A PROPÓSITO DE TERRAS BEIRÃS
Como por diversas vezes ao longo do tempo confessei, por textos e por fotografias, sendo embora alfacinha de nascimento, nascido na então famosa S.Sebastião da Pedreira, e tendo vivido,
* os primeiros 3 meses de idade em Paço de Arcos,
* depois praticamente 6 anos em Luanda,
* a seguir em Paço de Arcos até quase aos 14,
* até aos 23 na Parede,
* daí para cá décadas com residência fiscal a Sul do Tejo mas pelo meio a profissão colocando-me 3 anos de EUA, praticamente 2 de Holanda, quase um ano de Bélgica, fora as reuniões de uma semana no estrangeiro (Noruega, Bélgica, Alemanha, Holanda, França, Inglaterra) ao longo de alguns anos,
a realidade é que onde me sinto completamente bem é na aldeia Beirã, a qual em 1938 ficou crismada como a mais portuguesa.
"Sou" de Monsanto (concelho Idanha-a-Nova) desde finais de 1969.
Estou a recordar isto e a passar ao texto porque o tempo vai decorrendo.
Estou a escrever isto depois de ficar definitivo que a partir de 23 de Janeiro passado, passar-se-á a celebrar todos os anos nesse dia a primeira menção histórica a Idanha-a-Nova.
Foi há 820 anos que, pela mão de D. Sancho I, na Carta de Confirmação de Idanha-a-Velha à Ordem dos Templários, se escreveu pela primeira vez o nome de Idanha-a-Nova.
Assim nasceu uma identidade que desde então se desdobrou em duas: Idanha-a-Nova e Idanha-a-Velha (com, entre outras coisas, as pedras sepulcrais, os muros muitos deles visigóticos, alguns edifícios medievais, as muralhas, o pequeníssimo e destroçado castelo, um palácio inacabado/ abandonado, um património riquíssimo e, certamente, muito debaixo da terra tesouros de pedras enterrados por hectares e hectares) .
Como periodicamente sempre refere e recorda um homem da minha profissão que muito respeito, "o passado não é o que passou é o que vai ficando".
Bom dia, tenham uma boa 3ª Feira.
Saúde e boa sorte.
AC
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