, com o enorme descrédito que Durão Barroso, e muito merecidamente, tem junto da esmagadora maioria dos cidadãos. Mas isso é pouco.
Até porque, se tinha tantas desconfianças e tantas discordâncias com o ex-PM, como aceitar de boa fé a justificação que ele lhe deu? 
É por esta e por outras  que estes senhores não me merecem grande consideração. Mas Barroso é bem pior que Sampaio.
5. Adicionalmente, e ainda neste - aceitou, não aceitou - o ex-PR é um dos maiores artistas a convencer o povinho. Vem isto a propósito de me parecer que é mais um daqueles que clama sempre que não pode, que não lhe compete, mas depois é dos que gosta que lhe mostrem previamente os discursos na véspera de os ouvir publicamente durante cerimónias. Não estou a dizer que era assim que mandava proceder, mas da leitura do seu artigo fica a sensação de ser o tipo de pessoa que gosta do estilo - façam o que eu digo, não o que eu faço. Se não aceitava tudo, porque aceitou uma coisa que entrava pelos olhos dentro cheirar mal? Enfim.
6. Por fim as memórias selectivas. Creio que Sampaio tem toda a razão no "toque" que dá em Barroso a este propósito. Interessante o nível de detalhe evidenciado por Jorge Sampaio no seu artigo designadamente a horas. Interessante também chamar à colação, com grande ênfase, o seu papel e responsabilidade de Comandante Supremo das Forças Armadas.
Mas que pena, tenho pena, que não tenha elaborado um pouco sobre as suas decisões, que muito superficialmente recupera mas com jactância, sobre o impedimento de envio de tropas para o exterior. Afirmei decisivamente o papel efectivo do Presidente como Comandante Supremo das Forças Armadas, escreveu o ex-PR. Não dá para sorrir mas quase.
Porque, precisamente concordando com ele -importam tanto os resultados como os processos - teria sido instrutivo e esclarecedor conhecer as suas decisões e conversas, por exemplo, no âmbito das duas reuniões do Conselho de Estado a que alude, acerca das Forças Armadas, sobre enviar ou não enviar, quanto a enviar se deviam ser forças do Exército ou de outro Ramo, e acerca do ir pensando em meios da GNR em vez de meios das Forças Armadas.
Ah, já me esquecia, segredo de Estado. O costume.
Espera, ou memória selectiva?
AC

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

AS ELITES NACIONAIS NÃO ESTÃO À ALTURA DOS PORTUGUESES
Esta frase é de ontem, proferida pelo Eng António Guterres, num programa na TV, programa anunciado com tanta importância que abri mais uma excepção: plantei-me em frente ao televisor.
Ouvi Guterres e Barroso. E concluí, Guterres está cheio de razão. Será que se esqueceu que pertence ás tais elites? Aliás Barroso também teve "boas" tiradas!!!! Também se esqueceu que integra as tais elites.
Guterres e Barroso tem mais coisas em comum: piraram-se os dois, para o bem bom, à conta das amizades internacionais que fizeram anos atrás. Quando o pântano ficou ainda mais mal cheiroso, PIRARAM-SE. 
Mas, depois, existem estas instituições que os trazem sempre de volta. Tudo tem explicação!!!
Ainda quanto a elites, o antigo ministro da justiça do PS, Vera Jardim, e salvo erro sócio de Jorge Sampaio, veio dizer na Rádio de Nascença, que não gostou de ouvir António Costa pronunciar-se sobre o governador do Banco de Portugal. Reconhece, e eu também, que ninguém deve estar a salvo de críticas, mas a forma foi de facto excessiva. O excesso devia ser em privado. E o governador bem precisa de ser criticado! 
Estamos portanto, nos exemplos das elites. As elites. Já agora, o Governador também integra as elites. Basta recordar o trajecto. 
Nestas alturas, recordo sempre os amigos e conhecidos que ao longo da vida me disseram/ dizem, com amizade, mas com um certo tom - não é tanto como dizes
Pois cá continuo sempre enganado quanto ao que se passa no meu desgraçado País. Sempre enganado, que azar o meu, que vejo tudo torto.
Quanto à frase de Guterres, nem faço mais extrapolações, que podiam ser retiradas, bem mais violentas.
AC