e COMUNICAÇÃO SOCIAL
O exercício de cargos públicos, o serviço à comunidade, implica muitas coisas, de que muitos se esquecem ou esquecidos se fazem.
O exercício de cargos públicos, o serviço à comunidade, implica muitas coisas, de que muitos se esquecem ou esquecidos se fazem.
Uma delas, a meu ver, é exactamente a periódica prestação de contas pelo serviço prestado. Obviamente no final de cada ciclo nomeadamente eleitoral mas, manda a vida contemporânea, é importante que a sociedade seja regularmente mantida a par do que vai sendo realizado ou não, relativamente a um dado programa anteriormente sufragado.
Cumulativamente, exige-se um exercício dos cargos com inquestionáveis, respeito pela leis, isenção política, transparência, honestidade intelectual, honestidade e hombridade, respeito pelos cidadãos, e religioso respeito pelos meios financeiros materiais e humanos ao seu dispor para o exercício desses cargos.
Naturalmente, todas as pessoas são diferentes, todas têm defeitos e qualidades, todas têm características experiência de vida e formação diferentes.
O que se vive hoje, pouco tem a ver com o início do século passado.
O mundo gira, avança, certamente com muitos tropeções, mas cada vez mais as pessoas têm o direito a ser mantidas informadas.
O papel da comunicação social é importantíssimo nas sociedades contemporâneas, civilizadas, democráticas, num estado de direito. Não só é importantíssimo como indispensável numa sociedade que se queira, livre, equilibrada, civilizada, evoluída.
E, como consagra a nossa CRP, mas que na prática está muito longe disso, a comunicação social deve ser independente dos poderes político e económico, deve respeitar os direitos liberdades e garantias das pessoas. A titularidade dos meios OCS não deve estar concentrada (como se verifica, não é.....).
Se no plano, dos interesses, da lei, dos deveres, dos direitos, quer para os OCS quer para os servidores públicos como, os titulares de orgãos de soberania, os autarcas, etc, as coisas parecem claras, vai ver-se a prática e verifica-se que, imensas vezes, nada se passa como era requerido.
Frequente ouvir-se defender que cada um talha o cargo à sua maneira. Sendo certamente em boa parte verdade, a noção que tenho é que ao longo dos anos, por exemplo, nem todos os Presidentes da República se comportaram exactamente dentro dos limites constitucionais, coisa que naturalmente é difícil de provar em tribunal. Até porque, em Portugal continua o velho respeitinho (embora digam que isso era no tempo do Botas....), e ninguém se quer atrever a colocar em causa um PR.
O mesmo se pode dizer de PM's, ministros, autarcas, etc, embora para estes todos já as coisas estejam ligeiramente diferentes!.
No caso dos PR, uma das figuras mais singulares é capaz de ser Cavaco Silva.
Como nota prévia antes de continuar, nunca gostei do senhor, reconhecendo-lhe que globalmente desempenhou um bom papel de PM entre 1987 e 1991, mas depois muito estragou e permitiu a uma cambada de malandros.
Como PR mantive a mesma opinião global, e os dez anos na sua qualidade de Comandante Supremo das Forças Armadas não ajudaram nada a desfazer a opinião. Admito que a casa militar que constituiu/ aceitou durante esses anos não tenha ajudado nada.
O mesmo se pode dizer de PM's, ministros, autarcas, etc, embora para estes todos já as coisas estejam ligeiramente diferentes!.
No caso dos PR, uma das figuras mais singulares é capaz de ser Cavaco Silva.
Como nota prévia antes de continuar, nunca gostei do senhor, reconhecendo-lhe que globalmente desempenhou um bom papel de PM entre 1987 e 1991, mas depois muito estragou e permitiu a uma cambada de malandros.
Como PR mantive a mesma opinião global, e os dez anos na sua qualidade de Comandante Supremo das Forças Armadas não ajudaram nada a desfazer a opinião. Admito que a casa militar que constituiu/ aceitou durante esses anos não tenha ajudado nada.
Numa coisa concordo com Cavaco Silva: os cargos públicos devem ser exercidos com dignidade.
Nem sempre terá sido assim. No presente continua a ser assim em vários casos, com várias "criaturas".
E concordo também que deva existir -"independência total em relação a todos os grupos, incluindo a comunicação social”.
Cavaco Silva defende - que “faz parte da dignidade do exercício das funções manter um distanciamento em relação à comunicação social”, uma“relação de respeito”, sim, mas não de proximidade" .
Não desejo ser injusto, mas visto à distância, o ex-PR Cavaco Silva pouco ou nada fez pela instituição militar, o seu relacionamento com a banca terá sido tudo menos o aconselhável bastando para isso recordar declarações suas sobre o BES e para já não falar de coisas privadas, e quanto à comunicação social o seu desdém foi notório.
Se concordo com CS quanto ao distanciamento e à relação de respeito perante os OCS, a sua postura desde PM creio que não é bom exemplo para qualquer servidor do Estado.
Fico por aqui.
AC
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