(republico, com actualizações)
ORA IMAGINEM LÁ . . .
Citação - Lamento as putas intelectuais que proliferam na vida pública. Eu sempre li as putas e os patrões dessas putas, tentando não ficar tão provinciano como elas. “Jorge de Sena”
Nota prévia - Num filme policial, com Al Pacino, há uma cena em que a certa altura, para tentar explicar o seu ponto de vista, o personagem desempenhado pelo actor conta a história de um padre que um dia ajoelhou aos pés do Papa, chorando copiosamente, e dizendo, - eu já não acredito, já não tenho fé, que hei-de fazer senhor?
O Papa respondeu-lhe , .…………finge!
O Papa respondeu-lhe , .…………finge!
Ora então imaginem lá:
> Que não se visse tanta extravagância mais própria de fidalguia arruinada.
> Que, documentos envolvendo certas pessoas não tinham ficado anos por investigar.
> Que, se tinha começado a ter mais cuidado e analisado a documentação que, cá pelo burgo, muito convenientemente para os colarinhos brancos, dizem que é muitas vezes carimbada com a célebre frase – “arquive-se por não estar directamente relacionado”.
> Que não se visse tanta extravagância mais própria de fidalguia arruinada.
> Que, documentos envolvendo certas pessoas não tinham ficado anos por investigar.
> Que, se tinha começado a ter mais cuidado e analisado a documentação que, cá pelo burgo, muito convenientemente para os colarinhos brancos, dizem que é muitas vezes carimbada com a célebre frase – “arquive-se por não estar directamente relacionado”.
> Que tinha havido de facto certas investigações a fundo e não apenas propaladas intenções, próprias de quem passa anos manso e quedo no gabinete ou passeando nas recepções.
> Que em vez de se anunciar que se vai acabar com fundações, se lhes acabava imediatamente com as isenções fiscais, sobretudo aquelas que foram montadas com os dinheirinhos de todos nós.
> Que o aeroporto de Beja tinha de facto a quantidade de utentes tal como publicamente divulgado em 2006.
> Que a dívida pública era apenas de 60% do PIB.
> Que todos os partidos esmiuçavam na Assembleia da República os resultados dos planos de barragens anunciado no início da chamada era Sócrates, conversado várias vezes depois, e continuado com o governo que agora caiu, para que todos os portugueses ficassem a saber dos dinheiros envolvidos (e esfumados?).
> Que muitos dos que se passeiam lá por fora á conta do erário público revertiam para proveito interno/nacional as experiências e conhecimentos assim obtidos.
> Que em vez de se anunciar que se vai acabar com fundações, se lhes acabava imediatamente com as isenções fiscais, sobretudo aquelas que foram montadas com os dinheirinhos de todos nós.
> Que o aeroporto de Beja tinha de facto a quantidade de utentes tal como publicamente divulgado em 2006.
> Que a dívida pública era apenas de 60% do PIB.
> Que todos os partidos esmiuçavam na Assembleia da República os resultados dos planos de barragens anunciado no início da chamada era Sócrates, conversado várias vezes depois, e continuado com o governo que agora caiu, para que todos os portugueses ficassem a saber dos dinheiros envolvidos (e esfumados?).
> Que muitos dos que se passeiam lá por fora á conta do erário público revertiam para proveito interno/nacional as experiências e conhecimentos assim obtidos.
> Que se tinham investigado certos casos com a efectiva colaboração que importava, das Finanças.
> Que todos os partidos, sem excepção, debatiam na Assembleia da República as verdadeiras consequências técnicas e financeiras resultantes de cada vez que as eólicas não produzem energia.
> Que os ministros não mediam o seu sucesso e/ou influência pelo dinheiro que gastam ou pela retórica balofa.
> Que as oligarquias dos partidos não se auto perpetuavam.
> Que não havia tanta gente de tão fraca memória, capaz de alijar até as mais entranhadas responsabilidades e culpas, e sempre dispostos a explicar-nos como é, afinal, nossa a culpa de terem eles torrado o nosso dinheiro.
> Que os acidentes graves comprovadamente causados por pesados tinham efectivas e violentas consequências para esses condutores.
> Que os políticos passavam a não falar em estratégia até que aprendessem o que isso é e o que lhe subjaz.
> Que todos os partidos, sem excepção, debatiam na Assembleia da República as verdadeiras consequências técnicas e financeiras resultantes de cada vez que as eólicas não produzem energia.
> Que os ministros não mediam o seu sucesso e/ou influência pelo dinheiro que gastam ou pela retórica balofa.
> Que as oligarquias dos partidos não se auto perpetuavam.
> Que não havia tanta gente de tão fraca memória, capaz de alijar até as mais entranhadas responsabilidades e culpas, e sempre dispostos a explicar-nos como é, afinal, nossa a culpa de terem eles torrado o nosso dinheiro.
> Que os acidentes graves comprovadamente causados por pesados tinham efectivas e violentas consequências para esses condutores.
> Que os políticos passavam a não falar em estratégia até que aprendessem o que isso é e o que lhe subjaz.
> Que não tinha havido tanta promoção de negócios de favor nos bastidores.
> Que, pelo menos desde 1991, os sucessivos governos tinham de facto controlado as finanças públicas.
> Que os exemplares/ edições de um certo livro descrevendo minuciosamente mecanismos tortuosos de financiamento por baixo da mesa não teriam sido quase todos comprados a mando de uma certa e poderosa pessoa.
> Que, pelo menos desde 1991, os sucessivos governos tinham de facto controlado as finanças públicas.
> Que os exemplares/ edições de um certo livro descrevendo minuciosamente mecanismos tortuosos de financiamento por baixo da mesa não teriam sido quase todos comprados a mando de uma certa e poderosa pessoa.
> Que a lei do financiamento partidário não era a vergonha que é.
> Que por cá a definição de governos de esquerda ou direita não estivesse a parecer-se com o que se diz lá pelo Brasil, em que a questão tem apenas a ver com a mão com que roubam, e que os do centro são ambidextros.
> Que não havia tanta ou mesmo nenhuma gelatina política ainda por cima a maioria das vezes vaidosa e pesporrente.
> Que por cá a definição de governos de esquerda ou direita não estivesse a parecer-se com o que se diz lá pelo Brasil, em que a questão tem apenas a ver com a mão com que roubam, e que os do centro são ambidextros.
> Que não havia tanta ou mesmo nenhuma gelatina política ainda por cima a maioria das vezes vaidosa e pesporrente.
> Que havia uma real e efectiva estratégia de combate á corrupção designadamente no domínio preventivo.
> Que, o sistema judicial tinha sido capaz de concluir investigações manifestamente letais para alguns políticos, de incomodar lideranças partidárias com inquéritos que soubessem enquadrar os factos na sua manifesta relação com o financiamento ilegal dos partidos, e o mais grave dos crimes que lhe é adjacente, a corrupção.
> Que, o sistema judicial tinha sido capaz de concluir investigações manifestamente letais para alguns políticos, de incomodar lideranças partidárias com inquéritos que soubessem enquadrar os factos na sua manifesta relação com o financiamento ilegal dos partidos, e o mais grave dos crimes que lhe é adjacente, a corrupção.
> Que ao longo dos anos tinha havido actividade política muito menos retórica demagógica e ociosa.
> Que a maioria dos decisores políticos não tinha andado sempre a empurrar com a barriga quase tudo e mais alguma coisa.
> Que a maioria dos decisores políticos não tinha andado sempre a empurrar com a barriga quase tudo e mais alguma coisa.
> Que os municípios não parecessem às vezes quase comportar-se como um Estado dentro do Estado.
> Que nunca tinha havia violações ao princípio da não retroactividade da lei fiscal.
> Que nunca tinha havia violações ao princípio da não retroactividade da lei fiscal.
> Que muito menos chefes e decisores emprenhavam pelo ouvido.
> Que não havia tanta falta de gestos de decência.
> Que os chefes escutassem também os que, em privado deles muitas vezes discordando, lhes eram pessoal e profissionalmente leais.
> Que a legitimação da mediocridade não era uma triste realidade.
> Que não havia tanta falta de gestos de decência.
> Que os chefes escutassem também os que, em privado deles muitas vezes discordando, lhes eram pessoal e profissionalmente leais.
> Que a legitimação da mediocridade não era uma triste realidade.
> Que nenhuma faculdade emitia diplomas ao Domingo.
> Que o Estado, ou seja designadamente os sucessivos governos, não tolerava atrasos nos pagamentos a empresas e fornecedores superiores a 60 dias.
> Que da consulta de, discursos (a todos os níveis e pelo menos desde 1986), de programas de governo, de grandes opções do plano, de leis, de orçamentos do estado, não tivesse sido tão fácil ilustrar a mentira típica que nos ofende há décadas.
> Que o Estado, ou seja designadamente os sucessivos governos, não tolerava atrasos nos pagamentos a empresas e fornecedores superiores a 60 dias.
> Que da consulta de, discursos (a todos os níveis e pelo menos desde 1986), de programas de governo, de grandes opções do plano, de leis, de orçamentos do estado, não tivesse sido tão fácil ilustrar a mentira típica que nos ofende há décadas.
> Que os sucessivos governos já tinham olhado com rigor ao que se passa na central nuclear espanhola de Almaraz II, onde de vez em quando surgem problemas, e lhe vão sempre esticando o prazo de vida.
> Que ao longo dos anos, sobretudo desde 1991 e mais particularmente desde 2002, os governos não tivessem inscrito nos OE’s verbas sempre inferiores às efectivamente necessárias para as despesas com pessoal nas Forças Armadas.
> Que não havia pândegos que, para terem a consciência limpa, não lhe dão uso.
> Que ao longo dos anos, sobretudo desde 1991 e mais particularmente desde 2002, os governos não tivessem inscrito nos OE’s verbas sempre inferiores às efectivamente necessárias para as despesas com pessoal nas Forças Armadas.
> Que não havia pândegos que, para terem a consciência limpa, não lhe dão uso.
> Que se olhava a sério para a estrutura Concelhos e Freguesias, completamente desgraçada tendo em conta, por exemplo a fuga do interior, os despovoamentos, existindo freguesias em cidades com mais população que muitas cidades.
> Que contrariamente ao que parece ser a realidade, as inúmeras sociedades anónimas de capitais públicos tinham registos globais e eram de facto controladas com rigor.
> Que não havia tantos a não sentir vergonha, “pois quem não sente vergonha, não tem vergonha”.
> Que as nossas águas fossem menos ricas em robalos e liberalidades.
> Que os nossos OCS mostrassem mais trabalhos de verdadeira investigação.
> Que contrariamente ao que parece ser a realidade, as inúmeras sociedades anónimas de capitais públicos tinham registos globais e eram de facto controladas com rigor.
> Que não havia tantos a não sentir vergonha, “pois quem não sente vergonha, não tem vergonha”.
> Que as nossas águas fossem menos ricas em robalos e liberalidades.
> Que os nossos OCS mostrassem mais trabalhos de verdadeira investigação.
> Que não havia falhas de manutenção de equipamentos ao serviço da comunidade, nem ajustes directos vários mais que discutíveis.
> Que se ocorressem assaltos a navios nacionais ou estrangeiros nas águas territoriais ou um pouco fora delas mas dentro da massa imensa de oceano sobre a qual Portugal tem jurisdição, atento o direito internacional marítimo eram resolvidos rapidamente e com eficácia designadamente pela marinha.
Ora imaginem lá tudo isto e muito mais.
Bem, Portugal continuava geograficamente localizado onde sempre esteve.
Bem, Portugal continuava geograficamente localizado onde sempre esteve.
Mas, provavelmente, não era tão “torrãozinho de açúcar” ao gosto do “Brigadeiro Chagas” do sempre actual Eça de Queirós.
E poderíamos estar num País verdadeiramente com menos desigualdades, menos iniquidades, e menos frágil.
Infelizmente ao Camões de “mudam-se os tempos mudam-se as vontades”, tem-se sucedido a “mudança mudada em permanente mudança”.
Por isso não vamos lá, ou melhor, continuamos neste horrível lamaçal.
Infelizmente ao Camões de “mudam-se os tempos mudam-se as vontades”, tem-se sucedido a “mudança mudada em permanente mudança”.
Por isso não vamos lá, ou melhor, continuamos neste horrível lamaçal.
Todas as opiniões são legítimas, sobretudo se proferidas de forma civilizada. Tentei fazê-lo.
Até porque “povo que dorme….tirania que desperta”.
AC
AC
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