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sábado, 4 de outubro de 2025

CULTURA

1º - "Fado com vida", com Bruno Chaveiro e companheiros; das 1930 às 2040 horas, no Forum Cultural em Alcochete, um fantástico som da guitarra portuguesa.

2º - Seguiu-se, no exterior do Forum, às 2130 horas, um longo e verdadeiro concerto de Camané, quase 2 horas.

Foi ontem à noite, 3 de Outubro. Hoje há mais espectáculo.

AC

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

A  PROPÓSITO  de  FADO
Declaração de Interesses :
Em minha casa temos alguns CD's de Amália Rodrigues. Não temos de mais nenhum fadista. Gosto particularmente de algumas das suas canções. Não sou um amante/ devoto do fado nem do fado-canção, mas ouço com agrado além de Amália Rodrigues, Carminho e Camané. Carlos do Carmo tem algumas canções que ouço também com agrado. Cá em casa a grande devota e apreciadora do fado é a minha mulher, e é ela que conhece a esmagadora maioria dos nossos cantores e cantoras e das suas canções.

Carlos do Carmo faleceu e foi ontem o seu funeral. Que descanse em paz, que certamente bem merece. Como todo o ser humano merece quando deixa esta vida terrena. Já agora, todas as pessoas fazem falta. Que o país ficou ás escuras é daquelas frases que não merecem comentários, desmontam-se a si próprias. É a minha opinião, certamente muito diferente de outras, que respeito.

Não tenho cumplicidade política, não tenho amizade com nenhum cantor, de fado ou outro género. Mas tenho/ temos ido por exemplo aos espectáculos anuais que foram sendo organizados pelo genro de Cavaco Silva. E nunca me arrependi. Conseguiu-se, e ainda bem, que o Fado passasse a ser património mundial. 

Sendo apenas um comum cidadão, que pensa pela sua cabeça e não vai no politicamente correcto e nas modas, considero que Carlos do Carmo tinha uma voz extraordinária, e a sua dicção era límpida e cristalina, mesmo invejável. O melhor elogio que pessoalmente penso que lhe posso fazer é dizer que na minha modesta opinião a sua voz se atrevia a chegar-se à de Paulo de Carvalho, que creio ser uma das vozes portuguesas mais fabulosas de sempre, porventura a superior a todas.

Creio que Carlos do Carmo foi um dos que batalhou pela evolução do fado, e para a sua consagração definitiva a nível mundial. Por mim, fez muito bem. Deve-se-lhe isso, e não deve ser esquecido.

Como sempre, respeito as opiniões de outrem. Mas quando vejo dito e escrito que Carlos do Carmo libertou o fado e reconciliou o fado com a nossa democracia, sorrio. É o que entendo fazer para não perder muito tempo com isto.
Com esta frase está-se nitidamente no politicamente correcto dos tempos presentes, no policiamento das mentes de todos os que não pensam "geringonça" ou mesmo mais extremismo.

No passado, tivemos família, futebol e fado. Não o esqueço. Não se deve esquecer.
E agora? Com liberdades formais, com estado de direito, como está a nossa vida?

Bem precisamos de nos libertar de muita corja que por aí anda, que informa que "já fez o contacto", que actua com cada vez mais desconsideração pelos cidadãos. Apropriaram-se da democracia para se servirem, e não servem, como deviam e é dever de quem está no serviço público.

Dizer que Carlos do Carmo reconciliou o fado com a democracia é mais uma daquelas frases típicas de quem não tem vergonha nenhuma na cara. Como diariamente se constacta.

Estou completamente farto dos preconceituosos. E dos que teimam em reescrever a história.
Descanse em Paz , Carlos do Carmo.
AC

sábado, 29 de setembro de 2018

FADOS, ALFAMA
Não sou apreciador do fado. Mas reconheço que vários são bem interessantes. E existem muito bons cantores, fadistas.
Não sendo apreciador, muito menos um perito na matéria, ainda assim arrisco dizer que não me é muito difícil acertar em nomes que têm excelente voz. Tal como sei que existem alguns cantores que não são propriamente fadistas tradicionais.
Vem isto a propósito de me terem convencido a ter ido ontem a Alfama. O programa mais forte era no palco principal, com uma senhora que eu não conhecia, Maria Emília, depois Paulo de Carvalho e a rematar Dulce Pontes.
Com a reserva que decorre do que supra referi, pareceu-me que Maria Emília promete.
Paulo de Carvalho, sem ser um fadista tradicional, é qualquer coisa que eu imagino difícil de bater.
Extraordinária voz, e sabe cativar e envolver o público. As bancadas estavam cheias e quanto aos que estavam de pé mais perto do palco havia muita gente.
Foi para mim um muito bom momento da noite.
Veio depois Dulce Pontes.
Respeito, como sempre, as opiniões divergentes.
A minha é que a cantora, que tem boa voz, enveredou há anos pela gritaria estridente, pelos berros, e quase não cantou fados.
A menos que o tenha feito na parte final, porque desisti, fui-me embora.
Quando saí, já centenas o tinham feito, as bancadas quase vazias.
Uma tristeza, um barrete de espectáculo.
Paulo de Carvalho uma voz cristalina, límpida, forte, percebendo-se tudo, todas as palavras. Encantando o público, envolvendo o público.
Dulce Pontes terá êxito no estrangeiro, não percebem a língua, portanto não cuidam senão da sonoridade rebenta tímpanos e da batucada.
AC

quinta-feira, 23 de março de 2017

Futebol, Fátima, Fado
Os velhos FF's nunca de cá saíram. 
Estiveram hibernados vários meses imediatamente a seguir ao 25 de Abril de 1974.
Basta olhar para o panorama televisivo dos últimos anos (20, 30??) para verificar que cá continuam. Em esmagador excesso, a meu ver, particularmente quanto a futebol.
António Costa, o tal habilidoso que tantos, parece, apreciam, diz não gostar de faenas mas vai lá e entrega medalhinhas.
Não encontrei nenhuma declaração acerca dos seus sentimentos quanto ao futebol, mas já o vi nos camarotes da "granfinagem" do futebol e, agora, tratou de condecorar o chefe do futebolês nacional.
Dirão - és injusto, isto decorre de termos ganho o europeu". Talvez.
Mas vem a propósito das suas diárias habilidades para ganhar simpatias e votos potenciais.
AC