ASNEIRAS a EITO
Qualquer pessoa se pode enganar. Mas enganar-se repetidamente…
Vem isto a propósito do senhor que tutela (mesmo ?) as faculdades e universidades. Há quem diga que não teve intervenção e responsabilidade no "chumbo" dado à faculdade de medicina que a Católica queria concretizar. Como não tenho a certeza, calo-me.
Mas se "sentenças" anteriores, sobre diferentes aspectos no âmbito do ensino superior, já catalogaram bem o titular em causa, o que se passou recentemente com as referências a médicos de família e ao anuncio de três novas faculdade de medicina são autenticamente umas cerejas em cima destes pastosos bolos socialistas.
Promessas, propaganda!
Médico = curso de seis anos + estágio de um ano + candidatura a especialidade. E pela vida fora……….É tão simples sr ministro. E não é por eu ter contacto com médicos e enfermeiros. É tão simples!
Depois, até a minha idosa vizinha na aldeia sabe de certas diferenças.
Por exemplo, a tarimba de um médico passa em grande parte por anos de trabalho hospitalar. Claro que um cirurgião habilitado para, por exemplo, operar estômago (um amigo meu esteve quase 8 horas a operar) não se faz do pé para a mão, mas um médico de família também não sai na Farinha Amparo.
Claro que estes dislates são comandados pelo intrujão - mor que anda há anos a prometer médicos de família em barda e as promessas não são cumpridas. A explicação é fácil mas leva tempo a explicar. Mas é fácil. Basta deixarem de ser vigaristas. Expliquem aos incautos cidadãos comuns. Podem começar por condições de trabalho fora de Coimbra, Setubal, Porto, Lisboa, Leiria. Podem também explicar porque são raros os voluntários para ir para o interior.
Podem por exemplo explicar que, como não há médico seja de família ou especialidade diferente em imensas zonas do interior do país, mais ou menos de 15 em 15 dias anda em alguns sítios uma caravana a que chamam unidade de saúde móvel a qual tentar tapar os "buracos". Outro dia estive a contar a fila de espera, era para cima de cinquenta velhotes e velhotas ao Sol.
O problema não nasceu em 2015, mas tem-se agravado e de que maneira.
Dislates, propaganda, mentira. É como estamos neste paraíso rosa.
AC
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