quarta-feira, 11 de junho de 2025

A  DEFESA  NACIONAL segundo MARCELO
Será? 
Será que Marcelo Rebelo de Sousa leu este meu texto de há dias?

FINALMENTE

Segundo notícias que foram caindo ao longo de muitas semanas já passadas, e relativamente à célebre meta dos 5% do PIB para a defesa,  tem havido reações diversas e diferentes de países /membro OTAN/ NATO.

Por exemplo, e para ficar por agora na Tugolândia, 5% é uma meta que foi considerada impensável porque, entre outras coisas, isso seria incomportável orçamentalmente e, sobretudo, pelas implicações / impactos sobre o designado Estado Social. O lençol é curto.

Lá fora mas sobretudo na Tugolândia, têm havido comentários, análises, posições, etc. de vários quadrantes e personalidades. 
Civis e militares. 

Mas para lá disso, dos discursos escritos ou verbalizados, e como de costume, temos sempre a conversa da treta. Opinião pessoal naturalmente.

5% é meta acomodável'
Claro que é.
Basta tão só seguir o exemplo socialista de décadas e muito também do PSD.

Basta seguir esses exemplos, e ver como contabilizaram ano após ano as despesas de defesa. 

Fossem, peixes de águas profundas ou carapaus de corrida, todos sempre tiveram a lata de dizer que andávamos pelos 2%. 
Rotunda aldrabice.
Mesmo juntando (como sempre fizeram) a GNR.
Não foi aliás nada inocente que um dia tenham passado estatutariamente a designar os elementos dessa força de segurança como militares. 

Mas vindo aos 5%, volto a afirmar que os 5% do PIB para defesa é coisa alcançável.
Como?

O fofinho do Rutte já explicou. Só os desatentos não perceberam.

Basta somar à despesa com a estrutura do ministério da defesa  chamada nacional (que é coisa que nunca foi, continua a ser apenas o ministério da tropa), a despesa total com as forças armadas que admito venha a ter algum incremento orçamental, mais a despesa com toda a estrutura do sistema de protecção civil, mais a despesa com o INEM, mais a despesa (como sempre têm feito) com a GNR, mais a despesa com a PSP, mais a despesa com a estrutura de controlo de fronteiras, mais a despesa de funcionamento das empresas portuguesas por exemplo lançadas na produção de drones.

Ah, e se somarem a despesa com Marcelo Rebelo de Sousa, perdão, com a Presidência da República. . . . .

Vão ver que não vai ser difícil. 
É só um pouco de imaginação.  
Aliás, não é por acaso que na Tugolândia, já não se encontram oposições frontais aos 5%, apenas preocupações!  

A engenharia financeira terá que estar pronta até à reunião NATO em finais de Junho próximo. Não vai ser difícil!
António Cabral (AC)

O actual Presidente da República, naquele seu jeito habitual, falou sobre as despesas e os investimentos da defesa.
E o que disse sua excelência?
Isto:
- sugeriu maior elasticidade na contabilização das despesas e investimentos da Defesa,
- alegou que essa prática é seguida em outros países 
- afirmou que Portugal tem critérios rígidos,
- sugeriu que Portugal deveria mudar os critérios de contabilização de despesas e investimentos na área da Defesa Nacional,
- afastou para já a necessidade de um Orçamento Retificativo para que Portugal cumpra o compromisso da NATO de atingir a curto prazo 2% do PIB em investimentos e despesas com a Defesa Nacional,
- afirmou que para atingir os 2%, vários países fazem uma coisa que é considerar despesas militares uma série de despesas que têm utilização militar, mas têm também, por exemplo, proteção civil ou infra-estruturas.
- que Portugal não tem seguido esse caminho. 

Ora visto o que sua excelência disse, cheira-me que lhe foram mostrar o meu texto.

Mas uma coisa devia sua excelência ter visto com mais cuidado. 
Está errado quando diz que os governos não têm seguido os critérios para a engenharia financeira que agora sugeriu. 
Está ERRADO, os governos PS e PSD sempre contabilizaram vários custos que não os directos com a estrutura MDN, a estrutura EMGFA e os ramos das forças armadas, pessoal infra-estruturas, lei de programação militar.

Leia outra vez senhor Presidente. E até hoje, mesmo assim, nunca passaram de 1,45 do PIB.

E creio que vão agora incluir muito mais como eu escrevi há dias.
Fui o primeiro. Nada de plágios sr Presidente, eh. . . . eh . . . 
Boa semana
AC

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