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quarta-feira, 2 de junho de 2021

NÃO  DEVEM  TER  IMAGINADO

Os capitães de Abril não devem ter imaginado que, 47 anos volvidos sobre a mudança de regime por força da revolta dos militares cansados de África sem solução política à vista, estivessem de volta entre muitas outras coisas, a censura, a governamentalização das Forças Armadas (FA) e o serôdio respeitinho porque sim.

E muitos dos eleitos servem-se em vez de servir a sociedade. 

Eu indigno-me com esta crescente situação. 

Mas olho em redor, olho aos meus concidadãos e, tirando o peculiar caso da tal chamada reforma na estrutura superior das FA a que mesmo assim estou convencido de que poucos ligam a não ser os de uma certa bolha, os meus concidadãos pensam na praia, olham provavelmente ao Correio da Manhã, e ás revistas cor de rosa. Estarei equivocado?

Ninguém se indigna? 

AC

terça-feira, 2 de junho de 2020

RESPEITINHO, SUBSERVIÊNCIA, PROPAGANDA, NOJO
É do que se trata, de NOJO, mete nojo.

Recordando palavras de alguém que respeito, onde pára a dignidade?
Dignidade?
Não conhecem, não sabem o que é. 
Querem é de volta o velho e Salazarento respeitinho, procedem com autoritarismo mas que agora sendo democrático e de esquerda é bom, adoram a dignidade dos subservientes, e babam-se ao ver a baba dos lacaios.
Quase todos os dias surgem novas evidências da gangrena que alastra, mas como é uma gangrena que agora é democrática, aplaude-se, engole-se calado.
E cada vez é mais trágico assistir ao crescer da bovinidade, do conformismo, da apatia.
Um dos últimos inacreditáveis episódios, para mim naturalmente, a distribuição dos dinheiros a empresas dos “me(r)dia”, com critérios exemplares (???) e claros (???) divulgados aos amigos porque isso basta (!!!), premiando os amigalhaços, premiando os que prestam vassalagem à propaganda e ao autoritarismo serôdio e beijoqueiro.
Cada vez se confirma mais, a adoração aos “me(
r)dia que, vão fotografar o almocinho das excelências, ou reparando nele a roer a maçã, ou vão coreografar a oferta das sopinhas ladeado por jarrões institucionais com ou sem bonés, ou assistir às compras das excelências, ou assistir às visitas ás fábricas. METE NOJO!
Como nojo mete o PR ir à livraria com assessores e ajudantes mais uma catrefa de bípedes que só sabem e mal agarrar no microfone, inundando a livraria com muito mais gente do autorizado aos cidadãos comuns. Lamentável.
Bajulação, favores, imbecilidade, discriminação, vénias, sorrisos de plástico, conivências, subserviência, descarada ausência de vergonha na cara, ausência de sobriedade, vão sendo notáveis evidências nas aparições diárias das excelências.
E as perguntas que deviam ser feitas pelos jornalistas nunca aparecem. NUNCA!
De jornalistas nada, ficam apenas a figura de autêntico tripé para o microfone.
Cada vez mais os ilustres (???) a mostrarem-se umas autênticas e genuínas ACPN ou seja, umas autoridades competentes de porra nenhuma. Por isso chama outros para teoricamente lhes explicarem como tratar do país.
Mas calma, é tudo um certo faz de conta, um circo à Costa, à Marcelo, e companhia.
Mas calma também porque, no fim, vamos ficar todos bem.
AC

segunda-feira, 11 de maio de 2020

EDUCAÇÃO,  COISA ESSENCIAL.
OUTRA COISA, SABUJICE, REVERÊNCIA PAROLA,
Não fazerem as perguntas óbvias
Portugal, formalmente um estado de direito, formalmente uma democracia consolidada mas infelizmente, creio, a cultura democrática padece de vícios vários. AINDA.
Por exemplo, os jornalistas, a esmagadora maioria deles quase pedem desculpa antes de fazerem perguntas às autoridades, aos governantes, aos deputados, aos autarcas, então se for primeiro-ministro ou presidente da República, meu Deus.
Parece estar a haver uma unicidade esquisita, muito esquisita.
Estamos em guerra?
Não, não estamos, estamos numa situação difícil, muito difícil, mas em que creio, a somar ao vírus, algumas decisões mas sobretudo indecisões e pornográficas diferenças de critérios, criam uma situação no dia a dia complexa e paradoxal.
Escrutínio?
Cidadania?
Ou bovinidade confrangedora?
O respeitinho é muito bonito, não é? 
Diziam que era só no tempo do António das botas e sucessor. 
Pois Pois!!!
AC