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terça-feira, 3 de março de 2026

A  PROPÓSITO DE  TERRAS  BEIRÃS 
Como por diversas vezes ao longo do tempo confessei, por textos e por fotografias, sendo embora alfacinha de nascimento, nascido na então famosa S.Sebastião da Pedreira, e tendo vivido, 

* os primeiros 3 meses de idade em Paço de Arcos,
* depois praticamente 6 anos em Luanda,
* a seguir em Paço de Arcos até quase aos 14,
* até aos 23 na Parede, 
* daí para cá décadas com residência fiscal a Sul do Tejo mas pelo meio a profissão colocando-me 3 anos de EUA, praticamente 2 de Holanda, quase um ano de Bélgica, fora as reuniões de uma semana no estrangeiro (Noruega, Bélgica, Alemanha, Holanda, França, Inglaterra) ao longo de alguns anos, 

a realidade é que onde me sinto completamente bem é na aldeia Beirã, a qual em 1938 ficou crismada como a mais portuguesa.

"Sou" de Monsanto (concelho Idanha-a-Nova) desde finais de 1969.

Estou a recordar isto e a passar ao texto porque o tempo vai decorrendo.
Estou a escrever isto depois de ficar definitivo que a partir de 23 de Janeiro passado, passar-se-á a celebrar todos os anos nesse dia a primeira menção histórica a Idanha-a-Nova.

Foi há 820 anos que, pela mão de D. Sancho I, na Carta de Confirmação de Idanha-a-Velha à Ordem dos Templários, se escreveu pela primeira vez o nome de Idanha-a-Nova.
Assim nasceu uma identidade que desde então se desdobrou em duas: Idanha-a-Nova e Idanha-a-Velha (com, entre outras coisas, as pedras sepulcrais, os muros muitos deles visigóticos, alguns edifícios medievais, as muralhas, o pequeníssimo e destroçado castelo, um palácio inacabado/ abandonado, um património riquíssimo e, certamente, muito debaixo da terra tesouros de pedras enterrados por hectares e hectares) .

Como periodicamente sempre refere e recorda um homem da minha profissão que muito respeito, "o passado não é o que passou é o que vai ficando".

Bom dia, tenham uma boa 3ª Feira.
Saúde e boa sorte.

AC

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

GOSTO
Temas tão diferentes. 
Gosto dos dois. Presumo que as fotos estão razoáveis.
A segunda é de património edificado, que está mais ou menos recuperado.
AC

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

A SECA

Aqui havia normalmente uma ribeira, mesmo nesta altura. 

Agora está "linda" como se pode ver.


AC
 

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

P O N T E S

PONTES, pontes, pontes. 

Foram sendo construídas, ao longo de séculos, para transpor ribeiros e rios, para ligar margens, para se "voar" de carro ou a pé sobre vales.

Pontes, também, entre pessoas, entre cidades, entre países, entre organizações. Entendimentos.

Mas, também durante séculos, pontes se atravessaram para destruir, destruindo o outro lado. Pontes se quebraram entre pessoas, entre países. Pontes se destruíram durante as guerras, para inviabilizar ou retardar avanços de outros. Desentendimentos.

Pontes, algumas são verdadeiras obras de arte, várias de tempos Romanos. Pontes. 

Deviam construir, deviam estabelecer. Pontes. Assiste-se ao inverso.

AC

terça-feira, 10 de março de 2020

EGITÂNIA
Cidade antiga do tempo dos Suevos que existiu onde hoje é a aldeia de Idanha-a-Velha, no concelho de Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco.
Aí se encontrou a mais antiga inscrição Romana em Portugal, datada de 16 ac. Foi sé episcopal no século VI. 
Foi arrasada pelos árabes em 715.
Vale a pena visitar Idanha-a-Velha, pela sua fantástica e antiga catedral, pelo baptistério, pelas imensas ruínas que estão a descoberto (nem a um décimo do que está enterrado deve corresponder), pelo lagar de varas recuperado, pela ponte Romana.
AC

sexta-feira, 28 de junho de 2019

AVES.
AVES INVERNANTES
Estamos no Verão. 
Mas pode falar-se de coisas de outra época do ano. 
Aves, as aves que se passeiam /esvoaçam pelos campos da Idanha, das Idanhas. São várias. 
Sei que as designadas por invernantes, as que procuram os nossos frios para prosseguirem a vida e para isso fogem de outros frios bem mais duros são, a coruja, o tartaranhão, o lugre, o tordo, o estorninho, o pisco, a carricinha, a petinha.
Sei que são estas as aves invernantes, mas até hoje nunca consegui ver de perto e observar senão a coruja e o tordo.
AC

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A RIQUEZA DO NOSSO PATRIMÓNIO
Portugal tem um património riquíssimo. 
No edificado, no imaterial.
Nas minhas andanças, de carro daqui para ali e, depois, muito a pé máquina fotográfica em punho, nas últimas quase três décadas mas sobretudo nos últimos 14 anos tenho calcorreado muito o nosso território.
No plano do património edificado tenho descoberto coisas fantásticas. Só para aguçar o apetite, um dos momentos do Verão passado que mais gozo me deu foi andar dentro e também muito à volta do chamado Vale da Varosa.
Entre muitas das fotografias que vou partilhando, quase sempre sem dizer os locais (quem quiser saber pergunte s.f.f.) aparecem igrejas, campanários, catedrais. 
Mas entre algumas das fotografias que creio são muito razoáveis, tenho imensas das catedrais do nosso País. 
As catedrais constituem um património único. 
Existe literatura extraordinária sobre esta temática.
Muitos não saberão, mas consideram-se 27 catedrais em que, algumas, perderam em determinada época esse estatuto.
Muitos não saberão, também, que a primeira catedral foi a de Idanha-a-Velha, que hoje é uma aldeia histórica com muito escassa população residente (diz-se que menos de 60), com um palácio fabuloso muito abandonado o qual, aparentemente, será uma das 30 preciosidades que se pretendem recuperar no Continente.
A Sé Catedral de IDV foi construída  por partes se assim se pode dizer. O que hoje existe, tem de certa forma a ver com a criação do bispado da famosa Egitânia, algures por 559. Já no século VII terá sido recomeçado o que antes parcialmente existia. 
Enfim, não sou historiador, mas tenho lido muito sobre isto, não só porque a "coisa" me interessa mas, em especial, por estar muito perto da minha aldeia favorita, a "crismada" em 1938 como a aldeia mais portuguesa. 
Se recuarem uns posts mais atrás, encontrarão um com duas fotografias: a primeira com 2 eléctricos encarnados de passear os turistas e, a segunda, fotografia noturna, a de uma igreja iluminada. 
É a ex-catedral de IDV. Perdeu o estatuto de catedral algures em 1199, porque a sede episcopal passou para a Guarda, sobretudo por razões de segurança física. 
Mais tarde, entre muitas coisas, houve mão dos templários, mais obras, e anos mais tarde ainda mais obras. Hoje chama-se Igreja de Sta Maria, mas os locais continuam a considerá-la a Sé Catedral.
Não é para fazer inveja a ninguém mas, sem nenhuma explicação especial para isso, a realidade é que conheço todas as catedrais menos, a de Silves, Leiria e Beja. Lá irei.
As 27 catedrais são: Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Bragança (Sé Velha, Sé Nova), Miranda do Douro, Porto, Lamego, Aveiro, Viseu, Guarda, Coimbra (Sé Velha, Sé Nova), Castelo Branco, Idanha-a-Velha, Leiria, Santarém, Portalegre, Lisboa, Setúbal, Elvas, Évora, Beja, Silves, Faro, Angra do Heroísmo, Funchal.
António Cabral