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sexta-feira, 8 de setembro de 2023

Sr  Dr PIZARRO

Escusam o senhor e o seu primeiro vir para cá com a conversa de que o que adiante digo é de populista, escusam de vir dizer que as novas gerações têm um enorme apego ao SNS, e muitas outras tretas.

Importa-se de me convencer disto:

- que um jovem com média entre 18,9 e 20 entra para o curso de medicina, esfarrapa-se a estudar como fez no secundário, tira a licenciatura com nota elevada e, a seguir, aceita com a maior das bonomias sentar-se dentro de uma USF atrás de uma secretária velha porventura de madeira, onde vê um computador arcaico e vai ganhar o que se sabe?  

AC

quarta-feira, 19 de julho de 2023

FORÇAS  ARMADAS (FA)
Saídas Extemporâneas da Marinha.

Mão amiga fez-me chegar um documento que reputo de interessante. Numa outra perspectiva, a daqueles que como eu entendem que Portugal deve ter FA, o documento é, por um lado, sintomático e esclarecedor sobre a competência/ sentido de Estado/ sentido das responsabilidades da esmagadora maioria dos titulares de Órgãos de Soberania e concretamente os sucessivos PM e governos, os sucessivos deputados e os sucessivos Presidentes da Republica (PR).

Por outro lado, é muito preocupante e esclarecedor quando ao trágico caminho em direcção ao desastre. 

Quanto a PR, que por inerência e definição Constitucional é Comandante Supremo das Forças Armadas (CSFA), então com o actual inquilino em Belém é cada vez mais  irrelevante e um verdadeiro Comandante Superficial das Forças Armadas (CSFA).  

O documento a que me refiro é um relatório com data de Abril passado sobre as saídas extemporâneas da Marinha durante o ano de 2022. O que o relatório mostra só será surpresa para os incautos, ingénuos, ignorantes, irresponsáveis e inocentes

O documento é minucioso, revela uma imagem negra sobre os recursos humanos na Marinha (certamente não muito diferente no Exército e Força Aérea), evidencia uma crescente degradação relativamente a anos anteriores (sobre este tema há relatórios desde 2017).

Conclusões principais, razões para as crescentes saídas extemporâneas da Marinha:

- o número de saídas em 2022 mais que duplicou a média dos últimos 4 anos,

- baixas remunerações e vencimentos, cerca de 65,5% dos casos,

- procura de oportunidade profissional mais vantajosa, o que muito tem a ver com aspectos remuneratórios,

- procura de maior valorização, realização e estabilidade, o que também tem em parte a ver com aspectos remuneratórios, 

- demora na progressão na carreira,

- difícil conciliação entre trabalho e família.

Deste documento ressalta também, se li bem, que a Marinha estará há algum tempo a ver se no seu âmbito consegue atenuar o problema através de medidas que designa por "mitigação" a saber, apoio ao alojamento e habitação, apoio em creche para filhos de militares, diminuição da formação inicial para mais rapidamente poderem embarcar.

Sobre este relatório, em 2 de Junho passado, o Almirante Gouveia e Melo que é o actual chefe da Marinha (CEMA-Chefe do Estado-Maior da Armada) exarou o seguinte:

Visto com preocupação.
Continuar a seguir e procurar novas estratégias de mitigação.
Dar conhecimento deste relatório à Defesa.

Interessado que sou como cidadão e entendendo que Portugal deve ter FA e, particularmente, Marinha e Força Aérea com meios adequados às responsabilidade do país designadamente no que se refere à brutal massa oceânica sobre a qual tem jurisdição, este documento dá uma imagem desgraçada sobre o Estado, sobre o estado a que chegámos, e tudo indica prosseguirá para pior. Apesar das patéticas e constantes loas sobre Mar e FA, o que começa a raiar o insuportável.

Que dizer sobre o que está à vista e que os responsáveis pela governança e pelo regular funcionamento das instituições fingem sistematicamente que não há problema especial?

Acrescento apenas isto:

1º - a responsabilidade do caos e desgraça em que estamos é dos sucessivos titulares de órgãos de soberania, agravando-se decisivamente desde 2017,

2º - algumas chefias militares não estão isentas de responsabilidades, e a isto não deve ser alheia a crescente politização da escolha das chefias militares desde 1994 quando no final do Cavaquistão alteraram a lei pertinente, 

3º - podem tentar mitigar o que quiserem, serão acções sem eco, pois as remunerações e vencimentos dependem do poder político tal como os estatutos e o poder político não tem coerência nem honestidade intelectual para acabar com as FA como certamente desejaria, pelo que estrangula financeiramente  o pouco que existe, e algo me diz que a I República tem servido de exemplo para esta gentalha actual.

Em síntese, isto não tem concerto. Verem a situação com preocupação ajuda ZERO. 

António Cabral (AC)

quinta-feira, 24 de junho de 2021

CULTURA.  MUSEUS.
Museus, peças fundamentais no âmbito da cultura. E da história. Uma face do país.
Com regular assiduidade vou a museus, por todo o país. Com a porca pandemia há 16 meses que a minha vida neste aspecto também ficou muito alterada. Ainda assim, no final de Maio passado, o último que visitei foi em Condeixa, o pequeno mas muito interessante PO.RO.S. 
E quis também voltar a visitar, em Coimbra, Sta Clara - a - Velha; não se podia.
Nos últimos tempos várias notícias são preocupantes, desde o caso do novo Museu dos Coches com salas fechadas por razões diversas nada abonatórias, a outras denúncias relativas a outros museus sobre faltas de recursos humanos e, obviamente, financeiros também. Sem estes não se consegue contratar ninguém. Sem recursos financeiros não se pode acorrer a obras. E prioridades? 
Talvez durante um "drink" de fim de tarde pudessem olhar mais demoradamente para estes aspectos.
AC

sábado, 14 de novembro de 2020

PARECE  QUE..........

À semelhança do que viu fazer a colega de governo na área da saúde, que vai chamar muita gente já não no activo profissional, parece que ele vai chamar estes todos para preencher os quadros de pessoal (exauridos) do Exército.

AC