Será?
Será que Marcelo Rebelo de Sousa leu este meu texto de há dias?
FINALMENTE
A engenharia financeira terá que estar pronta até à reunião NATO em finais de Junho próximo. Não vai ser difícil!António Cabral (AC)
Segundo notícias que foram caindo ao longo de muitas semanas já passadas, e relativamente à célebre meta dos 5% do PIB para a defesa, tem havido reações diversas e diferentes de países /membro OTAN/ NATO.
Por exemplo, e para ficar por agora na Tugolândia, 5% é uma meta que foi considerada impensável porque, entre outras coisas, isso seria incomportável orçamentalmente e, sobretudo, pelas implicações / impactos sobre o designado Estado Social. O lençol é curto.
Lá fora mas sobretudo na Tugolândia, têm havido comentários, análises, posições, etc. de vários quadrantes e personalidades.
Civis e militares.
Mas para lá disso, dos discursos escritos ou verbalizados, e como de costume, temos sempre a conversa da treta. Opinião pessoal naturalmente.
5% é meta acomodável'
Claro que é.
Basta tão só seguir o exemplo socialista de décadas e muito também do PSD.
Basta seguir esses exemplos, e ver como contabilizaram ano após ano as despesas de defesa.
Fossem, peixes de águas profundas ou carapaus de corrida, todos sempre tiveram a lata de dizer que andávamos pelos 2%.
Rotunda aldrabice.
Mesmo juntando (como sempre fizeram) a GNR.
Não foi aliás nada inocente que um dia tenham passado estatutariamente a designar os elementos dessa força de segurança como militares.
Mas vindo aos 5%, volto a afirmar que os 5% do PIB para defesa é coisa alcançável.
Como?
O fofinho do Rutte já explicou. Só os desatentos não perceberam.
Basta somar à despesa com a estrutura do ministério da defesa chamada nacional (que é coisa que nunca foi, continua a ser apenas o ministério da tropa), a despesa total com as forças armadas que admito venha a ter algum incremento orçamental, mais a despesa com toda a estrutura do sistema de protecção civil, mais a despesa com o INEM, mais a despesa (como sempre têm feito) com a GNR, mais a despesa com a PSP, mais a despesa com a estrutura de controlo de fronteiras, mais a despesa de funcionamento das empresas portuguesas por exemplo lançadas na produção de drones.
Ah, e se somarem a despesa com Marcelo Rebelo de Sousa, perdão, com a Presidência da República. . . . .
Vão ver que não vai ser difícil.
É só um pouco de imaginação.
Aliás, não é por acaso que na Tugolândia, já não se encontram oposições frontais aos 5%, apenas preocupações!
A engenharia financeira terá que estar pronta até à reunião NATO em finais de Junho próximo. Não vai ser difícil!
O actual Presidente da República, naquele seu jeito habitual, falou sobre as despesas e os investimentos da defesa.
E o que disse sua excelência?
Isto:
- sugeriu maior elasticidade na contabilização das despesas e investimentos da Defesa,
- alegou que essa prática é seguida em outros países
- afirmou que Portugal tem critérios rígidos,
- sugeriu que Portugal deveria mudar os critérios de contabilização de despesas e investimentos na área da Defesa Nacional,
- afastou para já a necessidade de um Orçamento Retificativo para que Portugal cumpra o compromisso da NATO de atingir a curto prazo 2% do PIB em investimentos e despesas com a Defesa Nacional,
- afirmou que para atingir os 2%, vários países fazem uma coisa que é considerar despesas militares uma série de despesas que têm utilização militar, mas têm também, por exemplo, proteção civil ou infra-estruturas.
- que Portugal não tem seguido esse caminho.
- que Portugal não tem seguido esse caminho.
Ora visto o que sua excelência disse, cheira-me que lhe foram mostrar o meu texto.
Mas uma coisa devia sua excelência ter visto com mais cuidado.
Está errado quando diz que os governos não têm seguido os critérios para a engenharia financeira que agora sugeriu.
Está ERRADO, os governos PS e PSD sempre contabilizaram vários custos que não os directos com a estrutura MDN, a estrutura EMGFA e os ramos das forças armadas, pessoal infra-estruturas, lei de programação militar.
Leia outra vez senhor Presidente. E até hoje, mesmo assim, nunca passaram de 1,45 do PIB.
E creio que vão agora incluir muito mais como eu escrevi há dias.
Fui o primeiro. Nada de plágios sr Presidente, eh. . . . eh . . .
Boa semana
AC

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