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quarta-feira, 24 de setembro de 2025

OS  MELHORES . . . . 
Senão Mesmo, os Melhores dos Melhores . . . 

O ridículo, piroseira e vacuidades não matam, mas deviam dar umas pauladas nos lombos dos que debitam verborreia patética.

Será de todo inadmissível, para mim naturalmente, que cá dentro e lá fora os titulares dos órgãos de soberania, a todo o momento, não puxem pela auto-estima nacional, não exaltem os nossos valores fundacionais e designadamente os mais importantes inscritos na nossa Constituição, e não lutem pelo desenvolvimento do país e pela diminuição das desigualdades nacionais que, opinião pessoal naturalmente, são cada vez são mais gritantes fora das bolhazinhas onde vivem Marcelo e muita outra gentalha.

Isto dito, acrescento que importa ser-se sério, intelectualmente honesto e se, obviamente, se deve "dourar um pouco a pílula", releva da decência e da dignidade não cair em cenas patéticas.

Indagados sobre eventuais resultados palpáveis para o país, coisa importante é perceber, claramente, se estamos perante o servir a sociedade ou, servir-se do cargo.

Marcelo Rebelo de Sousa, elogiou em Nova Iorque, o crescimento económico e o equilíbrio financeiro do país, e referiu que por cá há estabilidade e segurança e um ambiente humano único.

Marcelo atirou - que Portugal passou a ter uma dor de cabeça que é a discussão sobre se há mais 0,1 ou menos 0,1 em termos de superavit ou de défice, antigamente eram outros países que tinham essa doença, agora é Portugal.

Qual cereja em cima do bolo atirou - Portugal “é o melhor país do mundo”. PRONTOOSSSS!

Marcelo mostrou-se muito contentinho com o facto de parte da costa alentejana estar a ser comprada por americanos, mas que também apostam em novos negócios, com escalas diferentes e dimensões diferentes, e que vão comprando habitação nos sítios mais espantosos de Portugal.

Marcelo manifestou-se muito contentinho e muito impressionado com o facto de que não há embaixador que chegue a Portugal que não queira logo saber qual é o setor privilegiado para aposta norte-americana. 

Marcelo contentinho e sorridente, mas. . . . .

Esqueceu-se por exemplo de explicar o que é que isso traz de benefício concreto ao grave problema habitacional em Portugal.

Esqueceu-se de esclarecer que resultados concretos, no plano de valor acrescentado, tudo isso que o empolga acarreta para a economia nacional.

Ah e já agora, também podia ter referido nas suas entrevistas a carestia de vida que grassa em Portugal, com preços a ombrear já com as cidades europeias mais caras mas com o pequeno detalhe de que na Tugolândia os salários não são os dessas cidades Europeias. 

O grande alvo de Marcelo, como se verificou mais uma vez ouvido da boca do próprio, é tratar de arranjar pelo menos mais uma deslocação aos EUA até 9 de Março de 2026. 
Porque tem compromissos não cumpridos.

A desfaçatez e o descaramento sem limites.

Nunca mais chega 10 de Março de 2026.
António Cabral (AC)

sexta-feira, 22 de julho de 2022

ESCALAR  a  MONTANHA

É um impulso que surge e não se apaga em muitos.

Conta-se que a um dos primeiros a preparar-se para escalar a montanha  mais terrível no globo, o "Everest", lhe terão perguntado - "Porque é que o senhor quer escalar essa montanha"?

A resposta terá sido - "porque está ali"

Ao longo da vida temos impulsos diversos, desafios e, também, o almejar uma vida diferente, para melhor, no que à defesa de valores e instituições respeita.

Por isso não me calo, procuro aprender sempre, minimizar deficiências, e nunca me esqueço dos valores que nos devem nortear. Valores e não parvoíces de modas.

AC

terça-feira, 19 de outubro de 2021

DEMOCRACIA, PARTIDOS, POLÍTICOS. 
António José Seguro, que me pareceu um político decente, disse em dada altura - qual é a pressa?
Tanto quanto se viu, Toninho Costa comportou-se como se sabe que desde há muito sempre foi.
Agora, Paulo Rangel, a menos que eu tenha andado demasiado distraído, está a fazer o assalto ao poder dentro do PSD de uma forma que, aparentemente, é um pouco menos porca.

No entanto, se tanto quanto tem parecido, os contornos desse assalto parecem estar menos feridos de nojeira, a realidade é que Paulo Rangel também fez os seus compassos de espera, também antes manifestou apoio a Rui Rio dizendo coisas bonitas e elogiosas, e lembrando coisas da história do PSD como o ataque e conquista do centro do eleitorado.

Rui Rio tem cometido na minha opinião diversos erros. Mas há aspectos em que, independentemente da retórica utilizada e que em casos vários tem sido muito tosca e mal pensada ou mal explicada, tem o meu apoio ao dizer o que a política não deve ser nem a oposição. Mas o problema, parece-me, é que ao pretender concretizar uma oposição civilizada, diga-se assim, desaparece imensas vezes. E, civismo, decência, dignidade, não devem inibir assertividade, combatividade e demonstração de alternativa clara pata o cidadão comum perceber sem margem para dúvidas.

Depois, há passados que podem vir a desdizer que a elegância no jogo político de que Rangel se arroga não será bem assim. E como Rui Rio vai a jogo, aguardemos.
AC

domingo, 24 de maio de 2020

Um  Discurso......
Ilustres Entidades Convidadas,
Senhor ......... 
Minhas Senhoras e Meus Senhores


Senhor ...............................

Cumpri no passado dia 23..............

Cabendo embora a outrem, sempre, o privilégio da apreciação, procurei honrar e dignificar a ..............
A minha postura foi ditada pelos sãos princípios e normativos da minha profissão, como no passado, independentemente do local e da geografia do meu País onde me foi determinado servir.
Procurei servir, respeitar instituições e a sociedade, e estive sempre disponível.

Quero publicamente agradecer aos meus ............a amizade que me dispensaram e a confiança que em mim depositaram.
Procurei não desmerecer delas. 
Fica-me uma certeza, que advém do facto de que, se tentei alguma coisa fazer e eventualmente falhei, estou certamente em muito melhor situação do que aqueles que procuram nada fazer ou são peritos na mistificação e são nisso muito bem sucedidos.

Sublinho com reconhecida gratidão, a presença de tão ilustres entidades............. agradeço-vos muito sinceramente.
Aos representantes dos órgãos de comunicação social aqui presentes, apresento igualmente os melhores e respeitosos cumprimentos.

A todos os que aqui me escutam bem como os que aqui hoje não podem estar ...........quero dizer um até breve, e que reflictam no que vos fui transmitindo ao longo do tempo.

Portugal vive um momento difícil e a nossa instituição e todos nós enfrentamos dificuldades. Sei tudo isso, e muitos de vós conhecem o que se procurou diligenciar.
Não sendo infelizmente a situação do nosso presente um fenómeno passageiro e pese embora as preocupações de toda a natureza, devemos manter força interior e olhar esperançoso no futuro.
Não confundindo optimismo com inconsciência, lembrem-se que o optimismo é a coragem dos inteligentes.

Como sempre referi, é imprescindível a união entre todos. 
Isso nos beneficia individual e colectivamente e dessa forma o nosso País. Quem me conhece de facto sabe que não desligo as palavras da realidade. 
Como já foi dito no passado, entre os homens e as coisas estão as palavras.  Não uso as palavras supondo que são as coisas. 
Nunca usei as palavras pretendendo iludir outrem até porque, também não me iludo se apenas palavras ao longo do tempo forem ouvidas.

Como também já dito, a entidade mítica e auto-suficiente que resolvia todos os problemas internos e externos, aquém e além-mar, já não existe, não há milagres, e tenhamos isto sempre bem presente.
Mas devemos ter esperança, a esperança que é como o vento bom enfunando as velas do nosso barco.

As pessoas são o recurso mais importante em qualquer organização. Apesar das dificuldades e do que falta corrigir ou melhorar, há que diariamente quando no serviço e mesmo fora dele dignificar a instituição a que nos devemos orgulhar de pertencer. Como sempre vos afirmei, e procurei ser exemplo.

Na mudança mudada em permanente mudança, a que nos últimos anos se assiste, no nosso País e no mundo, não devemos perder as referências e muito particularmente as permanências.

A todos endereço, presentes e ausentes e Exas Famílias, os sinceros votos das maiores felicidades pessoais e profissionais.
A todas as ilustres entidades convidadas endereço o meu respeito e elevada consideração.

Aos Senhores............., e agora reitero-o publicamente, agradeço as gentilezas, a colaboração e o apoio recebidos. Para vós igualmente as minhas elevadas consideração e estima.

Meus senhores e minhas senhoras,

Esforcei-me por cumprir as minhas obrigações, no que respeita ao pessoal e aos problemas das pessoas que se me foram colocando, e também às infra-estruturas e ao material.

Agradeço a colaboração recebida.

Por isso, Senhor .............e meu estimado sucessor, presentes as circunstâncias que agora conhece, espero ter conseguido alertá-lo para o que o espera. 
Esforcei-me por ajudá-lo, como era aliás a minha obrigação. Continuará a contar comigo, e nada lhe escondi, do que se conseguiu fazer, do que falta realizar, da envolvente, e das histórias que estão por trás de muita coisa.

Desejo-lhe sinceramente, a si e Exma Família as maiores venturas pessoais e profissionais. Muitas Felicidades.

Termino fazendo votos para que, quando um dia partir de regresso ao ............. possa dizer como eu hoje, e parafraseando Agostinho da Silva,

Não corro como corria,
Nem salto como saltava,
Mas vejo mais do que via
E sonho mais que sonhava.

AC

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

AINDA o GOLFE com SALVAS MILITARES
Como referi anteriormente, de forma parcialmente subtil mas também assertiva a propósito de uma notícia publicada no Diário de Notícias e acompanhada de um video sobre um evento caricato ocorrido na Madeira, nada disto me espanta, nada destas coisas dos últimos anos me espanta, quer no meio militar e muito menos ainda quer a sucessão de contínuos despautérios no meio civil. 
Décadas de regabofe. 
E cada vez mais a perder-se (se é que alguns alguma vez a souberam) a diferença entre SERVIR e SERVIR-SE.
Em síntese, escreveu-se no DN com a superficialidade habitual, que um oficial general do Exército foi exonerado das suas funções, duplas, a de comandante da zona militar da Madeira e de comandante operacional naquela região.

Digo "notícia superficial" porque foi isso que logo me cheirou depois de a ler. 
Para lá da minha experiência de vida e algum conhecimento deste tipo de coisas, conversas com amigos que bem conhecem certos meandros confirmam-me a anterior sensação, que agora passa a certeza.
Em síntese, o DN anunciou a exoneração, que o caso ocorreu há meses em moldes semelhantes a anos anteriores (!?!?!) que o EMGFA desconheceria esse "uso e costume", que o canhão não tem valor militar, que o Exército tem a decorrer uma averiguação sobre a coisa, que o oficial substituto é da Marinha e estava a prestar serviço no Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA) ao Restelo, e que foi muito rápida a posse do novo Comandante Operacional da Madeira, que depende do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) que actualmente é o almirante Silva Ribeiro.

A cerimónia de posse mais a chegada do novo titular aquela ilha, tudo ocorreu num espaço de muito poucas horas.
Quase dá a sensação de estar tudo planeado, o que certamente não será o caso.
O DN refere ainda que o general que estava na Madeira foi primeiro exonerado do cargo de comandante operacional e que só passadas umas horas o Exército o exonerou do cargo de comandante da zona militar. 
O que parece curioso. Ao Exército não restava senão determinar a  exoneração mesmo sem processo de averiguações terminado.

O Exército irá provavelmente averiguar o porquê de militares no "green" e mais a peça de artilharia de salvas; presumo que deva ser investigado o porquê do uso de material militar naquelas circunstâncias por pouco valor militar que tenha, e haverá ainda a questão dos dinheiros públicos, que no caso não deverá ser uma quantia exorbitante, mas houve dinheiro público empregue naquilo que, certamente, digo eu, não devia ter sido empregue.
Mas em tudo isto, são de ponderar, questões de princípio, deveres militares, noção de responsabilidade, exemplo, salvaguarda de valores.
Aparentemente, o dito torneio de golfe parece que tinha tradição lá na ilha, e parece que era organizado pela Zona Militar. Aliás há em tudo isto uma série de "parece que".

Há nisto tudo um conjunto de coisas para mim estranhas.
Se assim se passava há anos, que o torneio de golfe era periódico e sempre teria tido determinadas particularidades como o que agora veio a público, nunca ninguém soube de nada:
> no Estado-Maior General das Forças Armadas?
> no Exército?
> que eventuais empatias com os sucessivos governantes regionais?
Porquê a "emoção" que o jornalista encartado em coisas militares só agora transmitiu?
> percebe-se pelo DN que a denúncia terá vindo de fontes militares, ou não veio?
> a exoneração acontece assim de repente? será que o jornalista não indagou quando terminava a comissão de serviço do agora exonerado? Se tivesse investigado, será que encontraria algo esquisito nisto tudo, independentemente de, para mim pelo menos, inaceitável o que se vinha passando?
> Será que nisto tudo há mais alguma coisa para lá do que foi relatado, tipo jogadas de bastidores, senão mesmo, por debaixo da mesa? 

Claro que a separação de poderes impede o Supremo Comandante das Forças Armadas de se pronunciar sobre isto, (ele que se pronuncia sobre tudo), independentemente de se tratar de questões puramente militares, com militares, e de manchar a imagem da instituição militar.
A instituição militar é um pilar do Estado, da Democracia. 
A instituição militar deve ser respeitada, mas os seus servidores devem igualmente dar-se ao respeito.
A instituição militar deve ser respeitada pelos titulares dos orgãos de soberania.  E por todos os cidadãos.
Não passa de balelas dizer-se num discurso que cumprimentando os chefes militares assim se cumprimentam as Forças Armadas. Interessa é a práticquotidiana.
O que se passou na Madeira não merece pelos vistos atenção especial.
Devo ser só eu que acho tudo isto estranho, muito estranho, e portanto, para lá do inaceitável e do errado, a pergunta que fica é - porquê agora, tão de repente? 
A quem aproveita? 
Lembrando António José Seguro - qual era a pressa?
Qual era a pressa, sobretudo se o exonerado estaria, segundo dizem alguns, a muito pouco tempo de acabar a comissão de serviço na Madeira, e até de passar à situação de reserva?
Claro que ficarei sem respostas.
Quem as poderia dar é mais que ardiloso!
AC

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Não encontra qualquer colagem com a realidade
Ora aqui está uma frase curiosa.
Por falar em realidades:
> as do País, da sociedade nos seus múltiplos aspectos?
> as de certas figuras sempre em bicos de pés?

Na minha vida (1979) conheci um figurão que não tinha culpa de ser baixote, mas tinha vergonha desse facto e, vai daí, os sapatos tinham tacões como as botas dos "cowboys".

A vida de certos senhores cola com a realidade do País, por mais que digam que não?
COLA e de que maneira, por isso a nossa sociedade está como está.

A quem se interrogar - o que tem o parágrafo anterior a ver com os tacões das botas?  - Tem alguma coisa: só para enfatizar que no passado os recursos eram outros, hoje, com ou sem tacões, é vê-los a esticarem-se, à procura de microfone e/ ou câmara de televisão. Depois poleiro.
AC