sábado, 6 de agosto de 2022

A    PROPÓSITO    de    INTERESSES

No passado, nas grutas, descobriram representações do que terá sido esse passado, como o homem das cavernas, coberto com pele de animais, um grosso cajado ao ombro, caça, etc.
E temos as gravuras do Côa.
Os séculos foram passando, e sabe-se hoje com algum rigor o que foi a evolução dos tempos. 

Uma pré-história entre algures 7 000 000 a 3500 a.c., depois uma alta antiguidade, impérios e cidades, idade média (476-800), idade média tardia (1452-1492), Renascença / Reforma (1492-1594), Iluminismo (1715-1780), época das revoluções (1789-1851), acordar das nacionalidades (1851-1871), impérios (1871-1914).

Tivemos ao longo dos tempos, diferentes e diversas evoluções tecnológicas. 
De 1914 ao presente, conhecem-se bem, as guerras, a "doce paz" após 1945, sempre a "paz" aos nossos dias, como sempre se observa!

O que motivou o homem ao longo dos séculos?
Subsistência. Poder. Fé. Religião. 
Poder, armas, território, domínio.
Sempre, os problemas colocados ao "homem", no domínio económico, no domínio da subsistência de povos. 
Ao tempo dos deuses foi sucedendo o tempo dos homens. 
Ao longo dos séculos, regimes político-sociais diversos. 
Importa não esquecer de olhar às estruturas sociais através do tempo.

Ao longo do tempo podemos ver que houve, SEMPRE, o homem que trabalha, o homem que empunha a espada e o escudo, o homem que governa. 
Círculos sociais, diversos, uma cadeia ascendente até aos círculos sociais de privilegiados. Sempre. SEMPRE.

E, sempre, países altamente desenvolvidos, países desenvolvidos, países em vias de desenvolvimento, países subdesenvolvidos e ou estagnados e, ainda, dentro de muitos países e se calhar em todos, assimetrias entre as suas diferentes regiões. 
E desigualdades, SEMPRE, dentro de países, entre países, DESIGUALDADES GRITANTES.

Ao longo da história houve, SEMPRE, assimetrias, disparidades, desníveis, contrastes, desequilíbrios, desigualdades, carências, riqueza, pobreza, genocídios, mortandades, guerras.

Ao longo do tempo, e por diferentes prismas, muitos olharam as sociedades: Péricles, Heródoto, Platão, Políbio, Seneca, Helânico, Galileu, Tucídides, Aristoteles, Sócrates, Sto Agostinho, Dante, Aquino, Maquiavel, Descartes, Erasmo, Thomas Morus, Lutero, Bergson, Thomas Hobbes, Mirabeau, Rousseau, Napoleão, Bismarck, Jean Boudin, Richelieu, Colbert, Voltaire, Montesquieu, Francis Bacon, Adam Smith, Ricardo, Sieyes, Malthus, Kant, Tocqueville, John Locke, John Mill, Friedrich List, Max Weber, Proudhon, Marx, Hengels, Bertrand Russell, Heidegger, Proust, Cunningham, Keynes, Marcuse, Leopold von Ranke, Schumpeter, Alfred Sauvy, James Monroe, Churchill, Charles de Gaulle, Willy Brandt, Henry Kissinger, Zbigniew Brzezinski, Hans-Dietrich Genscher, Helmut Kohl, Angela Merkel, Margaret Albright, Gorbatchov, etc. 
Todos, examinando a vida, o seu país, os outros países, o mundo.

Política externa, que assim se fala hoje, sempre existiu no relacionamento entre povos, países. 
Política externa, hoje, basicamente, e apesar das grandes loas aos valores e ideais, SEMPRE baseada em objectivos concretos. 
A execrável Alemanha nazi, a Alemanha de hoje TÃO (!?) solidária!
Por muito que afaguem a diplomacia, o consenso, o que tem lugar à mesa dos maiores, são avaliações de poder e o que em cada sítio definem como interesse nacional.

O mundo não é o que se deseja que fosse, INFELIZMENTE, nunca foi, as coisas são o que são, e o que aconteceu aconteceu, por mais que certa gentalha queira reverter /reescrever acontecimentos passados. 
Há gentalha que persiste em querer impor uma espécie de unicidade do pensamento, pensamento único e, consoante modas e momentos, passam o tempo a definir uns quantos Maus e uns quantos Bons. 
Mas escolhem não olhar para trás!
E eu continuo SEMPRE sem ter a certeza quanto a certos "bons".
António Cabral

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