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domingo, 7 de janeiro de 2024

QUANDO os OUÇO . . . 
Sempre que os ouço, Costa, Montenegro, Hugo Soares, Augusto, Pizarro, Ventura, César, Inês, Mariana, Raimundo, Pedrinho, Rocha, e tantos mais, e olho ao lastro e legado que deixaram e às bazófias do momento, entre muitas coisas más e várias que não foram más (ninguém, nem nenhum partido, faz tudo mal ou tudo bem), recordo  que não são as palavras que resolvem os problemas das pessoas e os do país.
São os factos, as decisões, o uso apropriado da caneta.
AC

sábado, 8 de julho de 2023

sexta-feira, 22 de julho de 2022

ESCALAR  a  MONTANHA

É um impulso que surge e não se apaga em muitos.

Conta-se que a um dos primeiros a preparar-se para escalar a montanha  mais terrível no globo, o "Everest", lhe terão perguntado - "Porque é que o senhor quer escalar essa montanha"?

A resposta terá sido - "porque está ali"

Ao longo da vida temos impulsos diversos, desafios e, também, o almejar uma vida diferente, para melhor, no que à defesa de valores e instituições respeita.

Por isso não me calo, procuro aprender sempre, minimizar deficiências, e nunca me esqueço dos valores que nos devem nortear. Valores e não parvoíces de modas.

AC

terça-feira, 17 de agosto de 2021

DIGA-ME  O  QUE  FAZ  NA  VIDA

É uma pergunta que muitas vezes é feita entre cidadãos, do mesmo ou de outro país.

De acordo com José Tolentino de Mendonça, Simone Weil terá respondido um dia - "interesso-me pela humanidade".

Na sociedade contemporânea, é normal/ habitual interessar-me-nos pelo que fazem algumas pessoas como, banqueiros, políticos, governantes, titulares de órgãos de soberania, jornalistas, militares, autarcas, professores, investigadores, etc.

E quando nos interrogamos quanto ao que fazem certas pessoas, encontramos cada vez mais coisas e situações de bradar aos céus, como é uso dizer-se.

Um dos divertimentos possíveis nesta temática é, com assiduidade, vasculhar o diário da República da 2ª série, onde são publicados quadros de pessoal, nomeações etc.

Entre muitas coisas de chorar a rir nessas pesquisas é, por exemplo,  certo tipo de louvores. Em todos os tempos e com todas as cores políticas, tem havido louvores inacreditáveis, mas com os socialistas geringonças têm aparecido alguns casos de nos rebolarmos no chão a rir. Por exemplo, louvar chefes de gabinete, ou assessores, porque são muito queridos e seres humanos jovens mas já cheios de competências.

Depois, em outra perspectiva, há alguns que fazem da vida a apologia do bem (?) querendo que tudo se faça sem alarmes e facilitismos. Sempre em berço de oiro.

Algumas outras pessoas passam o tempo a contar a sua verdade em nome da dignidade, com artigos laudatórios nos grandes jornais, ainda que saibam que aquilo que contam ter acontecido não ocorreu como dizem. Indignidades aos pontapés, sempre a bajular e idolatrar "chefinhos" ou "ex-chefinhos". Arrastam-se e à sua pretensa dignidade pelo lamaçal da demagogia e da mais ordinária propaganda, quando não, essencialmente, pela mentira desavergonhada. Então no realçar, DETURPANDO, casos autárquicos, há por aí um festival de descarada ausência de vergonha na cara. Seres de saias e de calças!

AC

quinta-feira, 9 de julho de 2020

A CHAMADA CONTA MENSAL DA ÁGUA
Aqui no concelho onde vivo, margem Sul do Tejo, à vista de Lisboa, recebi a conta da água.
O total em si nada tem de extraordinário, não chegou aos vinte Euros.
O que considero extraordinário é a composição da conta.
Reparem:
Água propriamente dita - pouco mais de 26 % do total
Resíduos sólidos - pouco mais de 35%
Águas residuais - pouco mais de 33%
Taxas e IVA - 5,7%

Ou seja, da chamada conta de água, o preço da dita é basicamente  1/4 do montante total!!!!

Evidentemente que as questões ligadas ao saneamento têm de ser asseguradas e PAGAS, mas as percentagens a cobrar não serão demasiado altas?
AC

segunda-feira, 4 de março de 2019

SERVIÇO PÚBLICO 
e  COMUNICAÇÃO SOCIAL
O exercício de cargos públicos, o serviço à comunidade, implica muitas coisas, de que muitos se esquecem ou esquecidos se fazem.
Uma delas, a meu ver, é exactamente a periódica prestação de contas pelo serviço prestado. Obviamente no final de cada ciclo nomeadamente eleitoral mas, manda a vida contemporânea, é importante que a sociedade seja regularmente mantida a par do que vai sendo realizado ou não, relativamente a um dado programa anteriormente sufragado.
Cumulativamente, exige-se um exercício dos cargos com inquestionáveis, respeito pela leis, isenção política, transparência, honestidade intelectual, honestidade e hombridade, respeito pelos cidadãos, e religioso respeito pelos meios financeiros materiais e humanos ao seu dispor para o exercício desses cargos.

Naturalmente, todas as pessoas são diferentes, todas têm defeitos e qualidades, todas têm características experiência de vida e formação diferentes.
O que se vive hoje, pouco tem a ver com o início do século passado.
O mundo gira, avança, certamente com muitos tropeções, mas cada vez mais as pessoas têm o direito a ser mantidas informadas.
O papel da comunicação social é importantíssimo nas sociedades contemporâneas, civilizadas, democráticas, num estado de direito. Não só é importantíssimo como indispensável numa sociedade que se queira, livre, equilibrada, civilizada, evoluída.
E, como consagra a nossa CRP, mas que na prática está muito longe disso, a comunicação social deve ser independente dos poderes político e económico, deve respeitar os direitos liberdades e garantias das pessoas. A titularidade dos meios OCS não deve estar concentrada (como se verifica, não é.....).

Se no plano, dos interesses, da lei, dos deveres, dos direitos, quer para os OCS quer para os servidores públicos como, os titulares de orgãos de soberania, os autarcas, etc, as coisas parecem claras, vai ver-se a prática e verifica-se que, imensas vezes, nada se passa como era requerido.

Frequente ouvir-se defender que cada um talha o cargo à sua maneira. Sendo certamente em boa parte verdade, a noção que tenho é que ao longo dos anos, por exemplo, nem todos os Presidentes da República se comportaram exactamente dentro dos limites constitucionais, coisa que naturalmente é difícil de provar em tribunal. Até porque, em Portugal continua o velho respeitinho (embora digam que isso era no tempo do Botas....), e ninguém se quer atrever a colocar em causa um PR.
O mesmo se pode dizer de PM's, ministros, autarcas, etc, embora para estes todos já as coisas estejam ligeiramente diferentes!.

No caso dos PR, uma das figuras mais singulares é capaz de ser Cavaco Silva.
Como nota prévia antes de continuar, nunca gostei do senhor, reconhecendo-lhe que globalmente desempenhou um bom papel de PM entre 1987 e 1991, mas depois muito estragou e permitiu a uma cambada de malandros. 
Como PR mantive a mesma opinião global, e os dez anos na sua qualidade de Comandante Supremo das Forças Armadas não ajudaram nada a desfazer a opinião. Admito que a casa militar que constituiu/ aceitou durante esses anos não tenha ajudado nada.

Numa coisa concordo com Cavaco Silva: os cargos públicos devem ser exercidos com dignidade. 
Nem sempre terá sido assim. No presente continua a ser assim em vários casos, com várias "criaturas".
E concordo também que deva existir -"independência total em relação a todos os grupos, incluindo a comunicação social”.
Cavaco Silva defende - que “faz parte da dignidade do exercício das funções manter um distanciamento em relação à comunicação social”, uma“relação de respeito”, sim, mas não de proximidade" .

Não desejo ser injusto, mas visto à distância, o ex-PR Cavaco Silva pouco ou nada fez pela instituição militar, o seu relacionamento com a banca terá sido tudo menos o aconselhável bastando para isso recordar declarações suas sobre o BES e para já não falar de coisas privadas, e quanto à comunicação social o seu desdém foi notório. 
Se concordo com CS quanto ao distanciamento e à relação de respeito perante os OCS, a sua postura desde PM creio que não é bom exemplo para qualquer servidor do Estado.
Fico por aqui.
AC