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quinta-feira, 12 de março de 2026

O processo de radicalização à direita passa por aqui.
Esta é uma frase típica de Pacheco Pereira. Constantemente empregue.

E eu até concordo em parte.

Não sou melhor que ele, nem de ninguém, mas também não me considero pior.

Pessoalmente aponto sempre as radicalizações, à esquerda e à direita.
Creio que é o que se passa presentemente por exemplo com a UGT e com patronato que me parece continuar a roçar a imbecilidade.

Terá a ver com nunca ter sido ml ou amanhã que canta?

Não, apenas tento ser isento e rigoroso.
AC

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

"O MUNDO CULTURAL DA GERAÇÃO MAIS PREPARADA É COMO O DAS CONVERSAS DOS PARTICIPANTES DO BIG BROTHER"

(JOSÉ PACHECO PEREIRA, Público, 27Julho2024) 

AC

domingo, 6 de julho de 2025

EU  TAMBÉM
Os efeitos perversos do processo de Sócrates e outros “marqueses”
Do modo como as coisas andam, mais vale prevenir do que remediar: toda a gente sabe que tenho a convicção da culpabilidade de Sócrates, durante muito tempo bastante sozinho, quando, mesmo no topo do PSD, houve quem o protegesse de ser condenado, por exemplo, pela interferência nos órgãos de comunicação social, quando foi objecto de uma Comissão de Inquérito que, pelos vistos, ninguém queria. Aí, assisti ao espectáculo degradante de ver uma parte da nossa elite política e económica, incluindo Sócrates e alguns dos seus “marqueses”, mentir sem qualquer pudor
.
(Pacheco Pereira)

AC

quinta-feira, 10 de abril de 2025

LIBERDADE  de,

Opinião, Expressão, Imprensa, Fé, Reunião, Associação e . . . 


No "Perdócio" de 29 de Março de 2025, Pacheco Pereira tem um interessante (opinião pessoal naturalmente), artigo de opinião onde aborda principalmente as liberdades de expressão e de opinião e em que, entre outras coisas, faz uma incursão pela Constituição dos EUA (*) e concretamente a sua 1ª Emenda, que ele traduziu mas que aqui reproduzo da minha constituição americana. 
Curiosamente, a 2ª Emenda à Constituição dos EUA, ratificada com a 1ª e mais oito emendas na mesma exata data, 15 Dezembro de 1791, e é uma das que porventura mais controversa continua, dado o trágico historial de mortes em escolas, colégios etc.

Mas voltando à questão essencial, e ao artigo de Pacheco Pereira (PP). 

PP aborda as polémicas que tem havido em Portugal sobre liberdade de expressão e tece considerações várias incluindo paralelos à sociedade americana, presente a dita emenda II.

Aborda também a censura, os discursos de ódio, recorda o que se passou com os ataques a Sá Carneiro sobretudo por parte do PCP, disserta sobre crime, difamação, falsidades, calúnias, e sobre estas entende que poderão ser crimes mas só sentença de tribunal o determinará ou não. Concordo.

Confessa que escreve sobre estes temas a propósito do cartaz recente do Chega onde estão colocados Sócrates, Montenegro e a corrupção.

PP refere, e bem do meu ponto de vista, que no dito cartaz é ainda mais grave no plano político a referência a 50 anos, pois que o cartaz associa assim a democracia à corrupção.

PP termina o artigo escrevendo - …. em caso de dúvida, a liberdade de expressão conta sempre mais.

Tendo a concordar com a conclusão final dele, mas . . . 

PP, por exemplo, a dada altura do artigo e a propósito do discurso de ódio, escreve - tenho muitas reservas quanto à condenação do discurso sede ódio, que penso que pode, de facto, servir para limitar a liberdade de expressão.

Concordo também com PP quando ele refere que estes temas são muito complexos.

De facto, quando vemos que Ventura considera ter tido um rasgo de criatividade com aquele cartaz, quando ele considera que Montenegro não convive bem nem com a liberdade de expressão, nem com a diferença de opinião, quando vemos que Montenegro avança com processo judicial, quando alguém insultou há anos o Presidente da República e isso foi considerado liberdade de expressão, talvez então me seja concedido que, o que venho escrevendo e dizendo há muitos anos quanto às práticas parlamentares, é serem basicamente grosseira falta de educação.

Quando o cartaz do Chega, ou os cartazes e bonecada sobre Sá Carneiro e muitos outros ao longo do tempo, são considerados por alguns liberdade de expressão, eu tendo a concordar mas, também, considero que esse cartaz do Chega e muitos outros, e muitas coisas vomitadas por certos senhores e senhoras, não passam de eloquente política soez.

Para mim, muita da gentalha que por aí se pavoneia sentada à mesa do OE ou seja à conta do meu dinheiro e do de outros, basicamente o que faz é procurar destruir a democracia portuguesa. 

Com o Chega à cabeça, mas muito bem secundado por certas criaturas à esquerda do PS. 

Infelizmente, opinião pessoal naturalmente, dentro do PS estão alguns e algumas que bem poderiam filiar-se formalmente na extrema esquerda, pois que na prática diária lá estão. 
Continuo convicto que a lama do Meco faz mal a várias criaturas.

Aqui fica a minha liberdade de expressão, de opinião, o direito à diferença.

António Cabral (AC)


(*) A Constituição dos EUA, de 17 SET 1787, tem VII Artigos, e mais tarde, em 15 DEZ 1791, foram ratificadas 10 Emendas, sucedendo-lhes ao longo dos anos mais Emendas. A última (inscrita no exemplar que comprei em 1999, é um livrinho com 16 folhas, capa dura, e mede 11,5 x 17,2 centímetros), data de1971, é a Amendment XXVI.

segunda-feira, 10 de março de 2025

As eleições são o modo pelo qual se pode resolver um impasse governativo ou não", atira.

Pacheco Pereira cada vez mais = "La Palisse"
AC

domingo, 1 de dezembro de 2024

ANDA   PACHECO . . . .
. . . . . nas fotografias mais institucionais, cerimónias do Estado Novo, o que mais impressiona é a pompa, as poses e a coreografia estereotipada. . . . (Pacheco Pereira)

Concordo em absoluto com este historiador/ ex-deputado Europeu/ ex-deputado/ comentador.

Mas tenha pena que este sr pouco aponte o que em crescendo vem acontecendo no regime onde, felizmente vivo.
E há coisas hoje onde vejo demasiada pompa, demasiadas passeatas de Falcon e mercedes, demasiada coreografia, e sobretudo muita vacuidade.
AC

segunda-feira, 1 de abril de 2024

ANDA  PACHECO
Pacheco igual a si mesmo.
Pacheco Pereira, o historiador (que aprecio), o biógrafo de Cunhal e PCP, o ex- líder parlamentar do PSD que se antagonizava com os jornalistas na AR e protagonizou cenas inarráveis na AR a esse propósito, verbalizou o seu conhecido desprezo por coisas ligadas ao PSD.

Pacheco considera que a composição do novo Governo não é consensual e, quanto aos ministérios da chamada defesa nacional e o das Infra-estruturas, considera grande desconfiança quanto a Pinto Luz e Nuno Melo.

Pacheco podia confessar que na nossa história depois do 25 de Abril de 1974 nunca houve um governo consensual, desde os provisórios, aos constitucionais. Houve sempre quem criticasse isto ou aquilo, este ou aquele.

É como nas apreciações dos automóveis.
Lembro-me de, há muito anos, quando apareceu o primeiro Clio, um cromo referiu - tem os espelhos retrovisores muito pequenos.

Referir que um dado recém ministro tem pouca ou nenhuma preparação para o cargo é daquelas coisas que, como sempre, se devem respeitar mas, sinceramente, é muito discutível.

No caso de José Pacheco Pereira, umas vezes com razão, muitas vezes (opinião pessoal naturalmente) sem razão, é conhecido que sempre que pode despeja o seu veneno para tudo o que seja PSD ou com ele relacionado.
JPP é daquelas pessoas que cospe no prato da sopa mas não contente,  parte o prato a seguir.

Que os ministérios da formalmente chamada defesa nacional (realmente apenas tutela a tropa) e o das infra-estruturas são difíceis é uma La Lapalissada.

Claro que a questão da TAP tem muito que se lhe diga, e algumas coisas que JPP refere têm fundamento.
Claro que o da DN é complexo.

Mas difíceis são todos. Ou não?
Saúde?
Ensino e Ciência?
Segurança Social?
Finanças?
Cultura?
Economia?
Etc.

Haja democrática paciência para JPP.
Homem de elevada cultura, de elevado mérito, mas um insuportável arrogante.
AC

domingo, 17 de março de 2024

ARROGANTE
Porque é que eu não consigo deixar de ser arrogante.
(José Pacheco Pereira, Público, 16 Março 2024)

Respeito a opinião de outrem, sempre, e tenho apreciado muitas das análises que ao longo do tempo JPP vem fazendo. Mas também tenho discordado de muitas. Às vezes, quando quebro a minha regra de pouca televisão ver, assisto a uns bocados daquele programa onde JPP, António Lobo Xavier e um ou uma socialista se divertem em análises.
Recordo-me de ter visto algumas vezes JPP no mesmo tipo de programa onde então estava também o (creio) seu grande amigo António Costa. 

Sem perder muito tempo agora, sinceramente, o ex-deputado à AR/ ex-deputado Europeu/ ex-líder parlamentar do PSD/ ex-afugentador de jornalistas na AR/ colecionador de documentos/ biógrafo/ escritor/ comentador/ historiador,  precisava de explicar, mesmo?
Eu nunca tive dúvidas.
AC

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

O Torrãozinho de Açúcar 
O Torrãozinho de Açúcar
Por JOSÉ PACHECO PEREIRA
Quinta-feira, 5 de Outubro de 2000

Há 19 anos o Governo de então, ofereceu a criançinhas um tal de  "kit patriótico". 

É um texto de um estrangeirado, cosmopolita, acusado de não ser um bom português por um oficiante do patriotismo de quatro costados. O estrangeirado era Eça e o patriota Pinheiro Chagas e vem nas "Notas Contemporâneas". O texto é uma execução em publico do "brigadeiro Chagas" como poucas existem em qualquer língua, um fabuloso texto irónico, em que cada palavra é afiada como uma agulha e cortante como uma navalha andaluza. É também um dos textos de mais fundo patriotismo, natural, "burguês", como escreve Eça, que se respira como gosto por um país melhor e funda compreensão das razões por que ele é o que é.

Dei por mim a pensar, com certeza pela moleza dos sentidos que estas coisas da pátria trazem, que triste que era o facto de as criancinhas que receberam o "kit patriótico" nunca irem poder ler esta maravilha que a língua da sua pátria lhes pode dar, porque pura e simplesmente não percebem nada do que lá está escrito. Quem diz as criancinhas futurandas, diz os estudantes do presente e mesmo muitas das criancinhas do próximo passado, que são hoje os professores das que recebem o "kit" .

Vamos ao texto. Intitulado "Brasil e Portugal" e sob forma de um carta a Pinheiro Chagas, foi publicado em 1880, há 120 anos, na "Gazeta de Noticias do Rio de Janeiro". Não era um texto erudito, mas uma crónica jornalística, antepassado nobre daquilo que nesta página se escreve, ponderadas as enormes diferenças de qualidade e mérito. Nas sua meia dúzia de páginas, fala-se de Sansão, do martírio de Stº Estêvão, do padre Manuel de Macedo e do poeta Bocage, do Parnaso, da campanha do Rossilhão, de Arzila, dos carneiros de Panurgo, ou mais exactamente da "fila balante dos carneiros de Panurgo", de Carlos Magno, o que era imperador, de Michelet, de Ajax, de Cochim e Cananor, das Molucas, da Monarquia de Frei Bernardo de Brito, das batalhas de Sadova e Sédan, dos "paxás de Constantinopla", dos "rajás da Índia", dos "mandarins de Pequim", do "bei de Tunes", de Lançarote do Lago, de Galaad, do Santo Graal, de Belzebu, e das suas incarnações em Darwin, Huxley e Zola, do exilado Ovídio e dos "brandos epigramas de Higino". Para além disso, há as "cãs", a "verve fumegante", as "operações cabalísticas", o "minuete", e o "in-fólio", e muito mais que, sem dicionário, é hoje o mesmo que escrever chinês.

Dirão os próceres da nossa educação para que é preciso tudo isto, palha para os dias de hoje, erudição sem sentido prático. Para que é preciso saber quem é o "bei de Tunes"? Não é uma peça de cutelaria, ou uma aldeia do Club Mediterranée? E os "rajás da Índia", são sorvetes picantes? Estão a ver como eu sei! E isso dos "paxás" não são aqueles preguiçosos do Big Brother reclinados nos sofás (ia escrever otomanas, mas parei a tempo ...). E o "in-fólio" vem no "Kama sutra", não é ? Os "mandarins", ah, isso sei o que é, é um fruto que se come nos restaurantes chineses, não é? Estou tão certo que aposto os 200 contos, a ver se sou milionário...

Lamento. É preciso saber muitas destas coisas, e muitas mais ainda, entre outras razões, para ler Eça. Bem vistas as coisas, a maioria das referências de Eça, que hoje parecem alta cultura, eram escolares e comuns na época. Circulavam nos jornais, apareciam nos discursos parlamentares, e serviam para afiar a caneta, como Eça fez sem ter dúvidas se os seus leitores o percebiam. Tinham como fonte a Bíblia, o catecismo, as gravuras de Epinal (uma espécie de calendários populares que se colocavam no equivalente às oficinas de mecânica, só que em vez de mulheres nuas tinham santos e guerreiros), apareciam na primeira página dos tablóides da época como o "Petit Journal", vinham das referências clássicas que se aprendiam no latim da escola, entre as fábulas de Esopo e a Guerra da Gália, vinham da literatice dos salões, dos almanaques, da imprensa, e da memória recente de guerras e de batalhas. Pode-se descontar esta última parte, substituindo Sédan por Estalinegrado, que o problema subsiste intacto, porque também não estou a ver muito quem nas escolas saiba colocar a terra no mapa da Rússia .

Rebuscando na minha memória escolar, onde eu aprendi muitas destas coisas, também não encontro nenhuma razão para ter medo que me acusem de pedante por achar normal saber o que era o Parnaso. Na Religião e Moral e no catecismo aprendi os rudimentos da Bíblia, e lembro-me de ter ganho uma sabatina nas aulas porque fiz uma pergunta sobre Nabucodonosor. A condição posta pelo padre era que só se podia perguntar sobre nomes que se soubessem dizer e eu treinei. Quanto ao bei de Tunes acho que foi numa história de piratas e reféns que vinha no Cavaleiro Andante, de onde, aliás, em conjunto com Júlio Verne, vieram os rajás, paxás, cossacos e mandarins. Mesmo Xenofonte, encontrei-o num magnífico livro de leituras oficial do ensino técnico, onde o meu pai era professor, que tinha uma banda desenhada com a história da retirada dos dez mil. Nada de extravagante, e podia repetir mil exemplos, que com certeza muita gente também poderá repetir. Até agora, a partir de agora, não sei.

Não vale a pena recitarem-me todas as vantagens do ensino de massas, dizerem-me que esta ignorância se nota mais porque hoje o "povo" aparece na televisão e no tempo do Eça os mesmos que agora fazem a escolaridade obrigatória eram socialmente invisíveis a não ser quando se revoltavam, eram analfabetos e emigravam descalços nos porões dos barcos para o Brasil. Mas não é esse o problema, nem aí me enredam. A questão está em saber se para ilusoriamente se dar a todos aquilo que pouco mais é do que uma versão moderna do analfabetismo - convém lembrar que os padrões mínimos entretanto subiram - se destruiu o equivalente à elite burguesa e interessada para que Eça escrevia. Se, somado e subtraído tudo, não se está pior com menos gente em termos absolutos e percentuais a ter um mínimo de cultura geral.

Não é de erudição que falo, mas da mais geral das culturas, porque há algo de terrivelmente errado em que cada vez menos gente tenha a capacidade para ler este texto escorreito, divertido, sério, escrito num português maravilhoso. E quem diz este, diz muitos. E continuarmos felizes como o "brigadeiro Chagas", com as grandezas da história pátria, quer na sua versão salazarista, quer do 25 de Abril, e a minar o futuro dela, com a nossa falta de rigor, disciplina, gosto, atenção e trabalho e dizendo felizes como o "brigadeiro": "Portugal é pequeno, mas é um torrãozinho de açúcar".

Como cada vez mais se confirma, "um torrãozinho de açúcar" a passar para "rebuçado",  na AR, em Belém, na RTP, em S.Bento, no sistema de justiça, etc.
AC

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

QUADRATURA do CÍRCULO
Há bastante tempo que não me especava em frente ao televisor para os escutar. Desisti ás 2338h.
Não disseram só "inanidades", longe disso.
Mas, mais uma vez, agora designadamente Pacheco Pereira, como aliás muitas comentadeiras do regime, muitas elites, muitos jornalistas, debitam frases acerca das reformas e nem duas (o nome concreto) apontam dessas reformas. Sempre a conversa filosófica, redonda, circular que, para uma enorme parte dos cidadãos significa quase nada. Espremida = zero. É o que temos, mas nem todos merecemos.
AC