Por exemplo, a Venezuela está melhor do que estava, viu-se livre do sanguinário Maduro, mas discutem o direito internacional, em vez de louvarem a prisão de um narcoterrorista e reconhecerem a suavização do regime.
Em Cuba, a população vive em ditadura comunista e com fome desde 1960, mas tentam fazer crer que os problemas resultam dos boicotes americanos. Os iluminados antiocidentais não aceitam (salvo quando se trata da Rússia ou da China) que o direito internacional integra direitos humanos, legitimando ações quando possível.
Os pseudopacifistas proclamam que a adesão à NATO de países do Leste, bálticos e escandinavos foi fruto de uma política bélica do Ocidente.
Ignoram que os países precisam de se proteger, tal como faz um cidadão ao contratar empresas de segurança. A expansão da NATO é um instrumento coletivo de defesa.
Cresceu pela adesão de países neutros e antigos estados satélites da URSS.
Por tudo isto, não se estranha que os chamados idiotas úteis se limitem a lançar apelos à contenção, em vez de saudar o ataque contra o regime teocrático que recentemente chacinou mais de 30 mil contestatários, sobretudo jovens. Isto para além de ter aproveitado o ataque de sábado para visar alvos civis e militares de países árabes muçulmanos e mesmo uma base inglesa em Chipre, um país da União Europeia.
Os falsos moralistas só à boca pequena reconhecem que o Irão apoia e treina múltiplas organizações terroristas como o Hamas e o Hezbollah, colaborando em ações como o 7 de outubro.
No entanto, têm sempre o cuidado de invocar justificações moralistas para tais atos.
A crueldade abjeta de Teerão só compara com a do Afeganistão, um estado miserável e exportador de terror.
Farto de ser alvo, o regime paquistanês (uma democracia formal dominada por militares autocratas) desencadeou uma guerra defensiva de fronteira contra os talibãs, esperando-se que a ganhe. Neste contexto internacional, reconheça-se que Trump é um intempestivo, cujo narcisismo resvala para limites perigosos.
E é claro que esta ofensiva tem visões distintas em Telavive e Washington. Os israelitas querem reforçar a sua segurança, destruir o seu maior inimigo, mudando o regime.
Já Trump pretende garantir a defesa do aliado judeu e aproveitar para controlar a rota do petróleo para a China.
A mudança de regime não será para ele essencial, desde que consiga destruir grande parte do poder de fogo dos ayatollahs. Apesar de Trump, não se pense que os militares americanos e israelitas aceitariam iniciar futilmente um ataque com a dimensão que vemos. Qualquer democrata deseja que se criem condições para os iranianos se libertarem sem uma intervenção externa massiva, rejeitada pelas opiniões públicas ocidentais.
O passado recente mostra que nada substitui o povo, pelo que é incerta a queda do regime de Teerão. Mas o facto é que ele está muito fragilizado, deixou de ter parte dos meios de apoio ao terrorismo, viu travada a sua aspiração nuclear e limitada a sua preponderância geopolítica. Muitas vezes temos de optar pelo menor dos males. E preparar-nos para repetir o ataque dentro de uns tempos, se o regime renascer".
(jornalista Oliveira e Silva) (sublinhados da minha responsabilidade)
Bom dia
Tenham uma boa 3ª Feira.
Saúde e boa sorte
António Cabral (AC)
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