Pela 58ª vez Vital Moreira desanca em Marcelo e, opinião pessoal naturalmente, cheio de razão.
Mas Marcelo, que de certeza sabe do que VM e outros dizem sobre ele, está-se borrifando.
Prossegue no seu habitual caminho, vaidade, jactância, egocêntrico, sempre com aquele ar de modesta superioridade, não querendo saber que está a cair sistematicamente nas apreciações que chegam a público.
VM escreveu:
VM escreveu:
TERÇA-FEIRA, 16 DE SETEMBRO DE 2025
O que o Presidente não deve fazer (58): Insistir no erro
Publicado por Vital Moreira
1. Insistindo na sua veste de comentador político, Marcelo Rebelo de Sousa anuncia ir fazer proximamente um juízo público sobre a Ministra da Saúde.
Ora, num Estado constitucional os órgãos do poder político só tem os poderes enunciados na Constituição, e entre os poderes do Presidente não consta o de comentar nem de avaliar publicamente o desempenho político do Governo ou dos seus membros (salvo para justificar o eventual recurso a um dos seus poderes extremos, como seria a dissolução da AR ou a demissão do próprio Governo, o que não é seguramente o caso).
O Presidente não é eleito como comentador-mor.
2. Como tenho escrito repetidamente, o Governo não depende da confiança política do PR nem está sujeito à sua tutela política, pelo que a avaliação política da sua atividade só cabe aos partidos da oposição (na AR e fora dela), aos comentadores e aos cidadãos e grupos da sociedade civil. O PR não se encontra em Belém em nenhuma dessas capacidades. Como cidadão crítico, protesto contra esta "concorrência desleal" de Belém.
É pena que até o fim do seu mandato, daqui a poucos meses, MRS não se tenha dado conta de que estas incursões em seara alheia não atentam somente contra a Constituição - que jurou cumprir e fazer cumprir -, mas também que a sua banalização lhes retira eficácia e degrada a imagem do próprio Presidente, pondo em causa a integridade do cargo e expondo a sua impotência .
O que o Presidente não deve fazer (58): Insistir no erro
Publicado por Vital Moreira
1. Insistindo na sua veste de comentador político, Marcelo Rebelo de Sousa anuncia ir fazer proximamente um juízo público sobre a Ministra da Saúde.
Ora, num Estado constitucional os órgãos do poder político só tem os poderes enunciados na Constituição, e entre os poderes do Presidente não consta o de comentar nem de avaliar publicamente o desempenho político do Governo ou dos seus membros (salvo para justificar o eventual recurso a um dos seus poderes extremos, como seria a dissolução da AR ou a demissão do próprio Governo, o que não é seguramente o caso).
O Presidente não é eleito como comentador-mor.
2. Como tenho escrito repetidamente, o Governo não depende da confiança política do PR nem está sujeito à sua tutela política, pelo que a avaliação política da sua atividade só cabe aos partidos da oposição (na AR e fora dela), aos comentadores e aos cidadãos e grupos da sociedade civil. O PR não se encontra em Belém em nenhuma dessas capacidades. Como cidadão crítico, protesto contra esta "concorrência desleal" de Belém.
É pena que até o fim do seu mandato, daqui a poucos meses, MRS não se tenha dado conta de que estas incursões em seara alheia não atentam somente contra a Constituição - que jurou cumprir e fazer cumprir -, mas também que a sua banalização lhes retira eficácia e degrada a imagem do próprio Presidente, pondo em causa a integridade do cargo e expondo a sua impotência .
Como digo, na minha opinião VM está cheio de razão.
Basta ler atentamente (como aqui já reproduzi várias vezes) as competências definidas na CRP para o Presidente da República (Art. 133º, 134º, 135º).
Formalmente, nada lhe permite como bem salienta VM, fazer coisas como a que agora anuncia sobre a saúde e a ministra.
Lastimável.
Mas, lá está, a pouca cultura na sociedade portuguesa por um lado, por outro lado quem o devia zurzir pelos atropelos à CRP não o faz, a que se soma a bovinidade jornalística, isto que VM bem refere quase nada diz à esmagadora maioria dos meus concidadãos.
Lastimável.
O inquilino em Belém passa o tempo a divertir-se, por cá e lá por fora, como menino mimado e traquina que sempre foi, viaja constantemente sem nenhuma vantagem palpável para o país, comenta tudo e mais alguma coisa, nestes quase dez anos teve cenas entre o caricato o ridículo o inarrável, o insuportável.
Foi a Cuba mal eleito, ao Qatar para ver futebol ficando para a história aquele seu comentário sobre os direitos humanos, nos últimos tempos deixou de se despir e vestir em público, roubou batatas fritas, fez de calceteiro, um ror de parvoíces que, como diz VM - degrada a imagem do próprio Presidente, pondo em causa a integridade do cargo e expondo a sua impotência.
Mas este titular de órgão de soberania está-se na verdade a borrifar para o comum dos portugueses, para a maioria.
Está-se borrifando para muitos como eu que já não conseguem ouvi-lo e vê-lo.
Nunca mais chega Março de 2026
Tenham uma boa 5ª Feira.
Saúde, boa sorte, e tenham muita democrática paciência para aturar isto.
António Cabral (AC)
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